Colegas, o Sindjor-MT informa que o adeus ao Nelson Francisco será rápido, somente da 1h às 3h desta madrugada de sexta-feira (31), na Funerária Santa Rita, porque o corpo dele será levado para Aracaju, onde vive a família dele e onde haverá um velório amanhã, após as 15 horas. O enterro provavelmente será somente no sábado. É triste perder um colega, ainda aos 38 anos.
DESTAQUE
NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017
Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...
30 de out. de 2008
Adeus ao Nelson Francisco
Colegas, o Sindjor-MT informa que o adeus ao Nelson Francisco será rápido, somente da 1h às 3h desta madrugada de sexta-feira (31), na Funerária Santa Rita, porque o corpo dele será levado para Aracaju, onde vive a família dele e onde haverá um velório amanhã, após as 15 horas. O enterro provavelmente será somente no sábado. É triste perder um colega, ainda aos 38 anos.
NOTA DE FALECIMENTO
Faleceu pouco antes das 17 horas de hoje, quinta-feira (30), o jornalista Nelson Francisco dos Santos, 38 anos, de pneumonia, no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), em Cuiabá, onde estava internado há alguns dias. O atual editor-adjunto do jornal Folha do Estado já ocupou vários cargos na imprensa de Mato Grosso, entre eles o de repórter no jornal A Gazeta. Também foi correspondente da Agência Estado. E assessor de imprensa da Secretaria de Estado de Comunicação de Mato Grosso (Secom-MT). O Sindjor-MT emite esta nota com a certeza de que a risada de Nelson jamais nos deixará esquecer dele, sempre simpático, solícito, bem humorado. Nos últimos dias, o estado de saúde dele piorou drasticamente. Ainda não há informações precisas sobre onde será o velório, até porque Nelson era do Nordeste, onde a família dele vive. Não há certeza ainda se o corpo será levado para lá. Mais informações, assim que essas questões forem definidas.
Keka Werneck/Presidente do Sindjor-MT
Deu em A Gazeta - MT aparece em 1º lugar no "ranking" do desmatamento
Da Redação
Mato Grosso voltou a ser o campeão em desmatamento no mês de setembro. É o que aponta o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), uma ferramenta de suporte à fiscalização na Amazônia. Conforme os dados, naquele mês, 587 km2 da floresta sofreram corte raso ou degradação progressiva. Desse total, quase metade, 216 km2 foram registrados em Mato Grosso. Outros 127 km2 foram detectados no Pará. Maranhão, Rondônia e Amazonas tiveram, respectivamente, 97 km2, 91,5 km2 e 46 km2. Os demais estados da Amazônia Legal tiveram pouco ou nenhum desmatamento registrado pelo Deter.
Band em Sorriso contrata
Interessados devem entrar em contato com Juliano Preimano telefone (66) 3544 9080 - após segunda feira, 20/10/08
atenciosamente,
Olívia Pires, Grupo Cidade Verde de Comunicação
Funcionários da EBC entram em greve
A direção da empresa nega que a programação dos veículos tenha sido afetada.Em comunicado interno, a presidente da EBC, Tereza Cruvinel, considera a greve como “intempestiva e intransigente”. Diz ainda que os funcionários “que deixarem de cumprir suas funções sem justificativa apropriada estão sujeitos às regras disciplinares previstas no estatuto da Empresa e na legislação trabalhista vigente”.
Direção aceita reivindicações, mas assembléia decide pela greveExistem duas reivindicações principais: a renovação de acordo coletivo firmado com os empregados da antiga Radiobrás que vence na próxima sexta-feira (31/10) e a reposição salarial de 7,1%. Em reunião realizada nesta manhã, a direção da empresa aceitou a prorrogação do acordo coletivo por 30 dias para que, nesse período, questões pontuais fossem debatidas, e também a concessão do reajuste, mas pediu que as negociações continuassem na tarde desta quinta-feira.A proposta feita pela direção da EBC foi apresentada para os cerca de 300 funcionários que estavam reunidos em assembléia.
Quase todos votaram pela greve.“Duas propostas foram feitas na assembléia: a de continuar negociando e a de paralisar. Quase todos os presentes votaram pela paralisação. Nós já estamos negociando há muito tempo”, explica o representante da comissão de funcionários Eduardo Mamcasz.
Com a deflagração da greve, a direção retira a proposta de prorrogação do acordo coletivo. Diz ainda que as negociações estão suspensas até o fim da paralisação. Os funcionários voltam a se reunir em assembléia na próxima sexta para decidir pelo fim ou não da greve.
29 de out. de 2008
Nova pesquisa confirma amplo apoio à exigência do diploma
Leia mais no http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2347
Termina greve do Dnit em Mato Grosso
Terminou na terça-feira, 28 de outubro, a greve do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit) de Mato Grasso, acompanhando a decisão nacional. Na sexta-feira anterior (23), servidores do Dnit do Distrito Federal que votaram pela suspensão da greve que seguia forte em todo o Brasil desde o dia 6.
Assembléias realizadas em outros 15 estados já haviam verticalizado a decisão. A decisão vem da aposta da categoria no processo de negociação. O governo apresentou agenda de reuniões que começou na quarta, 29 de outubro. Outras reuniões acontecem nos dias 3, 11 e 25 de novembro. A mobilização segue e assembléias permanentes serão realizadas após cada reunião. No dia 5, a categoria promove assembléia nacional para avaliar o processo de negociações e os rumos do movimento.
Pauta emergencial – A expectativa é de que ao longo do processo de negociação, a pauta emergencial do setor seja compreendida e atendida pelo governo. Os servidores do Dnit querem garantir a aprovação da minuta de decreto em negociação junto ao Ministério dos Transportes. A categoria quer também a regulamentação da progressão funcional e das gratificações da Lei 11.171/05.
Outro ponto da pauta emergencial cobra a instalação do grupo de trabalho (GT) que está garantido nos termos de compromisso assinados com a categoria. Os servidores querem ainda a abertura imediata de concurso público, a estruturação do Dnit e a reabertura da negociação remuneratória, um dos itens onde a MP 441 trouxe rompimento de acordo.
De acordo com Marcelo Guilherme, membro da Comissão de Negociação em Mato Grosso, a categoria continua em vigília e ainda há a celeuma porque o Ministério do Planejamento propôs quatro rodadas de negociações, enquanto para outros órgãos o período é mais curto. Ao menos 90 servidores estavam com as atividades paralisadas há quase 20 dias.
Para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT), Carlos Alberto de Almeida, o descontentamento veio diante da aprovação da Medida Provisória 441 que não cumpriu com o que foi acordado anteriormente. O apoio logístico da greve foi subsidiado pelo Sindsep-MT.
28 de out. de 2008
Sessão Pipoca à Brasileira
Exibir filmes brasileiros com conteúdos críticos e fazer o debate com estudantes das turmas de Educação para Jovens e Adultos (EJA). Este é o objetivo do projeto Sessão Pipoca à Brasileira, que está sendo desenvolvido pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT). Nesta última quinta-feira (23) o projeto foi levado à Escola Municipal Lenine Povoas, no Bairro Jd. União, em Cuiabá. 
Mais de 30 estudantes, entre alunos do EJA e do Ensino Médio, assistiram o documentário “A Terra e o Tempo: vozes do Quilombo”, de Sérgio Brito. O documentário retrata a história de resistência das comunidades quilombolas do Quilombo Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento, sua luta pela retomada e posse definitiva das terras, além da vida comunitária, das festas e da alegria ancestral do povo negro.
Após a exibição do filme, foi realizado um debate sobre o conteúdo do documentário, chamando a atenção para as semelhanças entre a história retratada no filme e o cotidiano dos estudantes e moradores do bairro Jd. União.

24 de out. de 2008
Jornalista contratada como empresa obtém vínculo de emprego com a Globo
Uma jornalista contratada como pessoa jurídica para prestar serviços à TV Globo conseguiu o reconhecimento do vínculo empregatício com a empresa. A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo de instrumento da emissora, entendendo haver evidências de fraude à legislação trabalhista nos contratos de locação de serviços. O ministro Horácio Senna Pires, relator do agravo, concluiu que o esquema “se tratava de típica fraude ao contrato de trabalho, caracterizada pela imposição feita pela Globo para que a jornalista constituísse pessoa jurídica com o objetivo de burlar a relação de emprego”.
A Sexta Turma manteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), que condenou a TV Globo à anotação da carteira de trabalho da jornalista, no período de maio de 1989 a março de 2001, com o salário de R$10.250,00. Ao avaliar prova pericial e depoimentos, o TRT constatou a presença dos elementos do artigo 3º da CLT – onerosidade, pessoalidade, habitualidade e subordinação -, que caracterizam o vínculo de emprego entre as partes. Assim, segundo o Regional, prevalece o que efetivamente ocorreu na execução prática do contrato, pouco importando a forma como se deu essa pactuação, pois o que interessa é a forma como se deu a prestação dos serviços, ou seja, o princípio da primazia da realidade do Direito do Trabalho.
De 1989 a 2001, a jornalista trabalhou como repórter e apresentadora de telejornais e programas da Globo, como Jornal Nacional, Jornal da Globo, Bom Dia Rio, Jornal Hoje, RJ TV e Fantástico. No entanto, nunca teve sua carteira de trabalho assinada pois, segundo informou, a emissora condicionou a prestação de serviços à formação de uma empresa pela qual a jornalista forneceria a sua própria mão-de-obra. Para isso, ela então criou a C3 Produções Artísticas e Jornalísticas Ltda., que realizou sucessivos contratos denominados “locação de serviços e outras avenças”. Em julho de 2000, a repórter foi informada que seu contrato não seria renovado. Isso, segundo ela, depois de ter adquirido doença ocupacional: após exames detectarem um pólipo em sua faringe, ela foi submetida a tratamento fonoaudiológico pago pela Globo. No entanto, após a dispensa, teve que arcar com as custas desse tratamento e de cirurgia para a retirada do pólipo. Na ação trabalhista, além de vínculo de emprego, ela pleiteou, entre outros itens, o ressarcimento das despesas e indenização por danos morais, indeferidos pela 51ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.
A jornalista recorreu e o TRT da 1ª Região alterou a sentença quanto ao vínculo. Em um dos depoimentos utilizados pelo Regional para concluir pela existência da relação de emprego, um ex-diretor de jornalismo, a quem a autora foi subordinada, relatou que ela tinha que obedecer às determinações da empresa em relação a maquiagem, tipo de cabelo e roupas usadas durante a apresentação. Afirmou também que suas matérias eram determinadas pela emissora, e que eventualmente ela podia sugerir uma pauta e a idéia ser ou não acatada pela direção. Disse, ainda, ser ele, diretor, quem determinava o horário em que a jornalista tinha que estar diariamente na empresa. Além disso, o TRT da 1ª Região verificou que, nos contratos de prestação de serviços, apesar de haver a previsão de inexistência de vínculo de emprego, algumas parcelas tipicamente trabalhistas foram pactuadas, como o pagamento de “uma quantia adicional correspondente à remuneração que estivesse percebendo” nos meses de dezembro. O Regional entendeu que esse adicional era uma verdadeira gratificação natalina. “Nesse contexto, concluo que se tratava de típica fraude ao contrato de trabalho”, afirmou o relator do agravo no TST. (AIRR – 1313 /2001-051-01-40.6)
(Lourdes Tavares)
OPINIÃO CONSERVADORA
A BOA DO DIA
O acordo de aumento salarial assinado entre patrões e empregados, que acabou com a greve do serviço bancário na maioria dos estados e pôs fim ao atendimento precário no período. É com satisfação que o cidadão comum vê chegar ao fim um movimento que prejudica o dia-a-dia de todos. (DE ONDE QUE TIRARAM ISSO????)
A DISSONANTE A iminência de greve que ronda as fileiras da Polícia Civil de Mato Grosso, um setor cuja paralisação provoca contratempos imprevisíveis à população. Seria de bom alvitre que o governo do estado resolvesse negociar – a única fórmula capaz de resolver um impasse dessa natureza.
Greve dos bancários chega ao fim em quase todo País
Depois de 15 dias, a greve dos bancários chegou ao fim em grande parte do país. Grevistas de cidades como Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Belém e São Paulo se reuniram, nesta quarta-feira (22), em assembléias e decidiram aceitar a proposta apresentada no dia 21 pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A categoria vai receber aumentos diferenciados por faixas etárias. Apenas os empregados da Caixa Econômica Federal continuam parados.
Pelo acordo, os bancários que recebiam remuneração fixa mensal até R$ 2.500, em 31 de agosto deste ano, vão ter reajuste de 10%. Aqueles que ganhavam, na mesma data, salários superiores a R$ 2.500 serão aumentados em 8,15%. Esses percentuais vão incidir sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que é de 90% sobre o valor do salário.
O comando dos bancários avaliou que as últimas propostas apresentadas pelos representantes bancos tiveram avanço. Embora não atendessem a todas as reivindicações dos trabalhadores, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) defendeu a aprovação do acordo.
Em nota, a Contraf afirmou que a ‘greve foi muito forte e unitária em todo o país, forçando os bancos a melhorar a proposta na mesa de negociação’.
Em algumas cidades, os empregados da Caixa continuam em greve. Eles têm reivindicações diferentes daquelas apresentadas pelos demais bancários. Hoje (23), os funcionários da Caixa realizam assembléias para discutir os rumos do movimento na instituição.
Caixa e BB poderão comprar ações de bancos privados
O Governo Federal autorizou, nesta quarta-feira (22), a Caixa Econômica a comprar a participação acionária de construtoras, segundo informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. A MP 443, publicada no Diário Oficial da União, também autoriza a Caixa e o Banco do Brasil a comprarem participação de instituições financeiras em dificuldades.
A MP é assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Paulo Bernardo, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Medida semelhante já foi adotada pelo Governo dos Estados Unidos, que comprou participações em algumas instituições financeiras, como as empresas Freddie Mac e Fannie Mae, ligadas ao crédito imobiliário – cerne da crise financeira atual.
Contratar trabalhador como pessoa jurídica é fraude
Exigir que trabalhador abra uma empresa de prestação de serviços para contratá-lo é considerado fraude, por violar o artigo 3º da CLT. Por esse motivo a 10ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região determinou que um hospital garantisse direitos trabalhistas a um médico que trabalhou dezesseis anos mediante o pagamento por emissão de notas fiscais.
O dispositivo citado diz que considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.
Leia mais
http://diap.ps5.com.br/content,0,1,83899,0,0.html
Empresas do Grupo Sávio Brandão assinam acordo para quitar dívidas de cerca de 600 processos
Os representantes do espólio de Sávio Brandão e da mãe do empresário assinaram, no Núcleo de Conciliação do TRT/MT, um termo de transação pelo qual se comprometem a não impedir a venda judicial de dois imóveis penhorados para quitação de dívidas trabalhistas.
Com o valor a ser arrecadado com a venda do imóveis, deverão ser quitados os débitos de 15 empresas do grupo. São firmas de vigilância, corretoras, construtoras e uma gráfica, todas com dívidas trabalhistas em execução.
O termo foi subscrito pelos representantes do grupo e por advogados que representam parte do credores. A partir de agora estão sendo convocados todos os demais advogados e credores para virem assinar o termo e assim participar do acordo.
Os imóveis que serão vendidos por meio de ação do Núcleo de Conciliação, pelo sistema de alienação particular, estão localizados em Cuiabá. Trata-se de um terreno na avenida da Prainha, nº 1.234, quase em frente ao Colégio São Gonçalo, onde funciona hoje a Central de ISSQN. Tem 2.160 m2 e está avaliado em 2,18 milhões de reais. O outro é um apartamento duplex no edifício Queen Elizabeth, com 2.955 m2, incluídas áreas privativa e de uso comum, com seis vagas na garagem, avaliado em 1,5 milhão de reais.
Caso a venda desses imóveis não permita a quitação de todos os débitos trabalhistas das empresas, o espólio de Sávio Brandão responderá integralmente pelos valores remanescentes, apresentando novos bens para venda.
Os credores acordaram que os débitos sejam atualizados até 31 de dezembro de 2007 e após ser abatido 12% do crédito líqüido de cada um. Estima-se que o valor dos créditos chegue a 2,7 milhões de reais.
23 de out. de 2008
Seminário debaterá Mapeamento Social do Zoneamento Sócio-Econômico Ecológico de MT
Participarão do evento cerca de 250 pessoas de mais de 65 segmentos e movimentos sociais (indígenas, indigenistas, quilombolas, ribeirinhos, assentados e movimento do sem Terra – MST –, ciganos, Movimentos dos Atingidos por Barragens – MAB –, retireiros, extrativistas, pescadores, entre outros).
O GTMS foi criado recentemente com a intenção de unir esforços para o controle social de políticas públicas. Nesta reunião, será debatido o tema específico do ZSEE, que foi realizado pelo governo do Estado durante 10 anos e atualmente encontra-se em tramite na Assembléia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que está realizando audiências públicas no intuito de ouvir a população sobre o documento. Até o momento já aconteceram audiências nos municípios de Rondonópolis, Cuiabá, Paranatinga e Diamantino.
A próxima será em Tangará da Serra, nos dias 28, 29 e 30 de outubro. Desta maneira, duas propostas encerram a meta do seminário: a) a possibilidade de conhecer os diversos grupos sociais de MT, retirando a invisibilidade para que as políticas públicas sejam construídas na relevância etnográfica; e b) o fortalecimento dos diálogos entre entidades, movimentos, lideranças e sujeitos sociais para que o controle social e participativo permaneça na dinâmica da tessitura política sócio-ambiental.
"A meta é dialogar com vários segmentos da sociedade civil, fortalecendo a compreensão do Zoneamento Sócio-Econômico Ecológico (ZSEE), lançando propostas e criando meios para acompanhar a sustentabilidade. Outro objetivo é garantir um processo de formação política que possa corroborar com a importância do controle pela sociedade civil à sustentabilidade das políticas ambientais em MT", pondera a professora doutora Michèle Sato, coordenadora do Grupo Pesquisador em Educação Ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (GPEA/UFMT.
O evento conta com os apoios das Secretarias de Estado de Planejamento (Seplan) e Meio Ambiente (Sema) e Coordenadoria de Agroextrativismo do Ministério do Meio Ambiente e do Centro Nacional de Populações Tradicionais e Desenvolvimento Sustentável do Instituto Chico Mendes, representada por Fernando Xavier.
PROGRAMAÇÃO
A abertura do evento será às 08h da sexta-feira (24) no auditório novo do Instituto de Educação (IE) da UFMT. Três palestras estão preparadas: Roberto Vizentim, do Ministério do Meio Ambiente, que falará sobre os "cenários nacionais"; Tereza Vasconcelos, da Seplan, que abordará sobre o ZSEE e Alfredo Wagner de Almeida, da UFAM (universidade Federal do Amazonas), que falará sobre "mapeamento social". O facilitador da mesa será o representante do Conselho Missionário Indigenista (CIMI), Gilberto Vieira.
O almoço ocorrerá entre 12 e 14h.
No período vespertino serão organizados quatro GTs a partir de 14h, para discutirem as categorias 1, 2, 3 e 4 do ZSEE. A facilitação será feita por uma equipe da Seplan e Sema (Tereza Neide Nunes Vasconcelos, Lourival Alves Vasconcelos, Elaine Corsini e Lígia Camargo) e o apoio do CJMT (COLETIVO JOVEM PELO MEIO AMBIENTE DE MATO GROSSO).
No sábado (25), o evento acontecerá a partir das 08h no Hotel Palace, com a realização do Fórum 1, cujo tema é "Mapeamento Social", facilitado pelo membro do GPEA, Herman de Oliveira. Farão parte dessas discussões: Antônio João Castrillon (Agricultura familiar – PNUD); Antônio (representante do MST); Fernando Xavier (IBAMA), Gonçalina Eva de Almeida (Quilombo Mata Cavalo); Liberalino (MAB) e Mariléia Peruare (Instituto Indígena MAIWU). A partir de 14h, os quatro GTs que discutem as categorias 1, 2, 3 e 4 do ZSEE, voltam a se reunir.
A primeira atividade do domingo (26), último dia do seminário, será o Fórum 2, com o tema "Mobilização Social". A facilitação será feita pela representante da Rede Mato-grossense de Educação Ambiental (Remtea), Liete Alves. Farão o debate o deputado estadual Alexandre César (PT); Cláudia Pinho (FORMAD); Mário Hashimoto (Revista Sina); a secretária geral do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT); Michèle Sato (UFMT, Remtea, GPEA); Miguel Aparício (OPAN e FORMAD) e Waldir Berturio (ADUFMAT). Às 14h ocorrerá terá início o Fórum 3 "Encerramento", sob facilitação de Michelle Jaber e Regina Silva, representantes do Instituto Caracol (iCaracol). Serão encaminhadas propostas, sistematização de dados, articulações e informes.
ALUÍZIO DE AZEVEDO
Assessoria de comunicação iCaracol.
20 de out. de 2008
Debate favorece a compreensão sobre a questão do petróleo
Diploma de jornalismo em debate na UFMT
Em 2001, o Sindicato das Empresas de Rádio e TV de São Paulo (Sertesp) encaminhou uma denúncia sobre a constitucionalidade do Decreto Lei 972/69, que regulamenta a profissão de jornalista no Brasil. Para eles, a obrigatoriedade de diploma fere o artigo 5° da Constituição, que trata sobre liberdade de expressão. O Ministério Público Federal (MPF) aceitou a denúncia e encaminhou para apreciação do STF. Desde então, as discussões acerca do assunto mobilizam profissionais em todo o país.
Este ano, estudantes e jornalistas se manifestaram a favor da formação específica em vários Estados. Em Mato Grosso, o Sindicato dos Jornalistas (Sindjor-MT) organizou um ato na praça Alencastro, em que os manifestantes fizeram o enterro simbólico do ministro Gilmar Mendes, relator do caso. Em 2005, o Ministério Público do Trabalho (MPT) conseguiu recorrer da decisão do MPF, mas Mendes concedeu uma nova liminar em 2006 determinando a não exigência do diploma de jornalista para registro profissional.
O Centro Acadêmico de Comunicação da UFMT apóia a obrigatoriedade da formação específica e seus integrantes colocaram cartazes pelo prédio para incentivar os estudantes a participarem do debate. Os cartazes afirmam que a Comunicação é, sim, um direito humano, mas que é um dever social que esta Comunicação seja de qualidade, portanto a exigência de formação específica é uma responsabilidade social. A estudante de jornalismo, Issaaf Karhawi, acredita que há uma distorção sobre o que é fazer jornalismo. “Acho que exercer uma profissão sem diploma é uma forma de banalização do ofício. É não reconhecer o valor. Sem contar que fazer comunicação não é só ter um dom pra coisa.”
A integrante do Cacos, Laís Costa, explica que o objetivo do debate é analisar as possíveis conseqüências que a decisão pela não-obrigatoriedade poderia trazer. “É necessário divulgar aos estudantes quais seriam as conseqüências dessa possível desregulamentação da profissão de jornalista”. O Cacos também convidou profissionais que são contra a obrigatoriedade do diploma.
O debate será no auditório do Instituto de Linguagens da UFMT, terça-feira (21.10), às 8h. Já confirmaram presença o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) e a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional de Mato Grosso (OAB-MT).
Luana Soutos é estudante de jornalismo e da diretoria do Cacos
Repórter ou jornalista?
Martha Baptista*Ser repórter é estado de espírito. Ser jornalista é profissão.
Muito tem se falado sobre a profissão do jornalista e volta e meia surgem projetos de lei polêmicos que jogam luzes (?) sobre o ofício que escolhi. Mas quero refletir aqui sobre os (des)caminhos dessa profissão que, como muitas, vai do céu ao inferno em poucos segundos.
O jornalista pode ter múltiplas funções - editor, redator, diagramador -, que vão ganhando novos nomes ou sendo substituídas à medida em que a tecnologia avança. Há algum tempo, li na internet que um site de notícias nos Estados Unidos chegou à conclusão que um computador faz melhor e mais rápido o trabalho de um jornalista. A notícia (deve ter sido escrita por um computador) não dava muitos detalhes sobre como a coisa funciona. Porém, por mais eficientes que sejam os computadores, por enquanto, ainda são ferramentas e nada substitui a sensibilidade e o faro de um bom repórter.
O repórter é antes de tudo um cara curioso, até chato. Detalhista, insistente, pentelho mesmo. Não pode desistir diante de um rosto fechado, uma secretária mais realista que o próprio chefe, um segurança carrancudo, um telefone que insiste em dar sinal de ocupado. Precisa ser persuasivo, obstinado, apaixonado. Pronto! Chegamos ao ponto crucial: impossível ser repórter sem gostar do que faz, sem ter vontade de fuçar aquele assunto mais e mais, de checar uma informação nova, buscar o contraponto, atiçar a polêmica.
Repórter que é repórter não teme passar do horário, não rejeita pauta e disso muito se aproveitaram (e ainda se aproveitam) os chefes de ocasião. Parece até que o chefe de reportagem tem um faro especial para adivinhar o dia daquela consulta que você levou um mês para conseguir marcar ...
Parece que isso faz parte de um passado. Dizem que a gente tem mania de só lembrar das coisas boas do passado. É a tal da nostalgia, coisa de gente que já passou dos 40. Pode ser. Mas lamentavelmente não sinto na maioria dos alunos de jornalismo de hoje a paixão pela reportagem. Percebi no convívio de dois anos com universitários que a maioria está mais preocupada em sobreviver e tem como sonho de consumo um bom emprego numa assessoria de imprensa. Como repórter/jornalista conheço bons e maus assessores e eu mesma já fui assessora. Conheço, portanto, os dois lados da moeda.
A assessoria de imprensa começou a se disseminar no Brasil na época da ditadura. Era coisa de jornalista velho e/ou acomodado, gente que tinha medo de ir para a rua e cobrir passeata de estudante, de ver o pau comendo ou preferia que tudo continuasse como estava. Meu sonho, na adolescência, era ter coragem para ser correspondente de guerra no exterior. Bobagem de quem ainda não sabia das guerras travadas por aqui mesmo. Os assessores, com louváveis exceções, estavam lá apenas para dificultar o acesso à informação. Eram mais uma barreira no caminho do entrevistado.
Com o tempo, o papel do assessor mudou. Hoje, muitos deles auxiliam o repórter a encontrar as melhores fontes, sugerem pautas interessantes (os mais competentes) e, muitas vezes, nos poupam tempo, o que é muito útil para quem tem várias matérias para fazer. Nada tenho contra o assessor ou esse nicho do mercado de trabalho. O que me incomoda é constatar que a maioria dos jovens profissionais está se consolidando como assessor sem experiência suficiente (às vezes, nenhuma) como repórter. E o pior, ele nem se dá conta disso!
Via de regra, o assessor faz uma matéria de mão única. Caso contrário, vai levar um puxão de orelha do seu assessorado. “Você está dando tiro no próprio pé”, disse-me um deles. Ninguém gosta de ser notícia graças às suas facetas menos positivas. O assessor pode até estar cheio de boa vontade, mas com o tempo vai se habituando ao discurso ufanista onde o “que poderá ser” vira manchete como coisa pronta e acabada.
Diante disso, onde fica a paixão, o tesão de reportar, contar o que viu, o que sentiu, botar vida na matéria? Que coisa mais fora de moda... Hoje em dia procura-se ir o mínimo possível pra rua, isso toma tempo, gasta dinheiro da empresa. Para que existe telefone, internet? Ctrlc, ctrlv é a nova roupagem da velha gilette press. Nada se cria, tudo se copia.
As pessoas estão deixando de ler jornal, reclamam. As pessoas não têm tempo, nem saco para ler, sobretudo matérias longas. Ok, você venceu. Mas quem vai descrever, narrar a vida cotidiana para os que vierem depois? Os escritores? Os colunistas? Os blogueiros? Talvez seja isso mesmo e esteja em curso uma revolução na comunicação de massa da qual ainda não nos demos conta. O verdadeiro repórter não está nos bancos das escolas de comunicação. Na faculdade obtém-se apenas mais um diploma, que vai garantir melhores salários quando se conseguir passar num bom concurso público. O repórter de boa cepa está em seu apartamento filmando armações de traficantes e viciados como a velhinha que, há uns dois anos, ganhou mais que 15 minutos de fama e uma senhora dor de cabeça, no Rio de Janeiro.
Ser jornalista é uma profissão nobre ou não, como qualquer outra, dependendo do uso que se faz dela, da ética de cada um. Ser repórter é estado de espírito, é pedreira, é escolher o caminho mais difícil pelo simples prazer da aventura.
* Jornalista (em atividade como repórter), radicada em Cuiabá (MT)
17 de out. de 2008
Abaixo-assinado pede aprovação urgente da PEC contra o trabalho escravo

Repórter da Agência Brasil
Brasília - Só em 2008, mais de 3 mil trabalhadores em situação degradante foram resgatados por equipes do grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Desde que o grupo foi criado, em 1995, mais de 30 mil trabalhadores foram retirados de situações irregulares. Para impedir que a prática do trabalho escravo continue existindo no Brasil, entidades da sociedade civil organizaram hoje (17) um ato nacional pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 438/2001) que prevê penas mais rígidas para os exploradores. Entre elas, a expropriação de imóveis (rurais e urbanos) de quem cometer o crime. A proposta está pronta para ir ao plenário na Câmara e depois precisa ser votada no Senado.
Bancários rejeitam proposta da Fenaban e greve deve continuar
A Fenaban propôs reajuste de 9% para os pisos salariais e salários até R$ 1.500. Para os salários acima desse valor, os bancos ofereceram aumento de 7,5%, o mesmo apresentado na última rodada de negociações, ocorrida em 24 de setembro.
O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta no ato e orientou os sindicatos de todo o País a manter a greve até hoje, quando as negociações serão retomadas.
"Esperamos que a Fenaban pudesse apresentar uma proposta que possa ser levada às assembléias", afirma Vagner Freitas, coordenador do Comando Nacional dos Bancários. Os bancários querem reposição salarial de 7,15% relativa à inflação e aumento real de 5%.
O reajuste de 9% proposto pela Fenaban também incide sobre a gratificação de caixa e a parcela fixa e o teto da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) adicional. Para o vale-refeição, o vale-alimentação e o auxílio-creche-babá, o reajuste proposto foi de 7,5%.
O reajuste dos benefícios não atinge as reivindicações da categoria: auxílio-creche e vale-alimentação de R$ 415, além de vale-refeição de R$ 17,50 por dia.
Em relação à PLR, os bancos propuseram manter a formulação de regra básica (80% do salário mais valor fixo de R$ 957,02, já corrigido pelos 9%). "A proposta é inferior ao reivindicado pelos bancários”, questionou.
E emendou: “Hoje as negociações continuam e vamos buscar melhorar a proposta, já que os bancos somaram resultados extraordinários e têm condições de apresentar uma proposta à altura do empenho dos bancários”, disse Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato e membro do Comando.
De acordo com o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a greve atingiu 504 agências e mobilizou 17.330 bancários da região nesta quinta-feira. (Fonte: Agência Estado)
16 de out. de 2008
Policias civis em greve e policiais militares entram em confronto em SP
Policiais civis e militares entraram em confronto na tarde desta quinta-feira na rua Padre Lebret, na região do Morumbi (zona oeste de São Paulo), próximo ao Palácio dos Bandeirantes --sede do governo do Estado.
Os policiais civis estão em greve há um mês --desde o dia 16 do mês passado-- e programaram uma passeata para a tarde de hoje para pressionar o governo a retomar as negociações. Policiais militares tentam reprimir o protesto com bombas de efeito moral. A equipe da cavalaria também está no local. Sob uma garoa fina, policiais de todo o Estado iniciaram uma caminhada em direção ao Palácio dos Bandeirantes, no começo da tarde.
A marcha era escoltada por policiais de dois grupos de elite da Polícia Civil --GOE (Grupo de Operações Especiais) e Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos)-- que tentaram impedir a subida dos grevistas à sede do governo, bloqueando as vias com as motos da polícia.
Nas ruas próximas à sede do governo dezenas de equipes da Polícia Militar, principalmente da cavalaria e do choque, estavam de prontidão. Segundo informações do comando da PM, a ordem era para não deixar ninguém subir. Às 15h15, as lideranças anunciaram aos manifestantes que o governo havia concordado em receber uma comissão dos grevistas. Isso, porém, não acalmou os policiais, que continuaram a caminhada. Um grupo de representantes dos policiais civis tentou avançar rumo ao Palácio, mas foi impedido pelos PMs, que fizeram um cordão de isolamento. Cerca de 2.000 policiais civis, segundo estimativas da liderança do movimento, participavam do protesto em direção ao Palácio.
Com dois carros de som, um deles carregando um caixão com a foto do governador José Serra (PSDB) com a frase "aqui jaz o ex-futuro presidente". Desde o início da caminhada o clima era tenso, com muito policiais civis exaltados e armados. A manifestação provocou reflexos no trânsito na região, de acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Inicialmente foi montado um bloqueio na praça Roberto Gomes Pedrosa, que causou lentidão na avenida Giovanni Gronchi por volta das 14h.
O bloqueio já havia sido retirado por volta das 15h30, quando os policiais grevistas partiram do estádio em direção à sede do governo. Sem acordo Em evento no início da tarde no Memorial da América Latina, o governador José Serra (PSDB) voltou a reafirmar a posição do governo em relação ao movimento --com greve não há acordo. "Gostaríamos de um acordo, mas com greve o acordo não é viável. Negociações em greve não são viáveis. O governo fez sua proposta clara, está disposta a mandar para a Assembléia Legislativa dentro das possibilidades existentes", afirmou Serra.
Salários
Os policiais civis reivindicam reajuste salarial. De acordo com a Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado de São Paulo), durante a reunião de quinta-feira passada (9), na Secretaria da Gestão Pública, o governo apresentou aos grevistas uma proposta de 6,2% de reajuste --os policiais reivindicam 15% de aumento somente neste ano. Na ocasião, o governo afirmou, em nota, que as lideranças da greve "mais uma vez mantêm propostas que extrapolam a capacidade orçamentária do Estado".
A retomada das greves no Brasil
Fonte: Diap
O intenso noticiário sobre a crise mundial retirou das manchetes outro tema quente da atualidade: o da retomada das greves no país. Nos últimos dias, várias categorias paralisaram suas atividades para exigir aumento salarial e outros benefícios sociais. O Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese) ainda não divulgou o seu balanço, mas tudo indica que é a maior onda grevista dos últimos anos. Acuados durante o triste reinado de FHC e tímidos no primeiro mandato de Lula, os trabalhadores voltam à ofensiva para reivindicar os seus direitos.
Somente neste início de outubro, categorias de peso aproveitaram suas datas-base para cruzar os braços. Os bancários decretaram greve nacional exigindo reajuste de 13,23% - 7,15% de inflação e 5% de aumento real – e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários.
Piquetes e passeatas agitaram as principais cidades, inclusive enfrentando a repressão policial. Os sindicatos da categoria calculam que 250 mil bancários aderiram à greve. Os bancos, que batem recordes de lucratividade, estão intransigentes e há um visível clima de radicalização do movimento.
Metalúrgicos, policiais e outros
Outro setor estratégico que paralisou suas atividades foi o dos metalúrgicos da capital paulista. A entidade da categoria, bastião da Força Sindical, exige 20% de reajuste e o fim da terceirização. Alega que o setor obteve elevados lucros com o crescimento da economia e exige a “socialização das riquezas”. A greve se dá por empresas e setores do ramo metalúrgico. Na semana passada, mais de 11 mil operários pararam.
Após um período de negociações positivas, o patronato agora retrocedeu sob a desculpa da “crise mundial”. Os 55 sindicatos da categoria no estado, ligados à Força Sindical e que representam 750 mil metalúrgicos, prometem engrossar a campanha.
Mais explosiva ainda é a greve da Polícia Civil de São Paulo. Na semana passada, cerca de 1.500 agentes ocuparam a Avenida Paulista, num dos maiores protestos de policiais da história. “Você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”, cantaram os grevistas atacando o governador José Serra.
Num cartaz se lia: “Sabe o que significa PSDB? Pior Salário Do Brasil”. Em várias delegacias da capital e do interior, a ordem era atender apenas os casos graves, como homicídios e roubos. A categoria reivindica 15% de reajuste, mas o governo tucano ofereceu apenas 6,2%.
Meses “vermelhos” de datas-base
Outras categorias em movimento também foram menosprezadas pela mídia. Os funcionários dos Correios podem voltar a cruzar os braços nesta semana, na terceira greve geral da categoria neste ano. A Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) regateou no plano de cargos e salário e ofereceu reajuste de apenas 6,3%.
Já os ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos estão em estado de greve. A CPTM se recusa a atender a reivindicação histórica da categoria do plano de cargos e salários. E os marítimos discutem nesta semana a possibilidade da greve no setor. Há três meses a categoria tenta, sem sucesso, fechar acordo com as empresas prestadoras de serviço.
Os meses de setembro e outubro concentram importantes datas-base de categorias. No período de retomada e ascenso do sindicalismo, nos anos 80, eles foram rotulados pela mídia burguesa como meses “vermelhos”, devido à incidência das greves. Com a explosão do desemprego, a regressão neoliberal e a reestruturação produtiva, nos anos 90, as paralisações sumiram da mídia.
Agora, porém, ressurgem e confirmam a tendência recente de fortalecimento do movimento sindical. Já nos meses de junho e julho ocorreram várias greves no setor público, como na Agencia Nacional de Vigilância Sanitária e no Ministério da Fazenda. Os operários da Petrobras também pararam.
As razões da onda grevista
Vários fatores explicam esta retomada das greves, mas dois se destacam. O primeiro é político. Reflete a existência de um governo democrático, que não criminaliza os movimentos sociais e até incentiva suas ações. Num discurso na Confederação Nacional dos Metalúrgicos, o presidente Lula afirmou que não era justo somente as empresas lucrarem com o crescimento da economia e o aumento da produtividade.
Ele lançou a bola para o sindicalismo chutar a gol. Bem diferente da postura ditatorial de FHC, que inaugurou o seu triste reinado reprimindo a greve dos petroleiros, em maio de 1995, com o objetivo confesso de “quebrar a espinha dorsal do sindicalismo”.
O segundo fator, mais determinante, foi o crescimento da economia nos últimos dois anos. Como ensinaram Marx e Engels, o sindicalismo ganha ímpeto nas fases de crescimento. Com a redução do desemprego e o aumento da demanda por produtos, os trabalhadores adquirem maior poder de barganha e maior confiança nas suas forças.
Já nos períodos de crise, o sindicato se mostra mais impotente, revelando a sua natureza de instrumento defensivo. “A dinâmica histórica entre os ciclos da economia capitalista e os movimentos operários comprova a total submissão da prática sindicalista à lógica do movimento do capital, a sua vinculação estrutural às flutuações cíclicas da economia capitalista”, explica Giovanni Alves no livro “Limites do sindicalismo”.
A crise e a chantagem do capital
No ano passado, muitas empresas preferiram evitar o confronto e cederam reajustes superiores à inflação já na mesa de negociação. Segundo pesquisa do Dieese, ocorreram 316 greves no país, totalizando 29 mil horas paradas, sendo que 51% das paralisações aconteceram no setor público.
Num cenário econômico mais favorável, 87% das categorias arrancaram aumento real de salário, fato inédito nos últimos anos. Vários sindicatos também rejeitaram acordos que impunham banco de horas e outras formas de precarizaçao, revelando maior poder de pressão. Fruto deste ascenso houve reversão no processo de queda da taxa de sindicalização – ela subiu de 16% para 18%.
Com a grave crise da economia capitalista, os “bons ventos” podem sumir. Várias empresas, que lucraram como nunca no período recente, agora fazem chantagem com a recessão deflagrada nos EUA. As negociações já tomaram outro rumo, com o patronato endurecendo a sua postura. Isto explica a eclosão de tantas greves nas últimas semanas.
Não dá mesmo para cair no jogo sujo do capital. Na fase de crescimento, eles privatizam os lucros; na crise, socializam os prejuízos. Até como forma de enfrentar a crise é preciso aquecer o mercado interno, o que exige a valorização dos salários, a redução de jornada de trabalho e a superação da precarizaçao do trabalho.
(*) Jornalista, editor da revista Debate Sindical e autor do livro "As encruzilhadas do sindicalismo" (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)
Pesquisa mostra que negros são maiores vítimas de doenças da pobreza

Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - Os brasileiros pretos ou pardos são as maiores vítimas de doenças ligadas a condição de vida precária, chamadas também de doenças da pobreza. A informação consta do Relatório Anual das Desigualdades Raciais do Brasil, divulgado há pouco pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com base na Pnad 2007 e nas informações mais recentes do Ministério da Saúde.
Bancários contabilizam vitórias em MT - Deu em A Gazeta

Na segunda-feira (13), o juiz Alex Fabiano de Souza, concedeu o pedido do sindicato para que 12 bancos não adotem nenhum métodos que impeçam o livre exercício do direito de greve, permitindo a entrada de dirigentes sindicais nas agências e manifestações pacíficas da categoria. As determinações valem para o Bradesco, Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Itaú, Mercantil do Brasil, Real ABN Amro, Rural, Santander, Sudameris, Caixa Econômica Federal, HSBC e Unibanco. Também em outra decisão, o mesmo juiz negou, na terça (14), o pedido de reconsideração feito pelo Banco Real. A instituição bancária pedia que fossem proibidas, nas proximidades de suas agências, as atividades dos bancários em greve.
15 de out. de 2008
Mulheres da Via Campesina fazem ato contra fome em MT
13 de out. de 2008
Reunião ordinária no Sindjor-MT hoje às 18h30
O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a diretoria da entidade e convida todos os jornalistas para reunião ordinária, hoje (segunda-feira - 13), às 18h30 horas, na sede do Sindjor-MT.
Pautas:
1.Interior
2.FDMC – Novo encontro
3.Visita as redações - avaliação e nova rodada
4.Visita interior divulgação de prêmio
5.Material Natal – resultado dos primeiros contatos
6.Outras
OBS> A sede do sindicato fica na Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena-Cuiabá-MT- 78.005.000, atrás do Hospital Santa Helena
VEM PRA LUTA, QUE É NOSSA !!!
9 de out. de 2008
7 de out. de 2008
Dirigente da Fenaj é eleito presidente da Fepalc
A escolha aconteceu durante o terceiro congresso da organização regional da Federação Internacional dos Jornalistas (FIP), realizado no México.
Mais de 100 jornalistas e ativistas da liberdade de expressão e direitos humanos participam das jornadas que começaram em 29 de setembro e se estendem até hoje (07/10), com uma conferência sobre segurança de imprensa organizada pelo Instituto Internacional para a Segurança de Imprensa (INSI).
O México foi escolhido como sede do encontro latino por ser um dos países mais perigosos para o exercício da profissão de jornalista. Segundo informações do diretor do Escritório da FIP para a região, Gregório Salazar, dos 23 profissionais mortos ao longo de um ano na América Latina, sete foram assassinados no México.
A Federação, que representa 600 mil jornalistas de 120 países, lançou campanha contra a impunidade, em especial no que diz respeito aos latinos, pois se estima que aproximadamente 300 profissionais da informação tenham sido assassinados durante a última década no exercício de sua função.
Fonte: SJSP
Movimento Jornalistas na Favela avança

Na reunião ficou definido que o trabalho, a princípio, será realizado assim: Durante o mês de novembro haverá uma gincana das turmas de 4ª a 6ª séries das três escolas que têm no bairro. E esse será um momento de mobilização. A Neusa, que é autora do livro "Cabelo Ruim", fará palestras para as crianças, sobre identidade. No dia seguinte, Keka fará uma oficina para que as crianças escrevam a própria história. Após a gincana, o andamento a longo prazo do projeto será assim a princípio: haverá atividades todos os sábados à tarde, para a criançada. Ainda não ajustamos a faixa etária. DJ Taba ficou de ver isso, e de ver também um espaço na Escola Estadual Dione Augusta, que fica ao lada da sede da Favelativa. Cada jornalista ficará responsável por um sábado do mês. E os outros integrantes do movimento darão uma força, quando puderem. Por exemplo, Keka é responsável pelo primeiro sábado do mês, Neusa pelo segundo e assim sucessivamente. Essa agenda ainda não ficou consolidada. No sábado da Keka, os outros integrantes do movimento, se quiserem e puderem, podem comparecer para dar uma força na organização da criançada. Inara, que faz teatro, vai tentar mobilizar mais atores para que ela possa dar uma oficina de teatro todo sábado. Uma ação será relacionada à outra e no todo o objetivo é ajudar essas crianças a perceberem a prórpia identidade, o local onde moram e o que podem fazer para reverter a situação de desigualdade social, da qual são vítimas. Como Neusa disse, ensinar a interpretar um texto, e por consequência o mundo, é um instrumental muito importante, um tesouro que a gente pode entregar para essas crianças.
O trabalho terá como base então a literatura.
Ficou definido que buscaremos elaborar um projeto para que conquistemos recursos, no sentido de melhorar a capacidade de execução das idéias todas que surgirem.
"Sonho que se sonha só é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade". (Raul Seixas)
Fórum faz reunião de mobilização no MST
Na última quinta-feira, 02 de outubro, o Fórum Estadual pela Democratização da Comunição (FEDC) realizou reunião junto ao MST. Na ocasião, além do MST, estiveram presentes representantes do Movimento Rumo ao Socialismo (MRS). Pelo FEDC participaram representantes do CRP, do Sindjor, da Adufmat e do Centro Acadêmico de Comunicação Social (Cacos) da UFMT.A reunião foi iniciada com uma apresentação, puxada pela presidente do Sindjor-MT, Keka Werneck. Em seguida Marcia Raquel (Sindjor) falou do objetivo da reunião, que além de chamar atenção para a importância do assunto é mobilizar os movimentos sociais e entidades para aderirem ao FEDC e consolidar sua participação efetiva como membro do Fórum. Depois o representane do CRP, Arlindo Arruda, apresentou um vídeo sobre acampanha Pró-Conferência Nacional da Comunicação.
A reunião teve prosseguimento com a apresentação, feita por Márcia Raquel, de dados sobre a o processo de concessão dos serviços de radiodifusão do país. (estes dados serão repassados em breve na lista). Depois da apresentação a reunião prosseguiu com o debate. Várias sugestões foram dadas para mobilizar o FEDC. O MST reafirmou o compromisso de participar e também sugeriu atividades de mobilização como manifestações públicas, peças teatrais sobre o tema, organização de material didático sobre o assunto, entre outras propostas.
Alcione dos Anjos (Sindjor) falou sobre a necessidade de popularizar as informações, inlcusive o nome do movimento. Edimar (MRS) também falou na necessidade de popularizar a linguagem e de utilizar meios alternativos, como o you tube, de divulgação das ações do movimento.
Luana Soutos (Cacos), informou que o FEDC foi convidado a participar do "24 horas de Cultura". Foi definido que o professor Roberto Boaventura vai realizar uma oficina para os alunos, no dia 10 de outubro, a partir da 14h. Também foi definido que a próxima reunião do FEDC será realizada junto ao Sintep (Keka irá entrar em contato para confirmar) no próximo dia 23 de outubro, às 19hs. OBS: Por favor, quem participou da reunião pode complementar esse informe.
Na próxima reunião faremos a avaliação do encontro.
Abçs
Marcia Raquel - Diretora do Sindjor e membro do FEDC
