DESTAQUE

NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

30 de jul. de 2008

Jornalista não precisa estudar?


*Thaís Raeli

A formação acadêmica do jornalista não passa somente pela questão técnica das cadeiras da faculdade, passa pela formação ética. É algo que vai além de saber falar, ler e escrever é o peso na consciência que nos dá freio quando damos projeções aos temas que chegam à sociedade. Sermos olhos e ouvidos do povo nos pesa nas costas a responsabilidade de sermos o quarto poder.

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem nas mãos a responsabilidade de desmerecer nosso trabalho e dar ao lobby patronal mais uma vitória. A falta do diploma de jornalista só impulsiona a queda dos nossos salários na troca de qualidade por quantidade. Na selva de pedras, a competição no mercado de trabalho se atrelaria, de forma pura e simples, ao crescimento dos lucros dos meios de comunicação. Jornalistas mais baratos.

Em todo o tempo a educação é o alvo das discussões. Critica-se a insuficiência do ensino, estipula-se cotas nas faculdades para a desigualdade social e na contramão, elimina-se dos corredores universitários os comunicadores, aqueles que dão voz e contam a história em seu tempo real.

Mas é fácil de entender. Numa realidade palpável em Mato Grosso, nossos legisladores, esses mesmo que estão, de alguma forma, em campanha este ano, defendem médicos, professores, policiais, mas não defendem nossa categoria. Muitos querem negociar nosso preço e nos propõe contratos aquém de nossa categoria. Não respeitam nosso piso salarial e nem nossa carga horária. Isso é o mínimo que poderiam fazer. É fácil quando se tem mais oferta do que vagas. É fácil quando se tem uma categoria desmobilizada.

Não valorizar a educação dos jornalistas é gradativamente ter controle em cima daqueles que questionam, entre tantos, o poder público. É uma ditadura subliminar que vai ser refletida em longo prazo, nos tornam sem conhecimento para assim sabermos menos que eles. É a imprensa marrom se consolidando e a informação em escala industrial.

Mas enfim, com ou sem voz, a disputa é com eles: Os patrões. Sejam dos setores público ou privado, são sempre eles. O homem nasce bom e a sociedade o corrompe, ou seja, o homem através da história torna-se mau. Nos bastidores da notícia, será que o Supremo dará início à guerra das canetas, dos teclados e dos microfones? Sem graduação, os jornalistas também não terão pós-graduação, nem mestrado, nem doutorado, nem nada. Iremos para o embate com menos armas para enfrentar os três poderes que nos antecedem: Executivo, Legislativo e Judiciário.

*Thaís Raeli é jornalista em Cuiabá

28 de jul. de 2008

Manifesto à Nação

Em defesa do Jornalismo,
da Sociedade e da Democracia no Brasil




A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a julgar o Recurso Extraordinário (RE) 511961 que, se aprovado, vai desregulamentar a profissão de jornalista, porque elimina um dos seus pilares: a obrigatoriedade do diploma em Curso Superior de Jornalismo para o seu exercício. Vai tornar possível que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.

A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do Jornalismo brasileiro.

Depois de 70 anos da regulamentação da profissão e mais de 40 anos de criação dos Cursos de Jornalismo, derrubar este requisito à prática profissional significará retrocesso a um tempo em que o acesso ao exercício do Jornalismo dependia de relações de apadrinhamentos e interesses outros que não o do real compromisso com a função social da mídia.

É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica e ética, capacitados a exercer um jornalismo que efetivamente dê visibilidade pública aos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas. Os brasileiros merecem um jornalista que seja, de fato e de direito, profissional, que esteja em constante aperfeiçoamento e que assuma responsabilidades no cumprimento de seu papel social.

É falacioso o argumento de que a obrigatoriedade do diploma ameaça as liberdades de expressão e de imprensa, como apregoam os que tentam derrubá-la. A profissão regulamentada não é impedimento para que pessoas – especialistas, notáveis ou anônimos – se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do Jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião presentes na sociedade esteja também presente na mídia.

A manutenção da exigência de formação de nível superior específica para o exercício da profissão, portanto, representa um avanço no difícil equilíbrio entre interesses privados e o direito da sociedade à informação livre, plural e democrática.

Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão no país ficar nas mãos destes interesses particulares. Os brasileiros e, neste momento específico, os Ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!


FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas
Sindicatos de Jornalistas de todo o Brasil

25 de jul. de 2008

Participe da reunião do Sindjor sábado às 14 horas



SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO - Sindjor
Filiado à Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e à CUT
Gestão “Não Abandone o Gilmar”
Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena-Cuiabá-MT- 78.005.000
sindjormt@hotmail.com – (65) 3025-4723 - sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com.br





O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a diretoria da entidade e todos os jornalistas para reunião ordinária, sábado, dia 26 de julho, às 14 horas, na sede do Sindjor-MT.
Pautas:
* Interior
* Campanha salarial
* Mobilização
* Outras

OBS> A sede do sindicato fica na Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena-Cuiabá-MT- 78.005.000, atrás do Hospital Santa Helena

VEM PRA LUTA, QUE É NOSSA !!!

24 de jul. de 2008

Atenção!

O Sindjor-MT está desenvolvendo várias ações e precisa da sua participação nessa luta

- Depois de muitas reuniões tensas com os patrões, inclusive no Ministério Público do Trabalho, estamos na fase final do acordo coletivo 2008, que deverá estabelecer um piso único para todo o Estado;
- Várias reuniões foram feitas com proprietários de veículos de comunicação que ainda mantém a prática de atraso salarial no sentido de resolver problema;
- acabamos de lançar as campanhas de sindicalização, "Diga SIM ao Sindjor", e de construção da sede própria;
- somos parceiros do Ministério Público do Trabalho na realização do Prêmio de Jornalismo Dom Pedro Casaldáliga, que terá como tema o trabalho escravo em Mato Grosso e será lançado no próximo dia 08 de agosto;
- lançamos juntamente com a Unic o I Prêmio de Jornalismo Unic/Sindjor-MT, com o tema Educação Superior em Mato Grosso;
- estamos ajudando a construir o Fórum Estadual de Democratização da Comunicação;
- está desenvolvendo a campanha em defesa do Diploma;
- e, entre outras ações, estamos desenvolvendo o projeto "Sessão Pipoca à Brasileira", que deverá ser lançado em breve.

Para tudo isso precisamos da participação e colaboração da categoria. Todas essas atividades são pensadas e discutidas durante as reuniões ordinárias realizadas todos os sábados, a partir das 14h. As reuniões são abertas e todos têm o direito de expor suas idéias e opiniões.

Venha participar dessa luta e ajudar a construir um Sindicato forte que garanta os seus direitos de trabalhador!

Só alegria no Arraiá da Comunicação!






Eita quadrilha boa sô!







Veja mais alguns bons momentos do Arraiá da Comunicação!






23 de jul. de 2008

OPORTUNIDADE


TV Pantanal está contratando


A TV Pantanal está procurando profissionais da comunicação para atuarem como apresentadores e repórteres em seus telejornais. Segundo o diretor executivo da empresa, Roberto Garcia, a emissora deve entrar no ar nas próximas semanas.

Jornalistas e repórteres cinematográficos interessados em se candidatarem as vagas disponíveis devem encaminhar a TV, a partir de segunda-feira, 28/07 os materiais de trabalho como fitas e vídeo-books.

A sede da emissora fica na rua Acorizal, 35, Consil, Cuiabá – MT.

Outras informações 3642-70 22, com Roberto Garcia.

21 de jul. de 2008

SBT de Sinop é notificado pelo Sindjor/MT

A Comissão Diretora do SINDJOR/MT em Sinop, por meio da presidente da comissão, a jornalista Daniela Melhorança, enviou uma notificação a TV Regional, afiliada do SBT em Sinop sexta-feira (18 de julho). No Documento a Comissão informa as leis que regem a profissão de jornalista e repudia a forma como a emissora está tentando contratar pessoas como jornalistas e cinegrafistas.

De acordo com a Comissão do Sindjor em Sinop, no dia 16 de julho, quarta feira, o apresentador do programa Linha de Frente, Ricardo Martins, anunciou ao vivo que: "se você não tem faculdade e não tem dinheiro para fazer uma faculdade, se você está desempregado, não quer ser um vagabundo e tem um dom, venha para o SBT, nós vamos treiná-lo para ser um jornalista ou um cinegrafista".

Já na quinta-feira, dia 17, Martins apresentou 10 rapazes como sendo "candidatos a jornalistas e cinegrafistas". "Não satisfeito o apresentador mostrou os mesmos exercendo já a função de cinegrafista e editor e colocou no ar uma matéria feita por um dos candidatos", contam os jornalistas de Sinop.

Diante do total desrespeito a categoria de jornalistas frente a ilegalidade do anúncio e da contratação destas pessoas o sindicato entregou nota de repúdio à emissora e denuncia de exercício ilegal da profissão junto a Superintendência Regional do Trabalho e ao Ministério Púbico do Trabalho. No programa do mesmo dia, com a nota de repúdio em mãos, Ricardo Martins, questionou a atuação do sindicato e convidou a presidente da Comissão de Sinop a comparecer no Programa.

"Nesta segunda-feira (21) participaremos do programa Linha de Frente para explicar, mais uma vez, quais as leis que regem nossa profissão e qual tem sido a conduta do sindicato desde que foi constituído em nossa cidade", explicou Daniela Melhorança. "Todos os veículos e todos os profissionais que atuam nos meios de comunicação de Sinop já foram notificados. A maioria tem buscado a regulamentação, seja através de registros provisionados ou buscando a faculdade de jornalismo", disse Daniela. "Estamos exigindo do SBT o que exigimos de todos os veículos e queremos sim que surjam novos talentos no jornalismo sinopense, mas estas pessoas devem fazer o caminho que a lei exige, buscar a profissionalização através da faculdade e o registro profissional junto a Ministério do Trabalho", concluiu.

18 de jul. de 2008

NÃO TERÁS PROFISSÃO ALGUMA!


Campanha em defesa da obrigatoriedade do diploma




Envie mensagens aos Ministros do STF em defesa do Jornalismo brasileiro

Convidamos todos a participarem da luta em defesa do Jornalismo qualificado, responsável, democrático, voltado ao interesse público. O STF está prestes a julgar a necessidade de formação superior para o exercício da profissão de jornalista e precisamos convencer os 11 Ministros do Supremo de que a obrigatoriedade do diploma interessa não apenas à categoria, mas principalmente a toda a sociedade. Isto para que a regulamentação da profissão continue sendo um dos instrumentos de defesa deste Jornalismo cumpridor de sua função social.
Solicitamos que enviem e-mails aos Ministros do ST manifestando essa opinião. Também divulguem esta mensagem, repassando a suas listas e mailings.

Abaixo, apresentamos uma sugestão de texto a ser enviado e os nomes e endereços de todos os Ministros.

Entre nesta luta, ela é de todos nós.

Contamos com seu apoio,

Diretoria da FENAJ
Diretorias dos 31 Sindicatos de Jornalistas do país

Texto-sugestão

À Sua Excelência Sr(a)
.............
Ministro(a) do STF

A exigência do diploma de Curso Superior em Jornalismo para o exercício independente e ético da profissão de jornalista é uma conquista histórica não só desta corporação, mas de toda a população brasileira. A luta pela criação de Escolas de Jornalismo começou no início do século passado. O primeiro Curso foi implantado 40 anos atrás e a profissão, regulamentada há 70 anos, desde 1969 exige a formação superior na sua legislação. Este requisito representou um avanço para a imprensa do país ao democratizar o acesso à profissão, antes condicionado por relações pessoais e interesses outros que não o de atender o direito da sociedade de ser bem informada.

Setores sem compromisso com a construção de um jornalismo responsável e realmente cumpridor de sua função social vêm questionando este fundamental instrumento para a seriedade, democracia e liberdade na imprensa. Confio que o(a) Excelentíssimo Ministro(a) votará com este entendimento no (RE) 511961, em favor de uma categoria profissional com papel tão relevante e em defesa da sociedade brasileira.

O diploma em Jornalismo, bem ao contrário de ameaçar a liberdade de expressão, é uma das garantias que conferem à mídia brasileira qualidade e compromisso com a informação livre e plural .

Nome:

Profissão e/ou cargo em entidade:

E-mails
Ministro Gilmar Mendes - Presidente
mgilmar@stf.gov.br
Chefe de Gabinete: Isabel Cristina Ferreira de Carvalho
isabelc@stf.gob.br

Ministro Cezar Peluso - Vice-Presidente
macpeluso@stf.gov.br
Chefe de Gabinete : Carla Kindler Rosanova Sotto
mluciam@stf.gov.br

Ministro Celso de Mello

mcelso@stf.gov.br
Chefe de Gabinete: Miguel Ricardo de Oliveira Piazzi
piazzi@stf.gov.br

Ministro Marco Aurélio
mmarco@stf.gov.br
Chefe de Gabinete: Marcos Paulo Loures Meneses
marcosp@stf.gov.br

Ministra Ellen Gracie
ellengracie@stf.gov.br
Chefe de Gabinete: Ângelo Tabet
angelotabet@stf.gov.br


Ministro Carlos Britto

gabcarlosbritto@stf.gov.br
Chefe de Gabinete: Beatriz Ventura Teixeira Coimbra
beatriz@stf.gov.br

Ministro Joaquim Barbosa
mjbarbosa@stf.gov.br
Chefe de Gabinete: Marco Aurélio Lúcio
marco@stf.gov.br

Ministro Eros Grau
egrau@stf.gov.br
Chefe de Gabinete: Alexandra Mery Hansen Matsuo
alexandram@stf.gov.br


Ministro Ricardo Lewandowski

gabinete-lewandowski@stf.gov.br
Chefe de Gabinete: Patrícia Maria Landi da Silva Bastos: patriciaml@stf.gov.br

Ministra Cármen Lúcia
clarocha@stf.gov.br
Chefe de Gabinete: Eduardo Silva Toledo
eduardost@stf.gov.br


Ministro Menezes Direito
Chefe de Gabinete: Ana Maria Alvarenga Mamede Neves: gabmdireito@stf.gov.br

15 de jul. de 2008

Coral começa a ensaiar "Roda Viva", do Chico



Coralistas do "Na Boca do Povo" já começaram a ensaiar "Roda Viva", de Chico Buarque. Uma das trilhas contra a repressão, um desafio à ditadura militar. O próximo ensaio do coral está marcado para 03 de agosto às 15h na sala de orquestra da UFMT.

Participe !

O coral do Sindjor já tem três músicas ensaiadas: Cio da Terra (Milton Nascimento e Chico Buarque), Água de Beber (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) e Freedom (folclore africano), com a incidental Som de Preto, de Amilcka e Chocolate.


Foto: Lia Costa Carvalho (disponível no Google)

10 de jul. de 2008

ARRAIÁ DA COMUNICAÇÃO


Você não pode perder esta festança!


Você e sua família estão convidados pra participar do Arraiá da Comunicação. A festança vai ser boa minha gente! Neste sábado a partir das 19h na Oca da UFMT (Adufmat)!

Vai ter brincadeiras pra criançada, pescaria, cadeia do amor, correio elegante, sorteio de prêmios, e é claro, uma gostosa quadrilha pra todo mundo participar! Portanto tire seu vestido caipira e sua camisa xadrez do baú.

Tudo isso com a animação do Trio Cheiro de Forró, que vai tocar um forró pé de serra bom pra danar. Você vai poder dançar a noite toda! E na hora daquela descansadinha você ainda vai ouvir o coral “Na Boca do Povo”, que fez o maior sucesso na sua estréia no Festival de Inverno.

Além de tudo isso, você vai poder se deliciar com comidas típicas de um autêntico Arraiá: Maria Izabel, Farofa de Banana, Canjica, Milho Verde, Pé-de-moleque, cachorro-quente, espetinho, pipoca e, é lógico, a deliciosa maçã do amor – pensou que a gente ia esquecer né?

Mais tem um detalhe muito importante minha gente: o Sindjor e o Cacos estão realizando essa grande festança pra lembrar todo mundo que o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso precisa ter uma sede própria. O terreno o Governo do Estado já cedeu – é lá no Centro Político Administrativo -, agora precisamos nos organizar e conseguir recursos pra construção dessa tão sonhada sede. E esse sonho nós só vamos conseguir realizar com a participação de toda a categoria.

Por tudo isso minha gente: DIGA SIM AO SINDJOR!

9 de jul. de 2008

MT perde Dicke e Sindjor divulga nota de pesar

Faleceu hoje (09) pela manhã, por volta das 09h30, o premiado escritor chapadense Ricardo Guilherme Dicke. Aos 72 anos, Dicke sofreu uma parada cardio-respiratória no último sábado. Desde então permaneceu internado na UTI do Hospital São Mateus em Cuiabá.

Familiares e amigos que acompanhavam o escritor no hospital aguardam o translado do corpo para o Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), onde será realizado o velório. O enterro está previsto para amanhã cedo, no Cemitério da Piedade, no centro de Cuiabá, onde se encontram os jazigos dos pais de Guilherme Dicke.

Autor de mais 40 livros, Dicke é considerado um dos autores mais premiados de Mato Grosso. Em 2004 o escritor recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFMT. Ricardo Guilherme Dicke deixa viúva, uma filha e dois netos.

Nota de Pesar

O sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), vem a público externar seus mais profundos sentimentos aos familiares e amigos do escritor mato-grossense Ricardo Guilherme Dicke, que nos deixou na manhã desta quarta-feira, aos 72 anos.

Chapadense de nascimento, Guilherme Dicke se consagrou como o mais premiado escritor mato-grossense. Porém não viveu para ver o reconhecimento das grandes editoras do país, embora sua obra já tenha extrapolado as fronteiras do Brasil.

Autor de mais 40 livros, há quem veja em Dicke a voz da gente sofrida de Mato Grosso. Por toda esta história, que ainda está em construção, pois Dicke deixa obras inacabadas, o escritor recebeu em 2004 o título de Doutor Honoris Causa da UFMT, homenagem à altura dos grandes homens que este Estado já nos deu.

Sindjor-MT

8 de jul. de 2008

VAGA EM TANGARÁ - Revista StylloVip

A empresária Leani Ruppel, da Revista StylloVip, em Tangará da Serra, está selecionando jornalista, para trabalhar por 5 horas. Segundo ela, pode encaminhar também para um jornal "de um amigo". Salário, a combinar, não inferior ao piso (R$ 1.050).

Telefone de contato - (65) 3326 4453 ou (65) 9997 8911
e-mail: styllovip@terra.com.br

7 de jul. de 2008

DEU EM A GAZETA - Ricardo Dicke está internado e o quadro é considerado irreversível


Escritor mato-grossense é reconhecido e elogiado por grandes nomes da literatura do país e internacional

Ricardo Gulherme Dicke, homem de vida simples e talento admirável


Maria Angélica de Moraes / Editora do Vida

O escritor mato-grossense Ricardo Guilherme Dicke está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) há três dias. Ele teve parada cardio-respiratória e, segundo o boletim médico divulgado às 11h da manhã de ontem, a falta de oxigenação em grandes áreas do cérebro levou à paralisia do mesmo e a um estado irreversível. As informações foram dadas por um sobrinho que acompanha o caso de perto e também pela esposa Adelia.


"Dicke trouxe muitas divisas para o estado pois é um homem de vidas internacionais", disse a artista plástica Vitoria Basaia, uma das amigas próximas do escritor. "Apesar de ser um homem de vida simples ele e sua obra representam muito para a cultura como um todo", completou. Levando em consideração o estado crítico em que se encontra, Vitória e outros amigos do escritor agora tentam fazer com que ele receba homenagens justas à altura do que representa para a literatura brasileira e internacional.


O escritor é apontado por alguns dos principais críticos literários do Brasil como um dos mais talentosos autores brasileiros. Costuma-se dizer que ele foi descoberto por ninguém menos que Guimarães Rosa, um admirador confesso de sua obra. O livro Madona dos Paramos é constantemente comparado ao clássico brasileiro Grande Sertão Veredas.


Entre os grandes nomes da literatura brasileira que reconhecem a obra e o talento de Dicke estão Hilda Hilst, para quem o escritor mato-grossense se encontra no mesmo patamar de Machado de Assis. "Ricardo Guilherme Dicke é o maior escritor vivo do Brasil", disse certa vez o cineasta Glauber Rocha. "Pena que seu talento fantástico não é conhecido por todos, pois ele fez a opção de ficar fora do eixo Rio-São Paulo", observou a escritora Nelida Piñon que fez questão de conhecer o autor em 2006 quando esteve em Cuiabá por ocasião da Literamérica.


Mas não é só no Brasil que o talento de Dicke cativou admiradores. Em 2006 sua obra foi adaptada e encenada no teatro europeu, mais precisamente em Portugal, terra do Nobel da Literatura José Saramago (presenteado com os romances Rio Abaixo dos Vaqueiros e O Salário dos Poetas). Assim como no Brasil grupos teatrais se inspiraram na obra de Dicke para subir ao palco a companhia O Bando, de Portugal, levou O Salário dos Poetas para o teatro sob a direção do competente João Brites que conheceu o trabalho do escritor por meio do cineasta Amauri Tangará.

VAGA NO INTERIOR

A Rede TV de Lucas do Rio Verde está contratando repórter para televisão e jornal. Salário a combinar. Interessados ligar para (65) 8402-4646 e falar com Zico.

6 de jul. de 2008

"Na Boca do Povo" surpreende no Festival de Inverno




















Estréia com Sucesso!

O Coral “Na Boca do Povo” do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor) fez uma belíssima estréia na noite de sábado no Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães.

Ensaiando desde março de 2008, o coral apresentou o seguinte repertório: Água de Beber - bossa nova de Vinícius e Tom; Cio da Terra - sertaneja de Milton Nascimento e Chico Buarque; Freedom - folclore afro por libertação e Som de Preto (incidental) - funk de Amilcka e Chocolate.

Apesar do pouco termpo de existência do coro e da inexperiência dos coralistas, a apresentação, sob a regência de Ana Elizabeth, foi um sucesso e recebeu os aplausos e elogios do público presente.

A próxima apresentação do Coral será no próximo sábado (12) no “Arraiá da Comunicação”. A festa, uma parceria entre o Sindjor e o Centro Acadêmico de Comunicação (Cacos) da UFMT, será realizada na Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), no Campus da Universidade.

4 de jul. de 2008

CORAL VAI SE APRESENTAR NA CHAPADA, VENHA NOS VER !


Tá bonito heim gente. E nós nos esforçamos muito. Como sabem, todos do coral "Na Boca do Povo", mais uma atividade articulada pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), são amadores ou iniciantes. E o coral sai da toca e vai se apresentar pela primeira vez nesse sábado, 5, no Festival de Inverno da Chapada, às 18 horas, ao lado de outros grupos corais, no Espaço Cultural Frei Oswaldo, que fica ao lado da igreja de Santana, aquela histórica e central.

A regente do coral, Ana Elizabeth, se diz impressionada com a criatividade do grupo e com a capacidade de superação.

A jornalista Aline Cubas, que já canta em coral há mais tempo, disse ontem, quinta-feira, 3, à noite, em ensaio geral, que também está impressionada com quanto já avançamos.

As músicas do repertório são:

Água de Beber - bossa nova de Vinícius e Tom
Cio da Terra - sertaneja de Milton Nascimento e Chico Buarque
Freedom - folclore afro por libertação
Som de Preto (incidental) - funk de Amilcka e Chocolate

ESPERO VOCÊS LÁ, batam palmas, peçam bis !

Os ensaios são aos domingos às 15 horas na sala da orquestra no Centro Cultural da UFMT. Participe, o espaço está aberto. Sai do chuveiro e vem cantar com o Sindjor.

NA BOCA DO POVO !

Quem canta junto, luta junto !

Abraços
Keka

3 de jul. de 2008

COMUNICADO

SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO - Sindjor
Filiado à Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e à CUT
Gestão “Não Abandone o Gilmar”
Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena-Cuiabá-MT- 78.005.000
sindjormt@hotmail.com – (65) 3025-4723 - sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com.br


COMUNICADO


O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) informa que excepcionalmente nos dois próximos sábados (05 e 12 de julho) NÃO SERÃO realizadas as reuniões ordinárias da diretoria.
No dia 05 o coral do Sindjor-MT, Na boca do Povo, participa da programação oficial do Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães e no dia 12 será realizado o Arraiá da Comunicação, na Oca da Adufmat na UFMT.
O Sindjor aproveita para convidar todos os jornalistas e amigos para as atividades, por entender que eventos culturais são importantes por promover a integração entre os colegas e inserir o nome do sindicato na agenda social da região.


Alcione dos AnjosSecretária Geral em Exercício

2 de jul. de 2008

É bom para nós - TCE determina a realização de concurso público na Secom

Redação 24HorasNews

As contas anuais do exercício de 2007 da Secretaria de Comunicação Social do Estado de Mato Grosso (Secom/MT) foram julgadas regulares com recomendações pelo Pleno do Tribunal de Contas de Mato Grosso. O processo foi relatado pelo conselheiro Humberto Bosaipo na sessão ordinária desta terça-feira (01/07).

No voto o relator determinou ao gestor da Secom, José Carlos Dias, que realize concurso público específico para cargos de assessores de imprensa. Conforme Bosaipo, a Secretaria está contrariando legislação vigente, uma vez que há excesso de cargos comissionados.

O relator recomendou ainda a implementação do Sistema de Controle Interno na Secom, conforme estabelece a Instrução Normativa 03/2007 do Tribunal de Contas, sob pena de imputação das sanções legais.

O parecer do procurador Mauro Delfino César, representante do Ministério Público no TCE, opinou pela aprovação das contas, porém com recomendações e determinações legais.

1 de jul. de 2008

ATENÇÃO: Presidente do STF diz que recurso do diploma será julgado no segundo semestre

(Foto: Site do STF)

Ministro Gilmar Mendes

Em contato com representantes da FENAJ e Sindicatos de Jornalistas em Fortaleza (CE), no dia 28 de junho, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, informou que o julgamento do Recurso Extraordinário que questiona a regulamentação profissional da categoria deverá ocorrer no início do segundo semestre deste ano. Também está previsto o julgamento de ação que questiona a Lei de Imprensa. Para o ministro é preciso ter um instrumento legal que regule as relações entre a imprensa e a sociedade.



Em rápido encontro com o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, e com as presidentes dos Sindicatos dos Jornalistas do Ceará e do Município do Rio de Janeiro, Déborah Lima e Suzana Blass, o presidente do STF não teceu maiores comentários sobre o Recurso Extraordinário do Ministério Público Federal que requer posicionamento sobre a legalidade da exigência do diploma em curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, do qual é relator. Mas confirmou que o julgamento ocorrerá no segundo semestre deste ano.



Já quanto à ação que questiona a Lei de Imprensa, o STF suspendeu 22 de seus artigos. Mas ainda é preciso o julgamento do mérito, que poderá revogar a Lei 5.250/67. O ministro Gilmar Mendes manifestou entendimento de que, em caso de revogação, é preciso ter outro instrumento que regule as relações entre os veículos de comunicação e a sociedade.



A FENAJ defende a revogação da atual Lei de Imprensa e a aprovação de uma nova legislação, de caráter democrático. Para a Federação, o Projeto de Lei 3.232/1992 (substitutivo Vilmar Rocha) cumpre este objetivo.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DO TJ-MT CONVIDA

IDENTIDADE INSTITUCIONAL
Palestra abre nova etapa do projeto de identidade institucional

Ao completar um ano da criação e lançamento da sua logomarca institucional, num esforço simbólico de estreitar laços com a sociedade, o Poder Judiciário de Mato Grosso dá mais um passo na direção de consolidar sua identidade institucional como instituição fiadora do Estado democrático de direito e patrimônio inalienável da democracia. Para tanto, a Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, com o apoio da Escola Superior da Magistratura do Estado de Mato Grosso, realiza a partir da primeira semana de julho, a terceira etapa do projeto “Reputação e imagem institucional: compromisso de todos nós”, constituída de palestra e workshops sobre o tema.
O primeiro evento acontece dia 03 de julho, com palestra a ser ministrada pelo jornalista e escritor Mário Rosa, que vai abordar, entre outros aspectos, “ a identidade como alicerce para a reputação”; “o impacto da tecnologia para a difusão da reputação institucional”; “fatores condicionantes da reputação pública”; “o papel da mídia na construção da reputação na era digital”. A palestra acontece no Plenário I do Tribunal de Justiça, a partir das 9 horas.
As oficinas acontecerão nos dias seguintes, com a abordagem de temas como: identidade institucional e logomarca: relações e condições; a reputação na era digital; cerimonial como ferramenta para imagem institucional; diferenças existentes no conceito de interesse público; imagem institucional: questão de compromisso. Aproximação e integração - Os eventos desta terceira etapa traduzem a seqüência do posicionamento público de defesa do Poder Judiciário, firmado em junho do ano passado quando, nas 79 comarcas do Estado, magistrados e servidores apresentaram, simultaneamente, a logomarca institucional dizendo, em uníssono, como esperam que o Poder Judiciário seja visto e reconhecido socialmente.
Desde aquele momento, tanto quanto uma demonstração de integração e esforço para oferecer justiça acessível, efetiva e transparente, buscou-se refletir um posicionamento que, em síntese, remete para o respeito à imagem, elevado significado e valor social da instituição. O projeto “Reputação e imagem institucional: compromisso de todos nós”, elaborado pela Coordenadoria de Comunicação do TJMT e lançado no início da gestão do desembargador Paulo Inácio Dias Lessa, traduz um produto integrado de comunicação organizacional, voltado para orientar e consolidar as atitudes públicas tomadas pela instituição, incluindo a gradativa padronização dos procedimentos de relacionamento com o jurisdicionado, com vistas a possibilitar uma percepção diferenciada dos serviços do Judiciário, e sempre vinculada à razão de ser da sua existência, qual seja, de fiador do Estado de Direito. Envolve ainda a consciência de que as transformações tecnológicas por que ora passa a sociedade, há muito vêm condicionando novos padrões de comportamento, de produção e consumo, numa velocidade sem precedentes na história, com reflexos em todos os setores da vida social, aos quais o Poder Judiciário não está imune. Antes disso, na proporção das mudanças, ele segue sendo requerido à medida que crescem os níveis de exigência da sociedade e, via de conseqüência, as demandas por mais cidadania e justiça social. Palestrante – o jornalista e escritor Mário Rosa é uma indiscutível referência nacional e internacional no desenvolvimento do tema, com larga experiência em consultoria de imagem no Brasil e no exterior, com o aval de organizações norte-americanas de gestão da reputação, como as referências ao profissional publicadas no site
http://www.reputationinstitute.com
, ao lado de grandes nomes mundiais de Estratégia e Comunicação Corporativa.
É autor dos livros, “A Síndrome de Aquiles” (Ed. Gente, 2001), “A reputação na velocidade do pensamento” (Geração Editorial, respectivamente de 2003 e 2006), obras hoje obrigatórias para quem se interessa pelo tema da reputação institucional.
Coordenadoria de Comunicação do TJMT imprensa@tj.mt.gov.br (65) 3617-3393/3617-3394

VAGA NA FOLHA DE VÁRZEA GRANDE

Empresa está contratando jornalista. Há vaga para o site http://www.folhadevarzeagrande.com.br/ e na redação do jornal Folha de Várzea Grande, que é semanal.
Salário a combinar.

Está sendo contratado também um diagramador.

Contato: 9974-8601 (Eraldo)

CONCURSO PÚBLICO E EXCLUSÃO PRÉVIA

Por Roberto Boaventura da Silva Sá

No final de fevereiro, escrevi o artigo "Universidade e (des)emprego". Nele, tratei do resultado da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios do IBGE. Pela escolaridade, comprovava-se que muitos portadores de diploma universitário ocupam emprego de níveis médio e fundamental.
A partir desse resgate, tratarei do concurso público da UFMT - realizado dia 15/06 - para Técnico-Administrativo em Educação. A remuneração, mesmo abaixo da referência do DIEESE (mais ou menos 2 mil reais), atraiu - só para o cargo de Assistente em Administração (nível médio/campus de Cuiabá) - 6427 candidatos para 40 vagas; ou seja, 160,68 pessoas pleitearam o mesmo posto de trabalho.


Dentre os candidatos, embora o nível exigido tenha sido apenas o ensino médio, muitos concluíram ou estão cursando alguma graduação. Por si, esses números são desumanos. Contudo, o pior encontra-se velado. Como em qualquer concurso, numa projeção objetiva, não mais do que 10% dos concorrentes reúnem condições reais para a disputa. Muitos participam desses "eventos" apelando ao "se Deus quiser"! Porém, dominar conteúdos é indispensável; aí reside um problema político-pedagógico.


Há algum tempo, a escola abriu mão de ensinar de verdade. Os mais pobres são as maiores vítimas. A educação caiu num vazio sem precedentes, depois de absorver as teorias pós-modernas. Essas dão supremacia às subjetividades, destacando as diferenças de cada um. No coletivo, a perda é geral.


No ensino de Língua Portuguesa, p. ex., a situação é estarrecedora. O trabalho com a norma culta é ridicularizado por teóricos supostamente importantes. A leitura dos clássicos – como Machado de Assis, Graciliano Ramos, Camões e outros - é raridade; são vistos como antiquados. Com exceções, muitos professores caíram no conto do vigário, ou melhor, dos vigaristas da educação. No entanto, nos concursos públicos, esquece-se o vazio acadêmico das próprias graduações; do miserável ensino médio, então, nem é preciso falar.


Para demonstrar a impossibilidade de a maioria realizar uma prova consciente, destacarei itens solicitados em português no já referido concurso. Começo pela escolha da crônica para os concorrentes de nível médio - "Como comportar-se no bonde" - escrita por Machado de Assis em 1883.


Antes de tudo, cumprimento a CEV por ter conseguido fugir dos textos de revistas semanais, como a abominável Veja, que tem sido tão usada em vestibulares da Instituição. Foi uma surpresa agradável ver um autor clássico da literatura do Séc. XIX presente no concurso público. Todavia, lamento que a CEV tenha retirado a crônica machadiana de um site/internet. Por "descuido" deixou de ir à fonte primária, algo que não é questão menor num lócus acadêmico. Como professor de Literatura Brasileira, informo que o texto em pauta está inserido na Obra Completa de Machado de Assis, Editora Aguilar, Vol. III, p. 414-16. É assim que deveria estar na prova; é assim que se respeita a dinâmica da academia.


Feito esses comentários de ordem geral, detenho-me à crônica propriamente dita. Da semântica, que envolve consulta a dicionários, retirei três palavras de pouco uso aos jovens hodiernos: "assaz", "transeuntes" e "pespegar". Mesmo que elementar, quantos dominam os conceitos de paródia, conotação e denotação, todos - de um jeito ou outro - exigidos em uma das questões?


No âmbito da sintaxe, ainda que a questão em pauta (n. 05) tenha sido anulada por má formulação (um absurdo diante do tempo que se tem para esse trabalho BEM REMUNERADO, diga-se de passagem), quem ainda identifica pronomes oblíquos, objetos diretos e indiretos? Para isso, precede o domínio das classes de palavras, destacando os verbos com as devidas regências. Em outra questão, pedia-se algo da pontuação, mas envolvendo um aposto! Noutra ainda, tinha-se de saber, p. ex., se em certa oração havia uma conjunção subordinativa e outra locativa, distinguindo-as de elementos diversos. A acentuação – envolta a armadilhas - também não foi esquecida naquela prova.


Em resumo, nada disso parecia estranho num passado escolar. Hoje, parece linguajar estrangeiro. Estudantes de nível médio e também muitos graduados raramente dominam essas referências; tudo porque a escola não prioriza tais ensinamentos, preferindo apostar nas demandas e conhecimentos trazidos pelos alunos. Em nome das "diferenças", isso se chama exclusão prévia pelo vernáculo e pela cultura pátria. É a derrota antes mesmo de o jogo começar. Isso é pra lá de desumano.


P.S.: que os concursos continuem exigindo o que deve. A educação e os educadores precisam fazer revisão das teorias vigentes - no mínimo – criminosas contra a população mais pobre, justamente para respeitá-la num momento como esse, ou seja, de disputa por uma ascensão social mínima. Agora, todos compreenderam o que venho dizendo há algum tempo?



Roberto Boaventura da Silva Sá é Dr. em Jornalismo/USP e professor da UFMT
rbventur26@yahoo.com.br