DESTAQUE

NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

27 de nov. de 2008

PALESTRA ABERTA Seminário Imprensa e Judiciário Evento discute hoje o acesso à informação e o segredo de justiça

O "Acesso à Informação e o Segredo de Justiça – direitos e limites" é o tema que será discutido esta noite no seminário Imprensa e Judiciário, iniciado ontem no TRT de Mato Grosso.Pouco antes da palestra, às 19h30, será exibido o vídeo "Judiciário é Notícia", produzido pelo Centro de Produção da Justiça Federal.

OFICINA - Também hoje começa a oficina "Transformando decisão judicial em notícia".

A partir das 18h, profissionais e estudantes participam das atividades que incluem a elaboração de matérias jornalísticas tendo como base sentenças e acórdãos proferidos por juízes e desembargadores. As atividades serão desenvolvidas no Centro de Formação (Cefor) do TRT, que fica situado no 6º andar do prédio administrativo do Complexo Trabalhista (ao lado da Seduc). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no início da oficina.

Eu Voltarei - Cora Coralina

Meu companheiro de vida será um homem corajoso de trabalho, servidor do próximo, honesto e simples, de pensamentos limpos.

Seremos padeiros e teremos padarias.
Muitos filhos à nossa volta.
Cada nascer de um filho
será marcado com o plantio de uma árvore simbólica.
A árvore de Paulo, a árvore de Manoel,
a árvore de Ruth, a árvore de Roseta.

Seremos alegres e estaremos sempre a cantar.
Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas,
teremos uma fazenda e um Horto Florestal.
Plantaremos o mogno, o jacarandá,
o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro.
Plantarei árvores para as gerações futuras.

Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros.
Terão moinhos e serrarias e panificadoras.
Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens
e mulheres, ligados profundamente
ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.

E eu morrerei tranqüilamente dentro de um campo de trigo ou
milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.
Eu voltarei...
A pedra do meu túmulo
será enfeitada de espigas de trigo
e cereais quebrados
minha oferta póstuma às formigas
que têm suas casinhas subterra
e aos pássaros cantores
que têm seus ninhos nas altas e floridas
frondes.

Eu voltarei...

26 de nov. de 2008

MATERIAL DE NATAL ARRASA!

Atenção, jornalistas,

eis um trabalho em parceria entre o Sindjor-MT e seis artistas de MT, além de 12 poetas.
A arte que nasce aqui será um apoio à luta sindical da nossa categoria, mas não só isso.

Através de camisetas, agendas e bolsas, o Sindicato terá a honra de divulgar o belo traço do artista local, que daqui emana para o mundo a forma como vê a vida.

E essa arte será a estampa de todo o material de natal que já está sendo impresso.

Vejam se gostam. A opinião geral, nas reuniões do Sindjor-MT, é de que ficou tudo muito lindo. E o melhor é que tudo foi construído em conjunto.

Os preços divulgaremos mais adiante, assim como mais informações.

Esta será uma forma de arrecadarmos verba para pagar nossas contas pendentes e começarmos a pensar na construção da nova sede.

Comprem de presente, para amigos, parentes, para si mesmos.

VEJAM AS AGENDAS!






















VEJAM AS BOLSAS!






















VEJAM AS CAMISETAS!






















DANDO VISIBILIDADE A UM COMENTÁRIO

Esse comentário foi postado em matéria abaixo. Se possível, apurem!

"nao tinha outro lugar pra comentar comentei aki mesmo...por favor façam alguma coisa pq parece que a imprenssa esta omissa a isso...ou melhor submissaSou militar do 9ºBEC e estou denunciando uma covardia que o batalhão esta prestes a cometer neste exato instante (7:27 am), o batalhão esta com tratores e um pelotão ameando expulsar 8 familias de suas casas, familias sem a minima condição de se mudarem para outro local, um casal de idosos que mal se sustentam sozinhos e que não tem ninguem por eles, familias com 5 crianças que moram em um barracam de madeira.............essa covardia esta prestes a ocorrer ao lado do 9ºbec, rua 04 do boa esperança, espero que os jornalistas desta cidade se sensibilizem com isso e que não fiquem alheios a este ato de covardia e que divulguem esta crueldade para que tal ato não fique em vão......a onde esta o respeito para com o ser humano??? que merda de instituição é essa que deveria defender a nação mas ao contrario, só oprime o seu povo....brasil!!! mostra sua cara!!!!!"

TUDO FUNCIONANDO NA NOVA SEDE

Já está tudo ok, na nova sede. Telefone e interfone. Sejam todos bem vindos.

Questão de Vida e Morte


* Antonio Cavalcante Filho, o Ceará

Apesar de diversas entidades já se mobilizarem em campanhas tipo: "Eleições Limpas", "O que você tem a ver com a corrupção?", "Diga não a corrupção eleitoral", "Voto não tem preço, tem conseqüências", nem por isso, há qualquer indicativo de que a atual "democracia" brasileira deixará de ser o que sempre foi: um embuste.

Segundo indicadores do desenvolvimento feitos pelo Banco Mundial, publicado no Jornal do Brasil em junho de 2000, a concentração de renda em nosso país gerou cinco categorias de grupos sociais: a) os miseráveis, 24 milhões (15%); b) os pobres, 30 milhões (18%); c) os quase pobres, 60 milhões (36%). {Sub total: 114 milhões de miseráveis, pobres e quase pobres (69%) }; d) a classe media, 50 milhões (30%); e) os ricos 2 milhões (1%).

A riqueza privada desta colônia de banqueiros, empresários elatifundiários estupradores do meio ambiente, gira em torno de R$ 2trilhões. Os ricos, 1% da população, controlam 53% deste valor. Oeconomista Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, afirma que: "Não há evidência no mundo de país em que isso ocorra. Nos Estados Unidos, os Bill Gates da vida controlam 26% da riqueza, metade do que os mais ricos no Brasil controlam".

Apesar da monstruosa injustiça na concentração de riqueza, onde a renda média dos mais ricos é 150 vezes maior que a renda média dos mais pobres, mesmo assim continuamos alimentando pelo país afora a mentira de que "todo o poder emana do povo e em seu nome é exercido".
Em que pese toda a dramaticidade da opressão, exclusão social eexploração violenta da nossa Mãe Natureza, de qualquer ponto que se observe, tudo indica que por muitos e muitos anos prosseguiremos apregoando aos quatro cantos a lorota de que temos um "governo do povo para o povo e pelo povo". Até parece estarmos possuídos de uma cegueira crônica da hipocrisia ao teimarmos em eternizar uma simples mitologia, mera construção ideológica arraigado culturalmente há séculos em beneficio das classes economicamente dominantes: a "democracia burguesa".

Desde 1999, temos uma lei de iniciativa popular, a lei 9840, que visapunir políticos que cometerem crimes eleitorais. Essa lei é a razão de ser do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, o MCCE. Porém, quem, com sinceridade, atua na militância por eleições sem fraudes em Mato Grosso pode perceber com clareza que em matéria de lisura eleitoral ainda vivemos na idade das trevas.

Se levássemos em conta as campanhas milionárias; se tivéssemos como tornar publico, escancarando todos os gastos não declarados ao TRE; se pudéssemos analisar um a um os crimes eleitorais ocorridos, principalmente aqueles não denunciados, os não fiscalizados, os não investigados, os não apurados e os jamais punidos, iríamos nos sentir na era das cavernas: terra de ninguém, sem leis nem direitos.A corrupção no Brasil, e em particular a eleitoral, são fenômenoshistóricos, fatos corriqueiros, algo banal bem próprio das "democracias" dos ricos, que em outras palavras significa: ditadura do capital, uma espécie de tirania do poder econômico que trataunicamente de garantir interesses dos detentores dos meios deprodução: os capitalistas cleptocráticos.Em detrimento das reais necessidades do povo, este sistema farsante, já há muito prostituído, só serviu até hoje ao deleite e locupletação das diversas facções das elites egoístas e corruptas: a burguesia, os poderosos espertalhões, os verdadeiros donos do poder, os que de fato sempre mandaram e continuarão mandando por muito tempo no país.

Apesar das classes dirigentes tentarem nos convencer de que através de reformas política é possível corrigir tantas distorçõesacumuladas ao longo da história, na verdade, isso não passa defalácia, ou mais um mito para cultuarmos a fim de se perpetuarem no poder.

Muito alem de reformas paliativas, ou por mais amplas que sejam, o que necessitamos mesmo é de uma sólida organização das classes exploradas, associadas na mais firme crença da revolução social expropriadora, igualitária e libertadora, que se organize de forma horizontal, anti-hieráquica, autônoma dos partidos políticos e total independência ideológica dos patrões e principalmente desse Estado plutocrático.

Caberá aos eternos lesados desse sistema sanguessuga do homem e da terra, a construção de um mundo mais digno. Porém, quem quer que assuma essa bandeira deverá se humanizar, abrindo-se a novos valores, percepções, e práticas incompatíveis com o atual modelo burguês.
Necessitamos com urgência construir uma relação harmoniosa e amorosa entre todos os seres. A democracia dos ricos, aliadas das idéias neoliberais de desenvolvimento econômico, baseadas em falsas concepções da natureza como fonte inesgotável, precisa serdesmistificada e eliminada. Se no passado era apenas o homem oprimido que clamava por justiça, hoje, é a Mãe Terra que grita por libertação.

Nenhuma reforma política, dentro dos limites do modelo de exploração capitalista promoverá as mudanças necessárias.Parece que não nos resta muito tempo para restabelecermos esse convívio de paz entre o homem e o seu hábitat. Ou damos ouvidos ao clamor da Mãe Terra, ou os seus filhos não terão futuro algum. Estamos diante de uma questão de vida e morte.

Antonio Cavalcante Filho
Coordenador do MCCE-MT
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral-- Antonio Cavalcante Filho

EXPOSIÇÃO - Dafne Spolti, estudande de Comunicação Social na UFMT - Fotos retratam assentamento do MST no Paraná, na comunidade rural de Contestado







O assentamento fica na cidade de Lapa, a 73 quilômetros de Curitiba, para onde Dafne foi, nos últimos meses, participar do programa de Mobilidade Acadêmica, em que alunos de faculdades públicas migram para outras cidades, para conhecer outras realidades, acadêmicas e sociais. De volta a Cuiabá, Dafne expõe algumas fotos.

25 de nov. de 2008

Cuiabá quer sediar o XXVI congresso Nacional da Abrajet


Mato Grosso pode sediar no próximo ano o XXVI Congresso Nacional da Abrajet – Associação Brasileira dos Jornalistas de Turismo. Essa é a proposta que a delegação mato-grossense estará levando para a edição 2008 do evento, que se realiza em Brasília, de quinta-feira a domingo (27 a 30/11), com sessão de trabalho no Salão Nobre da Câmara dos Deputados e reuniões no auditório do Ministério do Turismo.


A informação é do presidente da Abrajet, José Humberto Falcão. Segundo ele, Mato Grosso, com a sua vocação turística nata só tem a ganhar sediando um evento dessa magnitude, uma vez que ele reúne uma média de 1.500 jornalistas especializados na área de turismo que, além da discussão dos assuntos pertinentes à mídia turística, também irão conhecer mais de perto as potencialidades do estado e divulgá-las.


A sessão de trabalho no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, na quinta (27), estarão em pauta temas como a importância da imprensa de turismo nos estados; a aviação: um cenário novo e preocupante e como a mídia pode orientar corretamente a sociedade; a Comissão de Turismo e Desportos como fonte de informação para a Imprensa Especializada e os projetos de interesse turístico em tramitação no CongressoSexta-feira, 28, programação será no Auditório Térreo do Ministério de Turismo, às 9h15, com a abertura do Trabalhos do XXV Congresso da Abrajet, propriamente dito. Às 20h30 e entrega dos prêmios Pioneiro da Imprensa de Turismo; Parceiro da Imprensa de Turismo; Assessoria de Imprensa do Ano: Edição 2008; AMIGO; Personalidade da Aviação Comercial; e, Personalidade Imprensa de Turismo 2008. Sábado será realizada reunião com os presidentes das Associações de Jornalistas de Turismo da America Latina.

INFORME SOBRE NOVA SEDE

Gente, seguinte,

como já sabem, ou se não sabe, fiquem informados agora, que o Sindjor-MT mudou de sede. Está funcionando agora no Centro da cidade, na rua Antônio Maria, 382, 3º andar, sala 304, Cuiabá-MT. Referência: Prédio do Restaurante Chão Goiano, ao lado do Bazar do Livro.
No entanto, o interfone e o telefone do Sindjor-MT ainda não foram ligados, por problemas técnicos.

Quem tiver urgência em falar como Sindjor-MT, pode ligar no celular da Ednalva, que é secretária do Sindicato. 8425-3340.

E quem for à sede, deve interfornar no 105 e pedir para abrir, conforme está explicado em mensagem ao lado do interfone, na portaria.

Mas já estamos ajeitando tudo.

Era isso. Desculpem o transtorno. A mudança é uma medida de economia.

Keka Werneck
Presidente do Sindjor-MT

24 de nov. de 2008


Abertas inscrições do evento que discutirá relação entre magistrados e jornalistas


Em meio as muitas manchetes nos jornais, rádios e emissoras de televisão, um personagem sempre se faz presente, o excelentíssimo senhor juiz. Do caso Eloá ao narcotraficante preso há pouco, o representante da Justiça é peça fundamental na construção das narrativas jornalísticas e na busca pelo desfecho dos acontecimentos.

Contudo, nessa relação de troca existente entre magistrados e comunicadores, ambos devem trabalhar em um única direção, a satisfação do interesse público. Por essa razão, o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso promove o Seminário Imprensa e Judiciário.

O evento será realizado nos dias 26, 27 e 28 de novembro, na sede do TRT/MT, em Cuiabá, e é dirigido aos profissionais e estudantes de Jornalismo, além de magistrados e demais envolvidos na relação entre mídia e Judiciário. Entre os temas abordados estão:

“Imprensa e Judiciário: Como fazer investigação jornalística no Judiciário” com o jornalista da Folha de S. Paulo, especialista na cobertura do Judiciário e autor dos livros “Anatomia da Reportagem” e ”Juízes no Banco dos Réus”, Frederico Vasconcelos. Ele também é editor do Blog do Fred (http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br/), hospedado no Portal da Folha.
“Judiciário é notícia”, vídeo produzido pelo Centro de Produção da Justiça Federal.
“Acesso à informação - Segredo de Justiça: direitos e limites”, com o desembargador Federal do Trabalho e mestre em Direito pela PUC-SP, Edson Bueno de Souza.
“20 anos da Constituição do Brasil e o pensamento da Justiça do Trabalho” com a presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho de Mato Grosso, juíza Deizimar Oliveira Mendonça.
A programação inclui ainda a oficina “Transformando decisão judicial em notícia”, das 18h às 19h30.

A inscrição é gratuita e já pode ser feita via e-mail (dcs@trt23.jus.br) ou diretamente na Diretoria de Comunicação Social do TRT/MT. O período de inscrição vai até o início do seminário, no dia 26 de novembro, às 19 horas. Mas, não perca tempo, pois as vagas são limitadas!
SERVIÇO
Dias: 26, 27 e 28 de novembro de 2008
Local: Plenário do Tribunal Regional do Trabalho da 23 Região.
Valor: Gratuito
Inscrições: Diretoria de Comunicação Social do TRT/MT- (65)3648-4123 www.trt23.jus.br ou dcs@trt23.jus.br

17 de nov. de 2008

Reunião no Sindjor, já na sede nova !

CONVITE

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a diretoria da entidade e convida todos os jornalistas para reunião ordinária, hoje (segunda-feira - 17), às 18h30 horas, na sede do Sindicato, que está em novo endereço. Confira ao final.

Pautas:

1. Interior
2. Tarefas não Cumpridas
3. Acordo Oliveira
4. Material Natal
5. Erecom e NPC
6. Festa Final de ano
7. Outras

OBS> A sede do Sindicato está com novo endereço: Rua Antônio Maria, 382, 3º andar, sala 304, Cuiabá-MT. Referência: Prédio do Restaurante Chão Goiano, ao lado do Bazar do Livro.

EM PRA LUTA, QUE É NOSSA !!!















DEU TRABALHO ESSA MUDANÇA HEIM!






OBRIGADA ESPECIAL À GILMAR E EDNALVA QUE RALARAM MUITO.

12 de nov. de 2008

SINDJOR-MT CONVIDA PARA FESTA ÁRABE

(Menos, menos! Não vai ter esfirra aberta não. A foto tá muito chique. ahahah)

Reunião preparatória para a festa de encerramento do ano!

Tá virando tradição !!! Festa na casa da Maricelli. E vai ter mais uma, essa é pré-oficial. Será próximo sábado (dia 15), às 20 horas. Comida árabe. Quem quiser ir à festa, basta levar cerveja, uma caixinha. Um grupo de jornalistas já pagou R$ 15 para comprar a comida. Nessa festa, vamos combinar como será a grandona, de fim de ano, quando vamos descerrar a placa da nossa sede do Sindjor-MT.
Gente, todos e todas são convidados, então, podem vir mesmo, trazer amigos, ok?

A FESTA É ABERTA. É só levar cerveja.

Endereço: Rua Severiano de Albuquerque, 125.

Dom Aquino. Fone: 3634-5087.

Para chegar lá, é só pegar a avenida Major Gama, cruzar a avenida da Prainha e subir o morro, depois da igreja, entrar na primeira a direita, seguir até o final da rua e virar à esquerda.

Se não der certo, use o faro jornalístico para achar, pô.

ATÉ LÁ!

Curso ‘Economia para Jornalistas’ atinge mais de 90% de satisfação

A tradução de dados estatísticos em texto, além do entendimento de conceitos do mercado financeiro e da crise mundial foram alguns dos diversos pontos positivos citados pelos participantes do curso ‘Economia para Jornalistas’, promovido pelo Sistema Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Sistema Fiemt), entre os dias 6 e 8 de novembro. A avaliação realizada durante o curso registrou mais de 90% de satisfação dos alunos quanto à didática e técnica utilizadas. Resultado de uma iniciativa apoiada e sugerida pelo 1º vice-presidente da instituição, Jandir Milan, o curso foi ministrado pela editora do jornal Valor Econômico, Denise Neumann, com apoio técnico do assessor econômico da Fiemt, Carlos Vitor Timo.

Denise levou aos participantes além de sua vasta experiência na área do jornalismo econômico, dicas aos profissionais que atuam nas editorias de economia e afins. Foram selecionados 30 jornalistas para participar gratuitamente desta primeira edição, que teve 9h de duração e foi dividido em três módulos. O curso teve como objetivo aprimorar a interpretação de dados econômicos, a fim de otimizar as informações produzidas pelos jornalistas de veículos de comunicação de Cuiabá e Várzea Grande. “Gostei da explanação sobre a crise financeira e análise dos dados do Estado de Mato Grosso. O curso foi muito informativo e ampliou meus conhecimentos na área”, avaliou um dos jornalistas.

“Temos muitas pautas para cumprir durante o dia e muitas vezes não temos 100% de domínio sobre o assunto abordado, então considero de grande importância uma iniciativa como esta da Fiemt, que mostra a preocupação da entidade em colaborar com formação de profissionais e o repasse de informações claras e corretas”, pontuou outro participante. Devido ao sucesso obtido, o curso deve ser inserido no calendário de eventos do Sistema Fiemt.

Mais informações pelo telefone (65) 3611-1678.

São Gonçalo se retrata em nova nota sobre episódio com repórter-fotográfico

A direção do Colégio Salesiano São Gonçalo emitiu nova nota em relação ao episódio em que um dos seus funcionários, um segurança, agiu de forma truculenta ao abordar o repórter fotográfico do Jornal Diário de Cuiabá, Pedro Alves, no último dia 31 de outubro. Nessa nota, diferente da primeira enviada à redação do jornal, a direção do São Gonçalo diz que “tem conhecimento da qualidade do Sr.

Pedro Alves, um profissional respeitado no mercado e por seus pares”, o que para o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) representa o reconhecimento do erro, apesar disso não estar explicitamente colocado no texto, já que na primeira nota - enviada à redação - o São Gonçalo diz que agiu da forma que agiu por considerar que o Seo Pedro "não apresentava o perfil de um jornalista" e ainda ameaçou entrar com ação no Minsitério público para averiguar "as reais intenções do fotográfo".

Em outro trecho o colégio se compromete a não repetir o erro “A Direção do colégio, independente dos fatos, advertiu a sua equipe para que esse tipo de incidente não ocorra, pois o CSSG preza pelo bom relacionamento com todos os segmentos de nossa sociedade”.

O ofendido, Seo Pedro, informou ao Sindjor que desistiu de entrar com processo judicial contra a entidade de ensino e que se sentiu valorizado com a nota de repúdio divulgada pelo Sindicato dias após o ocorrido, fato que obrigou o São Gonçalo a procurar o trabalhador e lhe pedir desculpas. O Sindjor avalia que o resultado final foi positivo e que mais uma vez cumpre seu papel ao defender os direitos dos trabalhadores da comunicação. Segue a última nota do São Gonçalo: CSSG não apóia cerceamento à imprensa

Liberdade de Expressão e o livre exercício profissional são prerrogativas inerentes à comunicação numa sociedade justa e democrática. A direção do Colégio Salesiano São Gonçalo (CSSG) de Cuiabá acredita e incentiva tais valores, como premissas para os avanços sociais que a população brasileira busca e merece.

Como instituição educadora tradicional de Mato Grosso com 115 anos de história e diante de um recente episódio divulgado no Jornal Diário de Cuiabá, na edição do dia 01/11/08, onde é relatado um desentendimento em frente ao colégio, entre um segurança e o fotógrafo Pedro Alves, do jornal Diário de Cuiabá, a direção do colégio vem a público esclarecer que sempre respeitou todos os profissionais da imprensa colocando-se à disposição sempre que foi solicitada. E que tomou conhecimento dos fatos quando publicados no jornal e, portanto, não autorizou nenhum de seus colaboradores a procederem da forma descrita na matéria. Informa também, que tem conhecimento da qualidade do Sr. Pedro Alves, um profissional respeitado no mercado e por seus pares.

A Direção do colégio, independente dos fatos, advertiu a sua equipe para que esse tipo de incidente não ocorra, pois o CSSG preza pelo bom relacionamento com todos os segmentos de nossa sociedade.

Dessa forma, o Colégio Salesiano São Gonçalo espera ter esclarecido tal episódio.

10 de nov. de 2008

REUNIÃO NO SINDJOR-MT HOJE, DIA 10/11


O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a diretoria da entidade e convida todos os jornalistas para reunião ordinária, hoje (segunda-feira - 10), às 18h30 horas, na sede do Sindjor-MT.

Pautas: 1. Interior

2. Tarefas não Cumpridas

3. Fórum Democratização dos Meios de Comunicação

4. Erecom

5. Material Natal

6. Mudanças de sede e outras


OBS> A sede do sindicato fica na Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena -Cuiabá-MT- 78.005.000, atrás do Hospital Santa Helena


VEM PRA LUTA, QUE É NOSSA !!!

Jornalismo de MT perde Jota Maia

Mato Grosso perde um dos mais importantes homens da comunicação, que por vários anos atuou na defesa das liberdades individuais e coletivas. Quando perdemos alguém assim, perdemos também um pedaço da democracia. Foi assim que o jornalista Ivaldo Lúcio se referiu à perda do colega José Maia de Andrade, o “Jota Maia”, que faleceu no último domingo (09).

Amigos desde a década de 40, quando Jota Maia chegou do Ceará a Mato Grosso, Ivaldo acompanhou toda a luta do jornalista pelos seus ideais, principalmente durante o período da ditadura militar. “Maia foi muito perseguido. Foi preso várias vezes devido a seus artigos e também pelos artigos que permitia que seus jornalistas publicassem”, lembrou Ivaldo Lúcio. “Hoje em dia que patrão permite isso?”, questionou.

+++ Luto – Jota Maia faleceu aos 74 anos, na madrugada de domingo (09) vítima de derrame após uma parada cardíaca. Familiares e amigos velaram o corpo do jornalista na Capela Jardins e o seu sepultamento ocorreu no final da tarde de domingo, no Cemitério Parque Bom Jesus, no Coxipó da Ponte. Casou-se com Adelita, com quem teve três filhos e uma filha. Da velha guarda do jornalismo em Cuiabá, dirigiu o semanário “Correio da Imprensa”, que deixou de circular em 1981, e atualmente comandava o “Correio da Semana”. A família ainda não definiu em que igreja será realizada a missa de sétimo dia.

Deu na Página do E, deu no Olhar Direto e agora aqui

A Sanecap vai mal. Mas nem por isso deixa de faturar o Dorileo Leal

Quem informa e lamenta é o jornalista Marcos Coutinho, no Olhar Direto:

Apesar da Sanecap admitir que está fechando o ano com um déficit que pode variar entre R$ 3 a 5 milhões de reais, a empresa tem um contrato no valor de R$ 4 milhões em publiidade. Detalhe: até 2006, essa verba era de R$ 500 mil. A desculpa para o aumento da rúbrica orçamentária para regulação de publicidade, seria a divulgação das obras do PAC. A licitação foi vencida pela DMD.

Mais de 70 jornalistas morreram em 2008



Observatório da Imprensa


PROFISSÃO PERIGO
NOSSA GUERRA É NO DIA A DIA DA NOTÍCIA


Por Felipe Seffrin em 4/11/2008

De janeiro até outubro deste ano, 74 jornalistas morreram em todo o planeta vítimas de assassinatos, mísseis, minas, carros-bomba e outros acidentes. O país no topo do ranking é o Iraque, registrando a morte de 15 jornalistas. Na Índia, seis profissionais faleceram, enquanto Paquistão e Geórgia registram cinco mortes. O Brasil acumula desde 1996 índices superiores aos de países em guerra. Em 2008, o país tem um caso sob análise: o assassinato de Walter Lessa de Oliveira, operador de câmera da TV Assembléia de Alagoas, baleado em um ponto de ônibus em Maceió, no dia 05 de janeiro. Ex-diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, Lessa havia participado de reportagens sobre o tráfico de drogas local.
Desde 1996, o Instituto Internacional para a Segurança da Imprensa (International News Safety Institute – INSI) organização não-governamental em defesa dos profissionais de imprensa, contabiliza incidentes contra jornalistas em parceria com a Universidade de Cardiff, no Reino Unido. Em dez anos, os estudos registram mais de 1.000 mortes, a maior parte delas no Iraque – só após a invasão norte-americana, em 2003, foram 252. O Brasil ocupa a décima primeira posição entre os países com mais incidentes, 27 casos, na frente de países como Sri Lanka, em guerra civil há 15 anos e com 16 mortes, ou Afeganistão, com 13 mortes.
"Barômetro de liberdade de imprensa"
Curiosamente, a maior parte dos registros de mortes de jornalistas é verificada em tempos de paz, em países sem situação de conflito armado decretada. Foram 731 mortes de 1996 até 2006 em nações em paz. Países com situações de conflito internacional registram 167 mortes e com conflitos nacionais contabilizam 102 casos. As maiores vítimas são profissionais locais, em sua maioria envolvidos com a cobertura jornalística de casos de corrupção em governos ou tráfico de drogas, como o caso do brasileiro Walter Lessa.
A organização não-governamental internacional Repórteres Sem Fronteiras apresenta dados menores para mortes de jornalistas, pois contabiliza apenas casos de vítimas no exercício da profissão. Em 2008, até o mês de outubro, foram 34 mortes de jornalistas. A organização conta ainda, em seu "Barômetro para a liberdade de imprensa", que atualmente há 127 jornalistas e 70 "cyber-dissidentes" presos no mundo.
Cobertura de guerra
Correspondentes de guerra respondem por cerca de 10% dos casos de mortes. Para o jornalista João Paulo Charleaux, da editoria Internacional do jornal O Estado de S.Paulo, por sete anos responsável pela comunicação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, uma das principais razões para a morte de jornalistas é a falta de organização e planejamento. "Tem repórter que vai para a guerra e não sabe usar rádio, não sabe usar nada." Charleaux acredita que muitas vezes falta preparo, tanto por parte dos jornalistas quanto por parte das empresas: muitos colegas não se preocupam com segurança, em obter informações ou buscar fontes interessantes em um país em guerra. "Eles não se preparam e vão pensando na carreira", condena.
O repórter especial do Estadão Lourival Sant´Anna defende que planejamento é fundamental. O jornalista, que já realizou coberturas de guerra no Líbano, Iraque, Afeganistão e, mais recentemente, na Geórgia, busca sempre um guia ou intérprete para conhecer a cultura, as pessoas e os riscos do país onde acaba de chegar. "Cobrir guerra é questão de logística. Tudo é mais difícil. Você precisa conseguir boas fontes, combustível, carro, comida." Para Lourival, o mais importante é não tentar modificar o ambiente. Na cobertura de guerra, o primeiro erro pode ser o último.

5 de nov. de 2008

NOTA DE REPÚDIO

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) manifesta seu repúdio à conduta do colégio Salesiano São Gonçalo em permitir que funcionários coloquem trabalhadores da comunicação em situação vexatória e humilhante. O fato se agrava por se tratar de uma entidade de ensino que conquista clientes (pais e alunos) que acreditam na Missão Salesiana, que prega a "construção do Reino de Deus nesta terra sonhada por Dom Bosco". Será que agir com truculência, expor um trabalho a humilhação e fazer ameaças são ações que estão de acordo com essa missão salesiana?

Na última sexta-feira (31), o repórter fotográfico do jornal Diário de Cuiabá, Pedro Alves, trabalhava na rua em frente ao colégio São Gonçalo, um dos maiores da capital, na tentativa de conseguir uma foto que ilustrasse uma matéria sobre a inadimplência em escolas privadas. Enquanto tirava a foto, Pedro foi abordado com truculência por um segurança do colégio que tentou tomar sua ferramenta de trabalho: a máquina fotográfica, e deletar as fotos de um dia inteiro de trabalho. O segurança, ainda, solicitou a identificação do fotógrafo, prontamente Pedro apresentou a carteira da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que tem validade em todo o território nacional, inclusive podendo substituir a carteira identidade. Porém o segurança disse que aquele documento não tinha valor algum.

Na tentativa de manter um diálogo, o fotógrafo explicou o que fazia no local, foi até o carro para mostrar o crachá da empresa, e mesmo assim o segurança mantinha o ar ríspido. A cena foi vista por alunos, professores e pais que buscavam seus filhos na escola. E não sabemos a que tipo de julgamento Pedro foi submetido e quais eram as acusações que lhe pesavam. Por fim, o segurança, tomado pelo poder de polícia que não tem, deu ordem de prisão a Pedro, que foi cercado por um segundo e terceiro seguranças. O fotógrafo foi levado a uma sala e detido por cerca de meia hora. Após intervenções de um colega, que já atuou como assessor de imprensa no Colégio, o fotógrafo foi liberado.

Pedro registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar (por conta da greve na Polícia Civil) e pretende processar o colégio São Gonçalo, que ainda divulgou uma nota preconceituosa ao explicar que agiu da forma que agiu pelo fato do trabalhador 'não apresentar perfil de jornalista'.

O Sindjor repudia ainda à conduta do colégio São Gonçalo por cercearem o trabalhador de exercer sua profissão e por não respeitar a entidade que representa a categoria dos jornalistas nacionalmente. Isso não pode ser postura de uma empresa do setor educacional.

DEU EM A GAZETA - Greve termina após 7 dias e a categoria garante o aumento

Investigadores retornam hoje ao trabalho depois de ampla negociação

Caroline Rodrigues
Da Redação

Os investigadores da Polícia Civil voltam hoje ao trabalho. Eles ficaram 7 dias parados, reivindicando aumento salarial. Depois de duas rodadas de negociações do sindicato da categoria com representantes da diretoria da Polícia Civil e o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, um acordo foi firmado ontem à tarde. O acréscimo será realizado em 4 parcelas, sendo que a primeira será em dezembro deste ano e as outras três em maio dos anos de 2009, 2010 e 2011.
Hoje, o salário inicial de um investigador é de R$ 1,4 mil e passará para R$ 1,7 no final do ano. Em maio de 2009 será de R$ 1.870 e em maio de 2010 de R$ 2.057, Em 2011 o salário chega a R$ 2.360. Todos os valores citados são para investigadores no início da carreira.
A última parcela, está R$ 40 a menos do valor solicitado pelo Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais (Siagespoc) em Mato Grosso.
Os escrivães de polícia que não participaram da greve também terão o salário equiparado aos investigadores.

+++ Missa de Sétimo Dia +++

O Sindjor-MT informa que será realizada hoje (05), às 18h30, na Catedral de Cuiabá, a missa de sétimo dia do falecimento o jornalista Nelson Francisco dos Santos. Nelson Francisco faleceu na última quinta-feira (30 de outubro), aos 38 anos, de pneumonia, no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), em Cuiabá, onde estava internado há alguns dias.

4 de nov. de 2008

Fórum de Defesa do Petróleo-MT convida para seminário



O Fórum de Defesa do Petróleo-MT, do qual a Adufmat é signatária, deu entrevista coletiva à imprensa hoje, dia 4, à tarde, para chamar para o seminário "A descoberta do petróleo em tempos de crise do capital - qual o papel da classe trabalhadora?". O seminário, aberto à comunidade acadêmica e à sociedade, será amanhã, dia 5, quarta-feira, às 19 horas, no auditório da Adufmat. O debate está na pauta do país e de Mato Grosso, posto que a Agência Nacional de Petróleo já encaminha licitação para a exploração de áreas no Estado indicadas por estudo como sendo potenciais focos de perfurações. Além disso, a descoberta do pré-sal acontece em meio à crise do capital, com a "quebradeira" nos Estados Unidos e uma pergunta inevitável é: quais serão os reflexos disso no mundo, até chegar em nossos bolsos, ou seja, no bolso do trabalhador?

Vão compor a mesa debatedora o professor Dorival Gonçalves Júnior, doutor em Energia pela USP e professor da UFMT, e os convidados pelo Fórum, Edison Munhoz Filho, do Sindipetro/RJ, e Emanuel Melato, do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas. Lembrando que a questão petróleo é estratégica para qualquer país, devem haver articulações do povo para que ele interfira nos rumos de exploração e uso dessa riqueza.
Participe!

Entidades signatárias do Fórum: MST, o MRS, a SECRETARIA REGIONAL PANTANAL do ANDES-SN, a Adufmat, o Sindjor-MT, o Sindjufe, a Assibge, a Resistência Popular, JR da Esquerda Marxista, ASSIBGE-MT, DCE-UFMT, ASS-MT, CACOS, CACIS, CAENE, CAMED, ABEEF E ENECOS-MT.

Inscrição do Prêmio Jornalismo foi prorrogada e com novidade na categoria internet

Prorrogada as inscrições do 1º Prêmio de Jornalismo UNIC/Sindjor e agora com mais tempo para os interessados em participar. O prazo vai até o dia 03 de dezembro. Atendendo a diversas solicitações, a comissão julgadora do Prêmio entrou em acordo e contemplada junto às categorias existentes os veículos on-line (internet). Como critério os trabalhos deverão, obrigatoriamente, terem sido veiculados pelo menos uma vez. Apresentar sete exemplares (copia), na qual foi veiculado o trabalho inscrito. As outras considerações permanecem, de acordo com o regulamento. O dia da entrega do prêmio também foi prorrogado para o dia 11 de dezembro, uma quinta-feira.

Informações: (65) 3363-1013 ou 3025-4723 www.unic.com.br ou www.sidincatodosjosnalistasmt.blogspot.com

3 de nov. de 2008

UM PAÍS DE TODOS OS CARTOLAS


Roberto Boaventura da Silva Sá
Dr. em Jornalismo/USP. Prof. de Literatura/UFMT
rbventur26@yahoo.com.br

Durante o mês de outubro muitas homenagens foram prestadas por conta dos cem anos de Agenor de Oliveira, mais (re)conhecido como Cartola, embora o que usasse em sua cabeça fosse, na verdade, um chapéu-coco; este lhe servia de proteção do sol escaldante do Rio de Janeiro, pois, por muito tempo, Agenor - além de flanelinha - foi pedreiro.
Cartola - um dos mais finos compositores da rica MPB - compôs e cantou o amor com a elegância de um lord e o lirismo pungente que parece vir do fundo da alma medieval de um poeta-vassalo, ou seja, aquele tipo que chega a se queixar de sua dor às rosas, ainda que rapidamente descubra a "bobagem" disso, pois percebe que "as rosas não falam".
Além do amor, Cartola também cantou o morro - com destaque ao Morro da Mangueira - locus onde morou a maior parte de sua vida. Aliás, era para os morros - ou aos lugares de ninguém - que se deslocava um contingente imenso de descendentes africanos, como os pais de Cartola, libertos há poucas décadas.
Embora esse contingente humano sofresse todo o tipo de privação, muitas das composições de Cartola nos possibilitam imaginar como era, no geral, a vivência em comunidade de tanta gente excluída - social e economicamente - nas primeiras décadas de modernização do país.
Como o processo de industrialização era incipiente e a sofisticação do comércio bastante distante dos olhos da maioria da população, a voracidade e a perversidade extremas do capital ainda estavam porvir. Por isso, o poeta - desprovido de ambições e sem ser falso - podia ver a beleza de uma "alvorada, lá morro". Contemplando a vida, seus olhos não viam "tristeza" ao seu redor; não viam ninguém chorando. Ninguém sentia dissabor. Logo, o "sol, colorindo" era "tão lindo". Por sua vez, "a natureza" sorria, tingia...
Mas aquele morro tranqüilo, em consonância com a natureza harmônica, não existe mais. Aquelas canções de Cartola servem apenas de recordação de um tempo e um lugar perdidos. Hoje, em vez do som das "cordas de aço de um violão" do grande poeta popular, outros cartolas - alguns deles presidindo escolas de samba - comandam os morros, estabelecendo um estado paralelo. E o verdadeiro comando desses cartolas não é com poesia; não é com o som das canções. Os sons desses comandos são de estampidos atirados de pesadas armas. Até a conta de tanta gente que já tombou antes da hora está perdida. A vida está banalizada. A morte é quase indiferente. A mídia espetaculariza a desgraça com alta resolução! Assim, aos que ainda não se desumanizaram restam o choro, a dor, a tristeza, o dissabor, ou seja, o inverso do universo de Cartola.
Entendendo esse novo estágio das periferias das cidades brasileiras, outro grande poeta da MPB - Paulo César Pinheiro - tomando como ponto de partida a "Cidade Maravilhosa", compôs uma canção ("Nomes de Favelas"), na qual brinca com os nomes de alguns lugares. Na segunda estrofe, diz o poeta que "Ninguém faz mais jura de amor no (Morro do) Juramento/ Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus/ Prazer se acabou no Morro dos Prazeres/ E a vida é um inferno na Cidade de Deus".
Na primeira parte da última estrofe, Pinheiro confirma a singeleza de antigas canções de Cartola, ao dizer que "Pela poesia dos nomes de favela/ A vida por lá já foi mais bela/ Já foi bem melhor de se morar". Nos dois últimos versos de "Nomes de Favelas", um recado é dado: "Ou lá na favela a vida muda/ Ou todos os nomes (das favelas) vão mudar".
O mesmo recado é ainda mais explícito em "No dia em morro descer e não for carnaval", um samba do salgueirense Wilson das Neves. Nesse texto, o compositor fala em guerra civil, por meio de belas metáforas do universo que circunda a passagem de uma escola de samba pela passarela. Exemplo: "O tema do enredo vai ser a cidade partida/ No dia em que o coro comer na avenida/ Se o morro descer e não for carnaval".
No desfecho desse mesmo samba, uma chamada de atenção vem direta aos governantes: "Melhor é o poder devolver a esse povo a alegria/ Se não todo mundo vai sambar/ No dia que o morro descer e não for carnaval".
Saudade do lirismo de idos tempos. Saudade de Cartola, com "C" maiúsculo.

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Gincana social - Alunos da periferia vão escrever a própria história

Estudantes de três escolas do bairro Jardim Vitória, periferia de Cuiabá, começam nesta segunda-feira (3), a escrever a própria história. Eles vão contar, em um concurso de redação, quem são, o que pensam, do que gostam e como vivem. A redação é apenas uma das provas de uma gincana muito especial articulada em parceria entre o Movimento Favelativa, Movimento Jornalistas na Favela (MJF), ligado ao Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) e Movimento Panamby, de estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).


DJ taba, do Favelativa, desejo de deixar herança cultural

As ecolas contempladas são EM Dejane Ribeiro, EM Sinhorinha Alves e Fundação Bradesco.






A jornalista e escritora Neusa Baptista, autora do livro "Cabelo Ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar", dá início na segunda, das 7h30 às 11h30, a uma rodada de oficinas que vão ajudar os alunos a refletir sobre a questão da identidade, para que depois possam escrever sobre si mesmos nas redações. Neusa vai falar sobre o livro dela, que retrata três meninas percebendo que têm cabelo afro e, a partir dessa percepção, se aceitando como são, e não como querem que sejam. Racismo é um dos temas que Neusa vai abordar na oficina.









Racismo é um dos assuntos abordados por Neusa, em bate-papo sobre a história dela. Crianças percebem que também têm uma história própria...





Na terça-feira (4), a jornalista Keka Werneck dará a oficina "Eu sou o que penso e o que gosto", em que buscará mostrar para os alunos que eles têm identidade e escolha própria. Que podem gostar mais de natureza ou de filmes, que podem gostar mais do azul do que do amarelo, e por conta disso vão construindo a própria identidade.


Na quarta-feira (5), o estudante de filosofia da UFMT, João Pé de Feijão, fará com os alunos uma oficina sensorial, para eles perceberem o espaço onde vivem e possam sentir esse espaço, através dos cheiros, do que vêem, do que tocam e como guardam essas vivências diárias na memória e vão acumulando vivências.


Após essas oficinas, os alunos terão até o dia 14 para entregar uma redação que será avaliada pelos jornalistas Neusa Baptista e Lorenzo Falcão, pela professora de Letras Luciana Xavier, pela representante do Favelativa, Adriani Sampaio, e por Priscila Xavier, do Observatório de Pesquisas, do Movimento Panamby e mestre em História. O prêmio para o autor da melhor redação será um computador. Outros participantes irão ganhar brinquedos e livros.


Ainda dentro da gincana, no dia 8 será dada aos alunos a oficina "Relógio do Sol", de construção de relógios feitos com material reciclável.No dia 12, João irá voltar ao bairro para ajudar as crianças no fechamento dos textos. No dia 15, a oficina será de malabares. As outras provas da gincana serão de futebol, basquete e dança de rua, em que as próprias escolas formarão seus times.


Uma das provas mais legais é a de coleta de material reciclável, para começar a construir na mente das crianças a necessidade do reaproveitamento, em todas as sociedades, e mais ainda nas empobrecidas.


No dia 29, será o fechamento da gincana, com a contagem de pontos e o anúncio da mehor redação.


Do início da gincana até o dia 29, os alunos irão votar e indicar qual serviço básico é o que está sendo prestado com mais precariedade no bairro. E também completarão à seguinte frase: Eu gosto do meu bairro porque...


Essa mesma parceria que viabiliza agora a gincana já está articulando também outras oficinas como a de presépios e de teatro.

Todas as atividades são gratuitas. Mais informações: 9253-4336 (Taba) ou 9922-9445 (Keka).

REUNIÃO NO SINDJOR-MT

CONVITE
O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a diretoria da entidade e convida todos os jornalistas para reunião ordinária, hoje (segunda-feira - 03), às 18h30 horas, na sede do Sindjor-MT.

Pautas:
1. Interior
2. Tarefas não Cumpridas
3. Acordo com o Oliveira
4. Nota em favor do fotógrafo Pedro
5. Fórum
6. Dissídio
7. Material Natal
8. Outras

OBS> A sede do sindicato fica na Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena -Cuiabá-MT- 78.005.000, atrás do Hospital Santa Helena

VEM PRA LUTA, QUE É NOSSA !!!