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NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

27 de fev. de 2009

Além de misticismo, Chapada tem folia


*Thaís Raeli

Definitivamente, Carnaval é minha festa preferida. Vai ver que é porque eu nasci num desses dias de folia. Numa terça-feira, do mesmo jeito que vai cair esse ano. Dividida entre trabalho e diversão, nos últimos anos acompanho o Carnaval em Mato Grosso e me vi na contramão do restante do Brasil. Dava um certo desânimo. Em muitas cidades que passei, faltava organização, segurança e até mesmo uma identidade cultural. Era uma mistura de tudo que dava em nada. Um verdadeiro samba do crioulo doido.

Esse ano pude ver que entre todas as cidades tradicionais nessa festa em Mato Grosso, Chapada dos Guimarães mostrou que está no caminho certo para se consolidar como referencia no Estado. O foco foi um ambiente familiar, com oficinas infantis durante o dia e a Banda do Bolinha para os saudosos das marchinhas.

Os veteranos blocos de rua também marcaram presença e contaram com o apoio da prefeitura. Para os jovens, a Praça do Festival teve o som da Bahia a noite e os carros de som tiveram seu espaço reservado. Nem a chuva desanimou e a garotada curtiu a música baiana debaixo de muita água. Tudo com tranqüilidade, sem brigas e sem maiores incidentes. O fluxo na estrada foi intenso, mas sereno.

Lembro-me das conversas que tive com a secretária de Turismo de Chapada, Telma Rezende, e das preocupações de como seria organizar uma festa com o déficit no orçamento já que a nova gestão assumiu em janeiro e o Carnaval veio logo em seguida. Esse primeiro ano já indicou tem muito mais pela frente. A limpeza da cidade também é algo para se elogiar. A sujeita da noite era imediatamente recolhida nos primeiros raios do sol. Ainda percebi que os turistas estão um pouco mais antenados com os cuidados com a natureza.

Num exemplo de organização e participação, os secretários municipais se dividiam em escalas de três para atender o público na prefeitura, o prefeito Daltro também estava por perto nessa interação. Todos pró ativos, mas ainda precisando do apoio da iniciativa privada para um impulso maior nas festas culturais.

Terminada a festa pagã, Chapada segue no seu ritmo místico, no seu clima ameno e com suas belezas naturais. É aquela cidade do interior que nos refugiamos para descansar e ter o contato com o ar puro e a natureza. É onde consigo arejar as idéias e fugir para acreditar nas histórias de discos voadores e energias que pairam na atmosfera. Acho que é porque “existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”.

Na contrapartida, a capital não dá nenhum sinal de que pode se tornar referência para os foliões. Para quem gosta de fugir das festas, Cuiabá, nas devidas proporções, ficou vazia e omissa na maior festa que é a maior do Brasil.

*Thaís Raeli é jornalista em Cuiabá-- Thaís Raeli MussauerJornalistaMsn: thais_rmd@hotmail.comTel.: (65) 8126-0123

19 de fev. de 2009

ATO PÚBLICO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA

Estudantes secundaristas e universitários fizeram um ato público hoje pela
manhã, na praça Alencastro, em frente à Prefeitura de Cuiabá, para evitar um
novo reajuste da tarifa do transporte coletivo na capital. O preço na catraca
hoje é R$ 2.05. Especulações apontam para um aumento próximo e a tarifa pode
chegar a R$ 2.40.
"Não tem outro caminho para impedir isso, só vindo para rua para fazer parar as empresas e o prefeito", disse o estudante Lehu Araújo, da organização do ato.
Um boneco do prefeito Wilson Santos (PSDB) ficou exposto no carro de som, uma crítica ao tucano, eleito há apenas três meses, e que já confirmou que vai autorizar um aumento. Várias entidades apoiaram o ato entre elas o DCE da UFMT, Sindjuf, Sintep, MRS, JR, UNE, Sindjor e outras.


As entidades cobram a transparência no cáculo do valor da tarifa, o que sempre gerou dúvidas sobre a veracidade dos números. Outra questão é a outorga que as empresas deveriam pagar como concessionárias do serviço e, conforme informações extra-oficiais, não pagam. A dívida das empresas com a prefeitura seria milhionária. Trata-se de dinheiro público sonegado.
O vice-prefeito, Franscisco Galindo, desceu até o térreo do prédio da Prefeitura e recebeu o documento dos manifestantes, pedindo que o Executivo atue em favor da população e não dos empresários do transporte urbano.
Fotos: Dafne Spolti (estudante de jornalismo)
Mais informações:
Lehu (9954-8050)
Felipe (9954-5011)
Bruno (9997-8684 e 3623-7498)

18 de fev. de 2009

CARNAVAL

BLOCO CONTRA O AUMENTO DA TARIFA DO TRANSPORTE FAZ PROTESTO NESTA QUINTA NA PRAÇA ALENCASTRO

***INSTITUTO PEDE NA JUSTIÇA INDENIZAÇÃO PARA PESSOAS QUE FICARAM NAS FILAS DA MTU

O CLTP (Comitê de Luta pelo Transporte Público) realiza ato público amanhã (quinta, 19) a partir das 10h30 na praça Alencastro contra o aumento da tarifa do ônibus, defendido publicamente pela prefeitura de Cuiabá.Os manifestantes usarão a proximidade do Carnaval para dar um ar satírico ao protesto. "Vamos colocar na passarela da Alencastro o BLOCO CONTRA O AUMENTO", ironizou a universitária Estefane Emanuelle, informando que haverá carro de som, apitos, máscaras e serpentina."Vamos mostrar ao prefeito Wilson Santos que a população não ficará calada diante de mais uma ameaça de aumento. ", afirmou Lehu Vânio, acadêmico de Direito e membro do DCE da UFMT, lembrando que o prefeito Wilson Santos já elevou em 2009 as cobranças de água e IPTU.

Participam do ato público contra o aumento da tarifa do ônibus estudantes e representantes de movimentos sociais, como Sintep (Sindicato dos Trabalhadores na Educação), Sindicato dos Jornalistas e Movimento de Combate à Corrupção. Transparência e indenizaçãoRepresentantes do IDC (Instituto de Defesa do Consumidor) vão anunciar no protesto a criação de um fórum para tornar transparente o cálculo da tarifa do transporte. "Nos próximos dias vamos divulgar o resultado de uma auditoria paralela sobre o estudo da prefeitura que defende o aumento de R$ 2,05 para R$ 2,40", disse João Batista Benevides.

"Também vamos entrar com uma ação civil pública na justiça contra a prefeitura e a MTU para que as pessoas que ficaram de baixo do sol naquelas filas quilométricas sejam ressarcidas. Elas merecem ser indenizadas", informou Bruno Boaventura, assessora jurídico do IDC. Mais informações: Lehu (9954-8050), Felipe (9954-5011), Bruno (9997-8684 e 3623-7498).

17 de fev. de 2009

ALALAô ôÔÔÔ, MAS QUE CALOR! SE VOCÊ FOSSE SINCERA, ÔÔôÔÔ, AURORA...SAMBA, ETERNO DELÍRIO DO COMPOSITOR...Incandeia, incandeia, incandeia, meu candiá... Moema, morenou, a água do mar quem molhou...Onde você for, lá pra mim já é, irei...EU PERGUNTO COM QUE ROUPA EU VOU, AO SAMBA QUE VOCÊ ME CONVIDOU...





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IMPRESSANDO O BEBUM ESTE ANO É NO CHORINHO !!!


A MELHOR RODA DE SAMBA DA CIDADE!




Sábado, dia 21 de fevereiro

A partir das 17 horas

Entrada: apenas R$ 1,50Fantasia: camiseta do Sindjor. Para comprar, chame o Gilmar.8119-5265. Mas pode entrar com qualquer fantasia ou roupa.Informações: 3025-4723 (manhã) ou 9922-9445 ou 99825871.



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Para quem não sabe o "Impressando o Bebum" é o bloco carnavalesco do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), criado em 1987 pelo jornalista Malik Didier, já falecido, e outros jornalistas, a exemplo de Rosana Vargas. Didier, que morreu em um acidente de carro em 15 de fevereiro de 1992, justamente quando preparava o desfile do bloco para aquele ano, era conhecido pela sua irreverência e alegria.*** A DIRETORIA

HOJE NÃO TENHO MAIS ESSES SONHOS, diz o cardeal

O cardeal Carlo M. Martini, jesuíta, biblista, arcebispo que foi de Milan e colega meu de Parkinson, é um eclesiástico de diálogo, de acolhida, de renovação a fundo, tanto na Igreja como na Sociedade. Em seu livro de confidências e confissões Colóquios noturnos em Jerusalém, declara: «Antes eu tinha sonhos acerca da Igreja. Sonhava com uma Igreja que percorre seu caminho na pobreza e na humildade, que não depende dos poderes deste mundo; na qual se extirpasse de raiz a desconfiança; que desse espaço às pessoas que pensem com mais amplidão; que desse ânimos, especialmente, àqueles que se sentem pequenos o pecadores. Sonhava com uma Igreja jovem. Hoje não tenho mais esses sonhos». Esta afirmação categórica de Martini não é, não pode ser, uma declaração de fracasso, de decepção eclesial, de renúncia à utopia. Martini continua sonhando nada menos que com o Reino, que é a utopia das utopias, um sonho do próprio Deus.

Ele e milhões de pessoas na Igreja sonhamos com a «outra Igreja possível», ao serviço do «outro Mundo possível». E o cardeal Martini é uma boa testemunha e um bom guia nesse caminho alternativo; o tem demonstrado.

Tanto na Igreja (na Igreja de Jesus que são várias Igrejas) como na Sociedade (que são vários povos, várias culturas, vários processos históricos) hoje mais do que nunca devemos radicalizar na procura da justiça e da paz, da dignidade humana e da igualdade na alteridade, do verdadeiro progresso dentro da ecologia profunda. E, como diz Bobbio, «é preciso instalar a liberdade no coração mesmo da igualdade»; hoje com uma visão e uma ação estritamente mundiais. É a outra globalização, a que reivindicam nossos pensadores, nossos militantes, nossos mártires, nossos famintos...

A grande crise econômica atual é uma crise global de Humanidade que não se resolverá com nenhum tipo de capitalismo, porque não é possível um capitalismo humano; o capitalismo continua a ser homicida, ecocida, suicida. Não há modo de servir simultaneamente ao deus dos bancos e ao Deus da Vida, conjugar a prepotência e a usura com a convivência fraterna. A questão axial é: Trata-se de salvar o Sistema ou se trata de salvar à Humanidade? A grandes crises, grandes oportunidades. No idioma chinês a palavra crise se desdobra em dois sentidos: crise como perigo, crise como oportunidade.

Na campanha eleitoral dos EUA se arvorou repetidamente «o sonho de Luther King», querendo atualizar esse sonho; e, por ocasião dos 50 anos da convocatória do Vaticano II, tem-se recordado, com saudade, o Pacto das Catacumbas da Igreja serva e pobre. No dia 16 de novembro de 1965, poucos dias antes da clausura do Concílio, 40 Padres Conciliares celebraram a Eucaristia nas catacumbas romanas de Domitila, e firmaram o Pacto das Catacumbas. Dom Hélder Câmara, cujo centenário de nascimento estamos celebrando neste ano, era um dos principais animadores do grupo profético. O Pacto em seus 13 pontos insiste na pobreza evangélica da Igreja, sem títulos honoríficos, sem privilégios e sem ostentações mundanas; insiste na colegialidade e na corresponsabilidade da Igreja como Povo de Deus e na abertura ao mundo e na acolhida fraterna.

Hoje, nós, na convulsa conjuntura atual, professamos a vigência de muitos sonhos, sociais, políticos, eclesiais, aos quais de jeito nenhum modo podemos renunciar. Seguimos rechaçando o capitalismo neoliberal, o neoimperialismo do dinheiro e das armas, uma economia de mercado e de consumismo que sepulta na pobreza e na fome a uma grande maioria da Humanidade. E seguiremos rechaçando toda discriminação por motivos de gênero, de cultura, de raça. Exigimos a transformação substancial dos organismos mundiais (a ONU, o FMI, o Banco Mundial, a OMC...). Comprometemo-nos a vivermos uma «ecologia profunda e integral», propiciando uma política agrária-agrícola alternativa à política depredadora do latifúndio, da monocultura, do agrotóxico. Participaremos nas transformações sociais, políticas e econômicas, para uma democracia de «alta intensidade».

Como Igreja queremos viver, à luz do Evangelho, a paixão obsessiva de Jesus, o Reino. Queremos ser Igreja da opção pelos pobres, comunidade ecumênica e macroecumênica também. O Deus em quem acreditamos, o Abbá de Jesus, não pode ser de jeito nenhum causa de fundamentalismos, de exclusões, de inclusões absorventes, de orgulho proselitista. Chega de fazermos do nosso Deus o único Deus verdadeiro. «Meu Deus, me deixa ver a Deus?». Com todo respeito pela opinião do Papa Bento XVI, o diálogo interreligioso não somente é possível, é necessário. Faremos da corresponsabilidade eclesial a expressão legítima de uma fé adulta. Exigiremos, corrigindo séculos de descriminação, a plena igualdade da mulher na vida e nos ministérios da Igreja. Estimularemos a liberdade e o serviço reconhecido de nossos teólogos e teólogas. A Igreja será uma rede de comunidades orantes, servidoras, proféticas, testemunhas da Boa Nova: uma Boa Nova de vida, de liberdade, de comunhão feliz. Uma Boa Nova de misericórdia, de acolhida, de perdão, de ternura, samaritana à beira de todos os caminhos da Humanidade. Seguiremos fazendo que se viva na prática eclesial a advertência de Jesus: «Não será assim entre vocês» (Mt 21,26). Seja a autoridade serviço. O Vaticano deixará de ser Estado e o Papa não será mais chefe de Estado. A Cúria terá de ser profundamente reformada e as Igrejas locais cultivarão a inculturação do Evangelho e a ministerialidade compartilhada. A Igreja se comprometerá, sem medo, sem evasões, com as grandes causas de justiça e da paz, dos direitos humanos e da igualdade reconhecida de todos os povos. Será profecia de anuncio, de denúncia, de consolação. A política vivida por todos os cristãos e cristãs será aquela «expressão mais alta do amor fraterno» (Pio XI).

Nós nos negamos a renunciar a estes sonhos mesmo quando possam parecer quimera. «Ainda cantamos, ainda sonhamos». Nós nos atemos à palavra de Jesus: «Fogo vim trazer à Terra; e que mais posso querer senão que arda» (Lc 12,49). Com humildade e coragem, no seguimento de Jesus, tentaremos viver estes sonhos no dia a dia de nossas vidas. Seguirá havendo crises e a Humanidade, com suas religiões e suas Igrejas, seguirá sendo santa e pecadora. Mas não faltarão as campanhas universais de solidariedade, os Foros Sociais, as Vias Campesinas, os movimentos populares, as conquistas dos Sem Terra, os pactos ecológicos, os caminhos alternativos da Nossa América, as Comunidades Eclesiais de Base, os processos de reconciliação entre o Shalom e o Salam, as vitórias indígenas e afro y, em todo o caso, mais uma vez e sempre, «eu me atenho ao dito: a Esperança».

Cada um e cada uma a quem possa chegar esta circular fraterna, em comunhão de fé religiosa ou de paixão humana, receba um abraço do tamanho destes sonhos. Os velhos ainda temos visões, diz a Bíblia (Jl 3,1). Li nestes dias esta definição: «A velhice é uma espécie de postguerra»; não precisamente de claudicação. O Parkinson é apenas um percalço do caminho e seguimos Reino adentro.

Pedro Casaldáliga
Circular 2009

Comunicadores terão palestra sobre novo acordo ortográfico

FAÇA SUA INSCRIÇÃO



DANIEL DINO
Redação/Secom-MT


Arquivo

Professor Sérgio Nogueira
Está confirmada para a sexta-feira (27.02) a palestra sobre o "Novo Acordo Ortográfico" com o professor Sérgio Nogueira. Restrito aos jornalistas, publicitários e radialistas, o evento será realizado no Salão Nobre Cloves Vettorato, no Palácio Paiaguás. As vagas são limitadas, sendo que as inscrições devem ser feitas antecipadamente via e-mail com a Secretaria de Comunicação Social do Estado (Secom-MT), ou pelo Sindicato dos Jornalistas (Sindjor-MT). Cada participante deverá entregar um quilo de alimento não perecível ou um litro de leite longa vida na portaria do evento, às 19h30.

O secretário de Comunicação, José Carlos Dias, reforça sobre a importância dos comunicadores conhecerem perfeitamente as novas regras gramaticais da língua portuguesa. "São os profissionais da comunicação que auxiliam diretamente a população na fixação da língua. É fundamental que eles saiam na frente. Este é um apoio que o Estado está oferecendo a toda uma categoria que reflete diretamente em toda a sociedade mato-grossense".

A palestra será realizada pela parceria entre a Secom-MT e o Sindjor. "Diante da informação de que nossa língua passará por reformas e sabendo que a língua é instrumento de trabalho dos jornalistas, pensamos em fazer um curso de atualização, mesmo sabendo que essas mudanças só valerão de fato em 2012", destacou a presidente do Sindjor, Keka Werneck.

As inscrições devem ser efetuadas pelos e-mails redacao@secom.mt.gov.br ou kekaawerneck@hotmail.com . Os contatos devem ser feitos no mais tardar um dia antes da palestra, quinta-feira (26.02). Sobre os alimentos e leites entregues na portaria na entrada do evento, eles serão divididos entre o Sindjor e a Secom-MT, que encaminhará a sua parte para a Setecs e posterior distribuição entre famílias carentes.

CURRÍCULO RESUMIDO – Prof. Sérgio Nogueira Duarte da Silva

Graduado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e mestre em língua portuguesa pela PUC/RJ com extensão "Lead Assessor Training" – MCG Qualidade/ P.E. Batalas.

Atividades profissionais: Professor titular da UniCarioca – Centro Universitário Carioca, autor da coluna Aula Extra no jornal Extra e O Sul (Porto Alegre/RS), da coluna Dicas de Português no portal G1 da TV Globo – Globo.com, da coluna Pegadinha Verbal na revista Reader's Digest Seleções (1997 a 2004), e da coluna Língua Viva no Jornal do Brasil (1997 a 2002).

O professor Sérgio Nogueira também é o autor dos livros Língua Viva I, II, III, IV e V, da Editora Rocco, O Português do dia-a-dia, da Editora Rocco, das coleções de fascículos Língua Viva e Desafios da Língua Viva, publicadas pelo Jornal do Brasil, e da coleção Português sem Complicação, publicada pelos jornais Extra e Diário de São Paulo em 2003. Ele ainda escreveu a coleção Soltando a Língua, publicada pela Gold Editora e distribuída pelo jornal Extra em 2007, e o livro Língua Afiada, publicado pelo jornal Extra em 2004. Também atua como consultor da Central Globo de Jornalismo (TV Globo), dos jornais O Globo, Extra e Expresso, dos canais GloboSat, do portal de notícias G1 da TV Globo (RJ e SP) – Globo.com, da produtora Drei Marc, do quadro Soletrando do programa Caldeirão do Huck (TV Globo), entre outros trabalhos.

Vaga para repórter de TV

A/C.: ADMINISTRATIVO DO SINDJOR-MT
Solicito que encaminhe curriculum de repórter, que tenha perfil para televisão e um bom texto.
Aguardo retorno.
Grata,
Taise Finazzi Vilela
Pantai Comunicação
Terra&Negócios
3023-2962

13 de fev. de 2009

COMUNICADO

SINDICATO DOS JORNALISTAS DE MATO GROSSO - Sindjor
Filiado à Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas e à CUT
Gestão “Não Abandone o Gilmar” 2007 - 2010
Rua Antonio Maria, 382, Centro Sul, Sl.304, 3º.andar -Cuiabá-MT- 78.020-270



COMUNICADO


O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, em função do anúncio de férias coletivas no Jornal Folha do Estado, informa que já protocolou ofício solicitando uma reunião, em caráter de urgência, com a diretora-superintendente do veículo, Isabela Brandão, para mais esclarecimentos sobre a decisão. Ressaltamos que o Sindjor vai acompanhar a situação dos jornalistas e que já está buscando orientação jurídica para garantir o respeito aos direitos trabalhistas.

O Sindjor tem clareza de que Férias Coletivas é um direito do empregador. No entanto, esclarece que estará atento para o cumprimento de todos os direitos, como o pagamento de 1/3 das férias e o salário do período antes do recesso anunciado. Assim como os trabalhadores do referido jornal, o Sindjor-MT foi pego de surpresa com a decisão anunciada e se preocupa com a situação de apreensão que tal fato gerou.

Por fim, o Sindjor-MT se solidariza com os trabalhadores e espera que a situação seja resolvida da melhor forma possível. E por entender a gravidade da situação, adiantamos que o assunto será pauta na reunião ordinária da próxima segunda-feira, 16, às 18h30.



Cuiabá, 13 de fevereiro de 2009,


Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso – Sindjor-MT

12 de fev. de 2009

VENHA CANTAR COM A GENTE !!!





Boa tarde,

Este e-mail é para convidá-lo(a) a participar do coral "Na Boca do Povo", uma iniciativa do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT).

Você não precisa saber ler partitura para participar. Nem ser um Pavarotti. Basta querer mudar de lugar: ao invés de cantar no banheiro, vir cantar conosco, na sala de orquestra da UFMT, que fica no Centro Cultural da Universidade.

Você pode convidar familiares e amigos. O coral é aberto à toda a sociedade. Quem quiser, pode cantar conosco.

Os ensaios são aos domingos, às 16 horas. Não paga nada.

A regente, Ana Elizabeth, repassa as músicas e assim o coral vai compondo seu repertório.

Estamos ensaiando no momento: Exagerado (Cazuza), Cantate Domino (Haendel) e Lata dágua (Luiz Antônio e Jota Jr.). E vamos começar a ensaiar Suite dos Pescadores (Dorival Caymmi).

O coral.

11 de fev. de 2009

IRONIA

POR MARTHA BAPTISTA, JORNALISTA EM CUIABÁ

Olha que ironia: acabei de ler no site Comunique-se que 30 jornalistas da Editora Símbolo (SP)entraram em greve reivindicando o pagamento de salários atrasados (parte de dezembro, 13º e janeiro). O lado irônico do caso é que o carro-chefe da empresa é uma revista chamada "Chiques e famosos", um clone da "Caras" (?), provavelmente encontrável nos melhores salões de beleza e consultórios das cidades brasileiras.
Deve ser fogo estar com salários atrasados e ficar cobrindo festas e o dia-a-dia dos "chiques e famosos".
A propósito, a empresa diz que não tem recursos para pagar os atrasados.
Quem sabe se fizesse uma vaquinha entre os "chiques e famosos"?

9 de fev. de 2009

SAÍMOS MELHORES?


Foto: René Dioz (Estudante de jornalismo na UFMT)

* Por Keka Werneck

Há muitas coisas para se fazer num final de semana. Dormir, ver tevê, usar a internet, ficar com a família, comprar, ler, pagar contas, tomar banho de cachoeira, dançar, transar, cantar, comer. E também refletir. No último final de semana, no domingo, depois do encerramento do Curso de Formação Política e Sindical, organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SIndjor-MT), que nos "roubou" o sábado quase todo e o domingo pela metade, me senti feliz. O que cortava meu coração não era mais a ansiedade de oferecer bons e importantes momentos para os inscritos, algo que despertasse consciências. O que cortava o meu coração era uma brisa, uma sensação muito boa, de passo dado, e aproveito para agradecer a cada pessoa que esteve presente, com sua fala ou com seu silêncio, por ter participado por todo o tempo ou pelo tempo que pôde. Aproveito ainda para nos desculpar de qualquer falha e é nesse sentido também que vai este e-mail. Comentem, por favor, o que gostaram e o que não gostaram no curso. Isso é fundamental. Sem travas, viu? Para que possamos melhorar sempre. E saímos melhores desse curso? Respondo que sim.

Quando terminou tudo, ainda não havia terminado. Ficamos um tempão assentados, sob a sombra de uma árvore, do jardim da Adufmat, onde aconteceu o curso. Aliás, que lugar gostoso! Um papo fluiu. Éramos 11, dos 32 que nos deram a felicidade da esperança, comparecendo, nos ajudando a fazer as reflexões necessárias. E uma pergunta ainda me zuni na cabeça desde aquele papo. A questão é a seguinte: o que passa na cabeça dos jornalistas? Esses mesmos que sofrem com salários baixos, salários atrasados, assédio moral, pressão, censura, sobrecarga, duplicidade de cargos? Esses que não se aproximam do sindicato, de uma forma direta, apesar de sentirem na pele o drama do trabalhador da imprensa? Seria apenas o medo de perder o emprego? Isso por si só não é pouca coisa. Muitos de nós temos família para sustentar, filhos, temos também de sustentar a nós mesmos. Seria por se alinhar com o pensamento ideológico da hora e estar ajustado ao capitalismo, aquele que dá com uma mão e tira com a outra, em seguida, no círculo vicioso do "recebe salário – paga contas – não sobra nada"? Seria por que? Por que? Por que? É uma pergunta que precisa ser respondida.

É preciso pensar nisso gente. Só assim nossa rede se fortalece. Não condenar o outro, que, por motivos diversos, ainda não se vê como trabalhar, apesar de sofrer as conseqüências disso no dia-a-dia. Mas sim orientá-lo, convencê-lo de que é preciso luta, mobilização, união, defesa e força, como propuseram os que participaram de uma brincadeira, durante a mesa "Sindicalismo no Brasil e no mundo – Sindicato pra que?", orientada pelo professor de História, Robinson Ciréia.

Só assim conseguiremos travar uma campanha salarial com bons frutos este ano. Ano passado, apesar do desgaste das reuniões todas, do enfrentamento aos patrões, a TV Centro América conseguiu desarticular nosso acordo quase fechado com os outros três grupos dos quatro que chamamos para negociar a vida dos trabalhadores da imprensa, Folha do Estado, Gazeta e Diário de Cuiabá. E na palestra de Francisco Faiad, "Os caminhos jurídicos para os trabalhadores", o advogado do Sindjor e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil deixou claro que, por não termos acordo com os patrões, nossa única chance este ano é mostrarmos que temos condições de ameaçar com uma greve, caso se recusem a negociar conosco, abrindo a possibilidade de irmos ao dissídio. Precisamos ainda conquistar colegas que hoje estejam na posição de patrões, para que puxem construção de uma entidade patronal, seria mais fácil lidar de sindiato para sindicato. Também na palestra do Faiad, ficou claro que podemos, e devemos, ser mais ofensivos pelo meio jurídico. Então, os intratáveis, este ano, serão mais questionados na justiça. Essa mesma justiça contraditória, que muitas vezes tende pelo lado do patrão.

É soturno o cenário? Sim, é. Um amigo sempre diz que há mais distorções no mundo do trabalho do que julga nossa vã filosofia. Mas há muitos caminhos, que não são só jurídicos, para tocar nossas idéias adiante. A oficina "Como fazer um projeto e captar recurso", orientada pela produtora cultural Keiko Okamura, nos abriu possibilidades. Tentaremos fortalecer assim o coral Na Boca do Povo, a Sessão Pipoca à Brasileira e o Movimento Jornalistas na Favela, três projetos sociais do Sindjor-MT.

João Negrão e Martha Baptista, dois jornalistas experientes, nos ajudaram, cada um a seu modo, a perceber, o primeiro, a linha histórica das comunicações e, Martha, as relações de poder nessa mídia.
O professor Dorival Gonçalves Júnior, doutor em energia pela Usp, professor da UFMT, militante histórico, suou literalmente a camisa, apesar do bom ar condicionado, demonstrando empolgação para explicar aos jornalistas que crise é essa que já nós alcança no cangote. E ficou claro que essa crise é dos empresários, dos banqueiros, dos donos do dinheiro. E ficou claro também que os trabalhadores já vêm arrastados em outras crises há tempos, mas ninguém pensa em socorrê-los. No entanto agora, são eles e o Estado – o tão criticado Estado pelos liberais – que são chamados para salvar a "pátria" dos endinheirados.

Teve jornalista que chorou quando assistiu ao filme "Ilha das Flores", de Jorge Furtado, em que o ser humano é colocado em situação mais degradante do que a de porcos, se alimentando de lixo, em nome do lucro.

Na mesa dos movimentos populares, Solange Sarafim disse que há 11 anos milita no MST e que não há como mais a imprensa denegrir de tal modo o Movimento. Quem se aproxima, diz ela, se surpreenderá com homens e mulheres simples, que querem viver na roça e não na cidade. Uma imagem bem diferente da estampada nos jornais e tevês. Trocando em miúdos políticos, reforma agrária é solução e não problema, para o país. Resolveria parte da violência urbana. Mas para o latifúndio, claro que isso é uma afronta. Ou alguém pensa que um fazendeiro vai querer afastar a cerca, deixar de faturar, para colaborar com a nação? Na mesma mesa, o DJ Taba, do Movimento Favelativa, explicou que levou tempo para perceber que há jornalistas bem intencionado, embora estejam sufocados pelo sistema, e que hoje procura por eles, para tentar que sejam retratadas as mazelas da periferia de Cuiabá.

O que andam ensinando nas faculdades de jornalismo? O professor Ailton Segura, jornalista, efetivo da UFMT, responde. "As faculdades não estão cumprindo seu papel", reconhece. O conhecimento técnico, pensa ele, se aprende rápido, mas não a mística da profissão. Com isso quer dizer que ser jornalista é mais que saber escrever. E é preciso ensinar isso.

Sindicatos e movimentos sociais compareceram para discutirmos sobre o nosso papel, longe dos nossos umbigos e mais próximos da sociedade.
Foram muitos momentos legais, inenarráveis. Não tenho a pretensão de que esse texto seja como uma ata. A gente riu e pensou. Tomamos cafezinhos e almoçamos juntos. Na minha terra, Minas Gerais, a gente sela a amizade assim, numa mesa posta. A gente pode até não dar conta de arregaçar as mangas agora. Mas não tem como esquecer o que ouvimos. E isso me dá a certeza, a clareza, de que saímos, sim, melhores desse curso de formação.

Não se esqueçam de comentar, criticar, elogiar.

Saudações

Keka Werneck
Presidente do Sindjor-MT

Você escolhe!

Camila Tardin
Especial para o Diário de Cuiabá

Dia desses alguém me perguntou o que era felicidade. Oh perguntinha cretina essa! Minha vontade era responder: “procure no dicionário!”. Mas, depois de alguns segundos de reflexão, cheguei à conclusão que nem os dicionaristas Aurélio Buarque de Holanda Ferreira e Antônio Houaiss, com o perdão da minha indelicadeza, definem na essência esse substantivo feminino tão abstrato e algumas vezes raro.

As perguntas aparentemente mais óbvias são sempre as mais difíceis de responder. Hoje, tenho a impressão de que aparentamos mais felicidade do que a vivemos com intensidade. Pensei nessa turbulência de informações às quais somos obrigados a nos adaptar e nesse mundo virtual que consome e mascara nosso comportamento real. Colocamos mil fotos no orkut ou fotolog para expor as viagens mais incríveis, as baladas inesquecíveis, os amigos mais divertidos e os namoros bem-sucedidos. Ninguém sabe o que aconteceu antes ou depois daqueles cliques. Ainda bem!

Há alguns anos, se alguém perguntasse para uma adolescente de 15 anos o que era felicidade, ela talvez responderia: “ir para a Disney”. Menos mal, além de conhecer um outro país, aprenderia outro idioma e faria novos amigos. Agora, tenho dúvidas sobre as possibilidades de resposta, embora creia que uma delas seria: “colocar silicone”. Mal sabem as coitadas que o câncer de mama está aí, pega qualquer uma de surpresa (infelizmente tão comum como uma gripe) e não escolhe mais idade, muito menos cor, religião, estado civil ou status social. O Ministério da Saúde e os médicos não advertem sobre essa doença como deveriam e, nas poucas vezes que isso acontece, precisariam assustar essa garotada em vez de só alertar.

Não sei como ainda não inventaram (se existem, estou desinformada) os “peitologs”, “bundalogs” ou “abdomenlogs” para expor na internet, por meio de fotos, os peitos, bundas e abdomens mais turbinados do Brasil. Já pensou? Um concurso miss peituda ou bunduda? Será que já existe e é mais uma novidade sobre a qual, graças a Deus, não estou sabendo?

Hoje, para mim, felicidade é inspirar saúde e expirar os medos e desilusões. É o prazer de estar na estrada, de sentir o vento na cara, de jogar conversa fiada e de rir de madrugada. É dizer não quando convém e sim quando não há desdém. É compartilhar segredos com as irmãs tendo a certeza de que elas trancam as informações num cofre e jogam fora a chave do cadeado (ai delas se não respeitarem esse pacto!). É tirar uma soneca num domingão à tarde para não ter que ouvir a voz do Faustão. Ou tomar um sorvete com sua avó maravilhosa e descobrir as peripécias do passado dela. É caminhar no parque mesmo com esse calor insuportável de Cuiabá. É ir ao cinema, de preferência acompanhada, mas se não der, paciência, vá sozinha, poxa! É rever um amor platônico da infância, aceitar o friozinho adormecido na barriga e não sentir vergonha disso. É escutar o mesmo CD numa tarde de sábado e não se importar com os ouvidos dos vizinhos. É olhar no fundo dos olhos sem desviar do foco. É admitir a timidez, mesmo sabendo que algumas vezes ela atrapalha... É cair e depois levantar com naturalidade, como as crianças fazem e como você também fez na infância. É coragem para errar e ânimo para ajustar. É comemorar uma vitória importante, principalmente quando se trata das pessoas que você mais ama na sua vida – a família –, brindar com os amigos e, por que não, com os desconhecidos. Para mim, são inúmeros os significados de felicidade. Levaria uma eternidade para responder. É por isso que “o alguém” teve que se contentar com a minha curta e grossa resposta: “felicidade é o que você escolhe”.

*Camila Tardin é jornalista em Cuiabá e colabora com o DC Ilustrado (camilatardin@yahoo.com.br)

5 de fev. de 2009

TRANSPORTE URBANO - Militantes pedem providências ao MPE contra fila que está virando quarteirão

"Isso é um caos...olha o tanto que a gente sofre!"






Fotos: Dafne Spolti

Militantes do movimento contra o aumento da tarifa do transporte coletivo protocolam hoje, às 14 horas, pedido de providências no Ministério Público Estadual contra a fila enorme em frente ao MTU, que dá volta ao quarteirão, isso já há dias. São estudantes e pais e mães de estudantes que estão tendo que chegar de madrugada no local, agüentando sol e chuva, para regularizar o cartão do transporte, para o uso do passe livre. Na manhã de hoje, foram colhidas mais de 500 assinaturas, para subsidiarem o pedido de providências.
Desde cedo centenas de estudantes estão na fila para fazer o recadastramento. Acontece que essa é a última semana para o recadastramento e a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte Urbano (SMTU) estabeleceu que apenas a agência da MTU do centro faria esse serviço.
A estudante universitária Karine de Araújo Miranda, 18, estava, ontem no final da manhã, há mais de quatro horas na fila. Indignada, reclamou: "Isso é um caos...olha o tanto que a gente sofre!" Karine ainda explicou que os ônibus estão sempre quebrando, demorando e que a maioria da frota é de veículos velhos. "Peguei o Três Barras esses dias. O ônibus começou a falhar e nem sei como continuou andando. O motorista até avisou que tinha que andar mais devagar. Quando chegou no meu ponto, o ônibus quebrou", conta.
O estudante de Radialismo Madiano Marcheti, 20, também não estava nem um pouco contente com a situação. "Eu estou extremamente estressado! Todas as MTU's tinham que estar funcionando. É muita gente e tem outros serviços além do recadastramento para só uma MTU. Tem gente até de Várzea Grande aqui". Quanto ao possível aumento da tarifa, disse ser abusivo. "Eles não podem aumentar a tarifa! Já está muito caro... ainda mais pelo péssimo serviço que prestam. Tem bairros onde nem passam ônibus. E, se passam, às vezes demoram uns 40 minutos. O negócio está extremamente elitizado!"
Telefones para contato:

Gibran: 9601-6232
Talita: 92896414

4 de fev. de 2009

Inscrições para o Prêmio Nacional de Jornalismo se encerram no dia 9


As inscrições para o "Prêmio Nacional de Jornalismo Dom Pedro Casaldáliga" pela Erradicação do Trabalho Escravo em Mato Grosso terminam na próxima segunda-feira, dia 9 de fevereiro. Até a data, jornalistas de todo o país poderão inscrever suas reportagens para concorrer ao Prêmio. As matérias devem ser inéditas e veiculadas em jornais impressos, revistas impressas, rádio, televisão ou sites de notícias a contar do dia 08 de agosto de 2008.

A iniciativa é do Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso e conta com a parceria do Ministério Público Estadual, sendo uma premiação inédita no país e no âmbito do MPT ao tratar dessa temática de grande interesse social.

O formulário para inscrição está disponível no site do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, através do endereço www.mpt.mt.gov.br/premio. Preenchidos, os formulários serão remetidas ao seguinte endereço: departamento de Imprensa e Comunicação Social-Prêmio Nacional de Jornalismo Dom Pedro Casaldáliga. Rua 06, s/nº, Centro Político Administrativo, Cuiabá-MT, CEP 78050-070 Edifício sede da Procuradoria Geral de Justiça.

Os textos serão julgados por uma comissão formada por representantes das entidades que organizam o Prêmio: Ministério Público do Trabalho de MT, Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Associação Mato-grossense do Ministério Público, Sindicato dos Jornalistas do Estado de Mato Grosso, Fenaj - Federação Nacional dos Jornalistas, Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho de MT e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego/MT.

Caberá à comissão decidir quais são as melhores reportagens destinadas para cada um dos meios de comunicação, tendo em conta a adequação temática prevista no regulamento e os critérios que seguem: qualidade técnica da forma e conteúdo; profundidade da abordagem; amplitude e atualidade do trabalho investigativo realizado; enfrentamento das conseqüências sociais e humanas do Trabalho Escravo, contextualização socioeconômica e ainda a propositura de soluções para o problema.


O Prêmio Nacional de Jornalismo Dom Pedro Casaldáliga destinará uma premiação nunca antes paga aos vencedores nas categorias concorrentes. Serão ao todo 180.000 reais, divididos entre os primeiros e segundos colocados de cada mídia. Os autores dos melhores textos de jornal impresso, revista impressa, rádio e televisão receberão cada um, 40.000,00. E o autor do melhor texto para internet será premiado com 20.000,00. Os segundos colocados ganharão um aparelho notebook.
Toda a quantia usada para a premiação vem de ações judiciais e termos de ajustamento de conduta nos quais se previu a obrigação de empregadores em pagar indenização a título de danos morais coletivos para trabalhadores lesados em seus direitos trabalhistas. A cerimônia de premiação será realizada no dia 11 de março de 2009.

Histórico do Prêmio

O Prêmio Nacional de Jornalismo Dom Pedro Casaldália tem por objetivo reconhecer e estimular as melhores produções jornalísticas sobre o Trabalho Escravo em Mato Grosso. Constata-se a crescente importância da mídia em fazer conhecida da opinião pública a realidade sobre a prática do trabalho forçado e degradante no Estado.

Mato Grosso ainda é um dos estados onde há maior ocorrência de Trabalho Escravo no país. Somente neste ano já foram libertados mais de 290 trabalhadores pelo Grupo Móvel Especial de Fiscalização Móvel Regional, segundo dados da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de MT.

O Prêmio leva o nome do Arcebispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia (MT), Dom Pedro Casaldáliga. O Bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia foi um dos primeiros no país a denunciar para o mundo o Trabalho Escravo e a exploração dos trabalhadores no Brasil, ainda na década de 1970. Fazendo menção à prática do trabalho forçado ocorrida no "Vale dos Esquecidos" (noroeste de MT), o arcebispo contribuiu para que entidades como a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas (ONU) combatessem o Trabalho Escravo por meio de operações de fiscalização e libertação das vítimas. Em mensagem sobre o lançamento do prêmio, Casaldáliga parabenizou as entidades pela iniciativa e afirmou que espera que a mesma "venha a estimular uma maior participação na denúncia e na progressiva erradicação do trabalho escravo no Estado, bem como em todo o país".

Para o Procurador do Trabalho o qual coordenou a criação, regimento e lançamento do Prêmio, Rafael de Araújo Gomes, o empreendimento cumpre com um papel preventivo da justiça e amplia para toda a sociedade a participação na oposição ao Trabalho Escravo. Em suas palavras: "É necessário o envolvimento direto da sociedade como um todo no sentido de conscientizar-se acerca da gravidade do problema, pois a repressão é uma medida drástica que combate o crime, após a sua ocorrência, mas apenas ela não basta. Precisamos reforçar a prevenção, por meio da educação e do respeito do próximo enquanto ser humano igual e detentor dos mesmos direitos naturais e constitucionais. E uma das principais formas de prevenir é bem informar a sociedade acerca dos problemas existentes. Daí a importância e o poder do papel desempenhado pelos meios de comunicação, os quais, ao bem exercer esse papel, contribui decisivamente para a transformação da realidade".

Mais informações sobre o regulamento do prêmio ou ainda acerca do Trabalho Escravo em MT podem ser obtidas pelos telefones (65) 3613-1632 (Ascom Ministério Público do Estado de MT) ou 3613-9140 (Ascom do Ministério Público do Trabalho).

Ascomprt23ª
ascom23@prt23.mpt.gov.br

PROGRAMAÇÃO FECHADA

CURSO DE FORMAÇÃO POLÍTICA E SINDICAL
SINDJOR-MT, QUALIFICANDO A LUTA!
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"Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la".
Bertold Brecht (dramaturgo e poeta alemão – 1898-1956)
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Local: Adufmat/UFMT
Dias 7 e 8 de fevereiro de 2009
Horários: sábado das 8 às 18h e domingo das 8h ao meio-dia
Preço: R$ 10 (quem puder, pagar antes de sábado)

CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA ATÉ SEXTA-FEIRA (6)
Pelos e-mails: keka.werneck@gmail.com ou sindicatodosjornalistasdemt@gmail.com
Pelos telefones: (65) 9922-9445 – Keka, ou (65)9982-5871 - Márcia Raquel, ou (65) 8403-7665 - Alcione.
Ou pelo telefone do Sindjor: (65) 3025-4723, de manhã, com Ednalva ou Gilmar.
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SÁBADO – DIA 7 DE FEVEREIRO

8H – Oficina – COMO FAZER UM PROJETO E CAPTAR RECURSOS?
Orientadora: Keiko Okamura
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9H30 – ABERTURA DO CURSO
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9H40 – “Linha histórica das comunicações humanas” (Coordena a mesa: Alcione dos Anjos)
Palestrante : João Negrão – jornalista
10H –“ As relações de poder na imprensa brasileira desde os primórdios”
Palestrante: Martha Baptista – jornalista
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10H30 – Debate
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11H – Filme: Ilha das Flores – de Jorge Furtado
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11H10 - A CRISE DO CAPITALISMO E ANÁLISE DE CONJUNTURA (Coordena a mesa Enock Cavalcanti)
Palestrantes:
Dorival Gonçalves Júnior, doutor em Energia pela USP, professor da UFMT
Manoel Motta, cientista político, professor da UFMT (a confirmar)
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12H - Debate
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12H30 - ALMOÇO NO LOCAL
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13H30 – Filme documentário: Surplus – de Erik Gandini.
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14H – O SINDICALISMO NO BRASIL E NO MUNDO – SINDICATO PRA QUÊ? (Coordena a mesa: Ana Karla Costa)
Palestrante: Robinson Ciréia, professor de História
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14H45 –Debate
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15H30 – Pausa para um cafezinho
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15H45 –A interiorização da luta sindical (Coordena a mesa: Keka Werneck)

Palestrantes:
Eduardo Ramos, jornalista em Rondonópolis
Daniela Melhorança, jornalista em Sinop
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16H15 – Debate
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16h30 – “Movimentos Populares – a voz do povo e a comunicação comunitária”. (Coordena a mesa: Márcia Raquel)
Palestrantes:
* Solange Serafim dos Santos (MST)
* DJ Taba (FavelAtiva)
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17H - Debate
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18 H - encerramento
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DOMINGO – DIA 8 DE FEVEREIRO
8H - Café
8H30 – O que ensinam as faculdades de jornalismo? (Coordena a mesa: Luana Soutos)
Palestrantes:
Airton Segura, professor da Faculdade de Jornalismo da UFMT
Sônia Zaramelo, professora de Jornalismo das Faculdades Unidas Cândido Rondon
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9H30 – Debate
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10H – “O papel dos sindicatos e dos movimentos sociais na sociedade”
Coordenação: Keka Werneck (Sindjor-MT)
Participação de sindicatos e movimentos sociais convidados

10h15 – Debate
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11H15 – “Os caminhos jurídicos para os trabalhadores” (Coordena a mesa: Johnny Marcus)
Palestrantes:
Francisco Faiad, advogado do Sindjor e presidente da OAB-MT
Hélcio Corrêa Gomes, advogado trabalhista (a confirmar)
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Debate
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12H30 – ALMOÇO DE ENCERRAMENTO NO LOCAL

ATA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DO DIA 02 DE FEVEREIRO DE 2009

No dia 02 do mês de fevereiro do ano de dois mil e nove, reuniram-se na sede do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) para reunião ordinária às 19h00 membros da diretoria do sindicato e demais jornalistas para tratar das pautas: INFORMES; 1. Interior; 2. Tarefas não Cumpridas; 3. Vendas de agendas; camisetas e bolsas; 4. Curso de formação política; 5. Curso sobre mudança ortográfica; 6. Carnaval do Impressando o Bebum e outras. INFORMES: André Alves informou sobre um vídeo documentário sobre o Plano BR-163 Sustentável, dirigido por André Alves e Sérgio Lobato; e que a palestra sobre meio ambiente, que era para ser realizada no dia 10, foi transferida para o dia 17 de fevereiro, com o tema jornalismo e meio ambiente, às 19h, por motivo de agenda; as palestras seguintes tem como sugestão os temas: 17 de março: Economia Ecológica, 14 de abril: conservação e legislação; 19 de maio: povos indígenas e conservação; Carlos Montandon confirmou 08h reunião com o secretário de comunicação de Várzea Grande, Dito Loro, para falar sobre PCCS e irregularidades do mercado em Várzea Grande; Keka, Alcione e Carlos vão participar; Márcia informou que o cheque doado para o pagamento do acordo do Oliveira já foi resgatado e que será depositado novamente, dessa vez na conta do Sindicato que já está liberada; foi sugerido durante a reunião que o sindicato deve oferecer ao advogado o noteboock em troca de duas parcelas; Alcione informou que o comprovante de endereço será encaminhando amanhã ao banco e que depois desse trâmite será necessário mais uns quatro dias para liberação do talão de cheques; O estudante de jornalismo Diego informou que o curso de Jornalismo de Alto Araguaia,está precisando de professores sendo 10 vagas disponíveis, uma para cada disciplina; e que as provas para o processo seletivo ocorrem no dia 12 deste mês; e que a primeira turma forma no final deste ano. A nota sobre o assunto está no blog do Sindjor; Keka informou que o Formad convidou o Sindjor para a Assembléia do Fórum nos dias 03 e quatro de março, que será realizada no Sintep; que dia 09de fevereiro encerram-se as inscrições para o prêmio Dom Pedro Casaldáliga pela erradicação do trabalho escravo. PAUTAS; TAREFAS NÃO CUMPRIDAS: Alcione ainda não fez a nota de esclarecimento sobre a campanha para a construção da sede, mas prometeu que nessa semana fará o texto para ser lido no curso de formação do final de semana; Keka disse que fez o ofício para a DRT, porém, que ainda não marcou nem com a DRT e nem com o MPT. Márcia lembrou que Dani Melhorança ainda não mandou o balanço, nem das camisetas, nem das mensalidades. INTERIOR – Sem pauta específica; Vendas de agendas; camisetas e bolsas, Márcia informou que ela e Keka foram falar com o Junior na Atalaia sobre os problemas encontrados com os materiais, elas pediram dilatação de prazo para o pagamento das parcelas e descontos, e que ele ficou de avaliar a situação e passar um posicionamento; Keka lembrou que foram criadas comissões para vender os materiais nas faculdades; e que a professora Mariângela convidou o Sindjor para ir na Unirondon falar sobre o sindicato e suas ações na noite de terça-feira (03); e foi definido que irão a Keka, a Alcione, o Johnny e chamarão o Everaldo e aproveitarão para levar os materiais. UNIC – Maricelle vai conversar com Alexandre Frigeri para ver que dia o sindicato pode montar a barraca para vender os materiais; IVE – Keka vai ligar para o Álvaro Marinho para marcar o dia, e esperar as aulas da UFMT voltarem para debater a estratégia lá; 4. Curso de formação política – Keka leu a programação final do curso para a aprovação da reunião; foi confirmado que o cardápio será Arroz carreteiro e bobó de galinha, keka irá passar e-mail solicitando que as pessoas que forem almoçar no evento repassem o valor de R$ 10,00 antecipadamente, para garantir o pagamento do fornecedor; 5. Curso sobre mudança ortográfica – Fábio Monteiro informou que está quase certa a data do curso para o dia 27 de fevereiro, após o carnaval, provavelmente no auditório Carlos Vetoratto; definiu-se por conversar para abrir o curso para comunicadores e para dividir o alimento arrecadado entre o Sindicato e a Secom, para fazer a destinação dos alimentos; Carnaval – Keka fez uma pré-conversa com o pessoal do Chorinho e vai fazer uma nova conversa, juntamente com o Carlos nesta semana. Não havendo mais nada para discutir, a presidente, Keka Werneck, encerrou a reunião e eu, Márcia Raquel, lavrei e assinei a presente ata.



Márcia Raquel

Secretária Geral do Sindjor-MT

2 de fev. de 2009

REUNIÃO ORDINÁRIA HOJE

CONVITE

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) convoca a diretoria da entidade e convida todos os jornalistas e estudantes de jornalismo para reunião ordinária, hoje (segunda-feira - 02), às 18h30 horas, na sede do Sindicato.



Pautas:



1. Interior

2. Tarefas não Cumpridas

3. Vendas de agendas, camisetas e bolsas

4. Curso de formação política

5. Curso sobre mudança ortográfica

6. Carnaval do Impressando o Bebum e outras



OBS> A sede do Sindicato fica na Rua Antônio Maria, 382, 3º andar, sala 304, Cuiabá-MT. Referência: Prédio do Restaurante Chão Goiano, ao lado do Bazar do Livro.





EM PRA LUTA, QUE É NOSSA !!!

Tribunal dos Movimentos Sociais condena Estado, mídia e capital

Tribunal sobre criminalização dos movimentos sociais acusa o Estado, a mídia e o capital de co-responsáveis pela violência contra lideranças sociais. "As elites econômicas nacionais e internacionais, o aparato de Estado e a grande mídia comercial, são culpados pelos atos de criminalizar e difamar movimentos sociais e defensores de Direitos Humanos e sociais", diz a sentença de condenação.

Por Verena Glass
Carta Maior


BELÉM - Num sobrevôo mais geral sobre o Fórum Social Mundial de Belém, o debate ambiental e as discussões sobre a crise do capitalismo certamente se destacam. Ambos os temas acabaram perpassando mais da metade dos eventos do FSM, mas neste sábado (31) um tribunal sobre os casos de criminalização de movimentos e lideranças sociais, com destaque para os defensores de direitos humanos na Amazônia, destrinchou a perseguição implacável do capital e de braços do Estado contra a oposição aos seus projetos.

O tribunal organizou uma série de depoimentos de lideres comunitários, indígenas, sindicais e defensores de direitos humanos (como o advogado da Comissão Pastoral da Terra de Marabá, José Batista, e o bispo da prelazia do Xingu, Dom Erwin Krautler), alvos de processos judiciais, ameaças de morte e atentados, para exemplificar a violência criminosa da iniciativa privada (principalmente fazendeiros, madeireiros, mineradoras e outras grandes empresas que atuam na região) e institucional (poder policial e judiciário) contra as lutas por direitos das comunidades tradicionais e indígenas e dos trabalhadores rurais e urbanos.

De acordo com o advogado Darci Frigo, diretor da ONG Terra de Direitos e que fez a vez de defesa das vítimas de abusos, os movimentos sociais são, em última instância, os únicos instrumentos de cobrança dos direitos garantidos na Constituição e por vários Tratados Internacionais das populações atingidas pelos projetos empresariais e os interesses do capital, protegidos pelo aparato do Estado através da polícia e do sistema judiciário. Por isso se torna, para estes setores, essencial a repressão e criminalização das organizações sociais, principal ameaça à hegemonia de seu poder.

Um exemplo deste processo é a perseguição ao bispo Dom Erwin, um dos principais opositores à construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no município de Altamira (PA), e responsável por uma campanha de denúncias contra a exploração sexual de meninas por políticos locais. Jurado de morte, o bispo acusa o poder político e o consórcio empresarial da hidrelétrica de estar por trás das ameaças. Hoje, Dom Erwin vive sob proteção policial.

Por outro lado, o advogado da CPT, José Batista, um dos principais defensores dos direitos humanos no Sul do Pará, região mais violenta do estado, foi condenado a dois anos e meio de prisão, sem direito a penas alternativas, por supostamente ter liderado uma ocupação de sem terras no Incra de Marabá em 2007. As acusações de cárcere privado, imputadas a ele, não tem sustentação de provas, mas a apelação acabou de ser negada pelo ministério Público Federal em Brasília. A prova de que sua condenação é um ato de repressão e criminalização, explica Batista, é que uma das lideranças da ação, processada pelos mesmos crimes, foi condenada a um ano de prisão e teve direito a cumprir penas alternativas.

Para Frigo, em nome de uma suposta defesa do Estado Democrático de Direito, tanto o Estado quanto o capital, auxiliados pela grande imprensa, invertem a lógica da ordem constitucional e transforma atos legítimos de defesa de direitos em crimes. Por outro lado, nem a Justiça nem a mídia tem condenado autores de crimes ambientais, como empresas do porte da mineradora Vale, ou de morte, como os massacres de sem-terras em Eldorado dos Carajás, os mandantes do assassinato da freira americana Irmã Dorothy, defensora das comunidades locais em Anapu, e de dezenas de lideranças sociais no Pará. Por isso, explica o advogado, o tribunal, por mais simbólico, teve a função de apontar os agentes da criminalização, expor suas estratégias e denunciar suas atuações.

Leia a seguir a sentença de condenação dos "réus", o Estado, a mídia e o capital:

TRIBUNAL POPULAR INTERNACIONAL SOBRE A CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Em 31 de janeiro de 2009, na cidade de Belém do Pará, durante as atividades do Fórum Social Mundial, foi aberta a Sessão do Tribunal Popular Internacional sobre a Criminalização dos Movimentos Sociais.

Respondem por estes atos de estigmatização social, as elites econômicas, o aparato de Estado e a Mídia Comercial.

As elites econômicas fazendo valer seus interesses ditados pela lógica do capital, patrocinaram perseguições as vítimas deste processo. Fazendeiros, sojeiros, arrozeiros, madeireiros, entre outros, são conhecidamente vinculados a estes processos de criminalização.

O aparato de Estado, subvertendo as conquistas constitucionais em suas ações institucionais, estabelece uma repressão mais planejada e ousada em relação a movimentos sociais, além de ser conivente com as práticas de criminalização, seja através de seu poder ostensivo ou através de seu poder jurisdicional.

A mídia empresarial ao veicular informações deturpadas da realidade, difamando defensores de DHs, aje caracterizando ações populares legítimas como crimes, propagando uma suposta ilegitimidade de tais ações transformando lideranças e defensores em criminosos perante a opinião pública e mesmo o judiciário.

Segundo restou provado, esta postura dos réus em relação aos movimentos sociais merece, há tempos ser enfrentada com coragem. Pelo menos no caso brasileiro, a forma de tratar as questões sociais sempre foi autoritária, estampada na máxima: "questão social é caso de polícia".

Criminalizar está relacionado diretamente à transformação, caracterização e tipificação de uma determinada ação em crime. Através da utilização de instrumentos legais, busca-se estabelecer uma intencionalidade não existente, mas que dá conta de transformar ações e pessoas em suposta bandidagem (Sauer, 2008).

Importante esta distinção, pois revela que há uma ligeira mudança na lógica e nos instrumentos utilizados pelos réus para criminalizar ações legítimas. Ações mais articuladas por parte dos meios de repressão do Estado deram a tônica nos casos aqui apresentados, que obviamente perpetradas em co-autoria com os demais réus.

Uma vez caracterizada a criminalização como um ato que vai bem mais além da mera repressão violenta, fica mais fácil perceber a conduta nociva dos réus.

Esses atores sociais, que ora figuram como réus neste Tribunal, através de suas respectivas ações, tergiversam a realidade para imputar aos movimentos sociais e defensores de Direitos Humanos a ilegitimidade de suas ações.

Articulada com os poderes estatais, as elites econômicas trabalham praticando o assalto à dignidade humana, furtando os sonhos e a esperança de dias melhores a milhares de trabalhadores, dizimando populações tradicionais, indígenas, quilombolas, em nome do lucro representado nas atividades do agronegócio.

Neste sentido, como ficou provado, operam articuladamente para a realização dos processos de criminalização dos movimentos sociais, ao pensar um modo de transformar ações legítimas de defesa de Direitos Humanos, em ações criminosas.

O Estado por sua postura, exaustivamente descrita perante este Tribunal, é violador de preceitos constitucionais, ao promover, através de seus aparatos, chacinas, espancamentos, processos judiciais, e outras ações, colocando-se na contramão das principais necessidades de nossa gente, como reforma agrária, moradia, condições dignas de trabalho, mídia livre, demarcações de terras indígenas e quilombolas, etc.

A grande mídia comercial, assentada em princípios capitalistas, ao propagar ao mundo a atuação dos movimentos sociais, de maneira deturpada, imputa a estes a pecha de criminosos, insuflando a opinião pública a encarar tais movimentos como ilegítimos a partir de sua visão estreita de legalidade, viola flagrantemente o direito fundamental à informação.

As elites econômicas, agindo dentro da pauta estabelecida pelo grande capital, representado pelos grandes conglomerados econômicos, impõem aos povos do mundo sofrimentos diretamente ligados as suas nocivas atividades econômicas, gerando trabalho escravo, trabalho infantil, devastação ambiental, sucateamento educacional, aniquilamento de comunidades tradicionais, populações indígenas e quilombolas, como já demonstrado acima.

Diante do exposto, restou provado que os réus, no trato de conflitos rurais e urbanos - sobretudo quando envolvem o reclame e a defesa dos Direitos Fundamentais da pessoa humana, a partir da mobilização dos movimentos populares organizados - agiram propagando informações deturpadas da realidade, difamando defensores de direitos humanos, criminalizando as organizações sociais ou ainda sendo omissos com tais práticas de criminalização, como forma de tentar conter os avanços que as forças populares possuem e representam.

Esta repressão está ligada intimamente a uma política costumeiramente autoritária que o Estado, as elites econômicas e os meios de comunicação de perfil industrial, possuem e levam a efeito.

Assim, tendo ouvido acusação e defesa, as provas apresentadas perante este júri popular, nós juízes do povo, declaramos que as elites econômicas nacionais e internacionais, o aparato de Estado e a grande mídia comercial, são culpados pelos atos de criminalizar e difamar movimentos sociais e defensores de Direitos Humanos, sendo clara sua culpabilidade também em relação aos assassinatos de milhares de lutadoras e lutadores de todo o mundo.

Tendo em vista o exposto, este Tribunal, no uso da soberania que lhe foi conferido pelos movimentos sociais aqui presentes, declara ainda que todos os povos são livres para escolher os rumos de sua emancipação social e política. Os Estados devem facilitar as possibilidades para o acontecer de uma sociedade livre e igual. A mídia comercial, deverá abandonar a sua perspectiva industrial, para fazer valer o direito fundamental à informação, sendo as mídias independentes fortalecidas, assim como determinamos que a reforma agrária, a regularização fundiária, a demarcação de terras indígenas e quilombolas, o fomento a agricultura familiar, são meios necessários para estabelecer o fim das atividades econômicas baseadas no modelo agro-exportador, e fundamentais para a construção da soberania de todos os povos.

Belém-PA, 31 de janeiro de 2008.

VAGAS PARA PROFESSOR DE JORNALISMO

A Unemat em Alto Araguaia está contratando professores para a Faculdade de Jornalismo. Confira neste link:

http://www.unemat.br/proeg/docs/2009_1/edital_3_2009_alto_araguaia_comunicacao_social.pdf