DESTAQUE

NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

27 de mai. de 2009

Nomes da Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Comunicação

GABINETE DO MINISTRO

PORTARIA No- 315, DE 25 DE MAIO DE 2009
O MINISTRO DE ESTADO DAS COMUNICAÇÕES, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 3o do Decreto de 16 de abril de 2009, resolve:

Art. 1o Designar, para compor a Comissão Organizadora da 1a Conferência Nacional de Comunicação - CONFECOM, os seguintes representantes indicados pelos órgãos, pelas entidades e pelas organizações referidas no Anexo da Portaria no 185, de 20 de abril de 2009:

I - Poder Público:

a) Casa Civil da Presidência da República:
Titular: André Barbosa Filho
1o Suplente: Beatrice Kassar do Vale
2o Suplente: Daniel Mandelli Martin Filho

b) Ministério das Comunicações:
Titular: Marcelo Bechara de Souza Hobaika
1o Suplente: Roberto Pinto Martins
2o Suplente: Sônia Cristina da Silva

c) Ministério da Ciência e Tecnologia:
Titular: Augusto César Gadelha Vieira
1o Suplente: Maria Lúcia Muniz de Almeida
2o Suplente: Ubirajara Moreira da Silva Junior

d) Ministério da Cultura:
Titular: Octavio Penna Pieranti
1o Suplente: Adilson José Ruiz
2o Suplente: Rafael Gazzola de Lima

e) Ministério da Educação:
Titular: José Guilherme Moreira Ribeiro
1o Suplente: Érico Gonçalves da Silveira
2o Suplente: Wellington Mozarth Moura Maciel

f) Ministério da Justiça:
Titular: Romeu Tuma Júnior
1o Suplente: Anna Paula Uchoa
2o Suplente: Gustavo Camilo Baptista

g) Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República:
Titular: Ottoni Guimarães Fernandes Junior
1o Suplente: Sylvio Kelsen Coelho
2o Suplente: Laércio Portela Delgado

h) Secretaria-Geral da Presidência da República:
Titular: Gerson Luiz de Almeida Silva
1o Suplente: Wagner Caetano Alves de Oliveira
2o Suplente: Geraldo Melo Corrêa

i) Senado Federal:
Titular: Senador Flexa Ribeiro
1o Suplente: Senador Lobão Filho
2o Suplente: Ana Luiza Fleck Saibro

Titular: Senador Wellington Salgado
1o Suplente: Senador Antônio Carlos Júnior
2o Suplente: Igor Vilas Boas de Freitas

j) Câmara dos Deputados:
Titular: Deputado Paulo Bornhausen
1o Suplente: Deputada Luiza Erundina
2o Suplente: Deputado Milton Monti
3o Suplente: Deputada Cida Diogo
4o Suplente: Deputado Eduardo Valverde

II - Sociedade Civil:

k) ABCCOM - Associação Brasileira de Canais Comunitários:
Titular: Edivaldo Farias
1o Suplente: Paulo Miranda
2o Suplente: Fernando Mauro

l) ABEPEC - Associação Brasileira das Emissoras Públicas,
Educativas e Culturais:
Titular: Paulo Roberto Vieira Ribeiro
1o Suplente: Marco Antônio Coelho
2o Suplente: Antônio Achilis Alves da Silva

m) ABERT - Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e
Televisão:
Titular: Daniel Pimentel Slavieiro
1o Suplente: Evandro do Carmo Guimarães
2o Suplente: Flávio Cavalcanti Junior

n) ABRA - Associação Brasileira de Radiodifusores:
Titular: Frederico Nogueira
1o Suplente: Dennis Munhoz
2o Suplente: Walter Ceneviva

o) ABRAÇO - Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária:
Titular: José Luiz do Nascimento Sóter
1o Suplente: Josué Franco Lopes
2o Suplente: Marcelo Inácio de Sousa e Silva

p) ABRANET - Associação Brasileira de Provedores Internet:
Titular: Eduardo Fumes Parajo
1o Suplente: Carol Elizabeth Conway
2o Suplente: Gil Torquato

q) ABTA - Associação Brasileira de Televisão por Assinatura:
Titular: Alexandre Annenberg Neto
1o Suplente: André Muller Borges
2o Suplente: Adir de Souza Matos

r) ADJORI BRASIL - Associação dos Jornais e Revistas do
Interior do Brasil:
Titular: Miguel Ângelo Gobbi
1o Suplente: Carlos A B Balladas
2o Suplente: Sergio Jonikaites

s) ANER - Associação Nacional de Editores de Revistas:
Titular: Sidnei Basile
1o Suplente: Lourival J. Santos
2o Suplente: Luiz Fernando Martins Pereira

t) ANJ - Associação Nacional de Jornais:
Titular: Paulo Tonet Camargo
1o Suplente: Ricardo Bulhões Pedreira
2o Suplente: Júlio César Vinha

u) CUT - Central Única dos Trabalhadores:
Titular: Rosane Bertotti
1o Suplente: Manoel Messias Nascimento Melo
2o Suplente: Romário Cezar Schettino

v) FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas:
Titular: Celso Schröder
1o Suplente: Sérgio Murillo de Andrade
2o Suplente: José Carlos de Oliveira Torves

w) FITERT - Federação Interestadual dos Trabalhadores em
Empresas de Radiodifusão e Televisão:
Titular: José Catarino do Nascimento
1o Suplente: Francisco Pereira da Silva
2o Suplente: Celene Rodrigues Lemos

x) FNDC - Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação:
Titular: Roseli Goffman
1o Suplente: Sheila Tinoco Oliveira Fonseca
2o Suplente: Berenice Mendes Bezerra

y) INTERVOZES - Coletivo Brasil de Comunicação Social:
Titular: Jonas Chagas Lúcio Valente
1o Suplente: Fernando Oliveira Paulino
2o Suplente: Jacira da Silva

z) TELEBRASIL - Associação Brasileira de Telecomunicações:
Titular: Antônio Carlos Valente
1o Suplente: José Fernandes Pauletti
2o Suplente: Emerson Martins Costa

Parágrafo único. A participação dos representantes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados na Comissão Organizadora dar-se-á a título de colaboração.

Art. 2o Fica estabelecida a data de 1o de junho de 2009 para a reunião inaugural da Comissão Organizadora, a ser realizada às 11 horas, em Brasília, Distrito Federal, no auditório da sede do Ministério das Comunicações, na Esplanada dos Ministérios, Bloco "R" - Subsolo, com a presença dos representantes titulares e suplentes designados nesta Portaria.

Art. 3o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

HÉLIO COSTA.

SOBRE A PRECARIZAÇÃO DA PROFISSÃO DE JORNALISTAS - Laura Lucena comenta artigo de Andrea Godoy

Andrea,
parabéns pelo seu artigo. Concordo com você e, em muitos pontos, faço das suas as minhas palavras.


Sempre digo que quem escolhe ser jornalista não é uma pessoa preocupada em ganhar dinheiro. E, pela experiência própria que tenho, abraçar essa profissão é quase um sacerdócio. E é preciso muito mais do que amor para 'ralar' quase 30 anos nela, como é o meu caso.

Além do acúmulo de cargos, da falta de respeito dos patrões para com os empregados (principalmente de alguns ex-jornalistas que viram empresários e terminam explorando os coleguinhas tanto ou mais do que quando eles eram explorados, temos que também ceder às leis trabalhistas que cada vez mais ganham um caráter empresarial contra o trabalhador, sem se falar no assédio moral que esse sofre dos seus superiores, na maioria das vezes, jornalistas em cargos de chefia).
Eu, como membro (será, ainda? pelo menos, deveria, mas estou em falta) da diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, sei o tanto que é difícil para a nossa entidade representativa desempenhar sua função em favor de uma categoria cada vez mais desunida. Temos contra a nossa luta, o desinteresse dos próprios jornalistas que nem percebem o tanto que os patrões estão desarticulando os nossos movimentos por melhores salários e condições de trabalho. A maioria dos nossos colegas nem têm consciência de que, assim, não cumprem, com eles mesmos, o principal papel da imprensa que é o de mostrar e, principalmente, o de questionar esse tipo de situação e reagir contra, fortalecendo o Sindicato dos Jornalistas que, atualmente, luta com dificuldades para pelo menos conscientizar a categoria a lutar por si mesma, mas mal consegue dar mais do que uma orientação 'jurídica' ao profissional que está enfrentando dificuldades junto à empresa na qual trabalha.
A desarticulação do nosso movimento de luta, nem passa necessariamente, em minha opinião, pela diferença de salários para quem exerce a mesma função dentro de uma redação, tanto quanto pelo fato das empresas adotarem a tática de também, no caso dos salários atrasados, pagarem em primeiro lugar os que trabalham em setores estratégicos para o funcionamento da empresa (gráficos e editores, por exemplo, enfraquecendo toda e qualquer ação contra o atraso salarial, já bem debilitada por um mercado cada vez mais inchado de profissionais, fator esse que, em minha opinião baseada na lei da oferta e da procura, é o que realmente está "precarizando" a profissão.
Afinal de contas, somos ou não somos formadores (ou será de-formadores) de opinão?
Eu, ao contrário de você, participei ativamente de todos os movimentos grevistas dos jornalistas de Mato Grosso nos últimos 30 anos. E, em se tratando de você, não poderia ser diferente, porque em alguns desses momentos seu pai e sua mãe, provavelmente, nem se conheciam.
Conquistamos um dos maiores pisos salariais da América Latina. Desbravamos caminhos para que hoje o mercado da comunicação mato-grossense criasse tantas vagas para o setor. Lutas anteriores nos deram direito à aposentadoria especial, que a categoria - hoje, com sua maioria composta de jornalistas formados - perdeu recentemente. Naquela época, conquistamos também legalmente a jornada reduzida de 5 horas, que poucas categorias conquistaram nesse país e os 'graduados' em comunicação já estão perdendo, de fato e não de direito (ainda), se sujeitando a receber por 8 ou mais horas trabalhadas, o que poderiam ganhar legalmente em cinco horas.
E nem todos éramos jornalistas graduados, como é o meu caso. O diploma para jornalistas não era uma exigência para o exercício da profissão, o que não significa que estou ilegalmente atuando na área e muito menos que seja favorável à queda dessa exigência, como já se posicionou Gilmar Mendes, segundo você mesma cita no seu artigo.
Se for somar o tempo que tenho de faculdade, todas na UFMT, ganho de muitos coleguinhas formados em termos de tempo de sala-de-aula numa universidade: quatro de direito, dois de enfermagem e agora, mais um semestre no curso de Ciências Sociais e Políticas. Mas, o mercado hoje, está exigindo o Diploma de Graduado em jornalismo para contratar, mesmo que Gilmar Mendes diga que ele não é necessário no caso da nossa profissão.
E, digo mais, se você tem só o diploma, comece a correr atrás do mestrado e do doutorado, se desejar ganhar um pouco melhor e se antecipar ao futuro. Porque, se hoje volto aos bancos escolares atrás do canudo que nunca precisei, aproveitando para abrir a minha visão sobre o mundo por meio do curso de Ciências Sociais e Ciência Política, buscando atender a uma exigência de mercado cada vez mais excludente, amanhã, será a sua de correr atrás do PHD para recuperar o prejuízo de não ter se preocupado com isso quando a juventude lhe facilita a vida.
Portanto, na minha opinião, independentemente de Gilmar Mendes, da Fenaj e do Sindjor, o mercado vai continuar cada vez mais exigindo uma graduação superior dos seus trabalhadores, o que está me fazendo agora, depois de velha, quase aposentada, correr atrás de um canudo e, mais do que isso, ampliar o meu leque de conhecimentos para que eu possa, cada vez mais, escrever com propriedade e informação, razão pela qual busquei um curso capaz de ampliar ilimitadamente os meus conhecimentos sobre a sociedade e os homens que a formam.
E, aqui, faço uma crítica severa ao seu artigo, principalmente quando diz que aqueles que não "estudaram a ética jornalística nos bancos da faculdade estão mais suscetíveis a distorcer as informações ao sabor da 'linha política editorial' a qual o grupo de comunicação está ligada". Bem, não estudei e nem vou estudar ética jornalística, porque não vou fazer um curso de Comunicação Social nessa altura da minha vida, desencantada que estou com a profissão. Até mesmo, porque, sou capaz de bater a maioria dos formados em qualquer concurso público para preenchimento de vagas na nossa profissão. E venho dando aulas práticas de jornalismo (e principalmente de redação) para colegas recém-formados, que reclamam de estarem sendo mal preparados pelas universidades de Comunicação.
Durante a minha longa caminhada nessa profissão, vi foi muita mais gente graduada do que não graduada em comunicação fazendo isso. Portanto, considero infeliz e preconceituoso o seu comentário, pois, ética e moral a gente aprende no berço e há no mundo os que os tem e os que não os tem, mesmo que esses últimos venham enfeitados com vários pós-doutorados e diplomas nas mais diversas áreas.
Eu, não sou graduada em Comunicação Social, é verdade. Mas sou respeitada pelos colegas e quem conhece meu trabalho sabe da minha competência e seriedade como profissional de Comunicação. Nunca me sujeitei a trabalhar por migalhas e, recentemente, deixei bons cargos porque não concordo com salários atrasados e cansei de ser uma voz solitária dentro das redações repletas de jornalistas recém-formados - ou ainda nem isso - dispostos a se firmarem no mercado, alguns a qualquer preço, que, exatamente por isso, estão sendo usados contra qualquer mobilização da própria categoria.
Lamentável!
Eu tenho quase 30 anos de profissão, sem ter sido nunca uma unanimidade e muitas vezes tendo sido considerada polêmica, mas nunca enfrentei nenhum processo por escrever reportagens tendenciosas, com erros de informações, com falsas informações ou seja lá o que motivar o leitor a acionar um profissional da imprensa judicialmente. E não tenho diploma. Meu pai foi jornalista por mais de 60 anos, não é formado e, também, nunca foi processado, apesar dos seus artigos polêmicos e de ele ter sido editor dos principais jornais de Cuiabá, alguns, como o Correio da Imprensa, no qual também trabalhei, bem combativo contra a Ditadura Militar, que essa sua geração não conheceu.
Nem nunca, eu ou meu pai, usamos das ‘comodidades’ que você fala que a profissão lhe confere, pois, diante de qualquer autoridade, sempre fui uma profissional fazendo o meu papel de buscar a informação para os meus leitores, sempre fazendo o meu papel de cidadã.
Como jornalista, ao escrevermos um artigo ou reportagens, precisou tomar um imenso cuidado com as palavras. Elas são poderosas e podem nos levar a más interpretações que podem arruinar vidas e dificultar caminhadas, principalmente a nossa. E isso, não necessariamente só em nossas reportagens. Também, no dia-a-dia. Foi o que aconteceu em gestões passadas da Diretoria do Sindicato dos Jornalistas que, numa campanha em favor da exigência do diploma de jornalistas, terminou usando termos que ofenderam jornalistas não diplomados. Resultado: a atual diretoria comandada pelas valentes e destemidas guerreiras sindicais Keka, Márcia e Alcione, teve que dar duro para pagar a indenização e custos da ação resultante da sentença desfavorável ao Sindicato.
Nunca acreditei também nessa história de reportagem neutra. Isso não existe! Toda a reportagem, por mais isenta que seja, não é neutra, trazendo sempre uma tendência de favorecer esse ou aquele lado, pois, quem escreve é uma pessoa e não um computador e ninguém é completamente neutro em qualquer coisa nessa vida, principalmente o jornalista apaixonado pelo que faz e pela verdade que defende. Uma reportagem comentada – ou editorialista - é menos perigosa do que as informações manipuladas que constam em uma reportagem aparentemente ‘neutra’ que ‘mancheta’ um jornal. Eu sei, você sabe e nós sabemos que, para isso, basta dar mais espaço para quem nos agrada mais, ou ao dono da empresa jornalista que denominamos de ‘linha editorial’ e é o que mais acontece em qualquer lugar, não necessariamente apenas em Mato Grosso.
Para chegar até aqui, só eu sei as esquinas nas quais penei...
Um grande abraço de quem é ‘geneticamente’ jornalista.

Laura Lucena

26 de mai. de 2009

Vamos acordar!

Por Dafne Spolti, estudante de jornalismo da UFMT


Não estou nada feliz e nem satisfeita. Pela primeira vez teremos uma Conferência Nacional de Comunicação. Quem sabe disso? E mais: quem se importa?


Nem vou tentar responder, apenas explicar....


Bom, primeiro, precisamos deixar claro que a comunicação no Brasil não é democrática e que isso impede a democracia geral do país, pois não há democracia verdadeira sem informação plural. Todos os veículos são atrelados politicamente, todo mundo sabe. Mas como se não bastasse isso, alguns assumem a frente da programação televisiva. Eles utilizam uma emissora de TV, que transmite suas programações por meio de uma CONCESSÃO PÚBLICA, para fazer propaganda política o ano inteiro, doando camisetas de futebol, tijolos e outras “coisinhas”. Além disso, também choram. Fazem um teatro (no sentido bem ruim da coisa). Muitas pessoas acreditam que esses políticos são bonzinhos etc etc. Mas mesmo entre as pessoas mais simples há quem perceba que isso é ruim. Que bom!


Este é apenas UM exemplo do que acontece de errado por aí. Por sinal, um caso complicado principalmente aqui no Mato Grosso. Então, muitas outras questões também devem ser discutidas e regulamentadas: convergência tecnológica, concessões públicas, programação e tudo o mais. Por aí passam as questões como gênero e raça, publicidade infantil, programação educativa e cultural... Nossa, é muita coisa! E não adianta falar que se está impedindo a liberdade de imprensa com regulamentações. Isso é conversa pra boi dormir. Uma comunicação com regras garante que cada coisa seja dita no espaço apropriado. E uma mídia plural é muito mais livre.


Buscando as melhorias desse setor que está ligado a todos os outros, diversos movimentos sociais reivindicavam que fosse realizada uma Conferência Nacional de Comunicação. Dia 17 de abril, foi publicada a convocação pelo presidente da República. Três dias depois a portaria de nomeação da Comissão Organizadora. Mais insatisfações: Os movimentos sociais estão mal representados na referida comissão. São 10 membros para o poder público e 16 para a sociedade civil. Dentre esses 16, oito estão destinados para o setor empresarial e oito para a sociedade civil não empresarial. Mas extra-oficialmente sabe-se que parte dessa sociedade civil não empresarial prefere caminhar com os outros oito. Ou seja, não defendem o povo e a democratização dos meios.


É por causa dessas questões que nós todos, comunicadores, estudantes, trabalhadores, desempregados, donas de casa, carpinteiros, donos de boteco, caixa de supermercado, TODO MUNDO, precisamos nos envolver na luta pela democratização. Falar disso, fazer manifestações públicas, barulho para que vejam: NÓS PENSAMOS E QUEREMOS SER OUVIDOS!


Mas o que fazer de maneira prática?


Paralelamente à Comissão Organizadora nomeada pela presidência da república, e desde bem antes da sua existência, funciona a Comissão Nacional Pró-Conferência (CNPC), que reúne 33 entidades como o Coletivo Intervozes, o Fórum Nacional de Democratização da Comunicação, o Conselho Federal de Psicologia, entre outras. Em quase todos os estados existem também as comissões estaduais pró-conferência. Esses grupos representam a nós, da sociedade civil, dizendo para o governo o que queremos. Aqui no Mato Grosso, essas discussões são feitas pelo Fórum Estadual de Democratização da Comunicação, que agora integra a Comissão Estadual Pró-Conferência e do qual fazem parte mais ativamente o MST, o Cacos-UFMT, a Enecos, o DCE-UFMT, o Sindjor, o Sintep, e o CRP. Para as discussões caminharem bem, então, é importante que os membros da sociedade, os indivíduos que acreditarem na importância dessa luta, se reúnam em movimentos sociais e participem da Comissão Pró-Conferência. Se não participar através de uma entidade, que vá então como cidadão e faça suas defesas, coloque suas idéias.


Espero que você tenha se interessado um pouco por essa luta e até queira participar de uma reunião. Podemos te chamar já para a próxima. Mande-nos um e-mail em forumdemocratizacaomt@gmail.com, dizendo o que você pensa e nos passando seus contatos. Valeu e até!


A PRECARIZAÇÃO DO JORNALISMO E SEUS DESDOBRAMENTOS

Por Andrea Godoy

Nós, jornalistas, costumamos brincar dizendo que quem conclui a faculdade de
jornalismo deveria receber um atestado de loucura. Afinal quem se aventuraria em
sã consciência a estudar para ingressar em uma profissão sem piso salarial
estabelecido? Sem hora para voltar para casa? Sem direito a repouso no sábado ou
no domingo, e no caso de editores e apresentadores tendo que acordar a partir
das 4 horas da madrugada para colocar o jornal no ar às 6h?

No entanto, fazemos o que fazemos porque amamos a profissão. Amamos vasculhar o inédito, o oculto, o isolado e proclamar as notícias aos quatro ventos do mundo! Amamos um bom texto - simples, claro e conciso - para tornar a leitura agradável e digerível. Certamente se pensássemos apenas no dinheiro nos esmeraríamos para nos tornar juízes, desembargadores, médicos, engenheiros.

Porém, chega a hora em que é preciso pensar no dinheiro. A vida nos obriga a isso sendo nós jornalistas ou não. Todos querem dignidade, querem ver os filhos estudando em boas escolas, prover seus lares com os alimentos mais nutritivos, querem acesso não apenas à saúde, mas ao lazer, à cultura, ao esporte, e tudo isso custa dinheiro!

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjorn/MT) está em nova campanha salarial e não é apenas para assegurar um reajuste, mas fixar um piso salarial que os jornalistas do Estado sequer possuem. Um piso que seria um balizador para evitar as diferenças e injustiças. Mas o que parece o mínimo aceitável tem sido uma árdua luta para nós jornalistas.

Para começar nós jornalistas, que fazemos cobertura das greves de todas as demais categorias, não temos direito à greve. Vocês já viram greve de jornalistas? Eu não! Só ouvi falar de uma paralisação há muito tempo atrás (bons tempos aqueles). No mais, temos greve de professores, greve de motoristas, de bancários, mas o jornal jamais deixa de rodar e o telejornal nunca falha também.

Não é que os jornalistas sejam proibidos de fazer greve. Longe disso! Não são proibidos diretamente. Com o passar do tempo os patrões descobriram novas formas de desarticular a categoria sem precisar parecer ditadores. Como escreveu o filósofo Michel Foucault em referência à J. M. Servan: “Um déspota imbecil pode coagir escravos com correntes de ferro...mas é sobre as fibras moles do cérebro, que se funda a base inabalável dos mais sólidos impérios”(pl.93 Vigiar e Punir).


Hoje a “coação” que desarticula a categoria são os benefícios dados a poucos para evitar que sejamos “uma só voz”. Se pegarmos as folhas de pagamento das redações, veremos que em uma empresa de comunicação, pessoas que exercem a mesmíssima função têm diferenças salariais gritantes. Isso pode não acontecer em todas as empresas, mas sucede na maioria delas. E como alguns estão satisfeitos, a maioria não pode lutar. Não pode lutar porque teme perder o emprego, teme ser denunciado pelos poucos que comem na mão do dono da empresa de comunicação, que elege seus favoritos e não por critérios éticos ou profissionais, mas sim pessoais.

Os poucos jornalistas favorecidos pelos donos de comunicação também são muito explorados. Cumprem horas-extras e não ganham por isso, mas como se sentem privilegiados, trabalham felizes e fazem os outros trabalharem também. Vocês se lembram daquele cavalo do livro “A Revolução dos Bichos” de George Orwel? O cavalo Sansão trabalhava “prá burro”, se me permitem a expressão, em benefício dos porcos que conquistaram a sede da fazenda e queria que todos os outros fizessem o mesmo, porque ele acreditava mesmo que os porcos iam construir uma fazenda muito melhor para todos. Mas na verdade as maçãs, a produção toda da fazenda só ia para os porcos se fartarem! Pois é, é mais ou menos assim que acontece.

Concomitantemente a isso também existe uma mobilização sutil pela precarização da profissão de jornalista. Existem pessoas interessadas em retirar a obrigação do diploma para exercer a profissão. O próprio presidente o Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes, relata favoravelmente a um recurso extraordinário que derruba por terra a exigência do diploma.
E quem ganha com isso? Ora, todos nós sabemos que a maioria dos veículos de comunicação pertence ou está ligado a algum grupo político. E pessoas que não estudaram a ética jornalística nos bancos da faculdade estão mais suscetíveis a distorcer as informações ao sabor da “linha política editorial” a qual o grupo de comunicação está ligada.

É ou não é assim? Nos meus tempos de faculdade aprendi que existem duas modalidades de matéria jornalística: a notícia em si que precisa ser referencial e desprovida de adjetivos e subjetividades e o artigo que é estritamente opinativo. É a maneira do leitor saber quando ele está lendo uma opinião (pessoal) ou uma notícia (impessoal). Mas qual não foi minha surpresa ao abrir um site desses de Mato Grosso e descobrir uma nova modalidade? A “notícia comentada”, que nada mais é uma maneira de enganar o leitor para seguir uma linha política específica. Uma visão parcial dos fatos.

Um estagiário ou uma pessoa sem preparo que acha que escreve bem e “vira jornalista” já se sente muito grato por exercer uma profissão de prestígio, que o coloca diante de autoridades e isso sem precisar estudar! Imagine o quão grato ele é com o patrão por isso, e o quanto ele vai fazer qualquer coisa para permanecer nesse cômodo papel que lhe abre várias possibilidades?
É um campo livre para a difamação, para o denuncismo, para extorquir empresários, políticos e autoridades com informações que possam prejudicar suas imagens e tudo sob a desculpa da “liberdade de expressão”. É a volta do jornalismo doutrinário como já previa o romancista francês Honoré de Balzac na obra “As Ilusões Perdidas” quando ele escreveu: “Todo jornal é, como disse Blondet, uma loja onde se vendem ao público palavras da cor que deseja. Se houvesse um jornal dos corcundas, haveria de provar noite e dia a beleza, a bondade, a necessidade dos corcundas. Um jornal não é feito para esclarecer, mas para lisonjear as opiniões. Desse modo, todos os jornais serão, dentro de algum tempo, covardes, hipócritas, infames, mentirosos, assassinos. Matarão as idéias, os sistemas, os homens, e, por isso mesmo, hão de tornar-se florescentes”pl.175.

Para piorar a luta dos jornalistas por dignidade, algumas empresas estão criando a figura do profissional “multimídia”. A ideia é prover as redações de jornalistas que fotografem, gravem, escrevam, narrem e diagramem. Não se espante se vocês se depararem com um jornalista com uma caneta, máquina fotográfica, filmadora e gravador na mão!

A TV Centro América teve outra ideia mais original para os jornalistas, que já é aplicada por várias afiliadas da Rede Globo: demitir o motorista e colocar o jornalista para dirigir o carro. Os advogados contratados pela TVCA não querem negociar piso se antes o Sindicato não aceitar essa possibilidade. Dá a impressão de que o jornalismo não dá lucro e que é preciso “enxugar” a equipe. Mas essa concepção é totalmente mentirosa. Jornalismo dá muito lucro sim, dá muita publicidade com anunciantes de “peso”.

Mas dessa forma, com os pequenos benefícios, com o medo de perder o emprego, com a precarização da mão-de-obra é que os jornalistas têm deixado de lutar. Pedimos, no entanto, que cada jornalista coloque a mão na cabeça e se dê mais valor. Que queira na vida muito mais do que migalhas e venha somar esforços para enobrecer e dignificar a profissão que tanto amamos.

Andrea Godoy é jornalista em Cuiabá

TERMINA PRIMEIRA FASE DA CAMPANHA SALARIAL

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso concluiu a primeira rodada de negociações na Campanha Salarial 2009.

É, ESTAMOS EM CAMPANHA SALARIAL!

Apesar das dificuldades, essa é uma luta que tem que ser feita ano a ano.

E este ano convocamos os jornalistas para iniciar a campanha com uma Assembléia Geral, dia 9 de março, no auditório do Sindicato dos Bancários. Momento de ouvir a categoria. Saber o que queremos para nós, enquanto trabalhadores?

Depois convocamos, para os dias 27, 28 e 29 de abril, as primeiras rodadas com 20 empresas, arroladas na capital (13) e interior (7).

Este ano Sinop e Rondonópolis estão participando das rodadas de negociação. Essa é uma construção que vem sendo feita para fortalecer a capital e também o interior, onde a imprensa vem crescendo.

Na primeira rodada (http://sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com/search?q=campanha), as empresas convocadas no interior compareceram e estão analisando a pauta do Sindjor-MT. Na capital, ninguém compareceu. O blog RDNEWS justificou ausência e pediu para remarcar a data de conversa para o dia 18 de maio. Assim foi feito. Mas não compareceu. A TV Centro América também pediu mudança de data para o dia 18 e na data remarcada compareceram na sede do Sindjor-MT o advogado da Centro América, Fernando Mancini, e Giane Maria, gerente de Recursos Humanos da TV. Mancini disse preferir negociar com o Sindicato no Ministério Público do Trabalho(MPT).

O advogado do Sindjor, Francisco Faiad, já está juntando os documentos necessários para provocar o MPT e que agora o Ministério convoque as empresas e o Sindicato à comparecerem na segunda rodada de negociação.

Os jornalistas estão pedindo um piso de R$ 2,1 mil. Veja pauta de reivindicações:(http://sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com/2009/04/atencao-sindjor-mt-define-pauta-de.html)

É importante explicar que ano passado, também pedimos esse valor, que obviamente tem base em indicadores econômicos e sociais, como o DIEESE, por exemplo.

Ano passado, estivemos perto de fechar acordo, trabalhamos muito nesse sentido e os empresários chegaram a propor, informalmente, como piso único R$ 1.300.

Não fechamos acordo porque não aceitamos a exigência da TV Centro América de colocar em acordo coletivo que jornalista deva dirigir carro de reportagem. Pelo simples fato dessa não ser uma função de jornalista, o que seria acúmulo de função sem remuneração, e também para não intereferir na profissão dos colegas motoristas.

ESTE ANO ESTAMOS NOVAMENTE TRABALHANDO POR UM ACORDO COLETIVO, QUE ATENDA AOS JORNALISTAS.

VEM PRA LUTA QUE É NOSSA!

A DIREÇÃO

Ranniery avalia positivamente primeiros trâmites


O jornalista Ranniery Queiroz, 34 anos, ao ser demitido da TV Centro América em outubro de 2008, saiu com a sensação de que havia na verdade sido excluído e tratado como coisa. Ele diz ter sofrido um acidente, teve que fazer repouso e engordou. Por conta disso segundo ele não serviria mais para o vídeo, nem para mais nada à empresa.


Ele conta que uma colega sofreu o mesmo corte, porque não quis cortar o cabelo. “É um abuso”, avalia o jornalista, que, em fevereiro deste ano, entrou com um processo contra a empresa, por assédio moral e diversas outras irregularidades trabalhistas.


Na visão de Ranniery, esta é uma das empresas de jornalismo que mais pressionam os trabalhadores e fazem também patrulha ideológica.


Agora ele comemora os primeiros passos do trâmite do processo, porque, em audiência, a justiça cobrou da TV Centro América a intenção em fazer acordo, porque, segundo Ranniery, tentando reproduzir na íntegra a fala da magistrada, o processo está muito bem instruído.


“É muito triste passar por isso, depois de 10 anos de dedicação exclusiva. É! Porque não deixam você trabalhar em outro lugar. Todo trabalhador que se sentir lesado, em qualquer empresa, tem que levar a diante, dessa forma a gente vai conseguir trabalhar de forma educativa a conduta dos patrões”, opina Ranniery.


Sobre o risco de ser perseguido ou ficar marcado no mercado, ele admite que o temor é grande. “Só que resolvi enfrentar isso. Se for necessário mudar de área para manter o sonho eu mudo, embora a grande paixão seja o jornalismo”.

Pantai Comunicação contrata

A Pantai Comunicação esta selecionando profissionais maiores informações, entrar em contato por e-mail e enviar curriculum e-mail: taisepantai@gmail.com

É PRA GANHAR - SINDJOR-MT ESTÁ MONTANDO TIME DE FUTEBOL!


Despendure a chuteira!!! E vamos para o jogo.
Atenção atletas do futebol, o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (MT) vai participar da 8ª Copa Café Brasileiro de Mercadista de Futebol 7 Society.


O Gilmar está organizando o time. O time precisa de 15 jogadores. Quem quiser participar, falar com ele pelo celular 8119-5265.


Os jogos vão começar após o dia 13 de junho.


É pra arrastar a taça! - diz Gilmar.


VEM PRA LUTA QUE É NOSSA!

25 de mai. de 2009

Oportunidade de Emprego

Função: reporter e apresentador
Programa Rural
Salario a combinar
Disponibilidadep/ viajar interiores(alta floresta, gurantã, nova mutum,sinop,
primavera do leste, etc. etc.)
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23 de mai. de 2009

Blog do "Na Boca do Povo"

De vez em quando acessem o blog do grupo literomusical "Na Boca do Povo", do Sindjor-MT!
O endereço é

19/05/2009 - Jornalista consegue na Justiça comprovar acúmulo de função

Uma ex-jornalista da TV RBS de Florianópolis ganhou na Justiça o direito ao pagamento de adicional de salário por haver exercido as funções acumuladas de pauteira e editora do jornal Bom Dia Santa Catarina. A questão foi decidida na Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao julgar recuso da empresa contra a determinação do Tribunal Regional da 12ª Região, que manteve o benefício com base na interpretação analógica ao jornalista profissional da Lei nº 6.615/1978, que regulamenta a profissão de radialista. Na decisão do TST, a relatora, ministra Rosa Maria Weber, lembrou que, em outra ocasião, a Turma já havia julgado recurso de outro empregado contra a RBS, no sentido de que é possível a aplicação analógica, ao jornalista, da legislação que regulamenta a atividade de radialista, no que se refere ao pagamento do acréscimo salarial decorrente do acúmulo de funções. Mais informações aqui.
Texto do portal do Sindicato dos Jornalistas do Paraná (Sindijor-PR): http://www.sindijorpr.org.br/?system=news&action=read&id=3393&eid=40

13 de mai. de 2009

Murilo Domingos amordaça jornalistas de Várzea Grande

* Do VG Notícias

Prefeito licenciado de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), quer calar a imprensa para que não sejam divulgados os desmandos que acontecem na prefeitura.

Murilo Domingos ingressou na Justiça contra o site VG Notícias e contra a jornalista Edina Araújo, DRT 908/83, para proibir que sejam publicadas as matérias verídicas e embasadas em documentos públicos, disponíveis no Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público Estadual (MPE) e na 1ª Vara Especializada de Fazenda Pública de Várzea Grande, sobre os processos que tramitam contra ele na Justiça.

O processo 465/2006, tramita na 1ª Vara Especializada de Fazenda Pública de Várzea Grande, sob o comando do juiz, José Luiz Lindote. A ação foi proposta pelo promotor titular da 6ª Promotoria Pública do município, Carlos Eduardo Silva – onde é acusado ele (Murilo) em suposto esquema em licitação, seu irmão, ex-secretário de Fazenda, Toninho Domingos, e a contadora e ex-auditora da Casa Domingos, Sirlene Fagundes de Freitas.

A fraude envolve a prefeitura de Várzea Grande, a empresa de “fachada” João Só, Comercial e Distribuidora de Alimentos Ltda, para beneficiar a Casa Domingos, empresa dos irmãos Domingos. Além disso, a prefeitura é apontada também pelos auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE) por direcionamento de licitação, conforme consta no relatório do (TCE), para favorecer a empresa Gemini Projetos, incorporações e Construções Ltda, do ex-prefeito de Cuiabá, Anildo de Lima Barros (DEM). Clique aqui. http://www.vgnoticias.com.br/noticia.php?codigo=4703.

Em depoimento, Toninho acabou confessando que a Casa Domingos era principal fornecedora de alimentos à prefeitura por meio de empresas de “fachada”. Confira. http://www.vgnoticias.com.br/noticia. php?codigo=5003

Todas as matérias veiculadas pelo site www.vgnoticias.com.br, foram baseadas em documentos públicos que podem ser conferidos na 1ª Vara Especializada em Fazenda Pública, de Várzea Grande, ou ainda no Tribunal de Justiça (TJ/MT) onde tramita uma ação criminal ainda sobre o esquema da empresa de “fachada” João Só, proposta pelo procurador de Justiça, Waldemar Rodrigues, no dia 07 de abril deste ano. Ações estas que não tramitam em segredo de justiça, portanto, a sociedade tem direito a informação.

Outra participação duvidosa diz respeito à empresa Redefrig, Comércio Produtos Frigoríficados Ltda, que tem como um dos sócios, Silvio Antonio da Silva Júnior – irmão do secretário de Administração de Várzea Grande, Faustino Antônio da Silva Neto.

Clique aqui. http://www.vgnoticias.com.br/noticia.php?codigo=4931

E por último, a matéria baseada em documentos oficial da prefeitura, e inclusive alvo de investigação por parte do Ministério Público, por pagar mais de R$ 73,5 mil para servidores “a disposição” com ônus para o município. Confira o link http://www.vgnoticias.com.br/noticia.php?codigo=4960

Ligação Escusa - O juiz que concedeu à liminar calando a imprensa de Várzea Grande, em benefício do prefeito Murilo Domingos, é o titular da segunda Vara Cível do município, Marcos José Martins de Siqueira, que pessoalmente, solicitou ao prefeito, um CARGO a sua esposa Rosane Lorenzi, admitida em 01/06/2006, no Fundo de Previdência Social dos servidores de Várzea Grande (Previvag).

Marcos Siqueira é responsável ainda por calar por meio da justiça, o site Caldeirão Político, do jornalista Cícero Henrique, também de Várzea Grande.

Mesmo com a recente queda da lei de imprensa, o prefeito Murilo Domingos e o juiz Marcos José Martins de Siqueira, esposo da procuradora judicial comissionada da Previvag, Rosane Lorenzi, agem contra a liberdade de imprensa, da forma mais sórdida possível, privando a população várzea-grandense de ter acesso à informação, “Cala Boca Jornalista” ainda no tempo da repressão, da ditadura militar.

E para que não seja descoberta a “farra” com o dinheiro público, amordaça a imprensa que faz seu papel com responsabilidade.

Murilo Domingos deveria também, aproveitar o estreito laço que mantém com o juiz Marcos Siqueira e ingressar contra o Ministério Público - que vem fazendo seu papel com dignidade. Não basta calar a voz dos jornalistas. As ações vão continuar tramitando na Justiça, mesmo que apareça no caminho outros Marcos José Martins Siqueira – a exemplo do esposo da Rosane Lorenzi.

POSIÇÃO DA DIRETORIA DO SINDJOR-MT

O Sindjor-MT é contra a censura e defende um dos pilares do jornalismo, que é a denúncia de irregularidades no setor público. As matérias publicadas, nesse caso, têm base em processo judicial. O Sindicato abre espaço para que a jornalista Edina Araújo, embora esteja na posição patronal no momento, assine a notificação oficial na sede da entidade que a representa.

12 de mai. de 2009

"II Sarau dos Jornalistas de Mato Grosso - Jornalista também faz arte"

NÃO PERCA !!

FAVOR INFORMAR OS COLEGAS DO SEU TRABALHO.


Já está certo. O II Sarau está marcado para o próximo sábado, dia 16 de maio, no Bar do Museu da Caixa D´água Velha, espaço histórico, muito bonito, de onde se vê parte de Cuiabá. Fica na rua Comandante Costa, centro da capital.


O Sarau acontecerá das 17h às 24 horas, porque ali tem vizinhança, por isso marcamos para começar mais cedo.


A programação cultural - vocês vão ver - é a jornalistada que vai garantir. Entre outras atrações, já estão confirmadas banda de rock, MPB, nosso Grupo Lítero Musical Na Boca do Povo, exposições de fotos, apresentação afro, gente cantando, dançando, falando poesias, apresentando artesanatos, filhos de jornalistas no palco, enfim. Outras.


TRAGA A SUA ARTE OU VENHA PRESTIGIAR OS COLEGAS.


Por favor, quem quiser participar, não se acanhe, confirmar até quinta-feira pelo celular 9922-9445 (Keka). Se quiser, pode mandar também a confirmação por e-mail: keka.werneck@gmail.com.


O Bar do Museu irá vender cerveja e churrasquinho e, é claro, a entrada é franca. A intenção do Sarau é a confraternização cultural entre jornalistas de todas as gerações. Esperamos por tod@svocês lá.


Convidem, avisem os nossos colegas que são artistas, ainda que amadores, não importa.


Ano passado, o Sarau surpreendeu. Este ano, será ainda melhor.

A DIRETORIA


UM LOCAL QUE TEM A ENERGIA DA HISTÓRIA


Um museu em Cuiabá reúne arte e história em ambiente diferenciado. As paredes dos três vãos do Museu do Morro da Caixa D'Água Velha já abrigaram mais de 1 milhão de litros de água entre o final do século XIX e a metade do século XX. O local, que antes era usado como reservatório para abastecer a população local, foi transformado em espaço para receber exposições e mostras de cinema.A localização – no subsolo – impressiona os visitantes. Encravada no centro da capital, a Caixa D'Água Velha entrou para a história por ser o primeiro sistema de abastecimento público de água construído para atender a população na capital.Inaugurada no dia 30 de dezembro de 1882, a construção serviu como centro de abastecimento de água até a década de 1940, quando o serviço ficou sob responsabilidade da recém-criada Companhia de Saneamento do Estado de Mato Grosso (Sanemat).

11 de mai. de 2009

Vaga para professor de jornalismo

Olá Colegas da Comunicação!
A Unic Beira Rio está precisando de professor de jornalismo para disciplinas teóricas e práticas.

Os pré-requisitos são: graduação em Jornalismo, mestrado e/ou especialização (concluída) e experiência de mercado.

O curso de jornalismo da Unic é no período matutino. Quem tiver interesse ou souber de alguém que tenha estamos recebendo currículos, é só enviar no email.

No aguardo dos interessados,

Maria Góes
Grupo IUNI Educacional
Coordenação Adjunta de Jornalismo
Unic3363-1189 / 8117-1538