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NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

29 de fev. de 2008

Mídia News divulga evento do Sindjor

Foto: Mary Juruna
Políticos-apresentadores não comparecem a debate e MPE promete notificá-los

A promotoria eleitoral vai notificar os deputados-apresentadores Sérgio Ricardo (PR), Maksuês Leite (PP) e Walter Rabello (PP), para que mudem de postura em seus programas de TVPor Liana Menezes


Os deputados e apresentadores de programas de TV, Sérgio Ricardo (PR), Walter Rabello (PP) e Maksuês Leite (PP), que haviam se comprometido em participar do debate Mídia e Política – Usos e Abusos, ontem à noite na Assembléia Legislativa, refluíram de sua decisão e deixaram não só a platéia de nada menos que 300 pessoas, sentindo-se desrespeitada, como também a mesa composta por debatedores de alto nível.
O debate fluiu inteligentemente mesmo sem a presença dos três parlamentares e culminou com a decisão da promotoria eleitoral de expedir já na próxima semana uma notificação recomendatória aos parlamentares para que mudem a ‘postura’ diante das câmeras de seus programas de TV e se enquadrem dentro dos limites que a legislação eleitoral determina em relação à propaganda política extemporânea.

De acordo com o promotor eleitoral Marco Machado, autor da propositura, “caso os políticos-apresentadores não se enquadrem, respeitando as recomendações da promotoria eleitoral, o MPE entrará com ações judiciais contra todos eles, que terão 30 dias para se enquadrarem.

O também deputado-apresentador, Roberto França (sem partido), também foi convidado para participar do debate, mas foi o único dos três que conseguiu sair pela tangente antes de assinar o termo de compromisso, alegando já ter assumido compromissos de agenda anteriormente.

Na verdade, a legislação eleitoral vigente acaba sendo a grande pedra no caminho de quem quer combater os abusos de pré-candidatos a cargos eletivos especialmente em ano eleitoral. De acordo ainda com marcos machado há 11 anos as regras eleitorais são as mesmas, ou seja, engessam algumas decisões que já poderiam ser tomadas. “Ela não é clara quanto à atuação dos pré-candidatos antes que sejam oficializadas as convenções, partidárias. Neste caso até dia 9 de junho. Somente depois é que a justiça eleitoral tem respaldo legal para coibir os abusos”, explicou o promotor.

Polêmica

O cientista político e professor da UFMT, Manoel Motta defendeu a legitimidade dos da liberdade de expressão. No entendimento do professor Mota, os comunicadores não podem ser tolhidos em sua forma de expressão, porque isso fere a democracia e é arbitrário. Segundo argumentou “a atuação dos comunicadores é legítima e os limites deveriam estar na legislação”.

No outro lado da corda, o também professor da UFMT Roberto Boaventura, não aliviou nem um pouco para os parlamentares rebatendo Motta: A verdade é que eles “usam, abusam e tripudiam”.

Apelativos

Combativa, a representante da OAB-MT (Ordem dos Advogados do Brasil), Luciana Serafim não se conforma em ver como os apresentadores ‘abusam’ da credulidade do povo. “Esses programas em absoluto, podem ser chamados de jornalísticos. São construídos em cima da miséria do povo”. Ao responder uma das perguntas da platéia, a advogada refletiu: “como pode o cidadão que está vivendo num estado de miséria não achar que aquele ‘apresentador’ não é ‘o cara’. Lógico! Ele chorou em frente às câmeras, se condoeu com a dor do outro, deu o remédio, levou pro hospital, deu a fralda que faltava, construiu casa, deu cesta básica para famílias que estão na mesma Situação. Como esse apresentador não é ‘o cara’!

“Só quem esta ajudinha”, completou a advogada, “tem custado caro ao povo”. No entendimento dela o cidadão não está preparado para fazer esse tipo de análise crítica, separando as situações inclusive na hora de votar. “Ele quer saber se a cesta básica vai chegar em sua casa. As formas de assistencialismo são uma clara compra de votos”, acrescentou apontando ainda como uma corrida desleal para com os pré-candidatos que não podem fazer uso da mídia diária.

Também respondendo às perguntas da platéia sobre a celeridade que o MPE deveria ter em relação às denúncias formalizadas, a promotora Lindinalva Côrrea lembrou que os promotores eleitorais estão trabalhando há menos de um mês e que certamente todas as que já foram encaminhadas tanto pela OAB quanto pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) ou outro segmento, serão rigorosamente analisadas. “Vamos analisar cada caso e verificar se há fins eleitoreiros e se eles fazem propostas de campanha”, referindo-se aos deputados âncoras.

Estratégia

Todos os eventos que acontecem naquela casa de leis são transmitidos pela TV Assembléia. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, o debate também deveria ter sido transmitido. O que não aconteceu.

Fonte: Mídia News

RDNews também divulgou

Apresentadores-candidatos fogem do debate

O tão esperado debate "Mídia e Política - Usos e Abusos", organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso nesta quinta à noite, não teve a presença dos três protagonistas. Seriam eles: deputados, apresentadores de TV e de programas de rádio e pré-candidatos a prefeito Sérgio Ricardo (PR), Walter Rabello (PP) e Maksuês Leite (PP). Mesmo assim, com uma platéia de aproximadamente 200 pessoas no auditório Licínio Monteiro, na Assembléia, o tema foi discutido, sob mediação da jornalista Keka Werneck, presidente do Sindjor-MT.

Todos os escalados como debatedores compareceram, como o promotor de Justiça Marcos Henrique Machado e os professores universitários Roberto Boaventura da Silva Sá e Manoel Motta. Os 3 jornalistas-comunicadores e pré-candidatos receberam duras críticas pela ausência, principalmente por terem assinado termo se comprometendo a participar do debate. O deputado Roberto França, também apresentador de TV, já tinha avisado que não estaria presente.

Roberto Boaventura, professor-doutor em Jornalismo, foi um dos que mais criticaram as ausências de Maksuês, Sérgio e Rabello. Para ele, os três pré-candidatos demonstraram não saber o verdadeiro papel de parlamentar. No debate, os presentes questionaram a forma como alguns apresentadores vêm se utilizando da TV para fins eleitoreiros.

Atuação

Pré-candidato a prefeito de Várzea Grande, o jornalista Maksuês Leite apresenta diariamente o Comando Geral, da TV Rondon (afiliada da Rede TV!. Trata-se de um programa policial, com forte apelo popular. Rabello, um dos "prefeituráveis" na Capital, é apresentador do Olho Vivo na Cidade, da TV Cidade (SBT). Ambos ainda realizam mutirões nos bairros nos finais de semana. Sérgio tem programa de TV em duas emissoras, um deles na Band com o nome "Repórter da Cidade".

Leiam os comentários dos leitores do RDnews

Postado em: 28/02/2008 22:15:15
Nome: Nilson Almeida
Cidade: Cuiabá Estado:Mt

Comentário:
Respeitando a profissão, nós eleitores somos todos palhaços, eles maravilha !
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Postado em: 28/02/2008 23:00:01
Nome: João tertuliano
E-Mail:joaotertu@hotmail.com
Cidade:Várzea-Grande Estado:MT


Comentário:
Como eu já esperava. Esses apresentadores são sem conteúdos. Não conseguem nem debater em uma audiência do seus sindicatos, imagina quando for um depate eleitoral. Fico aqui imaginando o Maksuel contra o Julio Campos em um debate ou o walter contra o wilson santos. Vai ser barbada, na hora H os eleiores vão ver a verdade. Esses 2 apresentadores são sacos vazios.
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Postado em: 29/02/2008 00:54:29
Nome: Gilmar
E-Mail: gilmar.brunetto@gmail.com
Cidade: Cuiaba Estado:MT

Comentário:

Parabéns para o Sindicato dos Jornalistas pela iniciativa e pelo nível do debate, Infelizmente os apresentadores não tiveram a coragem de participar mesmo ter assinado o termo de compromisso, uma falta de respeito com os colegas Jornalistas, mas convenhamos, eles sem microfone não são ninguém. Precisamos mobilizar a sociedade para não votar nesses exploradores da miséria, desemprego e do analfabetismo de parte significativa da sociedade. Pergunto, o que eles fizeram como deputados para reaver os R$ 100 milhões desviados da Al. Pelos Dep. Riva e o ex-dep Bosaipo.


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Postado em: 29/02/2008 09:31:07
Nome: Júlio da Chica
E-Mail:jcmaster@gmail.com
Cidade:Cuiabá Estado:MT


Comentário:

Campanha Eleitoral Extemporânea é ilegal e imoral. Todo mundo vê, todos os dias, os três reis da demagogia invadirem os lares cuiabanos e várzea-grandenses fazendo as mais descaradas campnhas eleitorais; pior: usando a desgraça, o infortúnio do povo pobre, mas a Justiça e, especilamente, o "zeloso" Ministério Público não fazem nada! Por quê?

Saiu no Olhar Direto

Promotoria promete notificar ''deputados-apresentadores''

A promotoria eleitoral deve expedir, na próxima semana, uma notificação recomendatória aos deputados estaduais Sérgio Ricardo de Almeida (PR), Maksuês Leite (PP) e Walter Rabello (PP) na tentativa de impor limites aos abusos supostamente cometidos por eles na apresentação de programas de TV. Caso não respeite as recomendações, o trio vai virar alvo de representações judiciais e ficará sujeito a multas.

Pré-candidatos a prefeito na próxima eleição, Almeida, Rabello e Leite não compareceram ontem à noite ao debate "Mídia e política: usos e abusos", promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso e realizado na própria Assembléia Legislativa. Apesar de terem assinado termo de compromisso, no último dia 12, assegurando a presença no evento, os parlamentares alegaram "problemas de agenda" em ofício encaminhado à diretoria do sindicato.

Os promotores Marcos Machado (foto) e Lindinalva Corrêa disseram pretender formular uma tese própria, já que a legislação não proíbe claramente a atuação dos pré-candidatos, exceto após as convenções partidárias, em junho, quando os nomes deles devem ser referendados oficialmente. "Essa situação precisa ser deduzida, pois candidaturas e o esquema eleitoral de convencimento são consolidados até junho. Mas não há normativa do próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para embasar representações. A última atualização da legislação que define regras eleitorais é de 1997”, ponderou Machado.

Representante da OAB-MT (Ordem dos Advogados do Brasil), a advogada Luciana Serafim avaliou, no debate ontem, que os programas apresentados pelos deputados, -- tidos como populares e apelativos --, não são jornalísticos. “A legislação impede, sim, a propaganda abusiva e extemporânea e a compra de votos, no caso, via assistencialismo”, rebateu.

“Esses programas são um abuso da desgraça alheia para autopromoção. A ajudinha dada por esses apresentadores tem custado caro ao povo. O povo não tem crítica, quer saber se a cesta básica vai chegar em casa. As formas de assistencialismo são uma clara compra de votos”, criticou Serafim. A advogada observou ainda que os concorrentes dos apresentadores nas eleições entram na campanha em desvantagem.

A promotora Lindinalva Corrêa também ponderou que os pré-candidatos a cargo eletivo em outubro somente estarão proibidos de apresentarem os programas a partir das convenções. “Mas eles não podem transformar os programas em palanque. Podem divulgar o trabalho parlamentar, mas nada que influencie as pessoas e angarie votos. É inegável o fato de que os apresentadores são beneficiados por causa da exposição. Vamos analisar cada caso e verificar se há fins eleitoreiros e se eles fazem propostas de campanha (nos programas)”, disse Côrrea.

Para o cientista político Manoel Motta, “a atuação dos comunicadores é legítima e os limites deveriam estar na legislação”. “Impedi-los poderia significar o cerceamento do direito de expressão e do livre exercício profissional”. Já Roberto Boaventura, também cientista político, concluiu que os deputados “usam, abusam e tripudiam”.

Presidente do sindicato, a jornalista Keka Werneck afirmou que "certamente" os deputados combinaram a falta entre si. Almeida, Rabello e Leite apresentam, respectivamente, os programas diários "Comando Geral" (TV Rondon), "Olho Vivo na Cidade" (SBT) e "Repórter da Cidade" (Band). Apresentador do "Resumo do Dia" (TV Rondon), o deputado Roberto França avisou, de imediato, que não compareceria ao debate.

Da Redação/ Catarine Piccioni

Fonte: Olhar Direto

28 de fev. de 2008

Debate servirá também para mostrar comprometimento dos políticos-apresentadores com a sociedade

Finalmente chegou o dia do debate Mídia e Política – Usos e Abusos, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT). O evento ocorre às 19h30 no auditório Licínio Monteiro da Assembléia Legislativa e a mesa do debate será composta pelo promotor Marcos Machado; os deputados estaduais Sérgio Ricardo, Walter Rabello e Maksuês Leite - que atuam como políticos e apresentadores de programas televisivos -; o professor doutor em Jornalismo, Roberto Boaventura da Silva Sá; o cientista político Manoel Motta (ambos da UFMT), e a presidente do Sindjor, jornalista Keka Werneck.

O debate é uma forma de mostrar o compromisso desses homens públicos com a sociedade, pois o tema foi pautado pela demanda dessa sociedade que cobra um posicionamento do Sindjor sobre o assunto. “Além da palavra que eles já deram ao aceitar o convite, há um termo de compromisso assinado pelos três parlamentares no qual se comprometem a participar do debate”, explica a tesoureira do Sindjor, Alcione dos Anjos.

Segundo ela, para garantir a discussão se há ou não o uso da mídia para fins eleitoreiros, o Sindjor convidou vários seguimentos da sociedade que irão expor seus pontos de vista como representantes de instituições públicas, de sindicatos, partidos políticos, organizações, entidades estudantis, sociedade em geral e a própria imprensa. “Entendemos que o tema é de interesse público”, explica.

Após a fala dos debatedores, a palavra será aberta para os questionamentos do público. “Há o comprometimento também do presidente da AL de que o evento será gravado para posteriormente ser transmitido pela TV Assembléia, prova da idoneidade dessa Casa de Leis, que afinal é a Casa do Povo”, finaliza.

26 de fev. de 2008

Sindjor concede coletiva sobre debate Mídia e Política – Usos e Abusos

A diretoria Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) realiza nesta quarta-feira (27.02), às 08h30, na sede do Sindicato, entrevista coletiva para divulgar o debate Mídia e Política – Usos e Abusos. O debate promovido pelo Sindjor envolve, além de jornalistas, deputados que são apresentadores, autoridades de diversas áreas, inclusive a eleitoral, a sociedade civil e estudantes de comunicação.

Evento: Entrevista coletiva para divulgar o debate Mídia e Política – Usos e Abusos.
Data: 27.02.08 (quarta-feira)
Horário: 08h30
Local: Sede do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) – Avenida Presidente Marques, n.º 1.532, Bairro Santa Helena – Cuiabá/MT
Informações: (65) 3025 4723 / 9922-9445 (Keka) / 9983 5495 (Ana Karla)

Liminar suspende efeitos da Lei de Imprensa. FENAJ defende aprovação de nova lei

O Ministro Ayres Brito, do Supremo Tribunal Federal, determinou, no dia 21 de fevereiro, que juízes e tribunais suspendam processos ou decisões que se fundam em determinados dispositivos da Lei de Imprensa. A decisão atendeu a pedido de liminar feito pelo PDT em Ação de Descumprimento de Preceito Constitucional. Para a FENAJ o impacto de tal medida é pequeno. A entidade defende a aprovação do Projeto de Lei nº 3.232/92, que estabelece uma nova Lei de Imprensa.

Claudismar Zupirolli, assessor jurídico da FENAJ esclarece que a determinação do ministro do STF suspende o andamento de processos e os efeitos de decisões judiciais com base em artigos e parágrafos ultrtapassados da Lei de Imprensa (Lei 5.250/67). “Alguns desses dispositivos já não eram aplicados pelos tribunais há muito tempo”, diz.

Para o diretor do Departamento de Mobilização, Negociação Salarial e Direito Autoral da FENAJ, José Carlos Torves, o impacto de tal medida na atualidade é pequeno. Segundo ele “a maioria dos processos contra os jornalistas e veículos nos últimos tempos é baseada no Código Penal ou no Código Civil".

Torves informa que a FENAJ é contra a Lei de imprensa em vigor e defende mudanças que estão contempladas no PL 3.232/92, conhecido como substitutivo Wilmar Rocha. “A extinção pura e simples da Lei de Imprensa atual nos colocaria no rol de crimes comuns”, considera.

Referendado pelos jornalistas no 32º Congresso Nacional da categoria, realizado em Ouro Preto, o PL 3.232/92 – que aguarda votação desde 1997 - é considerado o mais democratizante quanto aos delitos de imprensa. O projeto contempla avanços como a agilização do Direito de Resposta, a pluralidade de versões em matéria controversa, o direito do jornalista não assinar uma matéria que tenha sofrido modificações no processo de edição e a responsabilização dos veículos de comunicação em casos de infrações.

Fonte: Fenaj

Promotor Marcos Machado participará do debate Mídia e Política

O Ministério Público Estadual confirmou a presença do promotor eleitoral Marcos Machado para compor a mesa do debate “Mídia e Política – Usos e Abusos” que será realizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) nesta quinta-feira (28). Além de Machado, os promotores João Gadelha e Lindinalva Corrêa representarão à instituição.

A confirmação de Marcos Machado como debatedor conclui a formação da mesa para o debate. Além do promotor, estarão presentes os deputados estaduais Sérgio Ricardo, Walter Rabello e Maksuês Leite - que atuam como políticos e apresentadores de programas televisivos - o professor doutor em Jornalismo, Roberto Boaventura da Silva Sá; o cientista político Manoel Motta (ambos da UFMT), e a presidente do Sindjor, jornalista Keka Werneck.

O evento ocorre na quinta-feira, às 19h30, no auditório Licínio Monteiro da Assembléia Legislativa. O Sindjor convida todas as instituições públicas, sindicatos, partidos políticos, organizações, imprensa, entidades estudantis e sociedade em geral para participar do debate. Após a fala dos debatedores, a palavra será aberta para os questionamentos do público presente. O evento será transmitido pela TV Assembléia.

25 de fev. de 2008

INTERESSE PÚBLICO: Sindjor-MT realiza debate com político-apresentadores

Confirmaram presença como debatedores os deputados estaduais Sérgio Ricardo, Walter Rabello e Maksuês Leite

Mídia e Política – Usos e Abusos. Este é o tema do primeiro debate organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) para discutir a utilização da TV para fins eleitoreiros. O debate será realizado na próxima quinta-feira (28), às 19h30, no auditório Licínio Monteiro da Assembléia Legislativa.

Já confirmaram presença como debatedores os deputados estaduais Sérgio Ricardo, Walter Rabello e Maksuês Leite - que atuam como políticos e apresentadores de programas televisivos - do professor doutor em Jornalismo, Roberto Boaventura da Silva Sá; do cientista político Manoel Motta (ambos da UFMT), e da presidente do Sindjor, jornalista Keka Werneck, que será a mediadora do debate. Além desses convidados, teremos também a presença de um representante do Ministério Público Eleitoral.

O deputado estadual Roberto França, que também é apresentador de um programa televisivo, agradeceu o Sindjor pelo convite, mas, informou que em função de outros compromissos não poderá participar do debate.

É importante destacar que a realização deste debate é uma cobrança da sociedade, bem como da classe trabalhadora que atua nos meios de comunicação do nosso Estado. O tema proposto é alvo de muita polêmica, principalmente se considerarmos que estamos em ano eleitoral e que os três deputados-apresentadores são pretensos candidatos nas eleições municipais.

A diretoria do Sindjor ressalta que esta iniciativa tem por objetivo iniciar a discussão, pois entende que o assunto é de extrema relevância e o debate é necessário para que possamos evoluir, se for o caso, para a proposição de uma legislação específica para combater os possíveis abusos que venham a ser cometidos por pessoas interessadas somente em dividendos eleitorais em detrimento ao interesse público do jornalismo.

O Sindjor convida todas as instituições públicas, sindicatos, partidos políticos, organizações, imprensa, entidades estudantis e sociedade em geral para participar do debate. Após a fala dos debatedores, a palavra será aberta para os questionamentos do público presente. O evento será transmitido pela TV Assembléia.

Imagens da ação do Sindjor - Campanha Salarial 2008

Sindjor vai para rua com tenda e a pauta de reinvindicação da campanha salarial. Veja o panfleto do Sindicato




A primeira ação é realizada na porta da TVCA




Depois é a vez da tenda ser montada em frente da sede do Grupo Gazeta



No 3º dia o grupo chega ao Diário de Cuiabá




E a ação é encerrada na sede da Folha do Estado






Artigo - Jonas e Fidel

Por Gibran Lachowski*

Nesta semana duas despedidas me chamaram a atenção. A do senador mato-grossense Jonas Pinheiro, que morreu. E a de Fidel Castro, um dos maiores ícones da esquerda mundial, que deixou de vez o poder institucional de Cuba.

Todo o noticiário local pró-Jonas, a cobertura do choro de sua família e o acolhimento do povo de Santo Antônio de Leverger mostram que Mato Grosso perdeu uma pessoa importante para o agronegócio e incontestavelmente popular. Diante da dor de seus familiares, colegas e amigos é comum que nós, cristãos, a maioria católicos, respeitemos o momento difícil e deixemos para depois as análises mais contundentes.


Mas tivemos uma outra despedida: a de Fidel, que está vivo, apesar de fraco fisicamente e com 81 anos. E é um mito vivo, síntese de forte contestação à arrogância e preconceito históricos de sucessivos governos dos Estados Unidos.

E como não admirar Fidel por ter sido um dos maiores líderes revolucionários nas décadas de 60 e 70 no mundo, enfrentando a intromissão estadunidense em Cuba, estimulando a auto-estima do povo cubano e mostrando a importância de tentar exercitar o socialismo.

Tem gente que chama Fidel de ditador, mas não percebe (ou não quer enxergar) que isto é uma estratégia bem construída pela mídia comercial, lideranças mundiais de direita advindas, sobretudo, dos governos dos EUA, França, Itália, Inglaterra e demais países do suposto primeiro mundo.


Não foi ditadura o que o governo dos EUA fez contra milhões de cidadãos no Iraque e Afeganistão e faz contra latino-americanos? É democracia o que sucessivos governos franceses têm feito com a população árabe e negra? Que exemplos louváveis de democracia os governos inglês, italiano e japonês têm dado à humanidade? Idolatrar quem se engrandece com o suor de gente pobre, trabalhadora e as riquezas naturais de seus países não tem nada a ver com democracia. Só solidifica a exclusão social e a distorção dos fatos históricos.

E o próprio noticiário comercial mostra que Fidel é amado por milhões de pessoas em Cuba e serve de referência – ainda que questionado em certos pontos – para outros milhões pelo mundo afora.

Portanto, se me pedissem lágrimas, elas seriam para Fidel. Um mito vivo.

*Gibran Lachowski jornalista em Cuiabá, professor universitário e militante de movimentos sociais

CARTA DE PROTESTO

Meu nome é Maíra de Barros Sardinha. Sou jornalista e filha de uma das pessoas que está como refém dos índios da etnia Ikpeng, no Parque Nacional Indígena do Xingu, a pós-doutora em Antropologia Social pela USP, Edir Pina de Barros. Ela é estudiosa do povo Karib, da etnia Bakairi.

Hoje, tive notícias de que ela passou muito mal por causa da pressão arterial, a Funai chegou a enviar um avião, mas ela não foi liberada ainda. Ela é hipertensa e não pode ficar sem medicamentos.

Sei que neste caso, poderia ser solicitada a intervenção do Ministério Público Federal, porém, se isto ocorrer a Polícia Federal será acionada para ir até o local. Os índios se rebelariam ainda mais e a situação poderia ficar pior.

Além disso, eles já informaram a um contato da Funai (DF), que pode ocorrer morte se a PF entrar na terra deles. "As pessoas que vivem na sociedade civil capitalista não percebem as diferenças culturais de um povo que tem contato há poucas décadas com o "homem branco", disse ele em desabafo por conversa no telefone". Não identificarei sem prévia autorização o nome dessa pessoa que me informou tal fato.

Estou revoltada com a situação em que a Funai não se manifesta em enviar um representante. Os índios querem que seja o presidente do órgão, Márcio Meira, mas ele está irredutível. Tenho questionado: se ele está na função é para cumpri-la. Será que vão esperar até quanto? Compreendo a revolta dos índios por causa da destruição que apenas eles sentem acontecer na vida sócio-cultural e por respeito a isso não me manifestei antes.

Continuo mal informada e atendida pelo órgão responsável. Por isso, optei por contatar a mídia e autoridades políticas. Cresci junto aos índios e os respeito. Tento me manifestar de uma maneira em que não fiquem prejudicados. Por eles, por minha mãe e seus colegas peço que sensibilizem mais com a situação.

Quanto ao manifesto, estou profundamente preocupada e pensando como lhe dar. A priori, na semana passada, decidi por ficar quieta e esperar em respeito aos índios. Acreditava que as autoridades fossem se manifestar e a mídia perceber o quanto o caso está complicado.

Sei que a situação no Xingu é triste por causa da construção da Usina Paranatinga II e das demais. A região está nos arredores da área cujo significado secular será destruído pela hidroelétrica. O local é sagrado para o conhecido internacionalmente ritual Karup. E mesmo assim, na visão das autoridades políticas, os avanços das tecnologias e da necessidade do crescimento econômico de Mato Grosso parecem estar acima de tudo. Por outro lado, entendo a importância e necessidade da energia.

O caso da construção da Usina foi parar na primeira vara Justiça Federal por uma Ação Cívil Pública movida pelo MPF, procurador Mário Lúcio Avelar. Mesmo assim as obras continuaram.

Agora, o que tenho a dizer é que estou revoltada. Nenhuma autoridade toma atitude porque é fácil ficar esperando usufruindo o conforto que a energia elétrica que uma Usina proporciona, como: ar condicionado, água gelada, comida requintada, etc.
Atenciosamente,
Maíra Sardinha

22 de fev. de 2008

Ação na Folha do Estado fecha atividade do Sindjor

Próximo passo é chamar as empresas, uma a uma, para negociar




A coleta de assinaturas no Jornal Folha do Estado nessa sexta-feira (22) fechou a atividade do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) dessa semana. Representantes do Sindjor estiveram com a tenda da campanha salarial 2008 em frente à sede da empresa até as 14h00, além da coleta das assinaturas, os jornalistas puderam trocar idéias com os trabalhadores da Folha e alguns até preencheram a ficha de sindicalização.

A mobilização faz parte da campanha salarial 2008 da categoria. Os jornalistas de Mato Grosso decidiram, em Assembléia Geral no dia 16 de janeiro de 2008, reivindicar um piso salarial único de R$ 2,1 mil. O piso da categoria não é revisto desde 1995, já que foi mantido em R$ 1050, em 2003, pela justiça. A Assembléia aprovou ainda um reajuste salarial de 15%, indo a 20% para os que estão no mesmo cargo há três anos ou mais na mesma empresa. Os percentuais são orientados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

A mesma ação ocorrida na Folha foi realizada na TVCA (terça), no Grupo Gazeta (quarta) e no Diário de Cuiabá (quinta).

Nova Estapa - Passada essa fase o Sindjor irá convidar os representantes das empresa, um a um para apresentar a pauta de reivindicação. Caso essa negociação fracasse, o Sindjor ainda recorrerá a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) para uma rodada de negocias, também empresa por empresa, se houver novo fracasso o processo é encaminhado a Justiça do Trabalho para o dissídio.

Sindjor já está na sede da Folha do Estado

Dando continuidade as ações dessa semana, o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) montou a tenda de coleta de assinaturas em frente à sede do jornal Folha do Estado. O grupo permanece no local até as 14h00, quem quiser participar ainda há tempo.

As ações locais que o Sindicato está fazendo na porta das empresas balizam o mercado de Cuiabá e Mato Grosso. O Sidjor já fez a ação TVCA (terça), Grupo Gazeta (quarta) e Diário de Cuiabá (quinta).

A mobilização faz parte da campanha salarial 2008 da categoria. Os jornalistas de Mato Grosso decidiram, em Assembléia Geral no dia 16 de janeiro de 2008, reivindicar um piso salarial único de R$ 2,1 mil. O piso da categoria não é revisto desde 1995, já que foi mantido em R$ 1050, em 2003, pela justiça. A Assembléia aprovou ainda um reajuste salarial de 15%, indo a 20% para os que estão no mesmo cargo há três anos ou mais na mesma empresa. Os percentuais são orientados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Convocação reunião ordinária sábado 23



SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO
Filiado à Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e à CUT
Gestão "Não Abandone o Gilmar" - 2007 a 2010
Rua Presidente Marques, 1532. Bairro Santa Helena - Telefone 30254723
Cuiabá – MT/e-mail.sindjormt@hotmail.com


O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a todos e todas para a reunião ordinária de sábado (dia 23 de fevereiro), às 14 horas, na sede do sindicato.

ASSUNTOS:

1 - Campanha Salarial - avaliação das ações
2 - Debate - "Midia e Política: Usos e Abusos", marcado para o dia 28, às 19h30, no auditório da AL
3 - Diário de Cuiabá - O que fazer para coibir atrasos históricos

VEM PRA LUTA QUE TAMBÉM É SUA!

STF dá liminar que suspende parte da Lei de Imprensa

O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar nesta quinta-feira que suspende alguns artigos da Lei de Imprensa (Lei 5.250/67). A medida determinou que juízes e tribunais suspendam o andamento de processos e os efeitos de decisões judiciais ou de qualquer outra medida que versem sobre alguns dispositivos da legislação. De acordo com o Jornal Nacional, estão suspensas as penas de prisão para jornalistas por calúnia, difamação e injúria. A decisão liminar, deferida parcialmente, deverá ser referendada pelo Plenário do Supremo.
decisão é uma resposta a uma ação do PDT, que afirma que o texto viola diversos preceitos constitucionais. O partido pediu a revogação da lei em sua totalidade.

O deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que assinou a ação, cita diversos dispositivos da Constituição, previstos nos artigos 5º, 220, 221, 222 e 223. Ele explica que esses artigos integram o conjunto normativo que configura a chamada "liberdade de comunicação".

Em contrapartida, salienta o parlamentar, a Lei de Imprensa, "imposta em 1967 à sociedade pela ditadura militar", contém dispositivos totalmente incompatíveis com o Estado Democrático de Direito, inaugurado em 5 de outubro de 1988, com a promulgação da Constituição.

Na ação, ele citou casos recentes, como as ações de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus contra jornalistas e empresas de comunicação.

Fonte: Redação Terra - Matéria enviada pela jornalista Laura Lucena

21 de fev. de 2008

Sindjor monta tenda em frente ao Diário de Cuiabá

Atenção jornalistas da Folha do Estado! Amanhã a tenda do Sinjor estará na sua empresa




Coleta de assinaturas, conversa na redação e muita animação marcaram a atividade da tenda do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) realizada em frente à sede do Diário de Cuiabá, do meio-dia às 14h00 dessa quinta-feira (21).

A mobilização faz parte da campanha salarial 2008 da categoria. Os jornalistas de Mato Grosso decidiram, em Assembléia Geral no dia 16 de janeiro de 2008, reivindicar um piso salarial único de R$ 2,1 mil. O piso da categoria não é revisto desde 1995, já que foi mantido em R$ 1050, em 2003, pela justiça. A Assembléia aprovou ainda um reajuste salarial de 15%, indo a 20% para os que estão no mesmo cargo há três anos ou mais na mesma empresa. Os percentuais são orientados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Amanhã, sexta-feira (22), a ação ocorre em frente à sede do Jornal Folha do Estado, sempre no mesmo horário. E no sábado os membros do Sindicato fazem a reunião ordinária da entidade, a partir das 14h00.

Venha para o Sindjor-MT, participe das discussões e ajude-nos a fortalecer a categoria em nosso Estado.

20 de fev. de 2008

Jornalistas do Grupo Gazeta respaldam reivindicações da categoria

Tenda do Sindjor estará no Diário de Cuiabá amanhã


A coleta de assinaturas dos sindicalizados nas empresas de comunicação promovida pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) está superando as expectativas da entidade. Nessa quarta-feira (20), além dos trabalhadores sindicalizados do grupo respaldarem os pleitos da categoria, vários trabalhadores da empresa solicitaram a filiação junto ao Sindjor.

O Sindjor permaneceu do meio-dia as 14hs em frente à sede do Grupo Gazeta de Comunicação em uma tenda montada especialmente para coletar as assinaturas dos trabalhadores.

A mobilização faz parte da campanha salarial 2008 da categoria. Os jornalistas de Mato Grosso decidiram, em Assembléia Geral no dia 16 de janeiro de 2008, reivindicar um piso salarial único de R$ 2,1 mil. O piso da categoria não é revisto desde 1995, já que foi mantido em R$ 1050, em 2003, pela justiça. A Assembléia aprovou ainda um reajuste salarial de 15%, indo a 20% para os que estão no mesmo cargo há três anos ou mais na mesma empresa. Os percentuais são orientados pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Nessa quinta-feira (21) a tenda do Sindjor estará em frente à sede do Diário de Cuiabá, na Beira Rio e sexta-feira (22) será a vez da Folha do Estado receber a tenda.

Sindjor vai coletar assinaturas no Grupo Gazeta

Daqui a pouco, às 11h30, o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) dará continuidade a atividade de coleta de assinaturas dos sindicalizados nas empresas de comunicação. Os membros da gestão ‘Não abandone o Gilmar’ estarão até às 14h dessa quarta-feira (20) em frente à sede do Grupo Gazeta de Comunicação. Ontem a ação foi realizada na TV Centro América e o objetivo foi alcançado.

A idéia é que o Sindjor converse com os jornalistas na redação e depois permaneça em uma tenda montada para colher as assinaturas dos sindicalizados e dessa forma cumprir a atividade e não atrapalhar a rotina da redação.

A mobilização está prevista na campanha salarial 2008 planejada pela categoria. Os jornalistas de Mato Grosso decidiram, em Assembléia Geral no dia 16 de janeiro de 2008, reivindicar um piso salarial único de R$ 2,1 mil. O piso da categoria não é revisto desde 1995, já que foi mantido, em 2003, pela justiça. A Assembléia aprovou ainda um reajuste de 15%, indo a 20% para os que estão no mesmo cargo há três anos ou mais. Este reajuste é orientado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
A mesma atividade ainda irá ser realizada na quinta-feira (21) no Diário de Cuiabá e na sexta-feira (22) na Folha do Estado. Venha participar desta luta!

19 de fev. de 2008

Sindjor coleta assinaturas de sindicalizados na TVCA

Amanhã atividade será no Grupo Gazeta
















A coleta de assinaturas dos jornalistas e repórteres cinematográficos da TV Centro América, afiliada da Rede Globo de Televisão, foi um sucesso. A avaliação foi feita pelos representantes do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), que nessa terça-feira (19) estiveram das 12h às 14h com uma tenda montada na calçada da emissora.

A intenção da entidade era conversar com os jornalistas na redação da empresa e depois permanecer durante as duas horas programadas, que é de troca de turno das equipes, fora da empresa, na tenda. Apesar do diálogo com um representante da TVCA ter sido positivo, a autorização para o Sindjor-MT entrar na emissora não ocorreu no período da atividade.

A mobilização marca o início das atividades previstas na campanha salarial 2008 da categoria. Os jornalistas de Mato Grosso decidiram, em Assembléia Geral no dia 16 de janeiro de 2008, reivindicar um piso salarial único de R$ 2,1 mil. O piso da categoria não é revisto desde 1995, já que foi mantido, em 2003, pela justiça. A Assembléia aprovou ainda um reajuste de 15%, indo a 20% para os que estão no mesmo cargo há três anos ou mais. Este reajuste é orientado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Uma pauta de reivindicações com mais de 70 cláusulas será levada para as rodadas de negociações com as empresas, que devem ocorrer no final de fevereiro ou início de março. A tentativa é de firmar acordo coletivo com as empresas e evitar o dissídio coletivo na Justiça. Porém, o Sindjor não descarta essa possibilidade, caso o acordo seja inviável.

Nessa quarta-feira (20) a tenda do Sindjor estará na sede do Grupo Gazeta de Comunicação e a mesma ação será realizada. Os representantes solicitarão espaço nas redações do jornal, da TV e do Rádio para conversar com os sindicalizados e depois permanecerão das 11h00 as 14h00 na tenda que será montada em frente à sede do grupo para a coleta das assinaturas.

Na quinta-feira (21) o sindicato realiza, no mesmo horário, a atividade no jornal Diário de Cuiabá e na sexta-feira (22) no jornal Folha do Estado. Na próxima semana outras empresas de comunicação serão visitadas.

Sindjor-MT começa assembléia em empresas pela TVCA


Das 12h às 14h dessa terça-feira (19) representantes do Sindicatos dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) estarão na sede da TV Centro América, em Cuiabá. Os sindicalistas irão conversar com os jornalistas na redação e depois ficarão na frente da emissora com uma tenda montada para colher assinaturas dos sindicalizados.

A mobilização marca o inicio das atividades previstas na campanha salarial 2008 da categoria. Os jornalistas de Mato Grosso decidiram, em Assembléia Geral no dia 16 de janeiro de 2008, reivindicar um piso salarial único de R$ 2,1 mil. O piso da categoria não é revisto desde 1995, já que foi mantido, em 2003, pela justiça. A Assembléia aprovou ainda um reajuste de 15%, indo a 20% para os que estão no mesmo cargo há três anos ou mais. Este reajuste é orientado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).

Uma pauta de reivindicações com mais de 70 cláusulas será levada para as rodadas de negociações com as empresas, que devem ocorrer no final de fevereiro ou início de março. A tentativa é de firmar acordo coletivo com as empresas e evitar o dissídio coletivo na Justiça. Porém, o Sindjor não descarta essa possibilidade, caso o acordo seja inviável.

A mesma atividade irá ser realizado durante toda a semana. Na quarta-feira (20) a tenda estará na sede do Grupo Gazeta de Comunicação, na quinta-feira (21) no Diário de Cuiabá e na sexta-feira (22) será a vez da Folha do Estado receber o Sindjor-MT.

15 de fev. de 2008

SINDJOR INFORMA

Comunicado

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) comunica que não haverá reunião ordinária neste sábado (16). A reunião, que acontece ordinariamente, foi cancelada em função do I Encontro de Planejamento Estratégico do Sindjor, que será realizado neste domingo (17) , conforme texto a seguir:

O Sindjor-MT realiza neste domingo (17), no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o I Encontro de Planejamento Estratégico da entidade. O objetivo da diretoria do sindicato é organizar e planejar as atividades sindicais que serão realizadas durante o ano de 2008.

A presidente do Sindjor, Keka Werneck, fará a abertura do evento, prevista para 08h. A programação, que se estende até as 17h, contará com a palestra do Pe. Roberto Rossi, do Centro Burnier Fé e Justiça, sobre planejamento, debates, exibição do documentário 'A margem do concreto', almoço, discussão sobre a importância do sindicato e apresentação do seu estatuto e de uma pré-agenda. Além disso, a proposta é que a diretoria defina o calendário de atividades do Sindjor para 2008, com destaque para a campanha salarial , já deflagrada em Assembléia Geral da categoria realizada no dia 16 de janeiro.

A diretoria do Sindjor, eleita em 28 de agosto e empossada em 12 de setembro de 2007, destaca que o planejamento e a organização das ações a serem desenvolvidas pela entidade são fundamentais para o fortalecimento da categoria e das lutas sindicais.

Atenção: O Sindjor informa ainda que as reuniões ordinárias e abertas serão retomadas no sábado, dia 23 de fevereiro, às 14h, nas sede da entidade.

“Com as pedras do caminho construímos nosso muro de resistência”
Vitória Basaia

Primeira reunião do Coral do Sindjor-MT é marco histórico

"Cantar é mover o dom..." (Djavan)

O grupo que está construindo o primeiro coral do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) se reuniu ontem à noite, quinta-feira (14), na sede do Sindicato, para uma conversa inicial.

A regente Ana Elizabeth, pianista formada pelo Conservatório Brasileiro de Música, que também é professora de filosofia e psicóloga, fez uma dinâmica com os jornalistas que compareceram, sobre o porquê do nome de cada um deles e outras questões envolvendo a identidade, para que comecemos a pensar no nome do grupo coral. Dois surgiram à tona: "Filhos da Pauta" e "Apura Som". Outros nomes poderão ser sugeridos, até que um deles seja escolhido.

Ficou definido também que parentes e amigos de jornalistas podem participar, assim como pessoas que se aproximarem querendo cantar junto. Não tem problema, as portas estão abertas.

Ficou entendido também que o grupo é amador, então não há por que as pessoas ficarem com vergonha de se aproximar. Ninguém ali tem pretensão em ser um novo Pavarotti. Mas sim de usar o canto como uma bela forma de expressão coletiva, que aglutina e sensibiliza.

O repertório começou a ser indicado. Provavelmente o coral começará a ensaiar "Fredoom", música popular cantada por negros em tempos de escravidão, enquanto outros eram açoitados, muito emocionante e forte; "Comportamento Geral", do Gonzaguinha; "Raça" e "Maria Maria", do Miltom Nascimento. E outras, a escolher.

E o grupo já planeja cantar em pontos de ônibus, em hospitais, em eventos do Sindjor e de outras entidades, e nas redações.

Pensa também em uma camiseta, bem bonita, que seja nossa marca registrada.

O coral já tem uma primeira demanda material. Precisa de um teclado. E será conferido dentro da categoria se alguém pode emprestar.

Estiveram na primeira reunião: Johnny Marcus, Keka Werneck, Ângela Jordão, Anderson Pinho e Aline Cubas. Mas já confirmaram que também estão junto no grupo Rose Domingues, Lenita Violatto, Liana Menezes, Thaís Reali, Ednalva Gomes, Raquel Teixeira e Denise Nederauer.

A PRÓXIMA REUNIÃO, JÁ INICIANDO UM ENSAIO, ESTÁ MARCADA PARA O DIA 24 DE FEVEREIRO, DOMINGO, ÀS 17H, E SERÁ TENTADO O ESPAÇO DO CLUBE FEMININO OU MISC. HAVERÁ INFORMES.

A campanha salarial dos jornalistas

Autor: Enock Cavalcanti

*** Meus amigos, meus inimigos: é um fato inconteste que o jornalismo de Mato Grosso está em alta. Por aqui se formaram grandes empresas, a variedade de meios de informação é tremenda, temos uma grande diversidade e também uma qualidade técnica que fica a dever a muitos poucos pelo Brasil afora. Nossa televisão, nossos jornais, nossos ‘saites’, se inscrevem, tranquilamente, tendo em vista o mercado de sustentação de que dispomos, entre os de melhor padrão em nosso País.

*** Há, no entanto, uma dívida que precisa ser enfrentada neste mercado tão dinâmico. É evidente que estou falando dos rendimentos da grande maioria de nossos jornalistas. Ao mesmo tempo que contamos com empresas majestosas, encontramos em Mato Grosso um buraco estatístico quando se procura documentar o ganho salarial dos profissionais do setor. O que consta, por exemplo, nos anais da Federação Nacional dos Jornalistas, é que em Mato Grosso não existe um piso salarial definido. A empresa pode começar pagando o que bem entender, porque há anos a tabela do piso não vem sendo fixada – e os patrões não estão nem aí para esta exigência básica da relação de trabalho. É como se eles só se preocupassem em faturar, sem se preocupar com a contrapartida para com aqueles que ajudam a levar o barco adiante.

*** Sob o comando das jornalistas Keka Werneck, Alcione dos Anjos e Márcia Raquel, o Sindicato dos Jornalistas está mobilizando a categoria para enfrentar e modificar esta realidade. Está em curso a Campanha Salarial 2008, com uma pauta de reivindicações já definida e diversas rodadas de negociações a serem encetadas, seja na Capital seja no interior. Se as empresas faturam e se estruturam de forma cada vez mais destacada, parece lógico que uma parcela de seus ganhos seja empregada para recompensar, devidamente, os jornalistas e as jornalistas responsáveis pela continuada profissionalização da mídia de Mato Grosso. Sim, a grande verdade é que os pólos de informação teem se multiplicado pelo interior e, lentamente, uma rede de informação vai se estabelecendo para rivalizar com o noticiário gerado a partir da capital.

*** É tocante ver o Sindicato, recentemente tirado da inércia e coordenado por uma maioria muito ativa de mulheres e com um fervor bem feminista, injetando um ânimo todo novo nas mobilizações da categoria. O que se busca é que o jornalismo, como negócio, em nosso Estado, supere as injustiças do passado e se eleve a um novo patamar, exercitado por profissionais cada vez mais capacitados e melhor remunerados para o exercício de suas nobres funções. Velho militante do sindicalismo que sou, muitas das vezes vacilante, muitas das vezes cético, me entusiasmo ao ver pessoas tão jovens e tão idealistas apontando para os empresários, talvez desatentos, a necessidade urgente desta correção de rumos na relação capital e trabalho que vivenciamos neste setor. Essa é uma campanha que pode ter dois lados vencedores. De um lado, os jornalistas cada vez mais irmanados em torno de sua entidade de classe e cada vez mais conscientes de suas responsabilidades. Do outro, o patronato cada vez mais alertado para o importante papel desenvolvimentista que repousa no primado da informação confiável e produzida, não como mera mercadoria, mas como um bem social de importância vital na definição dos destinos de nossa gente.

Sindjor/MT Comunica


SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO - Sindjor
Filiado à Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e à CUT
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Fone: (65) 3025-4723 – acesse: sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com

Comunicado



O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) comunica que não haverá reunião ordinária neste sábado (16). A reunião, que acontece ordinariamente, foi cancelada em função do I Encontro de Planejamento Estratégico do Sindjor, que será realizado neste domingo (17) , conforme texto a seguir:


O Sindjor-MT realiza neste domingo (17), no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o I Encontro de Planejamento Estratégico da entidade. O objetivo da diretoria do sindicato é organizar e planejar as atividades sindicais que serão realizadas durante o ano de 2008.


A presidente do Sindjor, Keka Werneck, fará a abertura do evento, prevista para 08h. A programação, que se estende até as 17h, contará com a palestra do Pe. Roberto Rossi, do Centro Burnier Fé e Justiça, sobre planejamento, debates, exibição do documentário "A margem do concreto", almoço, discussão sobre a importância do sindicato e apresentação do seu estatuto e de uma pré-agenda. Além disso, a proposta é que a diretoria defina o calendário de atividades do Sindjor para 2008, com destaque para a campanha salarial , já deflagrada em Assembléia Geral da categoria realizada no dia 16 de janeiro.


A diretoria do Sindjor, eleita em 28 de agosto e empossada em 12 de setembro de 2007, destaca que o planejamento e a organização das ações a serem desenvolvidas pela entidade são fundamentais para o fortalecimento da categoria e das lutas sindicais.


Atenção: O Sindjor informa ainda que as reuniões ordinárias e abertas serão retomadas no sábado, dia 23 de fevereiro, às 14h, nas sede da entidade.


"Com as pedras do caminho construímos nosso muro de resistência"
Vitória Basaia

14 de fev. de 2008

Cegueira e percepção

*** Gibran Lachowski

"Está na nossa frente e não vemos. Estamos envolvidos e não percebemos". As duas frases acima podem sintetizar muitas situações nas quais nos encontramos e que nos cobram posicionamentos explícitos.

E foi assim que me senti nesta segunda (12): cego e insensível. Isso ocorreu num espaço social que pensava conhecer razoavelmente, a Assembléia Geral Ordinária do Formad (Fórum Mato-grossense de Meio Ambiente e Desenvolvimento, composto por movimentos sociais, sindicatos e ongs).

Apesar de entender pouco sobre as especificidades dos temas ambientais, tenho uma certa vivência nas discussões feitas por entidades, grupos e pessoas que questionam as oficialidades, os governos, o individualismo e materialismo exagerado das mentalidades capitalistas.

Quando cheguei as pessoas estavam fazendo análises de conjuntura acerca dos debates e ações referentes ao meio ambiente a partir das entidades que representavam. Não cheguei a falar nessa parte porque o Sindicato dos Jornalistas não integra o Formad e eu estava ali mais para ouvir e aprender. Contudo, fiquei matutando sobre o que falaria se tivesse essa incumbência.

Não me veio à cabeça uma conexão entre jornalismo e meio ambiente. Pode até parecer mente fechada. Mas quem diz que não é (risos)? Bom, a verdade é que só abri um pouco minha percepção quando ouvi a Marli Keller, do Sintep/MT (Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública).

Ela mostrou a relação entre educação e meio ambiente e explicou que ambiente não é só o verde, a ecologia, os rios e bichos, mas o todo, pois todas as coisas formam o ambiente. Abri um caminho na mente, mas ainda era estreito.

Só no intervalo para o café é que, conversando com o Vicente Puhl (da coordenação do Formad), alarguei o trieiro. Ele disse: "A comunicação é muito importante no debate sobre as questões ambientais. Esse espaço pode nos dar condições de responder rapidamente às investidas do agronegócio, governos e latifundiários...".

Entendi o recado, enfim, mesmo tendo a comprovação que grande parte da mídia funciona como arena de disputa de projetos de sociedade, porém, com regras que privilegiam a concentração de renda, os cartéis, as versões oficiais...

Mas saí da assembléia do Formad com a lição de que nós, cidadãos, somos desafiados diariamente a perceber como é que as coisas se conectam, se rechaçam e, também, a fazer escolhas, tomar posições, mostrar a cara.


*** Gibran Lachowski é jornalista em Cuiabá, professor universitário e militante de movimentos sociais

13 de fev. de 2008

Sindjor realiza I Encontro de Planejamento Estratégico

O Sindjor-MT realiza neste domingo (17), no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o I Encontro de Planejamento Estratégico da entidade. O objetivo da diretoria do sindicato é organizar e planejar as atividades sindicais que serão realizadas durante o ano de 2008.

A presidente do Sindjor, Keka Werneck, fará a abertura do evento, prevista para 08h. A programação, que se estende até às 17h, contará com a palestra do Pe. Roberto Rossi, do Centro Burnier Fé e Justiça, sobre planejamento, debates, exibição do documentário "A margem do concreto", almoço, discussão sobre a importância do sindicato e apresentação do seu estatuto e de uma pré-agenda. Além disso, a proposta é que a diretoria defina o calendário de atividades do Sindjor para 2008, com destaque para a campanha salarial , já deflagrada em Assembléia Geral da categoria realizada no dia 16 de janeiro.

A diretoria do Sindjor, eleita em 28 de agosto e empossada em 12 de setembro de 2007, destaca que o planejamento e a organização das ações a serem desenvolvidas pela entidade são fundamentais para o fortalecimento da categoria e das lutas sindicais.

*** Com as pedras do caminho, fazemos nosso muro de resistência. (Vitória Basaia)

12 de fev. de 2008

Escravidão, impunidade e revolta

Por Alcione dos Anjos*

Escravidão e impunidade... Este é o título do editorial do Diário de Cuiabá dessa terça-feira (12.02). E eu acrescento mais um termo ao título: revolta. Foi assim que fiquei: revoltada com esse editorial. Não pelo tema, que precisa ser debatido e combatido, mas sim pelo autor do discurso.

Afinal combater o trabalho escravo é uma ótima bandeira, um tema que sensibiliza a população e traz respaldo para a empresa (sim jornal é empresa!). Essa bandeira é tão boa que o trabalho em condições análogas a escravidão foi tema de redação do maior vestibular de Mato Grosso, o da Universidade Federal de Mato Grosso, em sua última seleção de universitários.

O mesmo Diário de Cuiabá foi fonte para a prova de redação - não vou entrar no mérito de que a autora da matéria (a jornalista Keka Werneck) nem foi citada na contextualização feita pelos organizadores da prova e nem depois, quando o jornal colheu os 'louros' por sua iniciativa de combater o trabalho escravo (citação garantida pelo Direito Autoral) – Prova de que a bandeira rendeu publicidade gratuita ao jornal.

O que é de se espantar e se revoltar é que essa mesma empresa tenha como bandeira algo que pratica. Não entenderam? Vou explicar, o Jornal Diário de Cuiabá, o mais antigo da Capital, há anos atrasa os salários dos seus funcionários. Existem registros de que essa prática ocorra há mais de uma década, ou seja, ao completar 40 anos de fundação no dia 24 de dezembro deste ano – e se nada for mudado – essa empresa terá deixado de pagar mais de um quarto desse tempo pelos serviços prestados de seus funcionários.

E os atrasos não ocorrem por falta de dinheiro, afinal a empresa não parou de crescer, pelo contrário. Quando começou o Diário de Cuiabá funcionava na Avenida XV de Novembro, no bairro Porto. Hoje o Diário está com sede nova, um moderno prédio na avenida Beira-Rio, número 4.435, que abriga a administração, o departamento comercial e a redação do jornal. A área é superior a 6000 m2 – somente a redação ocupa mais de 400 m2. E ainda há um galpão, com 2500 m2 , destinado a instalação do parque gráfico do jornal, que ainda permanece no endereço anterior. (informações do DC- Edição nº 11705 02/01/2007).

Além disso, o jornal expandiu suas dimensões e chegou ao interior: Rondonópolis, e Sinop já possuem filiais, e pasmem nas duas cidades a prática de salários atrasados é uma realidade. Com essa análise, chego a pensar que o crescimento da empresa tenha ocorrido a custas do suor dos trabalhadores, que até hoje não são prioridades da administração.

Alguns podem dizer "Ah! Mas, atraso salarial não é trabalho escravo". Ah é? Então para esses pergunto: O que é trabalhar sem receber seu salário? Por três ou quatro meses? Como se vive? Com que dinheiro paga-se o aluguel, a comida, a escola das crianças, a água, a luz, os impostos? Como se defender da fama de caloteiro? De mau pagador?

Outros podem questionar porque os profissionais não saem dessa empresa? E eu digo: As correntes do trabalho escravo hoje não são de aço ou ferro, elas são invisíveis, mas que nos amedrontam todos os dias. Elas são forjadas do desemprego, da falta de oportunidade, do sonho de se manter na profissão que você escolheu.

E a mordaça é imensa. Jornalista não tem voz ou vez na grande mídia, ou alguém já leu a situação dos profissionais da comunicação nos jornais diários que se compra nas bancas?

O autor do editorial do Diário de Cuiabá termina dizendo: "Impunidade, não a miséria, é a responsável pelo trabalho escravo". E eu concordo, a empresa só permanece com essa prática porque nunca foi punida.

*Alcione dos Anjos é jornalista e tesoureira do Sindjor.

Esse é o texto da revolta:

Escravidão e impunidade

É sempre oportuno lembrar que a Convenção nº 29, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), de 1930, define sob o caráter de lei internacional o trabalho forçado como "todo trabalho ou serviço exigido de uma pessoa sob a ameaça de sanção e para o qual não se tenha oferecido espontaneamente".

Também é conveniente assinalar que essa mesma Convenção proíbe o trabalho forçado em geral, incluindo, mas não se limitando à escravidão. E não custa destacar que trabalho escravo se configura pelo trabalho degradante, além do cerceamento da liberdade. Ao contrário de antes, hoje, em vez de correntes para prender o homem à terra, utilizam-se as ameaças físicas, o terror psicológico ou as grandes distâncias que separam a propriedade rural do centro urbano.

Infelizmente, Mato Grosso, ao longo do tempo, conquistou uma posição nada invejável nesse contexto, atraindo as atenções das autoridades mundiais. O fato de o Estado possuir grandes latifúndios e, ao mesmo tempo, não haver uma fiscalização eficiente, contribui para que esse crime se torne uma constante no cotidiano de milhares de cidadãos.

Com efeito, o Ministério Público do Trabalho fiscalizou, no mês passado, várias propriedades no norte do Estado e autuou pelo menos cinco delas, após serem encontrados trabalhadores em situação degradante, em fazendas nos municípios de Tapurah, Nova Canaã e Feliz Natal. Um relatório divulgado recentemente pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), com o ranking dos municípios brasileiros mais violentos em relação ao número de habitantes, revelou que 100 deles coincidem com áreas campeãs em casos de trabalho escravo. Em 15 dos municípios do ranking, há histórico de libertação de trabalhadores em situação degradante. Destes, cinco são de Mato Grosso: Nova Ubiratã, Nova Bandeirantes, Novo Mundo, Tapurah e Brasnorte.

Registre-se que a pesquisa da Ritla é anual e tem como base os registros de óbitos do Ministério da Saúde. O cálculo da média de homicídios considera as mortes ocorridas entre 2002 e 2004, e a população dos municípios nessa época. E um relatório da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) aponta a relação entre assassinatos, desmatamento e trabalho escravo.

A boa notícia é que o Ministério Público do Trabalho realizará, nos próximos dias, operação de combate ao trabalho degradante no norte de Mato Grosso, em resposta às denúncias de irregularidades na região de Alta Floresta. Oportuno mesmo seria se o Congresso aprovasse logo a Proposta de Emenda Constitucional (já avalizada pelo Congresso), que permite a expropriação de terras onde for devidamente comprovado o uso de mão-de-obra escrava.

A maior causa da persistência do trabalho em regime forçado, vale dizer, não é propriamente a miséria, mas a impunidade.

"Impunidade, não a miséria, é a responsável pelo trabalho escravo"

Desconto em curso de línguas

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) está fechando parceria com o curso de inglês e espanhol Yázigi, por meio da empresa Ícone de Comunicação e Marketing. O desconto previsto é de 25% para os sindicalizados (filhos e companheiros têm direito também). Há cursos para crianças a partir de 3 anos e adultos de todas as idades. Uma aula aberta, portanto gratuita, está marcada para quarta-feira (13), às 19h, no prédio do curso, avenida Getúlio Vargas, 874, Centro. Informações com Elza: 3324-0213.

CORAL SINDJOR

Atenção jornalistas e estagiários de jornalismo,

ESTÁ AGENDADA A PRIMEIRA REUNIÃO DO CORAL DO SINDJOR-MT PARA QUINTA-FEIRA, DIA 14, ÀS 19H30, NA SEDE DO SINDJOR.

Não faltem. Nesta reunião vamos definir o dia que nós vamos nos encontrar para escolher as músicas e ensaiar.

E definir como vamos trabalhar no coral. Camisetas ou outras roupas, enfim.

A REUNIÃO JÁ SERÁ COM A REGENTE ANA ELIZABETH.

OBSERVAÇÃO: Não é preciso ser cantor ou cantora. É preciso querer cantar. Portanto, cantores do chuveiro, saiam do banheiro e venham para o fórum correto: o Sindicato. Será um trabalho experimental, emotivo, aglutinador, sensibilizante, político, cultural, de força trabalhista, etc.

PARTICIPEM!!!

11 de fev. de 2008

Servidor do TRE ganha rifa do Sindjor


Sorte não é pra quem quer, é pra quem tem! Este foi o caso de Gilvan Rodrigues de Oliveira, servidor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que ganhou a tela da artista plástica Vitória Basaia e o DVD Rasqueia Brasil, do trio Pescuma, Henrique e Claudinho. O sorteio da rifa, que vinha sendo vendida pelo Sindjor desde novembro, foi realizado na tarde de sábado durante a reunião ordinária do sindicato.

A diretoria do Sindjor aproveitou a presença do jornalista, advogado e escritor Pedro Rocha Jucá para realizar o sorteio. A rifa foi realizada para angariar recursos para a entidade, que passa por dificuldades financeiras. A tela foi oferecida por Basaia em acordo realizado com o sindicato e o DVD foi uma doação do trio Pescuma, Henrique e Claudinho.

Jucá visitou o sindicato para doar o seu mais novo livro “Da linguagem cuiabana”. A visita acabou virando uma tarde de autógrafos e serviu também para que ele contasse um pouco da sua história enquanto fundador do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso.

O vencedor da rifa pode procurar o Sindjor (3025-4723) no período da manhã para retirar os prêmios.

7 de fev. de 2008

Convite reunião sábado 09.02.2008

SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO
- SindjorFiliado à Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e à CUTGestão “Não Abandone o Gilmar” 2007/2010Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena-Cuiabá-MT- 78.005.000Fone: (65) 3025-4723 http://sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com/


CONVITE


O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso realiza neste sábado (09) mais uma reunião ordinária da categoria às 14h na própria sede do Sindjor/MT, localizada na Rua Presidente Marques, 1532 bairro Santa Helena.

Na reunião deste sábado serão discutidos:
Interior
Campanha Salarial 2008
Debate: Mídia e Política, usos e abusos
Avaliação Carnaval
Planejamento 2008

Contamos com a sua presença amigo jornalista, fotografo, repórter, repórter-cinematografico, enfim contamos com a sua presença companheiro de luta por um Jornalismo melhor em Mato Grosso.

Johnny Marcus entrevista Mônica Salmaso

Mônica Salmaso é uma cantora surpreendente - não exatamente pelo que aparenta, mas pelo que de é. Quem a conhece apenas dos discos tem a impressão de se tratar uma mulher muito formal, de hábitos requintados e falar culto. Mas Mônica fala e ri alto, abusa das gírias, usa roupas estilo hippie e tem um ótimo senso de humor. Mônica é paulista, tem quase vinte anos de carreira com quatro discos lançados. Apesar disso é praticamente desconhecida pelo grande público. Suas músicas não estão nas FMs comerciais e ela não freqüenta programas de auditório. Ela esteve em Cuiabá pela primeira vez pelo Projeto Pixinguinha e conversou com nossa reportagem por quase uma hora e falou sobre MPB, ídolos fabricados pela mídia, download de músicas pela internet e de sua paixão por Chico Buarque.

Entrevista concedida a Johnny Marcus

JOHNNY MARCUS – Tem uma música do Legião Urbana em que o Renato Russo diz que “tem gente que canta procurando Deus e tem gente que canta pra ficar mais perto de Deus”. E a Mônica, canta por que?

MÔNICA SALMASO – Puutz, eu acho as duas coisas e mais um pouquinho, quer dizer, o sentido pessoal talvez seja a mistura das duas coisas. E na verdade procurar Deus pra ficar mais perto dele, é a mesma coisa, né? A procura já deixa você mais perto. Eu não tenho nenhuma religião oficial, mas sou uma pessoa religiosa. Assim, eu gosto de pensar que tem um sentido o que a gente vive. Então eu acho que é um pouco essas duas coisas. Mas também acho que é o meu jeito de comunicar mesmo, de expressar, de fazer contato com as pessoas. Eu sou muito faladeira, muito barulhenta, mas também muito tímida. E cantando, acho que consigo me comunicar com as pessoas. Eu ofereço às pessoas as músicas que acho que têm alguma coisa pra se dizer através delas. Então nesse oferecimento e na resposta que recebo do público na hora do show é uma comunicação que acontece. E eu gosto dela, acho que um dos momentos de gente que eu mais gosto. Eu gosto de show por causa disso. Eu faço contato com as pessoas.

JM – Você acha que a música precisa necessariamente ter uma função social, do tipo política, ou ela é simplesmente uma manifestação artística?

MS – Ela é um fundamentalmente uma manifestação artística. Agora, ela tem graus de alcance. Você pode simplesmente falar de uma experiência pessoal e o público que vê ou que ouve, no caso da música, se identifica com isso e cria, entre o público e o artista uma ligação de identidade e uma comunicação, e aí uma expressão artística. Talvez isso seja o mínimo, né? Talvez o anterior a isso seja o entretenimento, que a arte é capaz de fazer, e o máximo é que através da arte você pode sim ter um papel político. Você está falando com gente, e com muita gente. Você é um falando com um monte de pessoas. Então você tem poderes, digamos assim, e você pode usá-los se quiser. Por isso tem que ter responsabilidade e coerência. Você tem poderes de exposição e de formação de opinião.

JM – Você tem alguma militância? Você participou de uma campanha do Lula fazendo coral em jingles, não é mesmo?

MS – (risos) Foi, mas sou não militante. Agora menos ainda. Estou cada vez mais descrente. Acho que temos que fazer o melhor que podemos no nosso pequeno alcance, no lugar onde a gente mora, estuda ou trabalha. Ali a gente tem que viver nosso melhor possível e é ali que a gente vai fazer um Brasil melhor, porque a política brasileira é uma coisa vergonhosa. A sensação que tenho é que todo mundo só está pensado em si próprio, fazer carreira, troca de partido, troca de idéia, troca de qualquer coisa pra fazer sua carreira. Claro que tem exceções, mas tudo leva a crer que o número de exceções é bem pequeno. É um número muito reduzido de gente séria para uma prática política nojenta, irresponsável e sem o menor amor pelo Brasil. E como eu gosto muito do Brasil, gosto de ser brasileira, trabalho com um material que é a música brasileira, eu tenho orgulho disso. O povo brasileiro é lindo. Eu viajo, sinto e vejo como é o povo brasileiro, como ele é amoroso, como é amigável, receptivo, como é gente boa. Então eu acho que a política brasileira é nojenta.

JM – Quando você fala do alcance do teu trabalho, não se pode deixar de lembrar dos meios de comunicação. Como é o teu relacionamento com a mídia, especialmente com as emissoras de rádio e tevê, já que como cantora você precisa delas?

MS – Eu faço uma música que é um pouco elitista, mas não por opção minha. Eu nunca escolhi isso. Eu nunca pensei em fazer uma carreira pra menos gente. Isso não existe. Todo artista quer, não exatamente que ela seja conhecido, mas que o seu trabalho tenha alcance. Por mim, todo mundo conheceria tudo que faço, e eu adoraria que os discos estivessem absolutamente disponíveis em qualquer lugar. Esse é o sonho de todo artista. Mas acontece que fiz uma trilha muito específica, por selos menores, que têm um alcance menor. Então, a minha carreira vem desde os Afro-Sambas, que foi o primeiro disco, vem caminhando gradualmente, a formação de público que faço é quase toda no braço. Tirando um programa assim como o teu (n.e.: Brasileírissmo – programa de MPB em uma rádio comunitária), que existe, você encontra várias exceções, são idealistas que têm um programa, uma pessoa que gosta muito de música, que tem curiosidade, que aceita e quer saber o que está acontecendo de produção fora das multinacionais, também. E isso é divulgado. Juntando nossa capacidade fazer shows nos lugares com essa ajudas muito localizadas, como é o caso do teu programa, a gente cria uma rede e essa carreira vai crescendo devagarzinho. É assim que sempre foi e é assim que eu gosto. Eu acho que isso tem uma capacidade de identificação com o público que considero mais bonita do que uma música que a pessoa é obrigada a escutar, entendeu? E ela acaba entrando na cabeça da pessoa de tanto que é martelada. A minha não é assim. Ela toca pouco. Ela é tocada só em rádio e programas de tv que têm essa postura e vontade de mostrar essa música. Ela não tem nenhuma injeção financeira ou de lobby pra que seja colocada em rádio ou em novela. Ela não tem isso. A minha é espontânea no meu caso. Ou é um radialista que tem vontade de colocar no programa porque se identifica ou então jornalistas da mídia escrita. Todos os lançamentos tiveram boa aceitação porque acho que as pessoas ficam interessadas neste tipo de produção. Mas é uma coisa idealista.

JM – Você disse que não por opção própria, mas que tua música acaba sendo elitista. Eu não me lembro bem se foi o Caetano Veloso ou Maria Rita que disse que queria distância da chamada MPB, por enxergar nela uma tentativa de elitização por parte da camada mais alta da sociedade. Você considera a tua música como MPB, e nesse caso, no teu conceito, o que é Música Popular Brasileira?

MS – Pois é, este é que o problema. Na verdade, teoricamente, MPB é toda música que não é erudita e acontece em território nacional (risos). Isso é MPB. Mas acontece que tem uma geração que vem desde os festivais, o Chico, Caetano, Gil, Milton, Edu Lobo, o próprio Tom Jobim – que atravessou a Bossa Nova, mas que também fez parte disso. É uma geração com a qual esse nome de MPB ficou vinculado. E eu sinto um negócio engraçado nisso (MPB), porque de alguma forma se congelou nessa geração, que é de fato uma geração premiada. A música brasileira que não é romântica, nem brega ou regional, é MPB. E na verdade o barco está andando. Tem pessoas fazendo música que não é brega, nem romântico e nem axé que faz um tipo de música que combina com essa geração e são outros nomes. De alguma forma essa sigla foi congelada. Eu acho que se você pensar assim “eu faço MPB e quero fazer parte desse elenco”, talvez até pareça querer fazer uma coisa elitista. Mas na verdade eu acho isso só um nome. Eu faço um trabalho que se aproxima da produção musical desses nomes, mas sou de outra geração. Não sei que nome ela tem e nem sei se vai ter um. Talvez o que eu faço seja... (hesita) MPB segmentada, que é uma coisa, um mercado que combina com esse jeito de fazer. Quando comecei a trabalhar, no Brasil estava começando uma coisa chamada mercado de segmento, que são selos menores, lojas meio que especializadas. São programas de rádio que se encantam e que trabalham com esse material. Ou seja, é um tipo de material que infelizmente não está disponível em qualquer lugar. Veio junto com isso também a internet, que salva muito a nossa pele, porque viabiliza as pessoas comprarem nossos discos e mesmo divulgarem. O orkut é o nosso melhor amigo.

JM – Você é muito famosa nos blogs que disponibilizam discos para download. Não te incomoda saber que alguém que poderia ter comprado o teu cd baixou tudo pela internet?

MS – Nem um pouco. Zero. Porque no tipo de trabalho que faço, as pessoas têm dificuldade de encontrar. Então a internet é o meu maior divulgador, se você pensar no alcance que ele tem. Porque qualquer pessoa, de qualquer lugar, pode baixar. Muitas vezes, acontece, ontem a gente estava em Belém, e aí acabou o show e veio um cara pedir um autógrafo e falou assim “olha,eu tenho que te confessar que baixei dois discos teus da internet. Mas tenho um plano que assim que encontrá-los na loja, vou comprar, porque eu quero ter o projeto gráfico”. Claro que a gente faz um disco e prefere que as pessoas comprem, por vários motivos e não é só financeiro. A qualidade do som é melhor, tem o projeto gráfico, tem as fotos. É a mesma coisa que o xérox de um livro. Se puder comprar o disco, ótimo. Se não quiser não tem problema. O que é preciso é que as pessoas ouçam. Eu mesmo falo “olha, o Afro-Sambas está fora de catálogo. Pelo amor de Deus, copiem”. É insuportável ter um disco que você gravou e que ninguém consegue encontrar.

JM – Em outras entrevistas, você declarou que não tem pressa das coisas. Mas depois de tantos anos de carreira, o que ainda falta? Você está onde gostaria?

MS – Eu gosto de onde estou. Eu gosto do caminho que fiz até aqui e sinto que ele é um trilho e que continua. Talvez se minha carreira tivesse acontecido através de um boom de imagem, eu seria uma pessoa mais insegura. Porque isso cria uma dependência de um tipo de exposição que é um pouco artificial. Quando você pega uma carreira que acontece porque foi bombardeada, você fica dependente do bombardeio. Se esse bombardeio sai, você não sabe o que sobra. Como nunca tive isso e venho trabalhando desde o início, vivo da música que faço, e tenho uma vida legal, tenho a sensação de que isso foi conquista minha mesmo. Não minha, pessoal, mas do trabalho. E não tem nada que possa acontecer que vá tirar isso. Eu vou ter que fazer muito disco ruim, seguido, pra perder o que conquistei até agora. É só eu não pirar, viajar, sair fazendo coisas completamente fora do padrão de qualidade que tenho e do conceito que sigo. O público que conquistei até aqui, foi conquistado de fato. Através do trabalho, e não de uma exposição massiva. Então isso dá uma sensação muito boa de conquista, de chão. Eu piso num chão que está mesmo debaixo dos meus pés. Não é um tapete voador que alguém puxa e eu caio.

JM – Tem aquele caso que você conta em entrevista que ao final de um festival da Globo o repórter chega e pergunta “até ontem você não era nada, e agora é uma estrela”. E você já tinha dez anos de carreira.

MS – (Gargalha) Pois é, ali eu entendi muito as coisas. Eles são completamente fora do mundo. A mídia massiva acha que não existe nada além daquilo. É uma ilha da fantasia. Eu falei “amigo, desculpa, primeiro não é que não sou ninguém e virei uma estrela. Eu não virei nada. Eu só apareci na televisão por quatro minutos”. Pra esse negócio que o cara estava falando, a única diferença é que tinha aparecido na Rede Globo, no horário nobre, por quatro minutos. Isso realmente não é muita coisa. Era muita coisa pela oportunidade que eu tive de mostrar o que faço pro Acre, que eu só fui agora, dez anos depois, entendeu? Então era importante que alguém no Acre pudesse ver o que faço. Eu não fui nem pra tentar ganhar (o festival da Globo) porque achava que não tinha a menor chance. Mas eu queria pegar uma música que acho que tem a ver comigo, tratá-la do meu jeito, convidar os músicos com quem eu costumo trabalhar, me vestir da maneira como eu me visto, enfim, fazer o meu trabalho, mesmo que um pouquinho, mesmo que sendo um ET dentro daquela programação, para as pessoas onde eu não conseguia chegar com o trabalho pessoalmente, pudessem ver. Foi o que fiz, e nesse sentido foi bom. Mas eu aprendi um monte de coisas. Aconteceu um troço muito estranho. A Globo tinha gravado uma chamada para este festival que ia ao ar várias vezes por dia usando a minha apresentação. A canção chamava-se “Estrela da Manhã”, e o título só aparecia da metade pro final na música. Daí fui um dia cantar num lugar que era um projeto bem popular, num show de graça no ABC em São Paulo e as pessoas começaram a pedir “Estrela da Manhã”. Eu pensei “que estranho, essa música não está na novela nem nada, só porque apareceu aquele único dia na televisão, já estão assim?” Tá bom, e nem tinha essa música no show e resolvemos fazer. Eu comecei a cantar e ninguém reconhecia a música. Lógico. Um silêncio absoluto. Quando eu falei lá do meio pro final “estrela da manhã”, ahhhhhh (imita uma multidão em delírio), eu pensei, “mas que coisa artificial”. Eu não estou acostumada com isso. Estou acostumada com o cara que conhece uma música e gosta dela, e que quando eu começo a cantar ele já reconhece, porque é a música com a qual ele começou a namorar, que lembra do filho, estava fazendo uma viagem legal, sei lá, todo mundo tem um motivo.

JM – O teu trabalho é muito elogiado pela assim chamada crítica especializada. Existe alguma coisa que você considere importante, mas que ainda não foi percebida?

MS – Tem uma coisa que eu acho importante e que foi sim detectada algumas vezes, mas outras vezes não. Digo isso porque uma vez dei uma entrevista e toquei no ponto e o jornalista quando escreveu, entendeu tudo errado. Eu fiquei tão chateada, porque era o oposto. Mas era assim: o trabalho que faço, a maneira como entendo que cantar é legal, tem a ver com a relação entre o cantor e os músicos. Então aquela idéia que vem herdada dos crooners de orquestra, que o cantor é acompanhado pelos músicos, não é a minha. O que a gente faz é um diálogo igual. O cantor só tem a palavra que o diferencia, que o coloca em outro plano, talvez, porque ele tem a palavra. Mas ele está fazendo música com músicos, e isso é o legal. Então quando troca uma pessoa, sai um músico e entra outro, muda o som e muda a maneira de cantar. Muda o diálogo. Interfere na maneira de cantar. Então eu estava dizendo nessa entrevista exatamente sobre essa relação do cantor com os músicos, e da produção musical de segmentos, que era isso que te falei agora, quer dizer, que eu me sinto às vezes muito mais uma instrumentista, no sentido de música instrumental, do que uma cantora. Porque eu comecei a minha carreira num duo com o Paulo Belinati, que é um super músico, que tem uma carreira de solista muito bonita e independente. E eu aprendi muito com ele. A como conduzir a carreira. A criar esse trilho embaixo do pé e seguir andando fora de uma injeção de multinacional. Aí falei isso pro jornalista e quando ele publicou, ele disse que eu tinha alergia, que eu tinha aversão ao sucesso. Isso me deu um bode. Eu tenho aversão talvez a isso que a gente acabou de falar de “Estrela da Manhã”, que é o sucesso sem consistência. É um sucesso oco, superficial. É um sucesso inventado, que não tem estrutura por trás dele e que infelizmente a indústria fonográfica brasileira, e não é nem brasileira, é mundial, ela tem comprometimentos comerciais tão grandes, ela tem uma necessidade de vendas tão absurda, que ela não consegue investir no desenvolvimento de uma carreira. Ela só quer injetar alguma coisa num produto e vender um monte. Pra ela só vale a pena assim. E se essa venda, essa injeção for artificial, superficial, tanto faz pra ela, ela pega e injeta em outra coisa logo depois. Mas isso é inversamente proporcional ao que me interessa. Eu posso andar devagar, contato que eu crie um tijolinho em cima de outro tijolinho e que ao final eu tenha uma casa.

JM – Mônica, uma pergunta três em um, tá?

MS – Tá.

JM – Você ainda é apaixonada pelo Chico Buarque? Como foi gravar “Noites de Gala, Samba na Rua”? E o que ele achou do disco?

MS – (outra gargalhada antes de responder) Então, é assim. Eu sou completamente fã do Chico Buarque. E quem não é, né? Na verdade, desde criança tenho dois compositores que são pra mim os pilares. Eu falo assim que eles não são só mestres de educação musical. Eles são mestres de educação emocional. Porque eu era criança e ouvia o Chico e o Dorival Caymmi. Eles são os dois compositores brasileiros que eu mais conheço desde antes, de quando eu era pequena, e por quem tenho muita identidade. Depois que virei cantora, eu sabia que em algum momento na carreira eu faria um projeto com músicas só de um quanto do outro, porque eu acho natural, porque chega uma hora na carreira, que os cantores fazem esse tipo de volta pelo cancioneiro, que nem as cantoras americanas gravando Cole Porter. É legal. É um exercício legal. Só que eu acho cedo fazer isso pra minha carreira agora. Acontece que primeiro eu fui convidada, acho que em 2004, pra fazer um show só com músicas do Chico pra uma exposição sobre ele no Rio. Aí eu montei esse show. E aí, esse show – que ficou uma delícia, continuei fazendo paralelamente ao Iaiá, que era o disco que eu estava trabalhando ainda. Iaiá já tinha uns dois anos e eu continuei fazendo esse show. Daí, eu recebi o convite absurdo convite pra cantar com ele no “Carioca”. Eu não conhecia o Chico, nunca podia imaginar que isso pudesse acontecer, aí pintou um telefonema pra eu cantar no disco dele, que ele queria que eu cantasse no disco dele, e eu falei “em nome Deus... eu posso ir agora. Imediatamente.” (risos) Aí eu fui, conheci o Chico lá no estúdio. Ele foi muito gentil, ele é muito educado, muito legal. Me deixou super a vontade. Eu estava nervosíssima. Aí isso aconteceu e na hora de pensar no disco novo que ia gravar, primeiro que eu já tinha mexido nesse material, depois tinha acontecido esse convite, achei que era um jeito legal de retribuir esse convite. Então perguntei se ele não se importava, se não me achava oportunista. Ele achou super legal. Ele falou “nossa, claro. Vou adorar. Já estou curioso”. Daí não incomodei mais ele e fui gravar o disco. Convidei o Pau Brasil, a gente fez a seleção de repertório e gravamos. Quando a gente estava mixando, ele pediu pra ouvir uma cópia. Aí a gente mandou uma cópia pra ele. Depois ele me ligou no celular e foi super bonitinho. Porque ele ligou e caiu direto na caixa-postal. Daí fui ouvir o recado e estava lá o Chico Buarque falando: “olha, que bom que você não atendeu, porque eu vou ficar sem graça de falar com você, mas quero dizer que estou muito emocionado, que eu adorei o disco. Que bom que você não atendeu porque com a máquina é mais fácil de falar, que estou muito emocionado”. Daí falei putz, agora que tenho que ligar pra ele, né? Aí eu liguei, rezando pra ele não atender também. Daí ele não atendeu e eu falei “oi Chico, é a Mônica, que bom que você não atendeu!”(risos) Daí eu comecei a deixar o recado e ele atendeu, porque era secretária eletrônica, aí ele atendeu e eu falei putz, agora vou ter que falar com ele. Dois tímidos. Mas foi super legal. Ele falou que estava super emocionado, que adorou a seleção de repertório, que adorou os arranjos e tal, e aí ele me convidou junto com o Pau Brasil pra fazer um show juntos no Circo Voador – que foi bonito. Foi o último show do cd dele, “Carioca”, e o primeiro do meu. A gente fez meio a meio, e a partir dali, no outro dia, eu voei pra São Paulo pra começar a temporada de lançamento. Então foi bonito, foi assim meio simbólico. Um aval do compositor. A gente ficou feliz.

JM – Pra finalizar, você sabe alguma coisa sobre a música que é produzida aqui em Mato Grosso?

MS – Não. Lamentavelmente não. E é uma vergonha isso. Mas vou dizer uma coisa pra você que aprendi muito com esse projeto Pixinguinha. Em 2005 foi a primeira vez que viajei com o projeto e a gente tomou um caldo feio. Porque nós que moramos em São Paulo e no Rio, a gente tem a idéia de que somos o centro, e o Brasil trabalha com a idéia de que o centro cultural do que acontece no país mora ou em São Paulo ou no Rio. E na verdade, os ilhados somos nós. A gente é ignorante do que acontece no resto do país. E fora de São Paulo e Rio, as pessoas sabem o que acontece tanto lá como no resto do país. A gente tomou assim cada caldo vergonhoso. Eu voltei pra São Paulo morrendo de vergonha, porque eu cheguei por exemplo, em Belém. Lá, eu até conhecia o Waldemar Henrique, que é um compositor muito importante, paraense e tal, das antigas. Mas eu cheguei e tomei um susto. Fui fazer uma entrevista na rádio e nossas músicas eram muito tocadas e eu nunca tido ida lá. Quando fomos fazer o show, éramos eu, Lui Coimbra e o Lula Barbosa. Os três pela primeira vez em Belém, e os três com trabalho pra mostrar. A nossa postura era assim “somos do sudeste, viemos mostrar nossa musica e tal” e o público cantou junto o show inteirinho. E a gente foi ficando mal, porque era uma sensação de ignorância mesmo. Infelizmente a produção daqui (Mato Grosso) não chega em São Paulo. Então se não tem ninguém pra me mandar, pra me enviar, eu não tenho como ouvir. Lamentavelmente eu não conheço e estou esperando sair do show com algum cd daqui (risos).

Sindjor/MT participa de bate-papo com acadêmicos de jornalismo da Unic

Estudantes de jornalismo da Unic e representantes do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor) reuniram-se no dia primeiro de fevereiro para um bate-papo. O encontro , realizado no estúdio de TV do curso de jornalismo da Unic, foi gravado e serviu também como aula para os estudantes.

O bate-papo, do qual participaram a presidente do Sindicato, Keka Werneck, a secretária geral Márcia Raquel, o representante da comissão estadual de qualidade de ensino Johnny Marcus, foi gravado em forma de programa de televisão, onde o professor Elton Rivas foi o apresentador. Também participou do programa o recém formado em jornalismo Fred Fagundes.

Ao todo participaram cerca de 20 alunos das quatro turmas do curso de jornalismo da Unic. Durante o programa os representantes do sindicato falaram um pouco de sua trajetória até o momento que decidiram entrar na luta por uma categoria melhor.

O principal assunto abordado foi à questão do estágio para os alunos de jornalismo. A presidente Keka Werneck reiterou que o estágio continua sendo proibido, mas que na prática ele acontece, de forma que não há como negar a sua existência. Segundo Keka o estágio em jornalismo deve ser liberado, com as devidas regulamentações, pois é uma forma de o futuro jornalista interagir com o mercado do qual ele vai fazer parte.

Além da questão do estágio os representantes deram boas dicas aos futuros jornalistas, principalmente com relação ao mercado de trabalho.

Descontração

Antes das gravações a descontração entre o sindicato, acadêmicos e técnicos do laboratório de TV rolou solta com direito a canja da presidente Keka Werneck, assim como durante os intervalos da gravação com todos caindo na risada com as imitações de programas de televisão famosos.

6 de fev. de 2008

Artigo

Por que os jornalistas negligenciam as comunidades?

* Por Keka Werneck

Diz o ditado: o que os olhos não vêem, o coração não sente. Talvez por isso que se danem os mortos no Iraque, porque não podemos sentir o cheiro de menstrução no ar, nem de sangue seco, que deve rondar aquele ambiente de guerra histórica. Tudo que está distante, em tese, é também menos urgente. Talvez por isso não surja em Cuiabá um movimento que clame contra a guerra do Iraque, para que parem já com aquela carnificina, que a gente só degustada num virar rápido de página entre a editoria de Política e Cidades. A página Internacional nos parece quase sempre bizarra. Afinal quem saca o mundo árabe, a não ser pela ótica limitada criada em torno daquela gente, de que é terrorista, de que é xiita e fanática? Nem nos interessa tanto escutar o grito surdo que aquelas mulheres de burca esboçam em fotos de beleza plástica. (A guerra é plástica). O grito! E quem chora o sepultamento de crianças iraquianas escangalhadas por balaços no peito? Eu entendo essa nossa negligência com relação a esses fatos distantes, e vamos embrulhando sabão com nossos jornais que contam a execução de 20, 30 mortos a cada dia, a explosão de mercados, de igrejas, o inferno no Iraque. Eu entendo essa negligência. Uma outra não! Não entendo.


Nas redações é costumeiro dizer que são de segunda linha as pautas nas comunidades. O jornalista pautado para cobrir "buraco de rua", esgoto, falta de água, seria menos preparado do que os que correm os corredores suntuosos dos tribunais de justiça, que frequentam o mesmo fórum dos políticos engravatados, dos que tentam tratar da cultura.

Não é o Iraque que nos cerca. O que nos cerca são comunidades pobres, nas periferias de Cuiabá. E lá morrem não iraquianos, mas brasileiros como eu e você, baleados, esgoelados, esfaqueados, esquecidos. Lá, a fome ainda vampiriza. Lá, o lazer é catar piolhos. Lá as mulheres estão sem trabalho e quando, por sorte e por azar, encontram, não há creches onde deixar os filhos. Lá, a mesa não é farta, como a do jornalista, que, embora empobrecido, encontra-se ainda espremido na classe média, em geral. A comida é, por uma semana inteira, arroz com água. E na outra semana, fubá com água. E na outra, feijão. Na outra, macarrão branco. Iguarias, como queijo e creme de leite, nunca. Alho e sal ao menos, só as vezes. Escola para os filhos, precárias. Saúde, é no postinho, nem sempre aberto. Às crianças, faltam brinquedos, que crueldade! Se nossos filhos podem, porque os deles não! Material escolar nesta época do ano, não tem. O racismo, contra o negro, que é a maioria da população, corta feito faca, meu irmão, não espera debates não, condena e mata. Nos presídios, vá lá ver. Só negros e pobres. Mais negros.

E daí é motivo de chacota essa outra carnificina, essa sim nossa e não iraquiana, que tanto mata de imediato quanto arrasta no sofrimento.

Os problemas comunitários são considerados menos importantes, pautas de segunda. A emergência de tantas almas, coisa de canto de página.

É assim ou não é?

Para essa negligência, só tem uma explicação. Os jornais não estão existindo para transformar, mas dar lucro. E cara de pobre, o preto, não vende jornal.
As pessoas querem é uma cidade que encubra essa barbárie, para que todos possam ir ao shopping center comprar e depois dormir sem culpa.