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NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

28 de ago. de 2008

DEU NO SITE DA SECOM-MT: Sindjor pressiona governo para fazer concurso

Foto: Edson Rodrigues/Secom-MT
Redação da Secom-MT

Representantes da diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor) encaminharam um ofício ao governador Blairo Maggi solicitando que o governo do Estado intensifique os esforços para a realização de concurso público para preencher cargos de assessores de imprensa em secretarias e órgãos vinculados ao Poder Executivo Estadual.


O documento será entregue ao governador pelo secretário José Carlos Dias (Comunicação Social), que nesta quinta-feira (28.08) recebeu em seu gabinete a presidente do Sindjor, Keka Werneck, a secretária-geral, Alcione dos Anjos e a tesoureira da entidade, Márcia Raquel de Oliveira.


O documento lembrou que a realização do concurso, ainda este ano, além de ser um pleito do sindicato externado ao governador durante uma audiência em fevereiro passado, também foi determinado pelo Tribunal de Contas do Estado em relatório por ocasião do julgamento das contas anuais do exercício de 2007 da Secom. “Regulamentar a situação dos assessores de imprensa que atuam no serviço público mais do que abrir vagas no mercado de trabalho é assegurar uma comunicação plural, de qualidade e comprometida com o Estado de Mato Grosso”, diz trecho do ofício encaminhado ao governador.


Durante a reunião, acompanhada também pelo superintendente de Comunicação da Secom, Carlos Martins, os diretores solicitaram ao secretário José Carlos Dias o apoio da Secom para que a entidade consiga uma sala num prédio público para a instalação provisória de sua sede. Em junho passado, foi assinado com a Secretaria de Administração um termo de concessão de uso de uma área doada ao sindicato pelo Governo do Estado para a construção da sede própria. A área, de 1.024,10 metros quadrados, está localizada no Centro Político Administrativo próximo à Defensoria Pública, ao Ministério Público Estadual e à Ordem dos Advogados do Brasil em mato Grosso (OAB-MT).


“O sindicato paga hoje um aluguel mensal de R$ 515,00 e se conseguirmos uma sala, esse dinheiro poderá ser usado para outras despesas até que nossa sede fique pronta”, disse a presidente do Sindjor, Keka Werneck.


Para a construção da sede, o sindicato espera contar também com o apoio de parlamentares estaduais, que podem destinar emendas alocando recursos para as obras. Durante a reunião, o secretário José Carlos Dias falou também sobre o trabalho que os jornalistas da Secom realizam e o relacionamento que a redação mantém com os veículos de comunicação.

26 de ago. de 2008

CONJECTURAS SOBRE AMOR E LUTA


*** Por Keka Werneck, presidente do Sindjor-MT
Foto: Márcia Raquel

Com o fim do 33º Congresso Nacional dos Jornalistas, em São Paulo, onde delegados e estudantes, além de observadores, se propuseram a discutir e encaminhar as principais frentes de ação contra as investidas dos barões da mídia, num balanço imediato, fica claro que a categoria não está articulada e mobilizada como deveria, não está qualificada politicamente e não tem, portanto, bala na agulha necessária para fazer o enfrentamento de igual para igual com o patronato.

Falta, sobretudo, a percepção essencial nessa luta: os jornalistas não se enxergam, na integralidade dessa concepção, como trabalhadores. E fazem um discurso dissimulado, e que soa falso ao bom observador, quando se dizem trabalhadores. E soa falso porque isso não está introjetado.
Agostinho Neto, médico, angolano, militante nas lutas independentistas das nações africanas, principalmente na década de 40, herói negro, poeta mais intenso durante as muitas prisões que sofreu na militância, agudiza esse fato. "Não basta que seja pura e justa a nossa causa, é necessário que a pureza e a justiça existam dentro de nós".

Não se perceber como trabalhador, isso parece, a princípio, uma impossibilidade, diante da precarização no exercício do jornalismo, das horas extras nunca pagas, da pressão incessante nas redações, da desqualificação cotidiana de chefes cretinos, do assédio moral, do estágio desregulamentado, dos salários achatados, da coação política e ideológica de sempre. Na lógica capitalista, não é assim? É.

Mas, se a categoria sente a precarização na pele, por que não reage à altura? Por que não assume o papel operário, por que não se alia às demais categorias de luta, por que apenas chora no banheiro das empresas ou reza em casa quando vai dormir para não perder o emprego, ou por que se basta na indignação verbal do xingamento ao vento?

A categoria está sendo ludibriada, e usada como força bruta, nos moldes dos remadores dos porões de navios romanos, escravizados, há 18 séculos.

18 séculos!

Se a categoria está ludibriada, e acossada, seria então por isso que não se percebe como trabalhadora? Por que se alivia fazendo apenas a luta corporativista? Será que não enxerga o irmão esfomeado ao lado? Será que não percebe a afronta aos professores? Será que precisa ainda de argumentos para entender a urgência da reforma agrária?

Tem um mistério a ser desvendado nesse contexto: a luta de classes. Um mistério a ser revelado àqueles que ainda não perceberam, de coração, a necessidade de fazê-la. E a cada dia que este embate não é feito avançam as ofensivas contra os trabalhadores, sobretudo os que não se percebem assim.

Daí a grande luta que precede todas as outras: tocar corações, para mobilizar.

De novo surge o coração, como músculo involuntário que pulsa não apenas sangue, mas luta. A melhor de todas as lutas, aquela movida pelo sentimento de amor, como internacionalizou Che Guevara.

Em artigo – "Se sindicalizar pra quê?" - divulgado no site do NPC (Núcleo Piratininga de Comunicação – http://www.piratininga.org.br/), Vito Giannotti afirma: "Hoje o sindicato é mais necessário do que nunca". E avisa: "Sem sindicatos estaríamos trabalhando ainda 16 horas por dia".Quem conspira contra os trabalhadores, 24 horas por dia – sim, porque a direita histórica é incansável – é o abutre que nos ronda. E coopta nossos parceiros, afundados no discurso da vida pequeno burguesa: formar, casar, ter filhos, casa, carro, shopping, viagens. Deixar o amor pelo caminho, em troca de esmolas, é coisa bem provável.Analisando Che, de forma pragmática, endurecer sem perder a ternura não é tarefa tão fácil assim. Fácil de falar. Difícil de permitir que essa mensagem, de amor e luta, como diz Agostinho Neto, exista dentro de nós. De fato.

Isso é se tornar imbatível.

25 de ago. de 2008

Semana cultural será de desagravo à Cuba e Che Guevara

Therezinha Arruda, idealizadora da semana


Cuba: Vitalidade e Internacionalismo

Uma semana respirando cultura política e social cubana e as lutas do maior revolucionário latino-americano de todos os tempos, comandante Ernesto Che Guevara. Esta é a proposta da semana cultural “Cuba: Vitalidade e Internacionalismo”, de 25 a 29 de agosto, que irá acontecer no Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT. Um mergulho profundo e prazeroso nessa ilha de resistência.A articuladora da semana é a professora historiadora Therezinha Arruda, que vive entre Brasil e Cuba. “Há muitas informações truncadas e desconhecidas pela população brasileira”, diz a professora. Por conta disso, ela diz fazer questão de divulgar um outro lado dessa história. (Leia entrevista com a professora Therezinha Arruda no final do texto)
O evento terá entrada totalmente franca e começará sempre à noite, às 19h.
No primeiro dia, 25 de agosto, serão abertas as três exposições, haverá o momento de declamação de textos dos libertários africanos: Poética Heróica e um espaço para leitura.
Do dia 26 ao dia 29, serão exibidos filmes sobre Cuba e Che.
Por meio dos filmes, é possível construir uma idéia mais clara do que significa Cuba para o mundo, um país que erradicou o analfabetismo, onde não há crianças de rua, pedindo em sinaleiros, errantes no submundo dos guetos, e onde o esporte é arma para de fato vencer na vida. Os modelos de saúde e educação cubanos, disponibilizados para países em desenvolvimento, superam expectativas, como: Yo si puedo: método de alfabetização criado por uma equipe de professores cubanos, cujos resultados são mais de 3 milhões de pessoas de 23 países, já alfabetizadas. Existe versões deste método em espanhol, inglês, francês, português, “creole”, aimará, quéchua, tetum e em alguns dialetos africanos; e Operação Milagre: programa de saúde para atender populações em situação de emergência e para resolver problemas de falta de atendimento médico nas regiões pobres do planeta. Já foram atendidas mais de 1 milhão de pessoas em 33 países.
Quando se fala em Cuba, outra discussão importante a se fazer é sobre liberdade. O que o Brasil pensa sobre isso, em geral, é que em Cuba não há liberdade de expressão. “Quero que vocês entendam que Cuba é uma ilha sitiada, vigiada pelos Estados Unidos e o poder econômico internacional; é como se vocês estivessem em uma casa, acuada por bandidos armados. Tudo o que se faz é calculado. Agora não é fato que no Brasil somos livres. Não há aqui liberdade de expressão a não ser para as elites. O que sai nos jornais, em geral, interessa a quem? Quem tem direitos sociais? Quem tem direito à saúde e à escola de qualidade? Então liberdade é um conceito mais amplo. O primeiro instrumento de libertação do individuo é a instrução e a cultura e a Revolução Cubana cuidou disso desde o primeiro momento”.
Sobre os atletas que fogem durante competições esportivas, a professora explica que eles fazem isso porque são impedidos de entrar nos Estados Unidos e quando fogem, pelo fato de darem propaganda negativa a Cuba, são recebidos com alimentação, moradia e emprego na terra de Tio Sam.
PROGRAMAÇÃO:
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25 – SEGUNDA-FEIRA
Abertura da semana
EXPOSIÇÃO TRÊS ESPAÇOS:
1 ) “Cuba, Natureza e Cultura”
Imagens em cartazes e fotos, sobre destinos turísticos, o charme do povo cubano e suas expressões artísticas.
2 ) “Desagravo ao Comandante Che”
Imagens em pôsteres e fotos clássicas do comandante Che, da infância, com os pais, que eram de uma classe média argentina, passando pela adolescência, a primeira namorada, as andanças pela América Latina, Che ao lado dos filhos, da mulher, ao lado dos amigos, como Camilo Cienfuegos e Fidel Castro, até a queda, no exercício da luta e do amor.
"O verdadeiro revolucionário é movido por um grande sentimento de amor." (Che)
O material exposto evoca a biografia do revolucionário, que, em viagem pela América Latina, viu horrores, como a exclusão dos leprosos no Peru, a miséria dos mineiros trabalhadores da Bolívia e do Chile, a pobreza e o abandono do povo latino-americano em geral.
3) “Líderes Revolucionários Africanos”
Registros sobre os mais de 300 mil cubanos que lutaram na África ao lado dos revolucionários africanos e dos mais de 2 mil cubanos que morreram pela independência daqueles países. Essa mostra dá a dimensão internacional da luta de Che e a solidariedade da nação cubana com companheiros do mundo inteiro.
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ESPAÇO PARA LEITURA - No mesmo ambiente das exposições, haverá um espaço para leitura e livre acesso a revistas e cerca de 50 livros sobre Che, além de outros materiais sobre a revolução cubana.
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POÉTICA HERÓICA - A professora Marília Beatriz de Figueiredo Leite dirigirá uma intervenção com Luiz Carlos Ribeiro e Vanda Marchetti que declamarão textos de grandes revolucionários como Lumumba, Che Guevara, Amilcar Cabral, Samora Machel, Nelson Mandela e outros.
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MOSTRA CINEMATOGRÁFICA - Nos dias 26, 27, 28 e 29 de agosto serão exibidos documentários, de um acervo precioso e diverso, disponibilizado pela professora Therezinha Arruda.Os filmes mostram não apenas Cuba e suas belezas naturais, como a força deste povo, programas de erradicação do analfabetismo, de atendimento médico e a solidariedade da nação cubana na solidariedade aos países em desenvolvimento.
SINOPSES DOS DOCUMENTÁRIOS
LA BÚSQUEDA DEL CHE (A BUSCA DO CHE) - Documentário sobre o processo de busca dos restos mortais de Che Guevara e de seus companheiros caídos na Bolívia. Sempre existiu a intenção de localizar os restos mortais do Che e de seus companheiros caídos na Bolívia com o objetivo de dar-lhes sepultura em sua própria terra, outorgando-lhes as honras que todos mereciam. Quando o governo boliviano permitiu que uma equipe multidisciplinar, dirigido por especialistas cubanos, empreendesse a busca de seus despojos, houve a certeza de que eles apareceriam. A busca dos restos do Che e de seus companheiros constituiu um desafio para a ciência. Este documentário mostra todo o processo subseqüente e as provas necessárias, realizadas a partir de imagens inéditas e de entrevistas com as testemunhas da queda e do assassinato dos guerrilheiros. Permite também observar o translado dos despojos a Cuba e a homenagem póstuma que o povo cubano lhes rendeu em cada um dos lugares por onde passaram até seu descanso definitivo no Mausoléu de Santa Clara.
Diretor: Otto Guzmán, 19982 .
CHE: AMOR, POLÍTICA, REBELDIA - Este documentário se baseia num livro da jornalista italiana Lilliana Bucellini. Narra a vida de Ernesto Che Guevara desde seu nascimento até seu assassinato na Bolívia. Constitui o mais amplo audiovisual que já foi realizado, incluindo imagens inéditas registradas antes e depois do triunfo da Revolução Cubana e também fragmentos de seus discursos e entrevistas mais memoráveis.Inclui também a obra do artista plástico Milton Bernal: “Puro Che”.
Diretora: Teresita Gómez, 20063.
CHE GUEVARA, DONDE JAMÁS SE LO IMAGINANA - Intensa e apaixonante vida do revolucionário argentino-cubano que aos 39 anos, em 1967, foi assassinado na Bolívia em sua última tentativa guerrilheira para levar à frente a luta por um mundo mais justo. Uma síntese com imagens inéditas que nos aproximam deste homem excepcional; não importa a perspectiva pela qual se julguem suas idéias e sua ação que transcendeu sua geração e chega até hoje como uma referencia de capacidade de sacrifício, coragem, severidade e ternura.
Diretor: Manuel Pérez, 20064.
TATU, CHE EN EL CONGO - Neste documentário, baseado no livro “El sueño africano del Che” de William Gálvez, se destacam momentos desconhecidos da vida do Che durante sua permanência em terras africanas, cumprindo seu dever solidário com o movimento revolucionário desse país que já tinha empreendido a luta armada contra o regime neocolonial belga. Também , o testemunho de Fidel Castro e a carta que o Che lhe escreveu em sua histórica despedida do povo de Cuba. Apresentam-se imagens do Che homem, amigo e revolucionário, comprometido com as causas de outros povos.
Diretor: Jorge Fuentes, 20075.
LA SOLIDARIDAD INTERNACIONAL - Síntese documental que resume, com imagens inéditas, a colaboração civil e militar que Cuba tem levado à prática ao longo de quase cinco décadas em dezenas de países da Ásia, África e América Latina.As raízes históricas e a coerência das ações da Revolução Cubana se enriquecem com o testemunho analítico do pesquisador italiano Piero Gleijeses, professor de política exterior da Universidade John Hopkins, EUA. “Ser internacionalista é saldar nossa própria dívida com a humanidade”. Fidel Castro (discurso em 5 de dezembro de 1988)
Direção: Manuel Pérez, 20056.
Un lugar llamado Guantánamo - Guantánamo tem algo mais para mostrar ao mundo que a sórdida referência a um território ilegalmente ocupado pelo governo dos EUA e no qual, em nome da “democracia” se estão cometendo os mais flagrantes abusos. A província do extremo leste de Cuba é a região onde se localiza a Vila mais antiga, a chamada Primada Baracoa, com uma geografia única e uma cultura ancestral onde existem desde notáveis poetas e grupos de dança de renome mundial até o ritmo popular Changüí. Este documentário oferece a possibilidade de explicar – ao contrário do que mostra a mídia mundial – o que existe além das cercas perimetrais da sinistra base ocupada pelos estadunidenses. Aqui se revelará a verdadeira história da tristemente célebre Base Naval de Guantánamo.
Direção: Manuel Pérez, 20077.
MONTAÑA DE LUZ - Documentário no qual se desvenda algo que, depois da Revolução, faz parte da realidade cotidiana de Cuba: a presença de profissionais da saúde e de outras áreas (educadores, construtores, etc) transitando nas selvas africanas, entre areais do deserto, ou no meio da imensa pobreza dos países latino-americanos. Quatro equipes de filmagem do Instituto Cubana de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC) conviveram com a população de Honduras, Haiti, Guatemala, Mali, Namíbia, Burkina Fasso e Botsuana, e seguiram as peripécias das consultas, partos e cirurgias, tratando de apreender essências culturais e históricas vitais para visualizar mundos inapreensíveis para turistas em busca de exotismo.
Digna de atenção é a história de uma instituição religiosa dirigida por uma jovem norte-americana entregue aos cuidados de crianças aidéticas. Convivendo, dia-a-dia com a morte dessas crianças, sua tristeza se converte em esperança, a partir do momento que chegam os médicos cubanos. Não mais mortes: as crianças que conviviam com uma espiritualidade piedosa, mas impotente, se preparam para viver, dentro do doce sabor da esperança.
Direção: Guillermo Centeno, 20058.
PIEDRA SOBRE PIEDRA - Documentário sobre o terremoto de 31 de maio de 1970 no Peru que deixou mais de 70 mil mortos e onde estiveram presentes as brigadas de saúde cubanas: médicos (as), paramédicos (as) enfermeiros (as). Santiago Alvarez, denominado pelo brasileiro Almir Labaki “o olho da Revolução Cubana”, um dos mais brilhantes documentaristas atuais, ao registrar as destruições do sismo, afirma: “... os rostos confundem-se: os que resultaram da tragédia do terremoto e os da exploração humana” nesse país que, na época do terremoto, tinha mais de 93% de analfabetos. O filme interessa também, pela documentação de dois aspectos: primeiro, a abordagem inédita de traços do imaginário cultural peruano; segundo, o registro histórico do governo de Juan Velasco Alvarado, presidente do país (1968-1975) cujo governo iniciou um importante processo de mudanças estruturais que, apesar de ser interrompido em 1975, despertou a consciência social dos peruanos sobre questões fundamentais: reforma agrária, participação operária na propriedade das empresas, desenvolvimento de uma política exterior independente e não-alinhada aos interesses dos EUA.
Direção: Santiago Alvarez, 19709.
SOLIDARIDAD CUBA VIETNÃ - Imagens autênticas da guerra imperialista dos EUA contra o Vietnã, onde os EUA lançaram mais bombas que nos bombardeios da Segunda Guerra Mundial, além das “experiências” com armas químicas e bacteriológicas. O documentário registra a colaboração de Cuba pela doação de sangue, de açúcar, de roupas, etc e a presença de brigadas de saúde cubanas; também a firme posição do governo cubano nas palavras de Fidel: “... paz para uns e guerra para outros não podemos entender: Cuba exige a paz, mas para todos os povos”.
Direção: Santiago Álvarez 10.
Misioneros de la salud - Documentário sobre a Escola Latino-Americana de Ciências Médicas, (onde estudam mais de 10 mil alunos de muitos países, inclusive 90 dos EUA) fundada por Fidel Castro depois do grande ciclone que devastou a América Central para onde Cuba enviou milhares de médicos dos quais muitos chegaram a regiões onde nunca houve nenhum profissional da saúde. Registra depoimentos de alunos dessa instituição e de seus parentes, informando também sobre as atividades do dia-a-dia da escola e dos ideais humanitários a partir dos quais foi fundada.
Direção: Dervis Espinosa, Gabriel Daniel e outros.
CUBA, UM DESTINO - Este documentário nos revela as belezas naturais de Cuba. Reafirma a declaração de Cristóvão Colombo de que essa era a terra mais maravilhosa que jamais olhos humanos haviam visto. A beleza incomparável das praias e de outras paisagens e a expressiva receptividade dos cubanos nos dão uma idéia da natureza e da cultura desse país caribenho.
Direção: Carlos García.
ANDANTE CANTÁBILE (Entre a arte e a Revolução) - Este documentário é uma mostra onde a música, a dança, as artes plásticas, as práticas religiosas e os rituais da “santería” cubana se fundem com os orixás e os santos. Destacam-se os depoimentos de grandes artistas cubanos participantes da polêmica e dos debates a respeito da liberdade de criação, registrando-se, ao mesmo tempo, o grande florescimento das artes e da cultura no país pós-revolucionário, a partir da grande campanha de alfabetização (1961), da criação do Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC- 1959), da Casa das Américas (1959), da Escola de Instrutores de Arte (1961), da Escola Superior de Arte (1962), do Instituto Superior de Arte (ISA-1976) e do movimento de artistas amadores nas Casas de Cultura, em todos os municípios do país.
Direção: Rebeca Chávez, 200613.
Cuba, una odisea africana - O documentário apresenta as personalidades mais importantes da luta dos povos da África pela independência, como Patrice Lumumba, Agostinho Neto, Sekou Touré, Amilcar Cabral, Nelson Mandela e outros. Destaca-se o papel do Comandante Ernesto Che Guevara e de Fidel Castro na epopéia da descolonização dos povos desse continente, especialmente a luta no Congo e seu principal líder Lumumba. Ilustra-se convincentemente a intervenção aberta e desmedida da Bélgica e dos EUA, para frustrar os objetivos da luta independentista, que culminou com o assassinato covarde desse preclaro dirigente congolês, com apoio dos capacetes azuis da ONU.
Tais atrocidades provocaram o levantamento armado dirigido por Kabila, a inexperiência, os erros estratégicos e a ação do exército de Mobutu que, apoiado pelos belgas fez com esse movimento libertador fracassasse, apesar dos esforços que o Che e um grupo de instrutores cubanos fizeram para reforçá-lo.
Em 1965, foi organizada a primeira Conferência Tricontinental em Havana, na qual brilhou Amilcar Cabral, líder máximo do Partido Africano pela Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). Cuba enviou instrutores e provisões, mas a independência só foi alcançada 10 anos depois. Amilcar foi traiçoeiramente assassinado em 1973.
Na segunda parte, se documenta a luta de Angola, (a mais cobiçada colônia africana), por sua independência com o antagonismo dos EUA, da África do Sul e de outras potências aliadas que usaram como instrumentos a UNITA de Savimbi e o FNLA de Holden Roberto. Angola contou desde a década de 1960 com a ajuda solidária de Cuba, principalmente com instrutores militares. Em 1975, a pedido de Agostinho Neto, o líder do MPLA, Cuba enviou tropas, médicos e outros colaboradores. A união das tropas cubanas (mais de 300 mil homens) com o exército angolano conseguiu destruir os movimentos contra-revolucionários internos no país, expulsar os sul-africanos, conseguindo também a independência da Namíbia e a derrota do apartheid, como expressa Mandela no início do documentário.
Direção: Jihan El Tahri (francesa-egípcia)
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ENTREVISTA - Therezinha Arruda
Historiadora preocupa-se em revelar verdade sobre Cuba e Che
A historiadora Terezinha Arruda, professora aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), não é uma mulher comum. Aos 79 anos, lúcida, ativa, tem acumulado conhecimento suficiente para que qualquer conversa com ela seja uma aula, sobre Cuba, sobre Che Guevara. Os caminhos pelos quais trilhou, tomando posições incomuns para cada época em que viveu - como a saída da congregação católica salesiana, da qual fez parte por 20 anos, a levou até Cuba. Um país que a professora defende, no intuito incansável de desmistificar idéias sobre o que seja esse foco de resistência. E sobre Che Guevara, ícone da revolução cubana, e o revolucionário mais lembrado por militantes do mundo todo, ela acumula vasto material, capaz de visualizá-lo nos suas exatas características: muito mais que um ícone, mas sim um líder revolucionário e transformador.
Entre os dias 25 e 29, será possível mergulhar nessa ilha e em Guevara, durante seminário na UFMT, com apoio da Adufmat, que alia mostra de fotos, livros e documentos sobre Che, mostra de cinema sobre o revolucionário e Cuba e debates sobre o assunto. A intenção é ainda fechar o evento com uma mostra de música cubana, que, para quem conhece o Buena Vista Social Club, pode imaginar que maravilha é. O pivô dessa idéia é a professora Therezinha Arruda, que já tem adesões de pessoas e movimentos sociais, interessados em expor um outro lado dessa história.
De onde vem este pensamento libertário em uma mulher de 79 anos?
Minha mãe morreu com 98 anos, muito lúcida, nunca me perguntou, nem meu pai, por que eu estava saindo da congregação salesiana. Nunca! Acho que é até por isso que eu tenho essa cabeça, na minha casa havia esse respeito tácito entre nós.
Que interessante...Minha mãe nasceu em 1896, meu pai em 1894. Católicos, de missa diária... Saí da congregação, fui morar com eles, comprei um carrinho, um fusquinha. Eu tinha 43 anos. Foram 20 anos de congregação. Às vezes é bom rever a vida da gente...E continuei trabalhando aqui, na UFMT. Queriam criar o curso de História. A princípio, fui contra, me disseram: que é isso Terezinha? E eu respondi: aqui, em Mato Grosso, não temos um laboratório para pesquisa histórica da nossa região; nossa História vive a reboque dos centros de poder, a documentação está toda dispersa, no Instituto Histórico, jornais do Século XIX serviam de cama para um pobre coitado; por pouco não queimaram todo o arquivo da delegacia do Ministério da Fazenda, com toda a documentação sobre a navegação fluvial Cuiabá-Paraguai-Prata e inúmeras outras. Para trabalhar com os alunos, era preciso um laboratório. Só depois de montar o Núcleo de Documentação (NDHIR) com a assessoria de muitos outros jovens pesquisadores contratados pelo grande e clarividente reitor Dr. Gabriel Novis Neves, criou-se o curso de História.
Saindo da congregação foi que a senhora se encaminhou para uma vida mais política?
Antes disso. Minha mãe nunca aceitou autoritarismo. Meu pai, muito calado, também tinha seu posicionamento. Um dia eu disse para ele, quando ele já estava velhinho: mas pai, tudo está explodindo, não é? E ele respondeu: tudo, menos a cabeça dos políticos.
E quando as questões políticas começaram a mexer contigo? Eu entrei para o convento, porque me apaixonei pela mensagem de Cristo. Por muitos anos, na Igreja Católica não se falava em evangelho, lia-se em latim, ninguém entendia e ficava por isso mesmo. O padre fazia o sermão e aí, um padre italiano, que foi bispo de Guiratinga, dom Camilo Faresin que era muito jovem e tinha uma bela retórica, passava a mensagem de Cristo, um Cristo ser humano e do Cristo de caridade e amor. Então, foi por isso que entrei. Tem quem fale assim: ah, você entrou porque se apaixonou por alguém... Não tem nada disso. Aliás, eu acho que a paixão é horrível, apaixonar é uma coisa muito perigosa. A gente tem que sentir é amor. Inclusive aprendi cedo uma coisa: amar primeiro a mim mesma. Se você não se ama, você não pode amar corretamente alguém. A pessoa que não tem auto-estima não caminha. E isso é uma das primeiras coisas para o educador ensinar: passar ao aluno a auto-estima. A pessoa aprender a se querer bem, independente de reconhecer também as suas falhas e também desenvolver suas potencialidades. Agora a educação que massacra não tem saída. Aí, quando a igreja se abriu com a teologia da libertação, eu embarquei nisso e como as pessoas eram conservadoras, e eu, dentro da congregação, dizia tudo, aí houve atritos internos. Mas comigo saíram muitas de nós, pipocou todo mundo, uma revoada. Elas fizeram o caminho delas, eu fiz o meu. Mas eu acho que as freiras em geral são muito sacrificadas em todos os sentidos, desde a entrega total, até os trabalhos sociais, tudo muito difícil. Essa vivência me deu muita experiência. E saí e continuei a trabalhar na universidade, onde já lecionava desde 1971.
E o que levou a senhora a Cuba?
Como já mencionei antes, fundamos um núcleo de documentação histórico, que daria subsídios a pesquisas. Montamos o museu de arte e cultura popular. Foi feito um levantamento e microfilmados documentos de 8 arquivos de Portugal e da Espanha sobre Mato Grosso. Uma equipe de professores apresentou um projeto e a universidade fez uma reforma para montar os departamentos e nós, o de História. E em 1978, foi criado o curso de História da UFMT. Organizamos os manifestos de navios de exportação e importação de mercadoria de Mato Grosso para a Europa.
Qual é a importância desses documentos?
A importância de reconstituir a história da navegação fluvial e do comércio, desde o final da guerra do Paraguai, em 1870, e que acabam, claro, contando a história de Mato Grosso também. Não se faz história sem documentos. A gente os levava para a Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, para microfilmar, eu saía daqui às vezes com 60 quilos só de documentos.
Professora vamos chegar em Cuba?
Então (risos). Eu fui fazer mestrado no Rio de Janeiro. Na Federal Fluminense. Terminei em 1984. Minha tese era "A marca espacial de uma economia periférica em expansão - a via fluvial Cuiabá-Paraguai-Prata". Depois disso, meu marido teve um aneurisma e morreu. Aí entrei em parafuso. Mas em 84 mesmo, Dante (ela é tia de Dante de Oliveira) estava começando a campanha dele para prefeito. Nós tínhamos muita afinidade. Porque Dante participou do Movimento (clandestino) Revolucionário 8 de Outubro (MR8), quando era estudante, durante a ditadura, e quase ninguém na família sabia. Quando nos encontrávamos, a gente escrevia por código e quando eu ia ao Rio também. Ele me pediu para eu fazer a campanha dele, reunir os artistas. E acabei sendo eleita pelos artistas para a Casa da Cultura, após ele ter sido eleito. Trabalhei na Casa da Cultura até 1988. Fui à Cuba em 90 e 91, e conheci a Casa das Américas; isso me interessou. A Casa tem um acervo que é um resumo da cultura latino-americana. Foi fundada no primeiro ano da revolução em 1959 por uma mulher que foi guerrilheira na Sierra Maestra, Haydée Santamaría. Todos os anos, na Casa se realiza um grande concurso literário de todos os gêneros. Fui pesquisar nessa instituição, no Centro de Estudos Martianos e noutras instituições de Cuba.
Mas na época a senhora já conhecia o itinerário de Che Guevara, a luta dele?
Sim, sim, desde a revolução. Che já estava na minha cabeça, por isso eu era chamada de comunista.
Por que a senhora escolheu Cuba para ir fazer sua pesquisa, por afinidade?
Para começar em Cuba, mas eu peguei um visto para o México também. Mas comecei em Cuba porque Cuba tem toda essa marca da latino-americanidade. Faz pouco tempo que o Brasil começou a se abrir para essa Latino América, não é verdade? Mas o país ainda está um pouco de costas para a América Latina, isso se constata.
Por que isso professora?
Talvez um pouco por causa da língua diferente. Mas também porque há uma questão por trás disso: dividir para reinar, não é? Os Estados Unidos não querem a nossa união.
Então estamos de costas para nossos vizinhos por influência norte-americana, que não nos quer unidos, para reforçar sua dominação?
No meu entender, penso que sim.
Quando a senhora fala que Cuba tem as principais características da latinidade, o que seria isso?
É toda a história cubana. Se você observar a posição de Cuba, que era chamada na época colonial de a chave do golfo, a pérola do Caribe, o ante-mural das Índias, por quê? Porque antes do Canal do Panamá, todas as riquezas, todos os navios, do Peru e da Bolívia aportavam em Cuba para sair para a Europa, por causa da pirataria, os corsários ingleses, franceses, holandeses e inclusive os bucaneros do Caribe. E aí então o rei espanhol determinou o regime de frotas: todos os navios, levando ouro, prata e outros recursos, tinham que parar em Cuba. Isso no Século XIV. E Cuba fervilhava. E era o porto de transição. Havana chegou a ser tomada pelos ingleses, por ser ponto estratégico. A Flórida, nessa época, pertencia aos espanhóis. No final do século XVIII, já começa o expansionismo norte-americano. No século XIX, eles tomam dos espanhóis o Texas, em uma guerra suja, a Califórnia, a Flórida. Desde o primeiro presidente norte-americano já dizia que Cuba era uma fruta madura. Que significa isso? Que era uma região que tinha de tudo para cair nas mãos deles. Porque os espanhóis já estavam em decadência. E internamente, os cubanos já estavam fazendo guerra pela independência que explode em 1868 que se interrompe em 1878, sendo retomada em 1895 pelo Partido Revolucionário organizado por Martí. Mas, mas nesse ínterim, havia grupos patrióticos que continuaram a luta pela independência cubana.
Isso no mesmo século da independência do Brasil, não é?
Isso. Uma independência muito frágil a nossa, arrumada pelos ingleses, porque tudo é dominação.
Seria uma característica cubana essa resistência, a luta contra a dominação?
É, é sim. Desde os índios, que fizeram uma resistência aos espanhóis, porque nos 30 primeiros anos de dominação, eles praticamente dizimaram os índios. Numa noite, os espanhóis mataram 3 mil indígenas em Cuba, entre crianças, mulheres e homens, decepando-lhes as cabeças. Não sou eu que estou dizendo, é Bartolomeu de las Casas que descreve. Quando ele viu as barbaridades, foi para a Espanha, se tornou frei e declarou uma guerra de palavras contra a barbaridades espanholas. Mas sempre houve resistência. O índio Hatuey, por exemplo, e seu grupo subiram uma montanha e fizeram resistência por 30 anos. Por fim foi preso e condenado à morte na fogueira. Daí um frade foi dizer para ele - isso não é historinha, é história documentada - e oferecer para ele o batismo, dizendo que ele teria que ser batizado para ir para o céu. E ele perguntou: Mas o que é o céu? Ah um lugar bom e tal. Daí ele perguntou: Mas venha cá, os espanhóis vão para o céu? O cara respondeu: Sim, porque eles são cristãos, você tem que ser cristão para ir para o céu. Ah, ele disse, então eu não quero ir para o céu. Onde estão os espanhóis, estou fora dessa, pode me pôr na fogueira, sem batismo nenhum. Atitude corajosa, com o fogo nos pés...Desde o princípio do século XIX já havia os patriotas que resistiam à dominação espanhola. José Martí, que nasceu em 1853, com 16 anos foi preso, porque fundou um jornal estudantil que se chamou La Pátria Libre. Então antes dele, já havia resistência.
E quando a revolução cubana teve êxito?
Com o triunfo da revolução, em 1959, Che trabalhou como ministro. A primeira conversa que Che teve com Fidel (foi o Raúl Castro irmão de Fidel e presidente em exercício de Cuba, devido à doença de Fidel) que o levou para que conversassem, no México. Che tinha saído da Guatemala, pela derrubada do presidente de lá Jacobo Árbenz pelos americanos e ele foi para o México. Lá, Che era fotógrafo. Era lambe-lambe. Vendia fotos nas ruas, para sobreviver. Che era muito inteligente, tudo que fazia, fazia bem feito. Então começaram a organizar a invasão à Cuba, daí foram presos...e tem outras passagens interessantíssimas. Uma delas sobre o iate Granma, Che foi nele com Fidel. No iate cabiam 20 pessoas, foram 83. E foi aquele negócio chegar até lá, porque em Cuba já havia movimentos revolucionários. O Che foi um dos pivôs na vitória da revolução, porque eles dividiram a ação em colunas. Uma das ações decisivas para a revolução foi comandada por Che. A explosão de um trem que foi de Havana a Santiago de Cuba com 3 mil soldados e munição. Os trilhos arrebentados em Santa Clara estão lá, conservados até hoje. E prenderam os soldados.
Qual é a real importância desse personagem, Che, para os países latinos? E qual a avaliação da senhora com relação à matéria que saiu na Veja, que desconstrói a figura dele como herói, dando a ele uma dimensão de homem violento, sujo, que não toma banho e tal?
Para mim, essa revista e outros órgãos da imprensa mundial são com todas as letras, gazetas da Casa Branca e por tal, realiza seu papel de tentar estraçalhar a moral dos revolucionários. Eu tenho um amigo que foi combatente, junto com o Che, no Congo, África; esse meu amigo tem 66 anos combateu com o Che no Congo, na Guiné-Bissau, na República de Guiné, ele e outros contam que Che era inteligentíssimo e dotado de uma grande sensibilidade humana. Ele diz que era um cidadão irmão de todos e todas que pensam nas injustiças que existem no mundo, e lutam pela justiça. Considerava-se parente na luta e da mesma espécie humana dos que lutam pela verdade, pela justiça, pela paz. Isso é que interessa. Mas é claro, minha filha, ele transcende...em todos os movimentos sociais do mundo é sempre o Che. A mídia, a direita, eu não sei se a direita, ou o que é que é. Mas sei que é essa gente que quer desmontar as grandes figuras, denegrir as grandes figuras. O que falam, por exemplo, sobre Mao Tsé Tung? O quê dizem sobre Ho-Chi-Mim? O que falam sobre tantos heróis que lutaram para libertação dos povos como Lumumba, Amílcar Cabral e outros? Outro dia assistindo aquela cena daquele engenheiro explicando um projeto de uma hidrelétrica em área indígena...Sabe qual a finalidade disso? Provocar os índios (verdadeiros donos da terra e denegri-los (referindo-se ao protesto indígena contra usinas em reserva). Dizer: estão vendo? Os índios são canibais. Outro dia, uma amiga minha, que dá aula de sociologia jurídica em SP, me convidou para falar sobre Cuba. Então, um aluno afirmou: a primeira coisa: em Cuba não existe liberdade de expressão, não existe direito de ir e vir. E eu disse: primeiro vamos discutir o que é liberdade. E depois vamos discutir também o que foi, por exemplo a história de Tróia sitiada pelos gregos; Cuba é uma ilha sitiada, que muitas das proibições são feitas, para preservar o sistema, porque, se abrirem muito, os contra-revolucionários financiados pela CIA entram lá e arrebentam com eles. Poucos sabem que mais de 600 vezes tentaram matar Fidel. Quer dizer, para denegrir a imagem de Che Guevara, eles falam o que eles querem.
Uma das críticas massificadas contra Cuba é que lá não existe liberdade. E isso se consolida quando atletas cubanos fogem, aproveitando que estão em outros países, como aconteceu aqui no Brasil. Como se estivessem negando um modelo autoritário.
Você sabe que existe uma coisa que se chama lei de ajuste cubano nos Estados Unidos? Sabe o que é que é essa lei? Existe entre Cuba e os Estados Unidos - mas ninguém divulga - que os Estados Unidos têm que dar 20 mil vistos por ano aos cubanos, porque, desde o século XVIII, existe esse ir e vir entre Cuba e os Estados Unidos, tanto que as fábricas de charutos da Flórida nasceram com quem? Enroladores cubanos. Por conta de milhões de descendentes cubanos que vivem nos Estados Unidos eles têm que dar esses vistos. Agora você sabe o que eles fazem? Para o cara ir normalmente sem fugir é uma fila dos diabos e aí são meses e meses e meses para conseguir esse tal do visto. Agora o cara foge, chega lá: tem casa, trabalho, comida, tudo. Por causa da lei do ajuste cubano, que Fidel constantemente denuncia, mas a imprensa internacional não diz nada. Para entrar lá então, quem foge é mais fácil, porque vai passar uma imagem internacional de que está fugindo, falar mal de Cuba, aí é bem tratado e entra na lei de ajuste. Cuba é uma casa sitiada. Sabe quanto tem esse ano no orçamento norte-americano, às claras, contra a revolução cubana? 85 milhões de dólares distribuídos à máfia anticubana de Miami. Agora eles não querem que caia o governo cubano, nem o socialismo cubano, sabe por que? É o negócio deles. O que eles fazem é sabotagem, só de mortes por sabotagens a cubanos já são quase 5 mil. E os terroristas como Posada Carriles que derrubou um avião da Cubana de Aviación matando mais de 70 pessoas, entre as quais 55 jovens atletas cubanos, está livre nas ruas de Miami, depois de fugir de uma prisão da Venezuela e de ser anistiado pela ex-presidenta do Panamá, Mireia Moscoso por US$4 milhões.

15 de ago. de 2008

JORNALISTAS NA RUA

Em defesa do diploma, Sindjor “enterra” Gilmar Mendes

O ministro mato-grossense foi o alvo do protesto porque já se posicionou liminarmente, em 17 de novembro de 2006, em favor da cassação da obrigatoriedade do diploma

Fotos: Márcio Trevisan e Fablício Rodrigues




O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT) realizou na manhã de hoje (15) um protesto em defesa da obrigatoriedade do diploma em Jornalismo para o exercício da profissão. O ato público faz parte da semana de lutas proposta pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e foi realizado na Praça Alencastro, no Centro de Cuiabá. O ponto alto da manifestação foi marcado pelo enterro simbólico do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro mato-grossense Gilmar Mendes.

Mendes foi o alvo do protesto porque já se posicionou liminarmente, em 17 de novembro de 2006, em favor da cassação da obrigatoriedade do diploma. O ministro mato-grossense é o relator do processo que questiona a exigência de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão. A matéria está pauta do STF para ser julgado no mérito ainda este ano.

Além de jornalistas, participaram do protesto estudantes e professores de jornalismo, militantes de movimentos sociais, sindicalistas, e pessoas solidárias à causa. Durante o ato, os manifestantes usaram nariz de palhaço, fizeram vários apitaços e entoaram as palavras de ordem puxadas pela presidente do Sindjor, jornalista Keka Werneck.

"Enterramos simbolicamente o ministro, para que ele sinta na pele o que estão tentando fazer com a nossa categoria: enterrar", explicou a presidente do Sindjor. “Esperamos que, com esse ato, Mendes reflita e volte atrás, não existe sociedade democrática sem imprensa madura e responsável e livre, porém não desrespeitosa", acrescentou Keka.

Além do enterro simbólico, os jornalistas se manifestaram por meio de faixas, panfletos e discursos sobre a importância da qualificação profissional. Ainda houve coleta de assinaturas para um abaixo-assinado em defesa da obrigatoriedade do diploma. As 286 assinaturas colhidas na manhã de hoje serão juntadas às demais colhidas em Mato Grosso e serão enviadas à Fenaj, que, juntará com as assinaturas de todo o Brasil, e apresentará ao STF como forma de pressão para a que a exigência do diploma seja mantida como condição para o exercício do jornalismo.

FEDC vai debater democratização da comunicação com estudantes do IVE

A democratização da comunicação deve entrar na pauta das universidades, escolas, movimentos sociais e entidades que representem os interesses do povo trabalhador

O Fórum Estadual pela Democratização da Comunicação (FEDC) vai realizar um debate com estudantes do IVE no próximo dia 04 de setembro. Em reuião realizada nesta quinta-feira (14) foi definido que o debate, marcado para iniciar às 19h30, será realizado com estudantes do curso de Jornalismo e de Pedagogia.

O objetivo é levar a discussão sobre democratização da comunicação aos bancos das universidades, escolas, movimentos sociais, entidades e espaços públicos em geral. O FEDC já participou de um debate junto aos alunos do curso de Comunicação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e pretende ampliar a discussão cada vez mais.

No debate do dia 04 de setembro o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) fará a primeira exposição, seguido do Conselho Regional de Psicologia (CRP). Depois será aberto o debate com os estudantes.


Marcia Raquel
Tesoureira em exercício do Sindjor-MT e membro do FEDC

12 de ago. de 2008

DERRUBADA DO DIPLOMA NO JORNALISMO AMEAÇA A ÉTICA

Foto: Carradine Garcia
Paralelo às publicações de maior circulação no país e no mundo, como os jornais Le Monde, O Globo, Washington Post e The Independent, entre outros com menor destaque, mas de igual credibilidade, proliferam as publicações da conhecida imprensa marrom. Jornais sensacionalistas, que exibem cadáveres sem nenhum pudor e ainda recebem dinheiro para elogiar este ou aquele político, destruindo a imagem dos adversários, são pragas que parecem ter vindo para ficar.


Ao abrir um jornal da imprensa marrom, o leitor logo perceberá a linguagem típica desta publicação: texto carregado de adjetivos, fontes imprecisas e duvidosas, idéias subjetivas e doutrinárias, factóides e parcialidade óbvia são algumas das características. Em jornal sensacionalista até “Chupa Cabras” vira manchete! A elegância das palavras converte-se em linguagem chula e vulgar.


Na TV, alguns programas também revelam este lado trash* do jornalismo. Em um programa sério, os dois lados são ouvidos, os cadáveres são totalmente cobertos por um efeito (como o mosaico, por exemplo) e fontes com credibilidade são buscadas. Do contrário, a notícia ganha um caráter sensacionalista, sem se preocupar com a verdade objetiva dos fatos, que são banalizados ou superestimados, conforme os interesses editoriais.


A razão deste tipo de imprensa estar proliferando encontra-se na qualidade dos profissionais. No caso da imprensa marrom, aventureiros que resolveram “virar” jornalistas, mas não fizeram faculdade para isso, encontraram um prato cheio para se esbaldar. Pessoas que trabalham com o registro precário sentem-se no direito de usar o jornalismo como moeda de troca, principalmente no meio policial e político. A principal vítima desta realidade é o leitor/telespectador, que fica refém de um noticiário distorcido, corrompido e antiético.


O pior é que este jornalismo de má qualidade agora está ganhando a chancela da Justiça para continuar sua ação nefasta na sociedade. O Ministério Público Federal apresentou um recurso extraordinário que questiona a regulamentação profissional dos jornalistas. A matéria ganhou parecer favorável do relator ministro Gilmar Mendes do Supremo Tribunal Federal (STF) e pode ser votada a qualquer momento, sem direito a recurso, derrubando por terra o diploma para o exercício da profissão.


No dia 15 de agosto, entre 9h e 15h, o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, professores e alunos de faculdades de jornalismo vão à Praça Alencastro em Cuiabá para protestar contra a derrubada do diploma pelo STF. Todos aqueles que defendem um jornalismo ético e de qualidade poderão participar de um abaixo-assinado que será enviado à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).


Convocamos toda a sociedade para participar deste apelo popular. Ainda mais que se essa onda de derrubar diplomas começar, como será se advogados práticos começarem a ganhar o mercado? E os dentistas sem formação, que abrem consultórios para arrancar os dentes? E se os práticos da educação física tomarem as academias aplicando exercícios errados? Uma categoria sem diploma, sem preparação, é uma classe desvalorizada, com salários rebaixados e que oferece o pior à sociedade.


*trash: lixo em inglês, palavra também utilizada para designar um tipo de cultura cuja qualidade é muito inferior seja no cinema, literatura ou jornalismo.


Andrea Godoy é jornalista diplomada em Cuiabá (MT).

STF ameaça cassar obrigatoriedade do diploma de jornalistas


Atenção jornalistas, professores e estudantes !!!

Já coloquem na agenda de vocês. Não só para comparecerem, como também para cobrirem na medida do possível. E repliquem esta convocação.


ESSA LUTA É NOSSA!


Em MT vamos enterrar o ministro Gilmar Mendes, que já se manifestou traidor da categoria

Jornalistas de Mato Grosso vão protestar, em praça pública, contra o Supremo Tribunal Federal (STF), que ameaça cassar a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão.

Todos os jornalistas e estudantes de jornalismo estão sendo convocados a comparecerem ao ato, sexta-feira, dia 15.

O protesto começará às 9 horas e terminará às 15h, na praça Alencastro, Centro de Cuiabá (MT).

Este ato é uma clara pressão da categoria, que está num levante em todo o país, contra o posicionamento de juristas e do próprio ministro Gilmar Mendes, que já se manifestou favorável à abertura da profissão. Porém, nenhum deles cogita por exemplo cassar o diploma para advogar.

Então por que querem cassar o diploma de jornalista?

Mendes é de Mato Grosso e por isso os jornalistas daqui vão enterrá-lo, simbolicamente, na tentativa de sensibilizar a opinião pública para o mesmo que o ministro e seu grupo tenta fazer com a nossa profissão: enterrá-la.

Há o entendimento de que qualquer pessoa possa ser jornalista. Se é assim, o que será feito dos 300 cursos de jornalismo espalhados pelo Brasil? Vão fechar? Por isso, no país toda essa luta tem sido encampada por professores de jornalismo e estudantes, também convocados para o ato.

A semana de protestos é uma luta conjunta entre a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os sindicatos.

O slogan utilizado na campanha pelo diploma é também um aviso: "Não terás profissão alguma".

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), além de ter providenciado som, para que haja falatórios na praça Alencastro, também mandou fazer faixas por meio das quais possa se comunicar com o povo. Haverá uma barraca montada durante o ato na praça.

No ato, já estão confirmadas as presenças de representantes do Sintep, MST e OAB. Serão feitos contatos ainda com outras entidades, sindicatos e a CUT.

A intenção dos jornalistas, de cada um dos jornalistas, é chamar mais gente para o ato. Pessoas que acreditem que a Educação faz diferença na formação profissional.

Se qualquer pessoa pode ser jornalista, seria para fazer qualquer desmando? Essa é uma reflexão necessária.

Por um jornalismo ético, responsável cidadão e que reflita os anseios do povo brasileiro.

Informações: 9922-9445, 99825871 e 3025-4723

11 de ago. de 2008

NOTA DE DESAGRAVO

Em reunião ordinária, no último sábado (9), jornalistas decidem sair em defesa da profissional Andréia Medeiros, por meio desta nota de desagravo, já que ela está sendo desqualificada publicamente pela empresa CIN.

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) vem a público se manifestar em defesa da jornalista Andréia Medeiros, DRT 1.395/MT (data de emissão: 29 de janeiro de 2008), sindicalizada (matrícula sindical 870), portadora da carteira profissional de jornalista da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), cédula 84535, cuja imagem vem sendo exposta, por meio de nota publicitária veiculada na imprensa, e panfletos distribuídos na rua, pela empresa Colégio Isaac Newton (CIN).

O Sindjor informa que não tramita qualquer denúncia contra esta jornalista na Comissão de Ética do Sindicato. E que jamais tramitou.

A jornalista fez matéria, publicada pelo jornal Folha do Estado, onde ela trabalha como repórter, no dia 31 de julho, com informações judiciais oficiais e do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Sintrae), dando conta que, por motivos financeiros, o CIN corre o risco de fechar as portas, sem que nem os cerca de 300 professores contratados pela empresa, nem os pais dos 4 mil alunos matriculados na escola, tenham conhecimento formal disso. E garante, ainda, ter feito a matéria por entender que se trata de interesse público.

A repórter, que já se articula para processar a empresa CIN, informa que tomou todos os cuidados necessários na produção da matéria e que ouviu por cerca de duas horas representantes do CIN, em uma reunião tensa. Diz ainda que, nesta ocasião, eles não desmentiram os fatos e não responderam aos questionamentos feitos pela repórter em relação ao processo judicial. Limitaram-se a enviar uma nota ressaltando a história da empresa e as pretensões futuras de investimentos como a abertura de uma escola-shopping, trecho usado pela repórter no texto jornalístico.

O Sindjor lembra que jornalista é trabalhador e que a repórter Andréia ao fazer a matéria estava apenas cumprindo sua função: a de bem informar. Ressalta que sabe que todo trabalhador é passível de erro, mas no caso em questão discorda do entendimento do CIN, pois o processo judicial da empresa encontra-se no Tribunal de Justiça e é público. Considera, portanto, que não houve erro na apuração. E ainda repudia a atitude da empresa ao fazer informes publicitários que levam o leitor ao erro.

O texto publicitário desqualifica a profissional, dando a ela responsabilidade inclusive pelo título da matéria, o que não é atribuição da função de repórter, o que torna a ação da empresa uma “vingança” e não uma resposta à sociedade.

VIVA O DIPLOMA

VIVA O DIPLOMA


* Por Muniz Sodré

Em fevereiro de 2007, a Newspaper Association of America anunciou, durante sua convenção anual em Las Vegas, o lançamento de uma campanha nacional para incutir no público leitor a idéia de que o jornal do futuro será uma “multiplataforma de informação”, o que implica na prática a junção empresarial e cultural do papel com a Web. Daí, slogans do tipo “a Internet é a melhor coisa que poderia acontecer aos jornais”.

Mas será essa também a melhor coisa que poderia acontecer aos jornalistas?

Esta questão tem alguma pertinência para o atual debate sobre a exigência de diploma universitário.

Em princípio, é preciso debater a hipótese de que essa nova face da informação pública possa pôr em crise a própria identidade do jornalismo clássico como mediação discursiva e como funcionalidade específica de um grupo profissional. Disto um claro sintoma é a questão levantada por um arauto da chamada cibercultura: “Seria ainda necessário, para se manter atualizado, recorrer a esses especialistas da redução ao menor denominador comum que são os jornalistas clássicos?”

A resposta, de certo modo, começa a ser dada pelos grandes conglomerados do jornalismo impresso, por meio da progressiva conversão empresarial do papel à eletrônica. Nada impede que o jornalismo troque de suporte preferencial, uma vez que os conteúdos informativos, na medida da independência de sua forma técnica, podem passar de um suporte para outro, sem alterar substancialmente a sua natureza. A despeito do potencial midiático da Internet, a digitalização em si mesma não é um medium, e sim um processo técnico (informático).

Veja-se o livro: mesmo digitalizado continua a ser “livro”, isto é, a organizar seqüencialmente os conteúdos de acordo com a milenar forma códice (codex), embora ainda sejam grandes as dificuldades de leitura de textos extensos na tela do computador. Daí, as hibridizações formais, já praticadas por alguns jornais, entre a escrita tradicional e a escrita para a tela do computador, oferecendo ao público a opção de leitura jornal entre resumos e textos maiores.

Ainda o livro: também não se pode passar por cima da evidência de que, em nossa modernidade, a forma códice (escrita unidirecional, páginas organizadas em cadernos e costuradas), depois chamada livro, impôs-se aos usos e aos espíritos como locus do conhecimento centrado, da leitura que constitui pastoralmente a cidadania, da produção do sentido e do real medidos pela escala do humanismo.

O mesmo se dá com o jornal. Pode trocar de suporte técnico, pode mesmo existir na complementação dos suportes (papel e eletrônica), mas continua impelido, como forma moderna e democrática da comunicação, pela ideologia humanista que garante a cidadania. Eventuais descaminhos não podem elidir a evidência de que a imprensa brasileira, por exemplo, jamais deixou, em seus 200 anos de existência de estar presente, como parte essencial, nas causas que ajudaram a dar à Nação a sua face atual – a abolição da escravatura (de cuja campanha participou a maioria dos jornais provinciais) e a criação da república. O jornalismo, no Brasil e no resto do mundo, reflete as questões públicas decisivas para os rumos da Nação.

Como conceber hoje o funcionamento dessa instituição “quase-pública”, geradora da informação necessária ao cidadão para o pleno funcionamento da democracia, sem uma formação universitária, especializada, de jornalistas? Informação não é mero produto, nem serviço: é o próprio solo da sociedade em que vivemos, é o campo onde joga o cidadão. Se a garantia dessa formação adequada se espelha hoje no diploma, viva o diploma.

*Muniz Sodré é presidente da Fundação Biblioteca Nacional e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, doutor em Comunicação pela Sorbonne.

8 de ago. de 2008

REUNIÃO DE SÁBADO DEFINIRÁ COMO SERÁ ATO


VEM PRA LUTA QUE É NOSSA !!!


SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO - SindjorFiliado à Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e à CUTGestão “Não Abandone o Gilmar”Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena-Cuiabá-MT- 78.005.000sindjormt@hotmail.com – (65) 3025-4723 - sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com.br


O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a diretoria da entidade e demais jornalistas para reunião ordinária, sábado, dia 09 de agosto, às 14 horas, na sede do Sindjor-MT.

Pautas:

* Interior

* Campanha salarial

* Preparação do Ato em defesa do Diploma em Mato Grosso

* Congresso Nacional de jornalista

* Outras

A sede do sindicato fica na Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena-Cuiabá-MT- 78.005.000, atrás do Hospital Santa Helena

7 de ago. de 2008

Casaldáliga está com saúde frágil e não poderá vir

Devido à sua frágil situação de saúde, dom Pedro Casaldáliga não poderá estar presente, fisicamente, no lançamento do Prêmio Nacional de jornalismo contra o trabalho escravo, hoje, às 19 horas, no auditório do Ministério Público Estadual.

No evento, no entanto, a marca da obra de Casaldáliga poderá ser vista, refletida na luta social contra o latifúndio e contra a escravização do homem pelo homem.

5 de ago. de 2008

*As melhores reportagens sobre trabalho escravo em MT serão premiadas pela primeira vez no Brasil*



CHEGA DE ESCRAVIDÃO !!!

As reportagens que serão selecionadas terão de ser inéditas e veiculadas em rádios, jornais impressos, telejornais, revistas ou sites de notícias de todo o país, no período de oito de agosto deste ano até fevereiro de 2009.

Os jornalistas que trabalham em empresa de comunicação no país poderão concorrer ao prêmio, mas o enfoque da notícia terá de ser a realidade do trabalho escravo no Estado de Mato Grosso, que ocupa o segundo lugar no ranking nacional de trabalhadores resgatados. Somente neste ano já foram resgatados quase 300 trabalhadores pelos grupos móveis nacional e estadual de erradicação a essa forma de crime.

O Prêmio Nacional Dom Pedro Casaldáliga pela Erradicação do Trabalho Escravo em Mato Grosso é uma iniciativa do Ministério Público do Trabalho e do Ministério Público Estadual, e conta com o apoio da FENAJ – Federação Nacional de Jornalistas, do SINDJOR – Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, da AMATRA23 – Associação dos Magistrados do Trabalho, da Associação dos Promotores de Justiça do Estado e da Superintendência Regional do Trabalho/ SRTE/MT.
*O lançamento do prêmio será* *em Cuiabá, dia 7 de agosto*, no auditório do Ministério Público Estadual, quando será divulgado o regulamento da premiação. Na ocasião serão desenvolvidas atividades culturais relacionadas à questão do trabalho escravo. Fazem parte da programação a exposição de fotos de resgate de trabalhadores em fazendas de MT, reportagens divulgadas em jornais impressos da região, desempenho da artista plástica e jornalista Vitória Basaia, a apresentação do coral do SINDJOR e de um grupo de militantes que são integrantes do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O objetivo da criação desse prêmio é fomentar a produção de reportagens que, de alguma forma, venham a contribuir para esclarecer o que é o trabalho escravo, os focos de sua ocorrência em Mato Grosso, os motivos pelos quais essa chaga social ainda persiste nos dias atuais, entre outros enfoques que façam com que a sociedade saiba mais sobre o assunto e para que haja uma mudança de cultura e de comportamento que auxiliem o poder público a erradicar esse crime.

“É necessário o envolvimento direto da sociedade como um todo no sentido de conscientizar-se acerca da gravidade do problema, pois a repressão é uma medida drástica que combate o crime, após a sua ocorrência, mas apenas ela não basta. Precisamos reforçar a prevenção, por meio da educação e do respeito do próximo enquanto ser humano igual e detentor dos mesmos direitos naturais e constitucionais. E uma das principais formas de prevenir é bem informar a sociedade acerca dos problemas existentes. Daí a importância e o poder do papel desempenhado pelos meios de comunicação, os quais, ao bem exercer esse papel, contribui decisivamente para a transformação da realidade”, acrescentou o Procurador do Trabalho e Coordenador do prêmio, Rafael de Araújo Gomes.O prêmio recebeu o nome de *Dom Pedro Casaldáliga, Arcebispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, *que em 1971 denunciou pioneiramente a existência de trabalho escravo no Brasil, na região noroeste de MT, também conhecida como “Vale dos Esquecidos”.

Em muito graças ao trabalho de Dom Pedro Casaldáliga, o Brasil acabou reconhecendo a existência desse problema internamente e perante as organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, como a OIT e a ONU, passando a combater essa prática criminosa por intermédio do grupo móvel nacional do Ministério do Trabalho e Emprego.Dom Pedro Casaldáliga, então Bispo de São Félix do Araguaia, em manifesto escrito na década de 70 intitulado “Uma Igreja da Amazônia em Conflito com o Latifúndio e a Marginalização Social”, ou como ele também chamou como sendo “O Grito da Igreja da Amazônia” denunciava ao mundo que o “sertanejo é a vítima da ganância alheia, da inconsciência dos patrões, da exploração dos trêfegos políticos que na região aparecem de eleição em eleição (...). Esse infeliz, sobejo das pragas e das verminoses, vive na penumbra de um futuro incerto. Indiferentemente a tudo, eles vão ganhando o pão de cada dia, pois para eles só existem dois direitos: o de nascer e o de morrer.”

*Premiação terá valores nunca pagos *

As melhores matérias jornalísticas vão concorrer a prêmio em dinheiro cuja origem é de ações judiciais e termos de ajustamento de conduta, nas quais se previu a obrigação de empregadores em pagar indenização a título de danos morais coletivos. No total será destinada a importância de R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais), divididos para as seguintes categorias: rádio 40 mil reais, televisão 40 mil reais, jornal impresso 40 mil reais, revista 40 mil reais e site de notícia 20 mil reais, para o primeiro colocado. Os segundos colocados em cada categoria serão premiados com notebooks.Essa é uma forma que as entidades organizadoras do concurso encontraram para reverter parte das indenizações coletivas em prol da formação da opinião pública a respeito do trabalho escravo, por intermédio dos meios de comunicação que têm papel fundamental nesse processo de transformação da realidade social vivida em Mato Grosso.A entrega dos prêmios será feita no *dia 11 de março de 2009*, pelos componentes da Comissão Julgadora das reportagens.

A inscrição das matérias deverá ser feita via internet no seguinte endereço http://www.mp.mt.gov.br/ <http://www.mp.mt.gov.br/> a partir do *dia 8/08/2008*, preenchendo-se uma ficha de inscrição e consultando-se todo o regulamento do prêmio. Maiores informações poderão ser obtidas nos telefones: (65) 3613 9140 (Ministério Público do Trabalho) ou (65) 3613 1632 (Ministério Público do Estado de Mato Grosso).*

4 de ago. de 2008

Convocação de Assembléia Geral

Diário Oficial nº : 24886 Data de publicação: 30/07/2008 Matéria nº : 155364


EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA A REALIZAR-SE NO DIA 05 DE AGOSTO DE 2008.O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, em conformidade com os seus estatutos, vem por decisão de sua Diretoria, convocar os seus associados em dias com as mensalidades, para comparecerem a Rua Presidente Marques, Nº.1532, Bairro Santa Helena - Cuiabá-MT, para Assembléia Geral Extraordinária que será realizada no dia 05 de agosto de 2008, às 19h30 em primeira convocação e às 20h em segunda convocação com qualquer número de presentes para decidir sobre a seguinte ordem do dia: – Eleição para escolha dos delegados representantes de Mato Grosso que participarão do 33º Congresso Nacional dos Jornalistas, que será realizado em São Paulo/SP nos dias 20 a 24 de agosto de 2008. Cuiabá-MT, 30 de julho de2008.Ana Angélica de Araújo Werneck - Presidente

CALANGO doa convites a jornalistas


A organização do Festival Calango 2008 disponibilizou para os jornalistas sindicalizados de Mato Grosso 45 convites para os três dias de shows. Interessados podem retirar, conforme deliberado em reunião aberta do último sábado (2), 1 ingresso + 1 na sede do Sindicato, que fica na rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena. Telefone: 3025-4723.

MISSA DE 7º DIA

A pedido da jornalista Maria Nascimento, o Sindicato informa que:

"A missa de sétimo dia de falecimento de Josimar Gomes (marido de Maria) será nesta segunda-feira, 04 de agosto, às 19h30 na Igreja de São Sebastião em Várzea Grande".

CUT propõe luta por valorização dos pisos e redução de jornada

08/SG/CUT

São Paulo, 28 de julho de 2008.

Às
Estaduais da CUT, Estrutura Vertical e Entidades Filiadas.

Assunto: Resolução da Executiva Nacional


Em reunião de sua Direção Executiva Nacional, realizada em 18 de julho de 2008, na cidade de São Paulo, foi aprovada a seguinte resolução sobre a atual aceleração da inflação:

Após o crescimento da atividade produtiva e do consumo nos últimos cinco anos, acompanhado da relativa estabilidade de preços, a economia internacional voltou a viver dias de instabilidade, em função de duas crises simultâneas: uma crise de natureza financeira cujo estopim foram os problemas do setor imobiliário americano; e uma crise provocada pelos aumentos dos preços internacionais dos alimentos, do petróleo e de outras matérias-primas. A primeira crise é fruto da falta de controle com as relações de crédito e débito no mercado de imóveis dos EUA, e com a especulação excessiva em torno destes títulos. A segunda crise guarda relação com o próprio aumento da atividade econômica mundial, que gerou rápidos desequilíbrios entre a oferta e a demanda daqueles produtos, como também pela especulação internacional crescente nos mercados dos produtos alimentícios, das “commodities”.

Neste contexto de turbulências, a inflação mundial, de acordo com os dados do FMI, subiu de 3,5% em 2006 para 4,8% em 2007, e vem crescendo neste ano de 2008.


A elevação do patamar da inflação na economia internacional refletiu-se diretamente na economia brasileira. Os aumentos de preços recentes nos últimos meses reacenderam o receio na sociedade brasileira do retorno das altas taxas de inflação, que caracterizaram a economia brasileira na década de 1980 e na primeira metade dos anos de 1990.

O Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), verificado entre junho de 2007 a maio de 2008, totaliza 5,58%. No entanto, considerando-se alguns itens relacionados à alimentação, como a carne, o feijão, o leite, o trigo e o óleo, as variações oscilaram entre 20% e 100%.

Os assalariados de menor rendimento estão entre os mais atingidos com esta aceleração inflacionária, pois é grande o peso dos alimentos sobre sua renda. A cesta básica no município de São Paulo, medida pelo DIEESE, mostra um aumento de 30,83% entre julho de 2007 a junho de 2008. Assim, o salário mínimo que, no último mês de março, comprava, em São Paulo, 1,85 cestas básicas, passou a comprar apenas 1,69 cestas básicas em junho, o que representa uma perda de 8,6% do seu poder de compra.


Apesar dos trabalhadores assalariados e não-assalariados serem os mais atingidos pela atual retomada da aceleração inflacionária, os setores de pensamento mais conservador, como é o caso dos economistas do FMI, em recentes depoimentos na mídia, levantam a “preocupação” com a aproximação das campanhas salariais de várias categorias profissionais no segundo semestre do ano, já que elas poderiam acirrar novamente a espiral envolvendo preços e salários. Isto, embora não haja qualquer evidência de que os aumentos reais de salários estejam se dando acima do crescimento da produtividade da economia. Antes o contrário: o forte crescimento da produtividade não tem sido repassado em igual proporção aos salários.

A política do Banco Central aponta para uma fase de aumento gradual das taxas de juros, o que deverá ter efeitos diretos na redução dos níveis de consumo, investimento, produção e emprego. Trata-se de um círculo vicioso que, como já conhecemos das experiências de décadas anteriores, não necessariamente resulta na eliminação da aceleração inflacionária, embora seus efeitos sobre os níveis de atividade, retração dos investimentos e transferência de renda podem ser drásticos. Indicadores recentes indicam que algumas dessas variáveis já estão sendo negativamente afetadas.

Dois efeitos macroeconômicos que resultam da elevação dos juros merecem especial atenção: a desorganização das contas externas e o aumento da dívida pública. No primeiro caso, porque o aumento da taxa de juros interna atrairá um volume ainda maior de capitais especulativos para o país, agravando a sobrevalorização da moeda nacional, e tendo como conseqüência a redução da balança comercial e o aumento do déficit em transações correntes. O segundo efeito - o crescimento da dívida pública – é tão desastroso quanto o primeiro: um ponto percentual de crescimento nas taxas de juros é suficiente para que o Estado Brasileiro desembolse com os juros da dívida próximo ao que se gasta com o orçamento do Programa Bolsa-Família no período de um ano.

A somatória destes efeitos deverá ser a redução do nível de emprego, que nos últimos anos vem apresentando recuperação. Em outras palavras, os trabalhadores sofrerão seja pela queda do seu rendimento, seja pela queda do emprego.

O governo espera que, com as medidas de desaceleração da economia, a taxa de crescimento do PIB cairá de 5% ao ano (2007) para cerca de 4% ao ano (2008). Porém, o início de um processo de desaceleração pode ser incontrolável, abortando o crescimento iniciado nos últimos quatro anos.


Portanto, a CUT toma o tema do combate à inflação e aos seus efeitos sobre os trabalhadores como um dos itens de sua estratégia no período, que contempla ainda, entre as principais lutas, a redução constitucional da Jornada de Trabalho sem redução de salário e a ratificação das Convenções da OIT nº 158 (contra a demissão arbitrária) e nº 151 (reconhecimento da negociação coletiva no serviço público).

No que se refere à inflação, a CUT apresenta as seguintes propostas:

1. Considerando-se a elevação dos preços de consumo popular, entre os quais encontram-se os alimentos, é fundamental rever e fortalecer a política de valorização do salário mínimo, de forma a recuperar efetivamente o poder de compra afetado pela aceleração inflacionária e garantir seu aumento real. Igualmente com vistas a garantir o rendimento dos trabalhadores, defendemos também a revisão do acordo que prevê a atualização da tabela do Imposto de Renda.

2. Orientar as campanhas salariais para:

2.1 Implementar a VALORIZAÇÃO DOS PISOS SALARIAIS das categorias, para recuperar o poder aquisitivo das famílias de menor renda;

2.2 Propor que os benefícios de alimentação/refeição e as cestas básicas sejam corrigidos por índices que expressem a variação do agregado “alimentos”;

2.3 Estudar e negociar mecanismos que viabilizem a REDUÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO SEM REDUÇÃO DE SALÁRIO, como forma de participação dos trabalhadores no aumento da produtividade das empresas.

3. Propor uma incisiva ação do Governo Federal na adoção de políticas públicas que busquem estabilizar os preços dos alimentos, por meio da utilização de estoques reguladores e medidas de elevação da oferta. Neste sentido, defendemos:

3.1 A adoção de políticas de desoneração de impostos internos sobre itens como os alimentos, sobretudo os de consumo popular, com a exigência de que estas reduções sejam efetivamente repassadas aos consumidores na forma de redução de preços;

3.2 Restrição às exportações de alimentos, se isto for eventualmente necessário para abastecer e regular o mercado interno;

3.3 Políticas de incentivo ao incremento da oferta de alimentos (especialmente aquela proveniente da pequena agricultura familiar), como a concessão de crédito mais barato e com prazos mais largos de pagamento e a fixação de preços mínimos.

4. Políticas de acompanhamento e controle específico também dos preços administrados e tarifas públicas, como o telefone, a eletricidade, a energia e a água, com a renegociação dos contratos que estabelecem cláusulas de indexação.

5. Intensificar as políticas em prol da produção de biocombustíveis, com a valorização dos trabalhadores do setor e da pequena agricultura familiar a ele relacionada, de forma a viabilizar alternativas ao petróleo, além de reduzir em médio prazo as pressões sobre os preços dos fertilizantes (que, segundo estimativas, representam cerca de 40% dos custos dos alimentos).

6. Retomar os fóruns tripartites de competitividade setorial, buscando realizar diagnósticos e negociações em nível de cadeia produtiva, e assim localizar e neutralizar de forma mais exata e “cirúrgica” os focos de pressão de custos, evitando-se a adoção de medidas que, por seu alcance mais amplo, podem resultar mais em efeitos negativos do que positivos, como é o caso do aumento dos juros.

7. Intensificar o movimento pela Ampliação e Democratização do Conselho Monetário, que foi uma proposta apresentada pela CUT em 2005, tendo em vista a importância das decisões do Conselho sobre variáveis-chave da economia brasileira, como a meta de inflação e as diretrizes da política monetária e cambial.


DIREÇÃO EXECUTIVA NACIONAL
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES


QUINTINO SEVERO
SECRETÁRIO GERAL

1 de ago. de 2008

Reunião de sábado irá discutir Assembléia Geral da categoria



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O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a diretoria da entidade e todos os jornalistas para reunião ordinária, sábado, dia 02 de agosto, às 14 horas, na sede do Sindjor-MT.


Pautas:

* Interior

* Campanha salarial

* Acordo com Oliveira

* Prêmios de jornalismo

* Assembléia Geral e Congresso Nacional de jornalista

* Outras



OBS> A sede do sindicato fica na Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena-Cuiabá-MT- 78.005.000, atrás do Hospital Santa Helena


VEM PRA LUTA, QUE É NOSSA !!!