DESTAQUE
NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017
Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...
27 de nov. de 2008
PALESTRA ABERTA Seminário Imprensa e Judiciário Evento discute hoje o acesso à informação e o segredo de justiça
OFICINA - Também hoje começa a oficina "Transformando decisão judicial em notícia".
A partir das 18h, profissionais e estudantes participam das atividades que incluem a elaboração de matérias jornalísticas tendo como base sentenças e acórdãos proferidos por juízes e desembargadores. As atividades serão desenvolvidas no Centro de Formação (Cefor) do TRT, que fica situado no 6º andar do prédio administrativo do Complexo Trabalhista (ao lado da Seduc). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no início da oficina.
Eu Voltarei - Cora Coralina
Seremos padeiros e teremos padarias.
Muitos filhos à nossa volta.
Cada nascer de um filho
será marcado com o plantio de uma árvore simbólica.
A árvore de Paulo, a árvore de Manoel,
a árvore de Ruth, a árvore de Roseta.
Seremos alegres e estaremos sempre a cantar.
Nossas panificadoras terão feixes de trigo enfeitando suas portas,
teremos uma fazenda e um Horto Florestal.
Plantaremos o mogno, o jacarandá,
o pau-ferro, o pau-brasil, a aroeira, o cedro.
Plantarei árvores para as gerações futuras.
Meus filhos plantarão o trigo e o milho, e serão padeiros.
Terão moinhos e serrarias e panificadoras.
Deixarei no mundo uma vasta descendência de homens
e mulheres, ligados profundamente
ao trabalho e à terra que os ensinarei a amar.
E eu morrerei tranqüilamente dentro de um campo de trigo ou
milharal, ouvindo ao longe o cântico alegre dos ceifeiros.
Eu voltarei...
A pedra do meu túmulo
será enfeitada de espigas de trigo
e cereais quebrados
minha oferta póstuma às formigas
que têm suas casinhas subterra
e aos pássaros cantores
que têm seus ninhos nas altas e floridas
frondes.
Eu voltarei...
26 de nov. de 2008
MATERIAL DE NATAL ARRASA!
eis um trabalho em parceria entre o Sindjor-MT e seis artistas de MT, além de 12 poetas.
A arte que nasce aqui será um apoio à luta sindical da nossa categoria, mas não só isso.
Através de camisetas, agendas e bolsas, o Sindicato terá a honra de divulgar o belo traço do artista local, que daqui emana para o mundo a forma como vê a vida.
E essa arte será a estampa de todo o material de natal que já está sendo impresso.
Vejam se gostam. A opinião geral, nas reuniões do Sindjor-MT, é de que ficou tudo muito lindo. E o melhor é que tudo foi construído em conjunto.
Os preços divulgaremos mais adiante, assim como mais informações.
Esta será uma forma de arrecadarmos verba para pagar nossas contas pendentes e começarmos a pensar na construção da nova sede.
Comprem de presente, para amigos, parentes, para si mesmos.
DANDO VISIBILIDADE A UM COMENTÁRIO
"nao tinha outro lugar pra comentar comentei aki mesmo...por favor façam alguma coisa pq parece que a imprenssa esta omissa a isso...ou melhor submissaSou militar do 9ºBEC e estou denunciando uma covardia que o batalhão esta prestes a cometer neste exato instante (7:27 am), o batalhão esta com tratores e um pelotão ameando expulsar 8 familias de suas casas, familias sem a minima condição de se mudarem para outro local, um casal de idosos que mal se sustentam sozinhos e que não tem ninguem por eles, familias com 5 crianças que moram em um barracam de madeira.............essa covardia esta prestes a ocorrer ao lado do 9ºbec, rua 04 do boa esperança, espero que os jornalistas desta cidade se sensibilizem com isso e que não fiquem alheios a este ato de covardia e que divulguem esta crueldade para que tal ato não fique em vão......a onde esta o respeito para com o ser humano??? que merda de instituição é essa que deveria defender a nação mas ao contrario, só oprime o seu povo....brasil!!! mostra sua cara!!!!!"
TUDO FUNCIONANDO NA NOVA SEDE
Questão de Vida e Morte

Apesar de diversas entidades já se mobilizarem em campanhas tipo: "Eleições Limpas", "O que você tem a ver com a corrupção?", "Diga não a corrupção eleitoral", "Voto não tem preço, tem conseqüências", nem por isso, há qualquer indicativo de que a atual "democracia" brasileira deixará de ser o que sempre foi: um embuste.
Em que pese toda a dramaticidade da opressão, exclusão social eexploração violenta da nossa Mãe Natureza, de qualquer ponto que se observe, tudo indica que por muitos e muitos anos prosseguiremos apregoando aos quatro cantos a lorota de que temos um "governo do povo para o povo e pelo povo". Até parece estarmos possuídos de uma cegueira crônica da hipocrisia ao teimarmos em eternizar uma simples mitologia, mera construção ideológica arraigado culturalmente há séculos em beneficio das classes economicamente dominantes: a "democracia burguesa".
Necessitamos com urgência construir uma relação harmoniosa e amorosa entre todos os seres. A democracia dos ricos, aliadas das idéias neoliberais de desenvolvimento econômico, baseadas em falsas concepções da natureza como fonte inesgotável, precisa serdesmistificada e eliminada. Se no passado era apenas o homem oprimido que clamava por justiça, hoje, é a Mãe Terra que grita por libertação.
Antonio Cavalcante Filho
Coordenador do MCCE-MT
Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral-- Antonio Cavalcante Filho
EXPOSIÇÃO - Dafne Spolti, estudande de Comunicação Social na UFMT - Fotos retratam assentamento do MST no Paraná, na comunidade rural de Contestado
25 de nov. de 2008
Cuiabá quer sediar o XXVI congresso Nacional da Abrajet

INFORME SOBRE NOVA SEDE
como já sabem, ou se não sabe, fiquem informados agora, que o Sindjor-MT mudou de sede. Está funcionando agora no Centro da cidade, na rua Antônio Maria, 382, 3º andar, sala 304, Cuiabá-MT. Referência: Prédio do Restaurante Chão Goiano, ao lado do Bazar do Livro.
No entanto, o interfone e o telefone do Sindjor-MT ainda não foram ligados, por problemas técnicos.
Quem tiver urgência em falar como Sindjor-MT, pode ligar no celular da Ednalva, que é secretária do Sindicato. 8425-3340.
E quem for à sede, deve interfornar no 105 e pedir para abrir, conforme está explicado em mensagem ao lado do interfone, na portaria.
Mas já estamos ajeitando tudo.
Era isso. Desculpem o transtorno. A mudança é uma medida de economia.
Keka Werneck
Presidente do Sindjor-MT
24 de nov. de 2008

Abertas inscrições do evento que discutirá relação entre magistrados e jornalistas
Contudo, nessa relação de troca existente entre magistrados e comunicadores, ambos devem trabalhar em um única direção, a satisfação do interesse público. Por essa razão, o Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso promove o Seminário Imprensa e Judiciário.
O evento será realizado nos dias 26, 27 e 28 de novembro, na sede do TRT/MT, em Cuiabá, e é dirigido aos profissionais e estudantes de Jornalismo, além de magistrados e demais envolvidos na relação entre mídia e Judiciário. Entre os temas abordados estão:
“Imprensa e Judiciário: Como fazer investigação jornalística no Judiciário” com o jornalista da Folha de S. Paulo, especialista na cobertura do Judiciário e autor dos livros “Anatomia da Reportagem” e ”Juízes no Banco dos Réus”, Frederico Vasconcelos. Ele também é editor do Blog do Fred (http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br/), hospedado no Portal da Folha.
A inscrição é gratuita e já pode ser feita via e-mail (dcs@trt23.jus.br) ou diretamente na Diretoria de Comunicação Social do TRT/MT. O período de inscrição vai até o início do seminário, no dia 26 de novembro, às 19 horas. Mas, não perca tempo, pois as vagas são limitadas!
Dias: 26, 27 e 28 de novembro de 2008
Local: Plenário do Tribunal Regional do Trabalho da 23 Região.
Valor: Gratuito
Inscrições: Diretoria de Comunicação Social do TRT/MT- (65)3648-4123 www.trt23.jus.br ou dcs@trt23.jus.br
17 de nov. de 2008
Reunião no Sindjor, já na sede nova !
O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a diretoria da entidade e convida todos os jornalistas para reunião ordinária, hoje (segunda-feira - 17), às 18h30 horas, na sede do Sindicato, que está em novo endereço. Confira ao final.
Pautas:
1. Interior
2. Tarefas não Cumpridas
3. Acordo Oliveira
4. Material Natal
5. Erecom e NPC
6. Festa Final de ano
7. Outras
OBS> A sede do Sindicato está com novo endereço: Rua Antônio Maria, 382, 3º andar, sala 304, Cuiabá-MT. Referência: Prédio do Restaurante Chão Goiano, ao lado do Bazar do Livro.
EM PRA LUTA, QUE É NOSSA !!!


DEU TRABALHO ESSA MUDANÇA HEIM!
OBRIGADA ESPECIAL À GILMAR E EDNALVA QUE RALARAM MUITO.
12 de nov. de 2008
SINDJOR-MT CONVIDA PARA FESTA ÁRABE
Tá virando tradição !!! Festa na casa da Maricelli. E vai ter mais uma, essa é pré-oficial. Será próximo sábado (dia 15), às 20 horas. Comida árabe. Quem quiser ir à festa, basta levar cerveja, uma caixinha. Um grupo de jornalistas já pagou R$ 15 para comprar a comida. Nessa festa, vamos combinar como será a grandona, de fim de ano, quando vamos descerrar a placa da nossa sede do Sindjor-MT.
Gente, todos e todas são convidados, então, podem vir mesmo, trazer amigos, ok?
Endereço: Rua Severiano de Albuquerque, 125.
ATÉ LÁ!
Curso ‘Economia para Jornalistas’ atinge mais de 90% de satisfação
Denise levou aos participantes além de sua vasta experiência na área do jornalismo econômico, dicas aos profissionais que atuam nas editorias de economia e afins. Foram selecionados 30 jornalistas para participar gratuitamente desta primeira edição, que teve 9h de duração e foi dividido em três módulos. O curso teve como objetivo aprimorar a interpretação de dados econômicos, a fim de otimizar as informações produzidas pelos jornalistas de veículos de comunicação de Cuiabá e Várzea Grande. “Gostei da explanação sobre a crise financeira e análise dos dados do Estado de Mato Grosso. O curso foi muito informativo e ampliou meus conhecimentos na área”, avaliou um dos jornalistas.
“Temos muitas pautas para cumprir durante o dia e muitas vezes não temos 100% de domínio sobre o assunto abordado, então considero de grande importância uma iniciativa como esta da Fiemt, que mostra a preocupação da entidade em colaborar com formação de profissionais e o repasse de informações claras e corretas”, pontuou outro participante. Devido ao sucesso obtido, o curso deve ser inserido no calendário de eventos do Sistema Fiemt.
Mais informações pelo telefone (65) 3611-1678.
São Gonçalo se retrata em nova nota sobre episódio com repórter-fotográfico
Pedro Alves, um profissional respeitado no mercado e por seus pares”, o que para o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) representa o reconhecimento do erro, apesar disso não estar explicitamente colocado no texto, já que na primeira nota - enviada à redação - o São Gonçalo diz que agiu da forma que agiu por considerar que o Seo Pedro "não apresentava o perfil de um jornalista" e ainda ameaçou entrar com ação no Minsitério público para averiguar "as reais intenções do fotográfo".
Em outro trecho o colégio se compromete a não repetir o erro “A Direção do colégio, independente dos fatos, advertiu a sua equipe para que esse tipo de incidente não ocorra, pois o CSSG preza pelo bom relacionamento com todos os segmentos de nossa sociedade”.
O ofendido, Seo Pedro, informou ao Sindjor que desistiu de entrar com processo judicial contra a entidade de ensino e que se sentiu valorizado com a nota de repúdio divulgada pelo Sindicato dias após o ocorrido, fato que obrigou o São Gonçalo a procurar o trabalhador e lhe pedir desculpas. O Sindjor avalia que o resultado final foi positivo e que mais uma vez cumpre seu papel ao defender os direitos dos trabalhadores da comunicação. Segue a última nota do São Gonçalo: CSSG não apóia cerceamento à imprensa
Liberdade de Expressão e o livre exercício profissional são prerrogativas inerentes à comunicação numa sociedade justa e democrática. A direção do Colégio Salesiano São Gonçalo (CSSG) de Cuiabá acredita e incentiva tais valores, como premissas para os avanços sociais que a população brasileira busca e merece.
Como instituição educadora tradicional de Mato Grosso com 115 anos de história e diante de um recente episódio divulgado no Jornal Diário de Cuiabá, na edição do dia 01/11/08, onde é relatado um desentendimento em frente ao colégio, entre um segurança e o fotógrafo Pedro Alves, do jornal Diário de Cuiabá, a direção do colégio vem a público esclarecer que sempre respeitou todos os profissionais da imprensa colocando-se à disposição sempre que foi solicitada. E que tomou conhecimento dos fatos quando publicados no jornal e, portanto, não autorizou nenhum de seus colaboradores a procederem da forma descrita na matéria. Informa também, que tem conhecimento da qualidade do Sr. Pedro Alves, um profissional respeitado no mercado e por seus pares.
A Direção do colégio, independente dos fatos, advertiu a sua equipe para que esse tipo de incidente não ocorra, pois o CSSG preza pelo bom relacionamento com todos os segmentos de nossa sociedade.
Dessa forma, o Colégio Salesiano São Gonçalo espera ter esclarecido tal episódio.
10 de nov. de 2008
REUNIÃO NO SINDJOR-MT HOJE, DIA 10/11

Jornalismo de MT perde Jota Maia
Amigos desde a década de 40, quando Jota Maia chegou do Ceará a Mato Grosso, Ivaldo acompanhou toda a luta do jornalista pelos seus ideais, principalmente durante o período da ditadura militar. “Maia foi muito perseguido. Foi preso várias vezes devido a seus artigos e também pelos artigos que permitia que seus jornalistas publicassem”, lembrou Ivaldo Lúcio. “Hoje em dia que patrão permite isso?”, questionou.
+++ Luto – Jota Maia faleceu aos 74 anos, na madrugada de domingo (09) vítima de derrame após uma parada cardíaca. Familiares e amigos velaram o corpo do jornalista na Capela Jardins e o seu sepultamento ocorreu no final da tarde de domingo, no Cemitério Parque Bom Jesus, no Coxipó da Ponte. Casou-se com Adelita, com quem teve três filhos e uma filha. Da velha guarda do jornalismo em Cuiabá, dirigiu o semanário “Correio da Imprensa”, que deixou de circular em 1981, e atualmente comandava o “Correio da Semana”. A família ainda não definiu em que igreja será realizada a missa de sétimo dia.
Deu na Página do E, deu no Olhar Direto e agora aqui
Quem informa e lamenta é o jornalista Marcos Coutinho, no Olhar Direto:
Apesar da Sanecap admitir que está fechando o ano com um déficit que pode variar entre R$ 3 a 5 milhões de reais, a empresa tem um contrato no valor de R$ 4 milhões em publiidade. Detalhe: até 2006, essa verba era de R$ 500 mil. A desculpa para o aumento da rúbrica orçamentária para regulação de publicidade, seria a divulgação das obras do PAC. A licitação foi vencida pela DMD.
Mais de 70 jornalistas morreram em 2008

Por Felipe Seffrin em 4/11/2008
De janeiro até outubro deste ano, 74 jornalistas morreram em todo o planeta vítimas de assassinatos, mísseis, minas, carros-bomba e outros acidentes. O país no topo do ranking é o Iraque, registrando a morte de 15 jornalistas. Na Índia, seis profissionais faleceram, enquanto Paquistão e Geórgia registram cinco mortes. O Brasil acumula desde 1996 índices superiores aos de países em guerra. Em 2008, o país tem um caso sob análise: o assassinato de Walter Lessa de Oliveira, operador de câmera da TV Assembléia de Alagoas, baleado em um ponto de ônibus em Maceió, no dia 05 de janeiro. Ex-diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Alagoas, Lessa havia participado de reportagens sobre o tráfico de drogas local.
Desde 1996, o Instituto Internacional para a Segurança da Imprensa (International News Safety Institute – INSI) organização não-governamental em defesa dos profissionais de imprensa, contabiliza incidentes contra jornalistas em parceria com a Universidade de Cardiff, no Reino Unido. Em dez anos, os estudos registram mais de 1.000 mortes, a maior parte delas no Iraque – só após a invasão norte-americana, em 2003, foram 252. O Brasil ocupa a décima primeira posição entre os países com mais incidentes, 27 casos, na frente de países como Sri Lanka, em guerra civil há 15 anos e com 16 mortes, ou Afeganistão, com 13 mortes.
"Barômetro de liberdade de imprensa"
Curiosamente, a maior parte dos registros de mortes de jornalistas é verificada em tempos de paz, em países sem situação de conflito armado decretada. Foram 731 mortes de 1996 até 2006 em nações em paz. Países com situações de conflito internacional registram 167 mortes e com conflitos nacionais contabilizam 102 casos. As maiores vítimas são profissionais locais, em sua maioria envolvidos com a cobertura jornalística de casos de corrupção em governos ou tráfico de drogas, como o caso do brasileiro Walter Lessa.
A organização não-governamental internacional Repórteres Sem Fronteiras apresenta dados menores para mortes de jornalistas, pois contabiliza apenas casos de vítimas no exercício da profissão. Em 2008, até o mês de outubro, foram 34 mortes de jornalistas. A organização conta ainda, em seu "Barômetro para a liberdade de imprensa", que atualmente há 127 jornalistas e 70 "cyber-dissidentes" presos no mundo.
Cobertura de guerra
Correspondentes de guerra respondem por cerca de 10% dos casos de mortes. Para o jornalista João Paulo Charleaux, da editoria Internacional do jornal O Estado de S.Paulo, por sete anos responsável pela comunicação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Chile, uma das principais razões para a morte de jornalistas é a falta de organização e planejamento. "Tem repórter que vai para a guerra e não sabe usar rádio, não sabe usar nada." Charleaux acredita que muitas vezes falta preparo, tanto por parte dos jornalistas quanto por parte das empresas: muitos colegas não se preocupam com segurança, em obter informações ou buscar fontes interessantes em um país em guerra. "Eles não se preparam e vão pensando na carreira", condena.
O repórter especial do Estadão Lourival Sant´Anna defende que planejamento é fundamental. O jornalista, que já realizou coberturas de guerra no Líbano, Iraque, Afeganistão e, mais recentemente, na Geórgia, busca sempre um guia ou intérprete para conhecer a cultura, as pessoas e os riscos do país onde acaba de chegar. "Cobrir guerra é questão de logística. Tudo é mais difícil. Você precisa conseguir boas fontes, combustível, carro, comida." Para Lourival, o mais importante é não tentar modificar o ambiente. Na cobertura de guerra, o primeiro erro pode ser o último.
5 de nov. de 2008
NOTA DE REPÚDIO
Na última sexta-feira (31), o repórter fotográfico do jornal Diário de Cuiabá, Pedro Alves, trabalhava na rua em frente ao colégio São Gonçalo, um dos maiores da capital, na tentativa de conseguir uma foto que ilustrasse uma matéria sobre a inadimplência em escolas privadas. Enquanto tirava a foto, Pedro foi abordado com truculência por um segurança do colégio que tentou tomar sua ferramenta de trabalho: a máquina fotográfica, e deletar as fotos de um dia inteiro de trabalho. O segurança, ainda, solicitou a identificação do fotógrafo, prontamente Pedro apresentou a carteira da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), que tem validade em todo o território nacional, inclusive podendo substituir a carteira identidade. Porém o segurança disse que aquele documento não tinha valor algum.
Na tentativa de manter um diálogo, o fotógrafo explicou o que fazia no local, foi até o carro para mostrar o crachá da empresa, e mesmo assim o segurança mantinha o ar ríspido. A cena foi vista por alunos, professores e pais que buscavam seus filhos na escola. E não sabemos a que tipo de julgamento Pedro foi submetido e quais eram as acusações que lhe pesavam. Por fim, o segurança, tomado pelo poder de polícia que não tem, deu ordem de prisão a Pedro, que foi cercado por um segundo e terceiro seguranças. O fotógrafo foi levado a uma sala e detido por cerca de meia hora. Após intervenções de um colega, que já atuou como assessor de imprensa no Colégio, o fotógrafo foi liberado.
Pedro registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar (por conta da greve na Polícia Civil) e pretende processar o colégio São Gonçalo, que ainda divulgou uma nota preconceituosa ao explicar que agiu da forma que agiu pelo fato do trabalhador 'não apresentar perfil de jornalista'.
O Sindjor repudia ainda à conduta do colégio São Gonçalo por cercearem o trabalhador de exercer sua profissão e por não respeitar a entidade que representa a categoria dos jornalistas nacionalmente. Isso não pode ser postura de uma empresa do setor educacional.
DEU EM A GAZETA - Greve termina após 7 dias e a categoria garante o aumento
Caroline Rodrigues
Da Redação
Os investigadores da Polícia Civil voltam hoje ao trabalho. Eles ficaram 7 dias parados, reivindicando aumento salarial. Depois de duas rodadas de negociações do sindicato da categoria com representantes da diretoria da Polícia Civil e o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Diógenes Curado, um acordo foi firmado ontem à tarde. O acréscimo será realizado em 4 parcelas, sendo que a primeira será em dezembro deste ano e as outras três em maio dos anos de 2009, 2010 e 2011.
Hoje, o salário inicial de um investigador é de R$ 1,4 mil e passará para R$ 1,7 no final do ano. Em maio de 2009 será de R$ 1.870 e em maio de 2010 de R$ 2.057, Em 2011 o salário chega a R$ 2.360. Todos os valores citados são para investigadores no início da carreira.
A última parcela, está R$ 40 a menos do valor solicitado pelo Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais (Siagespoc) em Mato Grosso.
Os escrivães de polícia que não participaram da greve também terão o salário equiparado aos investigadores.
+++ Missa de Sétimo Dia +++
4 de nov. de 2008
Fórum de Defesa do Petróleo-MT convida para seminário
Entidades signatárias do Fórum: MST, o MRS, a SECRETARIA REGIONAL PANTANAL do ANDES-SN, a Adufmat, o Sindjor-MT, o Sindjufe, a Assibge, a Resistência Popular, JR da Esquerda Marxista, ASSIBGE-MT, DCE-UFMT, ASS-MT, CACOS, CACIS, CAENE, CAMED, ABEEF E ENECOS-MT.
Inscrição do Prêmio Jornalismo foi prorrogada e com novidade na categoria internet
Informações: (65) 3363-1013 ou 3025-4723 www.unic.com.br ou www.sidincatodosjosnalistasmt.blogspot.com
3 de nov. de 2008
UM PAÍS DE TODOS OS CARTOLAS

Roberto Boaventura da Silva Sá
Dr. em Jornalismo/USP. Prof. de Literatura/UFMT
rbventur26@yahoo.com.br
Durante o mês de outubro muitas homenagens foram prestadas por conta dos cem anos de Agenor de Oliveira, mais (re)conhecido como Cartola, embora o que usasse em sua cabeça fosse, na verdade, um chapéu-coco; este lhe servia de proteção do sol escaldante do Rio de Janeiro, pois, por muito tempo, Agenor - além de flanelinha - foi pedreiro.
Cartola - um dos mais finos compositores da rica MPB - compôs e cantou o amor com a elegância de um lord e o lirismo pungente que parece vir do fundo da alma medieval de um poeta-vassalo, ou seja, aquele tipo que chega a se queixar de sua dor às rosas, ainda que rapidamente descubra a "bobagem" disso, pois percebe que "as rosas não falam".
Além do amor, Cartola também cantou o morro - com destaque ao Morro da Mangueira - locus onde morou a maior parte de sua vida. Aliás, era para os morros - ou aos lugares de ninguém - que se deslocava um contingente imenso de descendentes africanos, como os pais de Cartola, libertos há poucas décadas.
Embora esse contingente humano sofresse todo o tipo de privação, muitas das composições de Cartola nos possibilitam imaginar como era, no geral, a vivência em comunidade de tanta gente excluída - social e economicamente - nas primeiras décadas de modernização do país.
Como o processo de industrialização era incipiente e a sofisticação do comércio bastante distante dos olhos da maioria da população, a voracidade e a perversidade extremas do capital ainda estavam porvir. Por isso, o poeta - desprovido de ambições e sem ser falso - podia ver a beleza de uma "alvorada, lá morro". Contemplando a vida, seus olhos não viam "tristeza" ao seu redor; não viam ninguém chorando. Ninguém sentia dissabor. Logo, o "sol, colorindo" era "tão lindo". Por sua vez, "a natureza" sorria, tingia...
Mas aquele morro tranqüilo, em consonância com a natureza harmônica, não existe mais. Aquelas canções de Cartola servem apenas de recordação de um tempo e um lugar perdidos. Hoje, em vez do som das "cordas de aço de um violão" do grande poeta popular, outros cartolas - alguns deles presidindo escolas de samba - comandam os morros, estabelecendo um estado paralelo. E o verdadeiro comando desses cartolas não é com poesia; não é com o som das canções. Os sons desses comandos são de estampidos atirados de pesadas armas. Até a conta de tanta gente que já tombou antes da hora está perdida. A vida está banalizada. A morte é quase indiferente. A mídia espetaculariza a desgraça com alta resolução! Assim, aos que ainda não se desumanizaram restam o choro, a dor, a tristeza, o dissabor, ou seja, o inverso do universo de Cartola.
Entendendo esse novo estágio das periferias das cidades brasileiras, outro grande poeta da MPB - Paulo César Pinheiro - tomando como ponto de partida a "Cidade Maravilhosa", compôs uma canção ("Nomes de Favelas"), na qual brinca com os nomes de alguns lugares. Na segunda estrofe, diz o poeta que "Ninguém faz mais jura de amor no (Morro do) Juramento/ Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus/ Prazer se acabou no Morro dos Prazeres/ E a vida é um inferno na Cidade de Deus".
Na primeira parte da última estrofe, Pinheiro confirma a singeleza de antigas canções de Cartola, ao dizer que "Pela poesia dos nomes de favela/ A vida por lá já foi mais bela/ Já foi bem melhor de se morar". Nos dois últimos versos de "Nomes de Favelas", um recado é dado: "Ou lá na favela a vida muda/ Ou todos os nomes (das favelas) vão mudar".
O mesmo recado é ainda mais explícito em "No dia em morro descer e não for carnaval", um samba do salgueirense Wilson das Neves. Nesse texto, o compositor fala em guerra civil, por meio de belas metáforas do universo que circunda a passagem de uma escola de samba pela passarela. Exemplo: "O tema do enredo vai ser a cidade partida/ No dia em que o coro comer na avenida/ Se o morro descer e não for carnaval".
No desfecho desse mesmo samba, uma chamada de atenção vem direta aos governantes: "Melhor é o poder devolver a esse povo a alegria/ Se não todo mundo vai sambar/ No dia que o morro descer e não for carnaval".
Saudade do lirismo de idos tempos. Saudade de Cartola, com "C" maiúsculo.
VAGA PARA EDITOR DE IMAGEM
Telefone para contato: 8137-4001 (Júlio)
E-mail: marketing2001@hotmail.com
Salário: a negociar.
Gincana social - Alunos da periferia vão escrever a própria história



REUNIÃO NO SINDJOR-MT
O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a diretoria da entidade e convida todos os jornalistas para reunião ordinária, hoje (segunda-feira - 03), às 18h30 horas, na sede do Sindjor-MT.
Pautas:
1. Interior
2. Tarefas não Cumpridas
3. Acordo com o Oliveira
4. Nota em favor do fotógrafo Pedro
5. Fórum
6. Dissídio
7. Material Natal
8. Outras
OBS> A sede do sindicato fica na Rua Presidente Marques, 1532, Santa Helena -Cuiabá-MT- 78.005.000, atrás do Hospital Santa Helena
VEM PRA LUTA, QUE É NOSSA !!!


















