DESTAQUE

NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

27 de jan. de 2008

Sindjor promove Carnaval Imprensando o Bebum

Folia garantida para você e toda a sua família é no Carnaval Imprensando o Bebum. O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) está retomando o histórico bloco carnavalesco e prepara uma grande festa para o próximo sábado (02). O ponto de encontro é em frente ao bar Lucio’s do Caju, na rua Estevão de Mendonça, próximo ao Chopão.

A animação ficará por conta de Johnny Marcus, que preparou uma seleção de músicas carnavalescas de boa qualidade. Com sambas, marchinhas, sambas-enredo e chorinhos você vai curtir um animado carnaval e relembrar os velhos e bons tempos da folia cuiabana.

Serpentinas e confetes vão colorir a tarde de folia e recuperar a antiga tradição do Sindicato, que em diversos carnavais cuiabanos desfilou com seu bloco pelas ruas da cidade levando a alegria da imprensa mato-grossense.

O Sindjor já está vendendo camisetas para os foliões que queiram participar da festa e contribuir com a entidade. Quem quiser adquirir a camiseta, ao custo de R$ 15,00, pode entrar em contato com o Sindicato, por meio do telefone (65) 3025-4723. O lucro obtido será revertido às ações da campanha salarial 2008.

O Bloco

O bloco carnavalesco Imprensando o Bebum foi criado em 1987 pelo jornalista Malik Didier e outros jornalistas, a exemplo de Rosana Vargas. Didier, que morreu em um acidente de carro em 15 de fevereiro de 1992, justamente quando preparava o desfile do bloco para aquele ano, era conhecido pela sua irreverência e alegria.

O jornalista Valdemir Felix lembra com carinho que nas rodas de amigos Malik Didier era chamado de “maluco de doer”, apelido que fazia jus à irreverência do carnavalesco. A morte prematura de Didier, com 35 anos, provocou uma verdadeira comoção na Grande Cuiabá.

Um ano depois de sua morte, Felix e o cantor e compositor Pescuma compuseram o samba “Malik Alegria” em homenagem ao criador do bloco Imprensando o Bebum, que foi “adotado” pelo Sindjor-MT.

A jornalista e artista plástica Vitória Basaia, da Comissão de Ética do Sindjor, lembra que no primeiro desfile do Imprensando o Bebum foi a responsável pela confecção de todas as fantasias dos foliões. “Lembro que o buchicho do bloco ocorria dentro do estúdio de gravação do Malik”, conta ao ressaltar que por muitos anos o bloco desfilou na avenida, junto com os demais blocos carnavalescos cuiabanos.

Serviço

O que: Carnaval Imprensando o Bebum
Quando: Dia 02 de fevereiro (sábado), às 15h
Onde: Em frente ao bar Lucio’s do Caju, Rua Estevão de Mendonça – bairro Quilombo, ao lado da Academia Phídias, próximo ao Chopão.
Informações: 3025-4723 – 9982-5871 – 9922-9445

25 de jan. de 2008

Reforma Política e conferência da juventude marcam dia de Ação Global do FSM em Cuiabá

Um chá-com-bolo solidário, a assinatura do manifesto pró Constituinte Exclusiva para a realização da Reforma Política no país e uma conferência livre da juventude serão as ações realizadas em Mato Grosso para marcar o Dia de Mobilização e Ação Global do Fórum Social Mundial (FSM) e lembrar que um outro mundo é possível.

O evento ocorre amanhã, 26 de janeiro, a partir das 9h00 na Praça da República, centro de Cuiabá. O Sindicato dos Jornalistas de MT – SINDJOR participará da atividade que está sendo realizada em conjunto com o PT-MT, Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública (Sintep), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Comissão Indigenista Missionária – CIMI/MT; Comissão Pastoral da Terra – CPT/MT; Fórum Estadual de Economia Solidária – FEES/MT; Fórum de Articulação de Mulheres de MT; União da Juventude Socialista – UJS; FORMAD; e Federação dos Bancários.

O chá-com-bolo solidário será garantido pelas entidades participantes, cada uma levará um item para uma mesa fraterna montada em plena praça.

Saiba mais sobre o Fórum pelo site www.wsf2008.net.

Serviço

O que: Dia da Ação Global do Fórum Social Mundial
Quando: 26/01, sábado, às 9h00
Onde: Praça da República, Centro de Cuiabá.

Convocação

SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO - Sindjor
Filiado à Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e à CUT
Gestão “Não Abandone o Gilmar” 2007/2010
Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena-Cuiabá-MT- 78.005.000
Fone: (65) 3025-4723 http://sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com/
CONVITE
O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso realiza neste sábado (26) mais uma reunião ordinária da categoria às 14h na própria sede do Sindjor/MT, localizada na Rua Presidente Marques, 1532 bairro Santa Helena.
Na reunião deste sábado serão discutidos:

- Carnaval: Imprensando o Bebum (últimos detalhes);
- Debate sobre os políticos apresentadores;
- Campanha salarial 2008 - calendário rodadas de negociações com as empresas;
- Rifa tela Vitória Basaia;
- Planejamento 2008;
- Entre outras pautas que podem surgir durante a reunião.

Se você está insatisfeita (o) com as condições de trabalho da nossa categoria; se você está preocupada (o) com o rumo da imprensa mato-grossense; se você está cansada (o) de salários achatados e atrasados, venha ajudar a construir uma categoria forte, capaz de resgatar e garantir nossos direitos de trabalhadores!

Por uma sociedade consciente de seus direitos é que lutamos!

"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade”.

Paulo Freire

Ata da Assembléia Geral do Sindjor-MT

SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO - Sindjor
Filiado à Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e à CUT
Gestão “Não Abandone o Gilmar” 2007/2010
Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena-Cuiabá-MT- 78.005.000
Fone: (65) 3025-4723 http://sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com/

ATA DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO DO DIA 16 DE JANEIRO DE 2008 – CAMPANHA SALARIAL 2008 – Aos dezesseis dias de janeiro de dois mil e oito, às 19h30 horas, houve primeira chamada para a realização de assembléia geral extraordinária dos jornalistas e associados ao Sindicato com a seguinte pauta a deliberar: estabelecimento do piso salarial para a categoria dos jornalistas do estado e adequação do Estatuto dos Jornalistas de Mato Grosso. Como havia trinta e oito jornalistas presentes no momento – quorum que não atendia a trinta por cento da categoria para se iniciar a discussão, como determina o estatuto –, a assembléia iniciou-se em segunda chamada, às 20 horas, com 55 jornalistas. Em seguida a jornalista Keka Werneck, presidente do Sindjor MT, saudou as pessoas presentes e pediu que todas dessem uma salva de palmas ao esforço de estarem participando das deliberações. Depois Keka fez uma explanação sobre a importância da mobilização da categoria na luta por uma campanha salarial que possa ter êxito. Ela falou que o piso da categoria está paralisado em R$ 1.050 desde 1995, por meio de convenção. Em seguida mencionou que o Sindicado estará se esforçando para divulgar as pautas concernentes aos interesses da categoria. Depois a presidente passou o informe sobre o carnaval dos jornalistas, com o bloco da categoria, o histórico “Imprensando o Bebum”, dizendo que haverá concentração dos no bar Lucio´s do Caju. Ela explicou que uma comissão está organizando as atividades. Keka também expôs a necessidade de que a categoria como um todo participe do fortalecimento dos mecanismos de comunicação do Sindicato, como do blog www.sindicadodosjornalistasmt.blogspot.com. Keka também mencionou a existência de outras comissões da categoria, como a de Ensino, que busca contato com os estudantes e professores das faculdades de Comunicação. A presidente pediu que a diretora financeira do Sindicato, Alcione dos Anjos, expusesse demais pormenores sobre a pauta da campanha salarial 2008. Alcione explicou em seguida que a dinâmica da assembléia quanto às votações se daria por meio de dois cartões, sendo o de cor vermelha para os aptos, e o branco para os não-aptos. Em seguida expôs que o horário estabelecido para terminar a assembléia fosse o de 21h30. Alcione em seguida repassou a palavra à presidente, que reforçou a pauta a ser discutida na assembléia e depois disse, rapidamente, qual seria o processo de negociação sindical em 2008, primeiro sendo pela tentativa de acordo entre as partes (Sindicato e empresas), depois, caso a primeira situação não tivesse êxito, por meio de tentativa de acordo intermediado pela DRT/MT (Delegacia Regional do Trabalho de Mato Grosso), ficando como terceiro passo, em caso de não negociação no segundo, o dissídio coletivo junto ao judiciário. Keka expôs que a categoria vive atualmente um momento de retomada de mobilização e auto-estima, o que poderia colaborar na implementação de uma boa negociação salarial. Em seguida Keka informou que o advogado do Sindicato, Francisco Faiad, teve de se ausentar por conta de um outro compromisso. Depois, Keka falou da necessidade de o Sindicato fazer modificações no seu estatuto para que a nova diretoria possa dar prosseguimento às atividades legais da entidade, visto que o Código Civil Brasileiro foi alterado em 2004, sendo necessário, portanto, ajustes ao estatuto do Sindjor MT. Em seguida Keka informou que a primeira mudança se referia ao artigo sétimo do estatuto (direitos dos sindicalizados). Não ajustado, o estatuto dizia que havendo descontentamento dos filiados quanto à diretoria do Sindicato, se a própria categoria quisesse fazer assembléia por conta própria, era necessário convocá-la tendo a subscrição de no mínimo 15% de sindicalizados quites. Com a alteração, esse patamar passaria a um quinto dos sócios quites, ou seja, 20% deles. A outra adequação dizia respeito ao artigo décimo sexto, sobre o quorum instalado para se fazer assembléia da categoria, por deliberação da diretoria do Sindicato, que era de 15% dos sócios quites, sendo que a alteração estabelecida pelo Código Civil previa que este patamar passasse a ser de um quinto dos sindicalizados quites. Keka expôs que também havia a proposta de alteração quanto ao quorum para destituir a diretoria empossada, se a categoria enxergasse isto como necessário. Quanto a isso o estatuto não fazia referência. O Código Civil estabelecia que para este fim haveria necessidade de um quorum qualificado de dois terços dos sindicalizados quites com o Sindicato. Em relação a essas mudanças ao estatuto do Sindjor MT, 35 jornalistas votaram em favor delas, não houve nenhum voto contra e nenhuma abstenção, sacramentando, assim, as alterações conforme as mudanças já feitas no Código Civil em 2004. Keka clamou às pessoas presentes para participarem intensamente da assembléia. Alcione disse que Keka apresentaria quatro propostas para a campanha salarial, sendo a primeira de autoria da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), a segunda a dos jornalistas que trabalham em Sinop, a terceira dos jornalistas que trabalham em Rondonópolis e a quarta a dos jornalistas que vêem participando das reuniões do Sindjor MT em Cuiabá. Keka em seguida passou a expor as quatro sugestões do piso salarial da categoria em Mato Grosso. Inicialmente, ela explicou que juridicamente os jornalistas do estado não possuem piso salarial, havendo, sim, um piso convencionado entre trabalhadores jornalistas e patrões. Keka expôs a proposta da Fenaj, nela estando a sugestão da Federação de piso e de reajuste. Ela disse que a Fenaj coloca o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) como parâmetro para definir patamares salariais, propondo reajuste de 10% referente à equiparação salarial dos últimos cinco anos e mais 5% de ganhos reais, somando 15%, além do que este percentual poderia ser acrescido de 5% para quem estivesse no mesmo posto de trabalho há pelo menos três anos, chegando, assim, ao patamar de 20%. Seria o piso de Mato Grosso, de acordo com a Fenaj, R$ 1.319,15, podendo ser arredondado na negociação em R$ 1.400. A justificativa da Fenaj para garantir tal proposta na prática seria mencionar que as empresas de jornalismo crescem em anualmente em média no país 7%. A proposta dos jornalistas de Sinop, expôs Keka, era de R$ 1.509,25 para jornalistas em redação e de R$ 2.024,50 para assessores de imprensa, também levando em consideração o INPC. A proposta de Rondonópolis era a de que houvesse um piso único para capital e interior, incluindo “um dia de apagão na mídia” para protestar contra as más condições de trabalho implementadas pelos donos das empresas de comunicação. A proposta apontada por jornalistas reunidos no Sindicato, sede em Cuiabá, no sábado, dia doze de janeiro de 2008, indicou o piso salarial único de R$ 1,800 para a categoria, além do percentual de reajuste de sugerido pela Fenaj. Keka expôs também que em conversa com o advogado Francisco Faiad, devem ser utilizados na negociação da campanha salarial o aumento dos índices de preços relativos à cesta básica, ao transporte e quanto ao crescimento das empresas de comunicação no estado. Márcia Andreola expôs que deveria constar na proposta da categoria o fato de que há 11 anos não havia dissídio coletivo. Keka disse que as empresas mentiam ao dizerem que não têm dinheiro para pagar piso maior e efetuar reajustes. Ela defendeu que as empresas paguem em dia, e no mesmo dia a todos os trabalhadores das empresas. Também falou que o Sindjor MT vai acampar com barraca em frente às empresas para pressioná-las. Falou que jornalista não é massa de manobra e que há figuras importantes como Herzog, que, como profissionais da notícia fizeram a diferença no país. Enock expôs que o Sindjor está com capacidade de conseguir o estabelecimento jurídico do piso da categoria. Falou que o piso único iria contemplar todas os jornalistas do estado, na capital e no interior. Mencionou a dificuldade de negociar a questão salarial porque as empresas não estão reunidas em um sindicato, o que obriga o Sindjor MT a negociar com cada firma, uma por vez. Informou que as empresas só têm aumentado seus lucros e que isto deve corresponder ao aumento dos salários dos trabalhadores da notícia. Thais Raeli falou que o valor de R$ 1.800 poderia gerar demissões e dificultar pagamento a funcionários que atuam no interior. Também disse que esse valor poderia agravar a situação de estagiários. A presidente Keka, respondendo à intervenção de Thais, disse que o êxito da negociação vai depender da mobilização e da união dos jornalistas, e que isto poderia evitar demissões em decorrência de aumento de salário. Marta Baptista disse que as preocupações de demissões em razão de aumentos salariais são comuns, mas é necessário ter amor próprio e lutar por melhores condições de trabalho. Laura Lucena expôs que quando houve o “piso convencionado” de R$ 1.050, em 1995, as empresas também ameaçaram demitir jornalistas em massa, mas não o fizeram. Falou que os patrões vão voltar a fazer ameaças, mas que isto é uma prática deles para intimidar os trabalhadores. Ressaltou que quem tem competência, se garante. Disse que é necessário denunciar os abusos de patrões contra trabalhadores. Rose Medeiros disse que a preocupação de haver demissões por conta de aumentos de salários não pode intimidar os jornalistas, pois as empresas precisam de pessoas capacitadas para trabalhar. Ela falou que é necessário, numa negociação salarial, reivindicar patamares avançados para conseguir um bom resultado. Márcia Andreola perguntou à Comissão de Educação se a cláusula existente nas pautas de reivindicação dos jornalistas constava que o número de estagiários deveria respeitar o patamar de até 20% do total de jornalistas em cada redação. Keka respondeu que essa reivindicação existe, mas que não é cumprida, e que os estagiários acabam fazendo o serviço de trabalhadores da notícia profissionalizados. Alcione expôs que é necessário pedir valores avançados para conseguir boa negociação salarial. Ela afirmou que a proposta de piso de R$ 1.800 não estava alta, mas, sim, dentro da realidade social em que o jornalista vive. Keka reafirmou que era necessário reivindicar R$ 1.800 de piso e se preparar para o dissídio coletivo, visto que as empresas poderiam não querer negociar nem individualmente com o Sindjor MT, nem por intermédio da DRT. Maurílio Mederix defendeu a proposta de piso de R$ 1.800 para que este valor prosseguisse até o dissídio coletivo, caso não houvesse acordo anterior à disputa judicial quanto ao valor reivindicado. Laura Lucena pediu explicação sobre o que significava o termo pauta fechada, a fim de que todas as pessoas presentes na assembléia entendessem o que estava sendo discutido. Alcione explicou que com uma pauta fechada a diretoria não poder de flexibilizar a negociação. Aline Cubas disse que era preciso que o Sindicato saísse com pauta de negociação aberta e não fechada, para que se conseguisse êxito nos pontos reivindicados. Ela defendeu uma margem de negociação, pois no judiciário a prática é de balizar os pisos a partir dos índices mais baixos estabelecidos legalmente. Ela defendeu uma proposta de negociação do piso flexibilizada entre R$ 1.800 e R$ 1.600. Alcione destacou que o valor de R$ 1.800 não levava em consideração o reajuste proposto pela Fenaj (15% a 20%). Thais Raeli disse que os outros estados têm plano de saúde, auxílio-creche, vale-transporte, entre outros benefícios, defendendo, por isto, que o valor de R$ 1.800 fosse aprovado pela categoria. Anderson Pinho perguntou se a compensação pelas horas trabalhadas, além da carga horária diária de cinco horas, entrariam na pauta de negociação. Vitória Basaia lembrou que no passado as empresas tratavam melhor os trabalhadores da notícia. Ela expôs que atualmente há problemas quanto aos estagiários, que permanecem nesta função por até três anos, ocupando o lugar de jornalistas profissionais. Alcione esclareceu que pela lei o estágio em jornalismo é proibido, mas que a realidade acaba colocando esta legislação no arcaísmo. Diante disso, ela expôs que o Sindicato, anos atrás, estabeleceu acordo com a UFMT para regular o assunto. Mauricio Barbant disse que o valor de R$ 1.800 é um bom patamar para se iniciar a negociação, pois os patrões tendem a reduzir nas contrapropostas. Ele falou da necessidade de haver flexibilidade na negociação. Disse que a pauta de negociação não deve levar em conta apenas o salário, mas deve considerar os benefícios, como creche, plano de saúde e vale-transporte. Defendeu que o Sindicato deve cobrar que a DRT fiscalize realmente as empresas, pois se os trabalhadores da notícia fizessem isto poderiam ser perseguidos. Maurílio Mederix perguntou se diante de uma pauta fechada os empresários não aceitassem os valores reivindicados, o que ocorreria. Keka esclareceu que nesse caso o assunto seria na justiça, ou seja, por meio do dissídio coletivo. Carlos Alberto, o popular Dengue, disse que os jornalistas, acostumados a fazer matérias sobre manifestações de rua, deveriam ter coragem de enfrentar os patrões. Falou da necessidade de que houvesse união dos trabalhadores e que no dissídio os jornalistas estivessem presentes em massa diante do magistrado. Keka, com a palavra, coordenou os encaminhamentos, expondo as propostas para a campanha salarial. Enumerou as votações, sendo elas referentes: 1) piso, se único ou diverso; 2) negociação da pauta, se fechada ou aberta; 3) valor do piso; 4) percentual do reajuste. A votação referente ao piso, se único ou diverso, teve o seguinte resultado: a proposta de piso único teve 38 (trinta oito) votos; a proposta de piso diferenciado não recebeu voto; e não houve abstenção. Em seguida se procedeu a votação sobre pauta fechada ou aberta, tendo sido o resultado: pauta fechada teve 6 (seis) votos; pauta aberta, 32 (trinta e dois) votos; não houve abstenção. Devido a esse resultado, foi necessário uma votação sobre o limite de flexibilização. Aline Cubas propôs o piso de R$ 1.800 com flexibilização até R$ 1.600. Alice Matos contrapropôs a reivindicação de Aline apresentando o piso de R$ 2.100, podendo haver negociação até R$ 1.800. Márcia Andreola ressaltou a importância de justificar o valor de R$ 2.100. Mauricio Barbant falou que o valor de R$ 2.100 como proposta maior de piso é correto diante das perdas salariais por vários anos sem piso jurídico e sem reparações. Rose Domingues defendeu a proposta de Alice. Em seguida, procedendo à votação, Keka explicou haver duas propostas para a margem de negociação quanto ao piso salarial único: 1) piso de R$ 1.800 com flexibilização a R$ 1.600; e 2) piso de R$ 2.100 com flexibilização a R$ 1.800. A votação teve o resultado seguinte: a proposta 1 teve 10 (dez) votos e a proposta 2 teve 28 (vinte oito) votos. Não houve abstenção quanto a esta votação. Juliana Michaela propôs que no material de campanha salarial fossem estabelecidos comparativos entre os salários de várias profissões, demonstrando o tanto que os salários dos profissionais da notícia estão defasados. Keka encaminhou a votação referente ao percentual de reajuste que seria reivindicado pela categoria. Gibran Lachowski solicitou que fosse feito um esclarecimento por Keka sobre este percentual para esclarecer as pessoas presentes. Ela expôs que o reajuste subentende o percentual de reparação dos últimos cinco anos (de 10%, segundo a Fenaj), somado ao valor referente ao ganho real (de 5%, conforme a mesma Federação). E além disso, conforme a Fenaj, para os trabalhadores que têm no mínimo três anos no mesmo posto de trabalho, receberiam 5% a mais, chegando, ao todo, a 20% de reajuste. Em seguida se procedeu a votação sobre o reajuste, se fechado (de 15% podendo ir a 20%, conforme a situação salarial atual de cada trabalhador) ou flexibilizado. A proposta de negociação de reajuste fechado teve 32 (trinta e dois) votos e a de reajuste flexibilizado teve 6 (seis) votos. Não houve abstenções. Depois, Keka passou à leitura das 73 cláusulas da pauta-padrão sugerida pela Fenaj como base para a campanha salarial 2008, subentendendo que não era preciso apreciar as três primeiras, referentes ao valor do piso, triênio (reajuste de 5% aos trabalhadores empregados há pelo menos três anos na mesma empresa e função) e escala móvel (reajuste mensal pelo INPC). Em seguida passou-se à apreciação dos demais itens, a partir do quarto. A assembléia deliberou, para dar agilidade ao processo, que as cláusulas que não tivessem consenso seriam apreciadas ao final de todo o documento. Portanto, as cláusulas acordadas em unanimidade foram as seguintes: salário do substituto, salário-substituição, novas técnicas e equipamentos, remuneração, seguro de viagem, adicional salarial por viagem, direito autoral, delegado nacional, carteiras de trabalho, empregado acidentado, creches, licença para estudantes, auxílio-universitário, garantia para aposentadoria, aviso prévio, obrigatoriedade de motivar a dispensa, atividades sindicais, garantia do mercado de trabalho, garantia de 30% vagas, cotas de afro-brasileiros, novas contratações, escala de trabalho, duração do trabalho, intervalo entre as jornadas de trabalho, escala de folgas, horas extraordinárias, verba de transporte, data de pagamento de salário, comprovante de pagamento de salário, plano de cargos e salários, estabilidade, atestado médico, horário de trabalho especial para portadores de doenças graves, faltas e horas abonadas, amamentação, licença-paternidade, estabilidade de gestante ou nutriz, licença para jornalista adotante, quadro de aviso, folga aos domingos, férias, assédio moral, auxílio-funeral, atendimento sindical, comissão paritária, campanha de sindicalização, liberação de jornalistas profissionais, exemplar do sindicato, espaço sindical gratuito, vale-alimentação, vale-transporte, alimentação, convocação para serviços inadiáveis, autorização de descontos, relação de descontos, plano de saúde, CIPA, complementação do benefício de auxílio-doença pago pelo INSS, transporte noturno, multa por descumprimento, compromisso, infrigência da lei que regulamenta a profissão, contribuição confederativa, estágio, reconhecimento profissional, ética do jornalista, estacionamento e convenção. Em seguida Alcione procedeu à leitura que constavam da pauta da campanha salarial 2007, mas que não estavam presentes na proposição-padrão da Fenaj, quais fossem: cartão-ponto, auxílio-vestuário, apoio a jornalistas processados, seguro de vida, complementação da aposentadoria, homologações acompanhadas pelo Sindicato e pagamento de salário em dia em conformidade com a lei. A seguir foram apreciados os destaques. Quanto a clausula referente aos direitos autorais, Jonas da Silva defendeu que os materiais produzidos por profissionais de empresas de comunicação que sejam veiculados em outro tipo de mídia (mesmo que pertencente ao mesmo grupo) devem receber 30% a título de adicional sobre o valor cobrado pela reprodução. Em relação ao destaque concernente ao delegado regional, Keka pontuou que o dirigente sindical nesta condição tem imunidade. Outro destaque: liberação dirigente sindical. Keka falou que no ritmo que o Sindjor MT vem atuando é necessário dedicação exclusiva com liberação de dirigentes sindicais. Apontou que em vários estados essa liberação ocorre. Um exemplo é o Rio Grande do Sul, que tem sete membros sindicais liberados. No entanto, diante da realidade de Mato Grosso, ela defendeu a liberação de ao menos um membro. Houve ainda outros dois destaques, sobre as cláusulas 24 e 27, sendo a primeira quanto à garantia de 30% de vagas e a outra em relação à insalubridade. Decidiu-se que essas duas cláusulas serão esclarecidas após verificação da validade da lei. Nada mais havendo a tratar, a presidenta comunicou o encerramento da assembléia geral extraordinária, tendo eu, Gibran Luis Lachowski, membro da Comissão de Ética do Sindicato, lavrado a presente ata, que vai assinada pelas jornalistas e pelos jornalistas presentes em folha em anexo.

24 de jan. de 2008

Sindjor exibe O vigarista do ano

Em comemoração ao Dia do repórter (24 de janeiro) o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) realiza sessão pipoca hoje (24), às 20h, no auditório do Centro Cultural da UFMT. O filme escolhido tem tudo a ver com a questão da ética jornalística.

Na trama, Clifford Irving (Richard Gere) é um ambicioso escritor que tenta se firmar no mercado. Há muito tempo ele procura sem sucesso uma grande história para contar, até que decide criar uma sobre alguém real. Clifford procura uma grande editora e diz que foi procurado por Howard Hughes, o excêntrico milionário que todos querem conhecer, para que escreva sua autobiografia.

Só que há um problema: ele jamais esteve perto de conhecer Hughes e tudo o que escreveu é uma mentira. Clifford conta com a propalada reclusão de Hughes, que não é visto ou fala em público há mais de uma década, e seu pouco contato com a realidade para manter a farsa. A editora aceita a proposta e publica seu livro, que logo se torna um best-seller.

Entretanto para manter as mentiras escritas Clifford precisa inventar outras e, para manter esta situação, precisa contar com a ajuda de seu amigo Dick Susskind (Alfred Molina) e a esposa dele, a artista Edith Irving (Marcia Gay Harden).

A pipoca é gratuita e a diversão e reflexão garantidas!

23 de jan. de 2008

NOTA DE REPÚDIO

* Sindjor-MT em Rondonópolis

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) repudia a forma intimidatória e humilhante que o jornalista , Gilbert Régis, repórter do jornal Diário Regional de Rondonópolis, foi tratado por diretores de futebol do União Esporte Clube, time da cidade de Rondonópolis, o jornalista foi tratado sem respeito algum ao profissional que estava no local, com o objetivo de buscar a informação verdadeira, séria, honesta e democrática.

Os diretores de futebol do União Esporte Clube, simplesmente, expulsaram o repórter do Centro de Treinamentos do clube, na terça-feira (22), no momento em que estava trabalhando no local.

O jornalista foi impedido de exercer o seu trabalho, que é buscar informações sobre o clube, após ter divulgado críticas à maneira que os diretores do Clube estavam agindo no comando da equipe. Uma clara forma de coação que relembra os anos de chumbo em que o Brasil estava regido por uma ditadura e onde as manifestações democráticas eram tratadas da maneira em que o jornalista foi. O Sindicato não vai tolerar esse tipo de ação retrograda e intimidatória por parte da diretoria do União ou de qualquer outro clube, órgão público ou empresa.


Keka Werneck- Presidente do Sindjor-MT

Lucas Perrone- Representante do Sindjor-MT/Rondonópolis

22 de jan. de 2008

II PRÊMIO MONGERAL IMPRENSA TEM INSCRIÇÕES ABERTAS ATÉ 31 DE MARÇO

Jornalistas de todo o país têm até o dia 31 de março de 2008 para se inscrever na segunda edição do Prêmio Mongeral Imprensa e concorrer a um prêmio de R$ 10 mil por categoria. Para a edição deste ano, valem matérias sobre seguros de vida e/ou previdência privada nas categorias jornal nacional, jornal regional, revista, imprensa especializada e internet, veiculadas entre 1/1/2007 e 15/3/2008. Informações sobre inscrições e regulamento estão disponíveis no site www.premiomongeralimprensa.com.br

21 de jan. de 2008

Corregedor abre procedimento administrativo para apurar possível abuso de juiz




A diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) reuniu-se na tarde desta segunda-feira (21) com o corregedor geral de Justiça de Mato Grosso, Orlando Perri e com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Inácio Dias Lessa.

A audiência foi requerida pelo Sindjor-MT para tratar das três prisões, ocorridas na sexta-feira (11), dentro do Fórum Criminal de Cuiabá, por ordem do juiz Rondon Bassil. Foram presos dois repórteres cinematográficos, da TV Centro América (Marcos Alves) e da TV Gazeta (Belmiro Dias), e um fotógrafo do jornal A Gazeta (Otmar de Oliveira). Os três tentavam fazer imagens de uma audiência, na qual estava prestando depoimento a ex-escrivã Beatriz Árias, condenada pela morte do juiz Leopoldino do Amaral, em 1999.

A diretoria do Sindjor solicitou ao corregedor geral, por meio de um ofício, a apuração dos fatos e ressaltou que o entendimento do sindicato é que houve um excesso por parte do magistrado que decretou a prisão dos jornalistas.

Diante do posicionamento do Sindjor, o corregedor geral Orlando Perri assegurou que irá instaurar um procedimento administrativo para apurar os fatos e que o resultado será levado ao órgãos especial, a quem cabe julgar se houve abuso ou não. O sindicato também informou que vai levar o fato ao conhecimento do Conselho Nacional de Justiça e à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Por fim, o Sindjor sugeriu a construção de um evento em parceria entre Sindjor-MT e o TJ-MT, em que advogados e jornalistas discutam o questionável sigilo no judiciário. A proposta foi bem recebida pelo corregedor e também pelo presidente do TJ, desembargador Paulo Lessa, que acenou positivamente à proposta.
Cientista concorda com prazo ampliado

Da Redação Jornal A Gazeta de 20 de janeiro de 2008



Apesar de polêmico, o projeto já vem ganhando defensores, como a presidenta do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Keka Werneck, e o cientista político Alfredo da Mota Menezes. Ambos avaliam que a proposta pode evitar os excessos que ocorrem atualmente.


Keka alega que os candidatos-apresentadores acabam usando os veículos como palanque. É por isso, segundo ela, que o Sindjor planeja para fevereiro realizar um grande debate sobre o assunto com a categoria. Além de Walter Rabello e Maksuês Leite, o presidente da Assembléia Legislativa, Sérgio Ricardo (PR), pré-candidato a prefeito de Cuiabá, e o deputado Roberto França (sem partido) também apresentam programas televisivos na Capital.


"Não conheço todo o projeto, mas particularmente acredito que muitos apresentadores usam os meios de comunicação para fazer campanha e atingir um maior número de pessoas. A TV e o rádio são veículos que devem ser vistos com responsabilidade social e não ser atrelados à política-partidária", afirma Keka.


Alfredo da Mota Menezes, que também defende o fim do uso eleitoreiro da TV e do rádio, pondera outro lado da questão. "Acredito que seria uma boa medida ampliar o prazo para um ano, mas como ficaria a questão dos parlamentares que já têm veículos. Eles poderiam continuar tendo?", completa.

COMUNICAÇÃO-CANDIDATURA

Proposta limita candidatos na TV
Téo Meneses - Jornal A Gazeta de 20 de janeiro de 2008

O Senado avalia a possibilidade de aumentar para um ano o prazo de desincompatibilização de candidatos-apresentadores de TV e locutores de rádio. A proposta, que tenta proibir também parlamentares de serem proprietários de veículos de comunicação, já vem gerando polêmica entre políticos e comunicadores.

A proposta decorre de um projeto de lei de autoria da senadora Serys Marly (PT) e que já está sendo avaliado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. De acordo com a legislação, os candidatos atualmente são obrigados a deixar os cargos de apresentador de TV ou locutor apenas depois de serem escolhidos em convenções partidárias realizadas sempre no mês de junho, ou seja, pouco mais de três meses antes das eleições de outubro.

Em seu projeto, Serys alega que tenta evitar o uso eleitoreiro dos meios de comunicação. Apesar dela não citar nome, o PT tem como principais adversários na disputa das prefeituras das duas maiores cidades do Estado deputados-apresentadores: Walter Rabello (PP), em Cuiabá, e Maksuês Leite (PP), em Várzea Grande.

"O uso da palavra de maneira quotidiana para prestar serviços, informar e entreter o público em meios de comunicação de massa contraria o espírito republicano e fere a isonomia eleitoral, pois corresponde ao uso de uma concessão pública para contato direto com o eleitorado e promoção pessoal, ainda que involuntária ou subliminar, favorecendo tais pessoas em face dos demais candidatos", argumenta Serys.

O projeto também visa tornar inelegíveis os candidatos que venham a desempenhar no prazo inferior a um ano antes da eleição a função de comentarista ou analista de veículos em caráter habitual. Prevê ainda que, mesmo depois de eleitos, os parlamentares não poderão exercer a atividade de comunicadores. Apenas apresentadores de emissoras essencialmente pública estariam livres da proibição.

Depois de passar pela CCJ do Senado, o projeto poderá ir para análise do plenário. Deverá enfrentar muita resistência entre os congressistas, já que vários deputados federais e senadores do país inteiro são proprietários de veículos e comunicadores.

Folha do Estado cumpre acordo firmado com Sindjor-MT

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) avaliou de forma positiva as negociações feitas com as empresas para regularização dos salários dos trabalhadores durante reunião ordinária no sábado (19). O jornal Folha do Estado vem cumprindo o acordo feito com o sindicato em novembro do ano passado e desde a semana passada colocou a folha de pagamento em dia, com o parcelamento do salário do mês de outubro. Em 2007, os trabalhadores chegaram a ficar com três salários atrasados, mas depois da negociação com o sindicato, a empresa prontificou-se em fazer o acordo

20 de jan. de 2008

Flashes na audiência

Justiça discute se imagem do réu está sujeita a sigilo

*Débora Pinho - Revista Consultor Jurídico (18/01/08) - http://conjur.estadao.com.br/static/text/63129,1


Os limites de ação da imprensa em casos que envolvem interesse público voltam à discussão. No centro do debate, o cabimento da aplicação de segredo de justiça no processo. O cenário que trouxe a discussão de volta ao mundo jurídico foi o Fórum da Comarca de Cuiabá, em Mato Grosso.
No dia 11 de janeiro deste ano, o juiz Rondon Bassil Dower Filho, da 4ª Vara Criminal de Cuiabá, deu voz de prisão aos cinegrafistas Belmiro Dias, da TV Record; Marcos Alves, da TV Centro América, filiada da Rede Globo; e ao fotógrafo Otmar de Oliveira, do jornal A Gazeta. Eles tentavam registrar imagens da audiência em que prestavam depoimentos acusados de formação de quadrilha e corrupção ativa e passiva dentro da 2ª Vara Criminal do Fórum de Cuiabá.

O caso é famoso. Servidoras e ex-estagiários respondem à acusação de que montaram um esquema ilegal no Fórum para agilizar o trâmite de processos de presos. A ex-escrevente, Beatriz Árias, condenada como co-autora pela morte do juiz Leopoldino Marques do Amaral, é uma das rés. Ela é acusada de intermediar as negociações com advogados.

O cerne da questão é o segredo de justiça decretado no processo. Depois de mais de 40 minutos de audiência, os cinegrafistas e o fotógrafo passaram por uma ante-sala que estava sem funcionários para dar informações sobre a possibilidade de se fazer imagens no local dos depoimentos. Como a porta onde acontecia a sessão estava aberta, eles tentaram fazer as imagens. O juiz deu voz de prisão a eles, que somente foram liberados depois de assinar documento comprometendo-se a não divulgar as imagens.

Vozes e imagens

A possibilidade de divulgação de imagens e vozes em audiências, cujos processos correm em segredo de justiça, levantou uma questão de Direito: a voz e a imagem das pessoas estão em segredo de justiça assim como o processo?
Uma corrente jurídica defende que sim. Afirma que não pode ser gravada nem a voz nem a imagem dentro das audiências porque aqueles atos são sigilosos e fazem parte da tramitação do processo. Gravações somente podem ser feitas na entrada e na saída, mas não nas salas de audiências.

Outra corrente afirma que apenas a voz não pode ser gravada, mas a imagem sim. Essa corrente considera que o processo e as vozes, que são transcritas para integrar os autos, fazem parte do sigilo judicial. E existe ainda quem defenda que as imagens podem ser divulgadas desde que entregues por uma fonte.
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, considera que nem mesmo filmagens ou fotografias podem ser permitidas nos locais de audiências sigilosas. Os motivos são simples. Nas filmagens, há áudios que podem ser reproduzidos posteriormente na TV. E fotógrafos podem narrar os fatos para um jornalista reportar no jornal. Dessa forma, para o ministro, o segredo perderia o significado. Entretanto, os acusados podem ser filmados fora do ambiente em que são interrogados.

O presidente da OAB de Mato Grosso, Francisco Faiad, também advogado do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, afirma que não haveria prejuízos para o processo se as imagens fossem feitas no Fórum. “Bastava o juiz paralisar o interrogatório enquanto eram feitas as imagens. Depois, pediria para os cinegrafistas e fotógrafo saírem e prosseguiria a audiência”, explica o presidente da OAB.

O advogado das Organizações Globo, Nilson Jacob, especialista em crimes de imprensa, entende que não podem ser feitas filmagens, fotos e gravações de audiência cujo processo corre em sigilo. “Entretanto, o material pode ser levado ao ar se for obtido por outras fontes posteriormente”, ressalva. Para Jacob, “não há nenhum crime nesse caso porque a proibição vale apenas durante a audiência ou o julgamento”. O problema de filmar, gravar ou fotografar os fatos na hora é que os réus e testemunhas podem ficar constrangidos, explica ele.

O segredo

A necessidade de o caso tramitar em sigilo e a falha administrativa do Fórum, que não tinha nenhum servidor para advertir os cinegrafistas e fotógrafo sobre a proibição das imagens, são alguns dos pontos que merecem reflexão. Afinal, se a audiência era privativa, a porta não deveria nem mesmo estar aberta. E o mínimo que se espera de um órgão público é que haja funcionários para prestar informações ao público. “O próprio juiz reconheceu que não houve dolo porque não havia funcionários para informá-los sobre o segredo de justiça nem um aviso. Eles não terão de responder por isso”, explica Faiad.

É importante lembrar o que diz o artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal: “Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação”.

O ministro Carlos Ayres Britto, do STF, tem a tendência de privilegiar sempre em seus julgamentos mais a informação do que o sigilo. Para tanto, tem como base o trecho final do artigo 93. Ele tem entendido que o sigilo é exceção. A regra é a transparência dos autos. O ministro Marco Aurélio e o vice-presidente do Supremo, Gilmar Mendes, pensam da mesma forma. Sempre enfatizam o interesse público.

No entanto, Gilmar Mendes é cauteloso quando o assunto é segredo de justiça. Ele considera perigoso criar algum tipo de imunidade para jornalistas por causa da projeção que se pode atingir. Em tese, se houvesse tal imunidade, seria aberta brecha até mesmo para os profissionais contratarem alguém para bisbilhotar conversas telefônicas. “Liberdade de imprensa tem limites. No estado de direito, não há soberanos. Todos estão submetidos às regras”, diz ele. No entanto, Gilmar Mendes reconhece que a imprensa não pode ser impedida de noticiar fatos em segredo de justiça se os documentos lhe são enviados, por exemplo, ou se chega à informação de outra forma. É o que ele chama de acesso livre aos fatos.

Ecos

Depois do episódio, representantes de advogados e desembargadores manifestaram solidariedade aos cinegrafistas e fotógrafo. O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Paulo Lessa, emitiu nota para lamentar o fato. “Estamos trabalhando intensamente pela construção de uma Justiça mais acessível, efetiva e transparente e a imprensa tem papel fundamental nesse processo”, afirmou. A OAB considerou “desproporcional” a medida adotada pelo juiz.

Nesta sexta-feira (18/1), o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso divulgou nota em que repudia o acontecimento. A nota deve ser enviada ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso e ao Conselho Nacional de Justiça.
Leia a nota:

NOTA DE REPÚDIO

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) repudia a atitude anti-democrática do juiz Rondon Bassil, que, na sexta-feira (11), deu ordem de prisão a dois repórteres cinematográficos e um fotógrafo, que tentavam fazer imagens da audiência em que prestava depoimento a ex-escrivã Beatriz Árias, acusada de corrupção, formação de quadrilha e associação para o tráfico, além de ser condenada pela participação na morte do juiz Leopoldino, em 1999.
Mediante Nota de Esclarecimento emitida pelo Tribunal de Justiça e pela Ordem dos Advogados do Brasil, que também lamentaram o fato, o Sindjor-MT vem por meio deste Instrumento destacar que a função da imprensa é fiscalizadora e se não cumprir com seu papel estará sendo omissa.
O Sindjor-MT já está requerendo audiência com o corregedor-geral de Justiça, Orlando Perri, e mom o presidente do TJ-MT, Paulo Lessa, para pedir a apuração dos fatos e sugerir um debate sobre a questão do sigilo no Judiciário. E vai encaminhar o caso também ao Conselho Nacional de Justiça.

Keka Werneck
Presidente do Sindjor-MT

18 de jan. de 2008

Convocação

SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO
– SindjorFiliado à Fenaj –
Federação Nacional dos Jornalistas e à CUT
Gestão 2007-2010
Rua Presidente Marques, 1532. Bairro Santa Helena/Cuiabá – MTCEP 78045-008 Fone: (065) 3025-4723









O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso realiza neste sábado (19) mais uma reunião ordinária da categoria às 14h na própria sede do Sindjor/MT, localizada na Rua Presidente Marques, 1532 bairro Santa Helena.


Na reunião deste sábado serão discutidos:


- Avaliação da Assembléia Geral realizada na última quarta-feira (16);
- Carnaval: Impressando o Bebum;
- Debate sobre os políticos apresentadores;
- Entre outras pautas que podem surgir durante a reunião.

NOTA DE REPÚDIO

O SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO (SINDJOR-MT) REPUDIA A ATITUDE ANTI-DEMOCRÁTICA DO JUIZ RONDON BASSIL, QUE, NA SEXTA-FEIRA (11), DEU ORDEM DE PRISÃO A DOIS REPÓRTERES CINEMATOGRÁFICOS E UM FOTÓGRAFO, QUE TENTAVAM FAZER IMAGENS DA AUDIÊNCIA EM QUE PRESTAVA DEPOIMENTO A EX-ESCRIVÃ BEATRIZ ÁRIAS, ACUSADA DE CORRUPÇÃO, FORMAÇÃO DE QUADRILHA E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO, ALÉM DE SER CONDENADA PELA PARTICIPAÇÃO NA MORTE DO JUIZ LEOPOLDINO, EM 1999.

MEADIANTE NOTA DE ESCLARECIMENTO EMITIDA PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA E PELA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, QUE TAMBÉM LAMENTARAM O FATO, O SINDJOR-MT VEM POR MEIO DESTE INSTRUMENTO DESTACAR QUE A FUNÇÃO DA IMPRENSA É FISCALIZADORA E SE NÃO CUMPRIR COM SEU PAPEL ESTARÁ SENDO OMISSA.

O SINDJOR-MT JÁ ESTÁ REQUERENDO AUDIÊNCIA COM O CORREGEDOR GERAL DE JUSTIÇA, ORLANDO PERRI, E COM O PRESIDENTE DO TJ-MT, PAULO LESSA, PARA PEDIR A APURAÇÃO DOS FATOS E SUGERIR UM DEBATE SOBRE A QUESTÃO DO SIGILO NO JUDICIÁRIO. E VAI ENCAMINHAR O CASO TAMBÉM AO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA.

Keka Werneck
Presidente do Sindjor-MT

A linguagem do preconceito

Por Bernardo Kucinski*

Um dia encontrei Lula, ainda no Instituto Cidadania, em São Paulo, empolgado com um livro de Câmara Cascudo sobre os hábitos alimentares dos nordestinos. Lula saboreava cada prato mencionado, cada fruta, cada ingrediente. Lembrei-me desse episódio ao ler a coluna recente do João Ubaldo Ribeiro, “De caju em caju”, em que ele goza o presidente por falar do caju, “sem conhecer bem o caju”. Dias antes, Lula havia feito um elogio apaixonado ao caju, no lançamento do Projeto Caju, que procura valorizar o uso da fruta na dieta do brasileiro.

“É uma pena que o presidente Lula não seja nordestino, portanto não conheça bem a farta presença sociocultural do caju naquela remota região do país...”, escreveu João Ubaldo. Alegou que Lula não era nordestino porque tinha vindo ainda pequeno para São Paulo. E em seguida esparramou citações sobre o caju, para mostrar sua própria erudição. Estou falando de João Ubaldo porque, além de escritor notável, ele já foi um grande jornalista.

Outro jornalista ilustre, o querido Mino Carta, escreveu que Lula “confunde” parlamentarismo com presidencialismo. “Seria bom”, disse Mino, “que alguém se dispusesse a explicar ao nosso presidente que no parlamentarismo o partido vencedor das eleições assume a chefia do governo por meio de seu líder...” Essa do Mino me fez lembrar outra ocasião, no Instituto Cidadania, em que Lula defendeu o parlamentarismo.

Parlamentarista convicto, Lula diz que partidos são os instrumentos principais de ação política numa democracia. Pelo mesmo motivo Lula é a favor da lista partidária única e da tese de que o mandato pertence ao partido. Em outubro de 2001, o Instituto Cidadania iniciou uma série de seminários para o Projeto Reforma Política, aos quais Lula fazia questão de assistir do começo ao fim. Desses seminários resultou um livro de 18 ensaios, Reforma Política e Cidadania, organizado por Maria Victória Benevides e Fábio Kerche, prefaciado por Lula e editado pela Fundação Perseu Abramo.

Clichês e malandragem - Se pessoas com a formação de um Mino Carta ou João Ubaldo sucumbiram à linguagem do preconceito, temos mais é que perdoar as dezenas de jornalistas de menos prestígio que também dizem o tempo todo que “Lula não sabe nada disso, nada daquilo”. Acabou virando o que em teoria do jornalismo chamamos de “clichê”. É muito mais fácil escrever usando um clichê porque ele sintetiza idéias com as quais o leitor já está familiarizado, de tanto que foi repetido. O clichê estabelece de imediato uma identidade entre o que o jornalista quer dizer e o desejo do leitor de compreender. Por isso, o clichê do preconceito “Lula não entende” realimenta o próprio preconceito.

Alguns jornalistas sabem que Lula não é nem um pouco ignorante, mas propagam essa tese por malandragem política. Nesse caso, pode-se dizer que é uma postura contrária à ética jornalística, mas não que seja preconceituosa. Aproveitam qualquer exclamação ou uso de linguagem figurada de Lula para dizer que ele é ignorante. “Por que Lula não se informa antes de falar?”, escreveu Ricardo Noblat em seu blog, quando Lula disse que o caso da menina presa junto com homens no Pará “parecia coisa de ficção”. Quando Lula disse, até com originalidade, que ainda faltava à política externa brasileira achar “o ponto G”, William Waack escreveu: “Ficou claro que o presidente brasileiro não sabe o que é o ponto G”.

Outra expressão preconceituosa que pegou é “Lula confunde”. A tal ponto que jornalistas passam a usar essa expressão para fazer seus próprios jogos de palavras. “Lula confunde agitação com trabalho”, escreveu Lucia Hippolito. Empregam o “confunde” para desqualificar uma posição programática do presidente com a qual não concordam. “O presidente confunde choque de gestão com aumento de contratações”, diz o consultor José Pastore, fonte habitual da imprensa conservadora.

Confunde coisa alguma. Os neoliberais querem reduzir o tamanho do Estado, o presidente quer aumentar. Quer contratar mais médicos, professores, biólogos para o Ibama. É uma divergência programática. Carlos Alberto Sardenberg diz que Lula “confundiu” a Vale com uma estatal. “Trata-a como se fosse a Petrobras, empresa que segundo o presidente não pode pensar só em lucro, mas em, digamos, ajudar o Brasil.” Esse caso é curioso porque no parágrafo seguinte o próprio Sardenberg pode ser acusado de confundir as coisas, ao reclamar de a Petrobras contratar a construção de petroleiros no país, apesar de custar mais. Aqui, também, Lula não fez confusão: o presidente acha que tanto a Vale quanto a Petrobras têm de atender interesses nacionais; Sardenberg acha que ambas devem pensar primeiro na remuneração dos acionistas.

Filosofia da ignorância - A linguagem do preconceito contra Lula sofisticou-se a tal ponto que adquiriu novas dimensões, entre elas a de que Lula teria até problemas de aprendizagem ou de compreensão da realidade. Ora, justamente por ter tido pouca educação formal, Lula só chegou aonde chegou por captar rapidamente novos conhecimentos, além de ter memória de elefante e intuição. Mas, na linguagem do preconceito, “Lula já não consegue mais encadear frases com alguma conseqüência lógica”, como escreveu Paulo Ghiraldelli, apresentado como filósofo na página de comentários importantes do Estadão. Ou, como escreveu Rolf Kunz, jornalista especializado em economia e também professor de filosofia: “Lula não se conforma com o fato de, mesmo sendo presidente, não entender o que ocorre à sua volta”.

Como nasceu a linguagem do preconceito? As investidas vêm de longe. Mas o predomínio dessa linguagem na crônica política só se deu depois de Lula ter sido eleito presidente, e a partir de falas de políticos do PSDB e dos que hoje se autodenominam Democratas. “O presidente Lula não sabe o que é pacto federativo”, disse Serra, no ano passado. E continuam a falar: “O presidente Lula não sabe distinguir a ordem das prioridades”, escreveu Gilberto de Mello. “O presidente Lula em cinco anos não aprendeu lições básicas de gestão”, escreveu Everardo Maciel na Gazeta Mercantil.

A tese de que Lula “confunde” presidencialismo com parlamentarismo foi enunciada primeiro por Rodrigo Maia, logo depois por César Maia, e só então repetida pelos jornalistas. Um deles, Daniel Piza, dias depois dessas falas, escreveu que “só mesmo Lula, que não sabe a diferença entre presidencialismo e parlamentarismo, pode achar que um governante ter a aprovação da maioria é o mesmo que ser uma democracia no seu sentido exato”.

Preconceito é juízo de valor que se faz sem conhecer os fatos. Em geral é fruto de uma generalização ou de um senso comum rebaixado. O preconceito contra Lula tem pelo menos duas raízes: a visão de classe, de que todo operário é ignorante, e a supervalorização do saber erudito, em detrimento de outras formas de saber, tais como o saber popular ou o que advém da experiência ou do exercício da liderança. Também não se aceita a possibilidade de as pessoas transitarem por formas diferentes de saber.

A isso tudo se soma o outro preconceito, o de que Lula não trabalha. Todo jornalista que cobre o Palácio do Planalto sabe que é mentira, que Lula trabalha de 12 a 14 horas por dia, mas ele é descrito com freqüência por jornalistas como uma pessoa indolente.

Não atino com o sentido dessa mentira, exceto se o objetivo é difamar uma liderança operária, o que é, convenhamos, uma explicação pobre. Talvez as elites, e com elas os jornalistas, não consigam aceitar que o presidente, ao estudar um problema com seus ministros, esteja trabalhando, já que ele é “incapaz de entender” o tal problema. Ou achem que, ao representar o Estado ou o país, esteja apenas passeando. Afinal, onde já se viu um operário, além do mais ignorante, representar um país?


Fontes: João Ubaldo Ribeiro, O Estado de S. Paulo, 2/9/2007. Blog do Mino Carta, 16/11/2007. Blog do William Waack, 2/12/2007. Texto de Lúcia Hipólito no UOL, 24/07/2007. José Pastore, artigo no Estadão, 11/12/2007. Carlos Alberto Sardenberg, “De bronca com o capital”, Estadão, 10/12/2007. Filósofo Paulo Ghiraldelli, Estadão, 29/8/2007. Rolf Kunz, “Lula, o viajante do palanque”, Estadão, 29/11/2007. José Serra, em Folha On Line, 1º/8/2006, em reportagem de Raimundo de Oliveira. Gilberto de Mello, escritor e membro do Instituto Brasileiro de Filosofia, no Estadão de 2/8/2007, reproduzido no site do PSDB. Everardo Maciel, na Gazeta Mercantil de 4/10/2007. Rodrigo Maia, em declaração à Rádio do Moreno, 6/11/2007, 17h20. César Maia em seu blog, 12/11/2007. E Daniel Pizza em texto do Estadão de 2/12/2007.

* Bernardo Kucinski é professor titular do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA/USP. Foi produtor e locutor no serviço brasileiro da BBC de Londres e assistente de direção na televisão BBC. É autor de vários livros sobre jornalismo


Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil

17 de jan. de 2008

FOTOS - Assembléia Geral dos Jornalistas - 16/01/08


* Fotos: Mary Juruna









































FOTOS - Assembléia Geral dos Jornalistas - 16/01/08


Fotos: Mary Juruna




























FOTOS - Assembléia Geral dos Jornalistas - 16/01/08


* Fotos: Mary Juruna





















Jornalistas reivindicam piso de R$ 2,1 mil



Os jornalistas de Mato Grosso decidiram na noite de quarta-feira (16), em Assembléia Geral, reivindicar um piso salarial único de R$ 2,1 mil. O piso da categoria não é revisto desde 1995, já que foi mantido, em 2003, pela justiça. A Assembléia aprovou ainda um reajuste de 15%, indo a 20% para os que estão no mesmo cargo há 3 anos ou mais.

Este reajuste é orientado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Uma pauta de reivindicações com mais de 70 cláusulas será levada para as rodadas com as empresas, a serem agendadas até 1º de maio, data base dos jornalistas. Se não houver acordo, outra Assembléia será convocada para que a categoria decida se quer levar a questão a dissídio coletivo na justiça.

“Os jornalistas entendem que lidam com a vida trabalhista de todas as categorias e que não podem mais deixar de cuidar também dos próprios direitos”, diz a presidente do Sindjor-MT, Keka Werneck. “Além disso, na Assembléia, ficou claro que, devido à importância social da profissão, da responsabilidade em lidar com as pessoas, não é justo recebermos salários tão baixos e muitas vezes com atraso”.

Uma das cláusulas tida como muito importante é a que trata sobre assédio moral, uma prática que o Sindjor-MT rechaça. Outra é sobre estágios, não podendo haver número excessivo e nem abuso dos estudantes que estão nas empresas para aprender e não para serem explorados. “Por lei federal o estágio é proibido. Mas, a realidade acabou colocando esta legislação no arcaísmo, e o que o Sindicato fez foi acordar com as empresas na tentativa de regular o mercado. Por isso todos os estágios devem ter o aval do Sindjor”, esclarece a tesoureira, Alcione dos Anjos.

Com a pauta em mãos, o Sindjor-MT vai começar a convocar as empresas, com a assessoria do advogado Francisco Faid, que também é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A diretoria do Sindjor-MT ressalta que reuniões ordinárias continuam a acontecer, todos os sábados, às 14 horas, na sede do Sindicato. E que essas reuniões são abertas a todos.

16 de jan. de 2008

CONVOCAÇÃO - ASSEMBLÉIA GERAL DOS JORNALISTAS MT

VENHA PRA ESSA LUTA! QUE É NOSSA!

SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO - Sindjor
Filiado à Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e à CUT
Gestão "Não Abandone o Gilmar" - 2007/2010
Rua Presidente Marques, 1532. Bairro Santa Helena/Cuiabá – MT CEP 78045-008 Fone: (065) 3025-4723

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA A SE REALIZAR NO DIA 16 DE JANEIRO DE 2008

A direção do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor), por decisão da Diretoria e com fundamento no Estatuto que rege a categoria, convoca os jornalistas sindicalizados e não-sindicalizados para a ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, a realizar-se no dia 16 de janeiro de 2008, primeira convocação às 19h30 com 30% (trinta por cento) dos associados, segunda convocação às 20h, com qualquer número de jornalistas, na sede do Sindicato, situada à rua Presidente Marques, nº 1532, Bairro Santa Helena, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia:

1.)Abertura da campanha salarial de 2008
2.) Adequar ao Estatuto do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso as Leis da
CLT. Nº.5.452 e Nº.10.406/2002 e a Lei Código Civil nº.11.127/2005.
Cuiabá-MT, 02 de janeiro de 2008.

Keka Werneck - Ana Angélica de Araújo Werneck
Presidente

Sindjor-MT lança hoje Campanha Salarial de 2008

A presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato grosso (Sidnjor-MT), Keka Werneck, deu entrevista hoje, dia 16, pela manhã, à CBN, para falar aos jornalistas ouvintes e à sociedade de modo geral, que à noite, às 19h30, a categoria fará uma Assembléia Geral Extraordinária, para lançar a Campanha Salaria de 2008, estudar uma revisão de piso e definir reajuste salarial.

A pauta de reivindicações é extensa e percebe também questões de saúde, estágio, assédio moral e outros temas. Ao entrevistador, Clóvis Roberto, também jornalista pela Lei Camata, Keka reiterou que jornalista é trabalhador. Clóvis Roberto concordou e reforçou´: "É, trabalhamos muito". Foi falado também sobre a função social dos jornalistas e a necessidade de ocuparmos os espaços de luta, para que ajudemos a solidificar uma sociedade mais democrática e popular e diversa.

15 de jan. de 2008

Representante do Sindjor visita redação



* Kátia Passos - Secom/VG
Foto: Robson Silva

Jornalistas da Secretaria de Comunicação Social de Várzea Grande (Secom/VG) receberam na manhã desta terça-feira (15.01) a visita do representante do Sindicado dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT), Nelson Severino.

Ele reforçou o convite aos assessores da prefeitura para que participem amanhã (16.01) da Assembléia Geral da categoria, onde serão discutidos o lançamento da campanha salarial e adequação do estatuto do Sindjor. A reunião acontece na sede do Sindicato dos Jornalistas, localizado na Avenida Presidente Marques 1532, no bairro Santo Helena, em Cuiabá, a partir das 19h30.

O quadro de servidores da redação da Secretaria de Comunicação Social de Várzea Grande compreende nove jornalistas e dois fotógrafos.

Presidente do TJMT lamenta incidente envolvendo detenção de jornalistas

*Assessoria TJ/MT

O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Inácio Dias Lessa, disse hoje que lamenta o incidente envolvendo a detenção dos jornalistas cinematográficos Marcos Alves e Belmiro Dias, e do repórter fotógrafo Otmar Oliveira, ocorrido na última sexta-feira, dia 11/01, no Fórum da Comarca de Cuiabá. Nessa data, o presidente estava fora de Cuiabá, cumprindo agenda de trabalho.

Conforme o desembargador, o fato deve ser visto como um lamentável incidente, e que não reflete os objetivos da atual gestão do Poder Judiciário, que não tem medido esforços para dar concretude aos projetos voltados para assegurar mais acessibilidade, efetividade e transparência à administração e aos atos emanados dos órgãos judiciais.

"Estamos trabalhando intensamente pela construção de uma Justiça mais acessível, efetiva e transparente e a imprensa tem papel fundamental nesse processo", enfatizou o presidente, ressaltando o empenho da sua gestão em buscar maior aproximação entre Poder Judiciário e sociedade, proporcionar garantias para o exercício da cidadania e adotar medidas que contribuem para o fortalecimento e consolidação do Poder Judiciário na sua missão constitucional de esteio do Estado republicano.

Para ilustrar a manifestação, o presidente do TJMT lembrou ainda algumas conquistas e iniciativas recentes que confirmam os esforços dispendidos nessa direção como a instalação da Ouvidoria, da Central de Precatórios, implantação do Diário de Justiça Eletrônico, e do Juizado Digital, que elevaram o Judiciário mato-grossense à condição de vanguardista em medidas em prol da maturidade civil e da modernização administrativa.

Jornalistas lançam Campanha Salarial/2008

Luta é por salários em dia, revisão do piso e reajuste

Trabalhadores do jornalismo em Mato Grosso lançam a Campanha Salarial/2008 amanhã quarta-feira (16) a partir das 19h30 na sede do Sindicato da categoria (avenida Presidente Marques 1532, Santa Helena. Telefone: 3025-4723 ou 9922-9445). A luta maior é por salários em dia, revisão do piso e reajuste. Na Assembléia Geral, a categoria irá tirar uma pauta de reivindicações, na qual constarão também cláusulas sobre a saúde do jornalista, condições de trabalho, liberdade de expressão, estágio e assédio moral, entre outras.

O advogado do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Francisco Faiad, faz hoje uma última conversa com a diretoria da entidade, para ajustar as indicações de piso e reajuste e sobre o processo de campanha que passa por uma série de convenções com as empresas, mas, não havendo acordo, pode culminar com o dissídio coletivo, quando a justiça é acionada para decidir o impasse.

"Jornalista é trabalhador. E trabalha muito. O piso da categoria está defasado desde 2003. Precisamos rever isso", diz a presidente do Sindjor-MT, Keka Werneck, que é repórter da Folha do Estado.

Conforme dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), enquanto os salários dos jornalistas achatam e as rotinas de trabalho tornam-se mais duras, as empresas de comunicação se agigantam e crescem em média 7% ao ano.

Mato Grosso é um dos cinco estados brasileiros que aparecem na lista da Fenaj sem um piso garantido na justiça o que preocupa a diretoria do Sindjor. "Isso se deve aos anos que a categoria ficou desmobilizada, pois cada campanha salarial vale por 12 meses, a última campanha foi feita em 2003", explica a tesoureira do Sindjor, Alcione dos Anjos. Segundo ela, hoje a categoria está mobilizada, participando das reuniões que ocorrem todos os sábados a tarde na sede do sindicato e debatendo temas relativos à profissão. "Somente com a união dos jornalistas iremos conseguir mudar o mercado que ainda trata desrespeitosamente os profissionais, atrasando salários, negando direitos trabalhistas e ainda pressionando os jornalistas, ao permitir que a prática do assedio moral", ressalta.

A data base dos jornalistas é 1º de maio.

"Cobrimos a vida trabalhista das demais categorias, nos indignamos com os problemas dos professores, por exemplo, que estão sempre na luta sindical, e agora é hora de fazermos isso por nós também, porque também temos nossas contas a pagar, família para sustentar e temos nossos direitos a garantir como qualquer cidadão brasileiro. Além disso, é bom ressaltar sobre a responsabilidade que é fazer jornalismo nesta nossa democracia ainda em construção", observa a presidente da entidade, convocando para a assembléia.

14 de jan. de 2008

Rede TV! é condenada a pagar salários em dia e a sanar outras irregularidades

* Site 24 Horas News

A Justiça do Trabalho de Barueri (SP) condenou a Rede TV! (TV Ômega Ltda) a cumprir uma série de obrigações trabalhistas, que vão desde o pagamento dos salários em dia até a adequação das das instalações dos banheiros femininos.

A ação civil pública, que foi movida pelo procurador do Trabalho Orlando Schiavon Junior, coordenador do Ofício de Osasco (SP), teve como base a quantidade de processos que tramitam na Justiça contra a empresa. São aproximadamente 450 reclamações individuais de funcionários e ex-empregados.


No dia 3 de dezembro de 2007, a juíza da 3ª Vara do Trabalho de Barueri, Maria Elizabeth Mostardo Nunes, concedeu liminar determinando a regularização da situação. Como as irregularidades não foram sanadas, a magistrada condenou a empresa a cumprir todos os itens que estavam sendo descumpridos e elencados na ação movida pelo Ministério Público do Trabalho, sob pena de pagamento de multa diária no valor de R$ 100 mil caso as exigências não fossem atendidas.

"Eram tantos os absurdos, que a empresa realizava até revista em pertences, objetos e nos corpos dos seus funcionários", contou o procurador. Com a sentença, a empresa terá de instalar portas nos boxes dos chuveiros do banheiro feminino existente na área da cenografia e providenciar a adequação de ventilação e da troca de ar no setor das camareiras, no almoxarifado, na oficina de manutenção predial e nas salas da administração.

Na decisão, a magistrada considerou que "a empresa TV Ômega, que tem por sócios Amilcare Dallevo Junior e Marcelo de Carvalho Fragali, afronta, não só as autoridades constituídas nesse país, mas também a todos os cidadãos, que seriam os beneficiários da concretização do bem comum com os valores dos tributos que deixam de ser pagos, quando não se registra o empregado, que teriam acesso ao financiamento para a compra da casa própria, se o FGTS fosse corretamente depositado".

A empresa será obrigada a registrar todos os trabalhadores (ou seja, aqueles que preencham os pressupostos do vínculo empregatício, como subordinação, onerosidade, pessoalidade e não-eventualidade); a deixar de utilizar contratos civis ou outros artifícios como a criação de sociedades ou de pessoas jurídicas "chamadas PJs", e a respeitar a duração da jornada de trabalho de 44 horas semanais.

Acidente com carro da Folha

O carro da reportagem da Folha do Estado bateu hoje de manhã em um caminhão, estacionado em local proibido, na contramão. No carro estavam o motorista Wagner, o repórter fotográfico Jocil Serra e a estagiária Maraísa. O motorista bateu com o ombro no vidro do carro e ficou machucado. A repórter machucou o pescoço e a costela. Ambos estão sendo atendidos no Hospital Santa Rosa. E Jocil machucou o joelho, que está inchado. Ele está mancando. Um bom motivo para os jornalistas pensarem sobre a importância receberem insalubridade.

Bassil exagerou

* Keka Werneck - Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso e repórter da Folha do Estado

Não há verdade absoluta. E este conceito é velho pra caramba. Remonta o século 470 a.C., período em que viveu o filósofo Sócrates, autor da célebre e popular frase "só sei que nada sei". Alguns, no entanto, insistem em detê-la, formatá-la, agir sob este escudo. Alguns juízes são assim. Empodeirados pelo Poder Judiciário, entendem que são donos da verdade. Enquanto, na vida, podemos notar o quanto ela se esvai cada vez que a fechamos entre os dedos. É um erro crasso deter a verdade. Já esse conceito nos leva a 53 a.C., quando o general romano, Licínio Crasso, confiante que tinha um número significativo de centuriões, numa batalha contra os sírios, deu ordem para a tropa cortar caminho por um atalho estreito, sendo massacrado junto com os seus soldados na cabriteira. Dando um salto histórico medonho, estamos hoje diante do seguinte fato. Um juiz pode tudo? É ele dono da verdade ou comete um erro crasso ao agir assim? Em tese sim e não, na prática sim e não.Na última sexta-feira, o juiz da 4ª Vara Criminal do Fórum de Cuiabá, Rondon Bassil, interrogava em sala de audiência a ex-escrivã Beatriz Árias. Ela e o grupo que assediava na 2ª Vara, que é de Execuções Penais - (duas servidoras e dois estagiários) - conforme denúncia do Ministério Público Federal, para acelerar processos de presos, inclusive de alta periculosidade, com a finalidade de soltá-los, é claro. "Quem tá preso quer sair". Essa máxima também é velha, heim. Escutas telefônicas feitas pela Polícia, durante investigação dentro da Vara, já divulgadas, revelam o teor das conversas, de baixo calão, entre Beatriz Árias e outros envolvidos. Independente de ter configurado crime na prática o que foi dito é imoral. Outro ditado velho é o que diz que o mal é o que sai da boca do homem, se não me engano isso é bíblico. Um advogado criminalista, por exemplo, dos mais renomados no Estado, conhecido por aparecer nos grandes casos criminais, tratava no telefone a chefe da vara, Vera Lúcia da Anunciação, como "egua velha". Árias fala, nas escutas, que sabe muito, por já ter sido escrivã, que conhece todo mundo no Poder Judiciário, que manda prender, manda soltar, consegue transferências, por meio dos conhecimentos que tem e relações que mantém com gente de envergadura. O juiz Rondon Bassil, na quinta-feira, decretou sigilo no caso.Árias tem uma vida pregressa importante. Não é uma tola qualquer, uma bandida de última hora. Foi condenada a 12 anos de reculsão por envolvimento na morte do juiz Leopoldino do Amaral, em 1999. Na época, o corpo do magistrado é encontrado incinerado. O reconhecimento se dá pela arcada dentária. Dias antes do crime, Amaral havia denunciado todos os desembargadores do Tribunal de Justiça, exceto um, por venda de sentenças a traficantes, homicidas e afins. Talvez não fosse ele também, o Amaral, dono da verdade, nem santo. Ninguém é. Mas matar não pode, está na lei, é crime. Óbvio! Dito isso, para denotar a importância da tal audiência de Árias, cabe ainda ressaltar que imprensa é órgão fiscalizador, está ali em nome da sociedade, ou deve ser e estar.Tarde de sexta-feira. Normal. A imprensa, acalorada, se avoluma na frente da sala de audiência. Ninguém presta esclarecimentos adequados. O Fórum é prédio público. Uma porta aberta, o sinal para entrar. Fotógrafos e cinegrafistas foram fazer seu trabalho: registrar a audiência. De repente, começa o furdúncio.Aos berros, Bassil reage, como se estivesse sendo afrontado em sua verdade de juiz. É sigilo e pronto! Juiz manda, cumpra-se. Está na lei. Mas perguntar pode, numa sociedade democrática, pode. Haveria casos em que o sigilo é decretado não para proteger investigações (argumento sempre usado) mas para jogar o manto do disfarce sobre a situação, ou seja, abafar o caso? Irritado, o juiz, em tom áspero, mandou prender dois cinegrafistas, Belmiro Dias, da TV Record, e Marcos Alves, da TV Globo, e o fotógrafo Otmar de Oliveira, jornal A Gazeta.O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Francisco Faiad, que imediou o conflito ao ser acionado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, entende que filmar uma audiência não ignora o sigilo e nem atrapalha investigações coisa nenhuma. Claro que não! O corregedor geral de Justiça, desembargador Orlando Perry, ao ser perguntado se houve excesso de Bassil, chegou a pedir um minuto aos jornalistas, para retomar seu raciocínio, pensar no que dizer.Ele mesmo, Perri, ainda não deu uma resposta concreta à sociedade sobre o juiz titular da 2ª Vara, Francisco Bráulio, afastado para tratamento de saúde. Sob a batuta dele, o esquema correu solto por oito anos. Quem diz isso é a juíza substituta, Selma Arruda, que, após fazer correição nos processos, disse ter encontrado irregularidades claras. Um juiz sabe encontrar essas irregularidades claras? E se as vê, e se cala, seria prevaricação? Ele tinha ou não tinha conhecimento? Perri diz que ainda é preciso apurar mais. O advogado de Beatriz, José Marcílio Donegá, pega o Poder Judiciário em seu calcanhar de aquiles para alegar a inocência da cliente. Presos querem sair, processos ficam demorando para correr, e não há crime em tentar apressá-los, exceto mediante pagamento de propina. E não há provas disso, segundo a defesa. O Poder Judiciário não é diferente da Imprensa, que também é um Poder, com impurezas debaixo dos tapetes.Mas em todo canto, há gente do bem, há gente do mal.E a verdade está com todos nós.
Já estamos contruindo um país mais popular e mais justo. No tempo histórico. Quer crer

ASSEMBLÉIA GERAL - PARTICIPE!!!


ASSEMBLÉIA GERAL - PARTICIPE!!!


11 de jan. de 2008

Cinegrafistas e fotógrafo são liberados; Sindjor avalia situação neste sábado

Após assinarem um documento comprometendo-se a não divulgar as "imagens não feitas", os cinegrafistas Marcos Alves e Belmiro Dias, além do fotógrafo Otmar de Oliveira, foram liberados do Fórum de Cuiabá. No momento, o corregedor-geral do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, estava presente no local.

"Não houve crime", afirmou o advogado do Sindicato dos Jornalistas, Francisco Faiad. Os operadores de imagem entraram na sala de audiência que estava com a porta aberta. Na ante-sala e na escrivania não haviam funcionários para prestar informações.

"Não sei exatamente até que ponto vai o poder do juiz, em mandar prender, mandar soltar, mas acho, sobretudo, que houve excesso dele, na abordagem agressiva e desrespeitosa, com os trabalhadores da imprensa que estavam ali", diz a presidente do Sindjor-MT, Keka Werneck, que estava cobrindo o fato, como repórter da Folha do Estado.

O assunto será levado para discussão em reunião nesse sábado. E o Sindjor-MT deve emitir em seguida nota de repúdio ao comportamento anti-democrático do magistrado.