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NOVO PISO: Jornalistas e patrões firmam acordo coletivo de 2017

Da assessoria Após seis rodadas de negociação, mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Mato Grosso, o Sindic...

24 de jul. de 2009

Jornalistas de MT fazem festa julina em protesto

Jornalistas de Mato Grosso fazem sábado, dia 25, uma festa julina no Museu da Caixa D´água Velha, centro de Cuiabá, a partir das 19 horas, com entrada franca. Além das tradicionais comidas, bebidas e brincadeiras, esta será uma festa-protesto, como forma de expressar a insatisfação da categoria com a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), que cassou a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo.
O nome da festa-protesto é “A Quadrilha do Gilmar e do STF – Os caça-diploma”. Haverá quadrilha improvisada, ou seja, quem chegar poderá dançar.
O tradicional Trio Cheiro de Forró, composto por três sinhozinhos muito divertidos e expressivos, anima a noite, que provavelmente será fria.
No cardápio, maria isabé, farofa de banana e feijão, empamonado e caldo. Cerveja e refrigerante a preços populares.
A festa é feita por jornalistas e para jornalistas, mas é aberta a parentes, amigos e toda a sociedade.
A coordenação organizadora da festa explica que a festa julina já é uma tradição do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) e funciona também como um momento de confraternização entre as gerações de jornalistas, estudantes e professores da área.
O Museu da Caixa D´Água Velha é um dos espaços públicos e culturais mais privilegiados da capital, pois além de bonito é também histórico. Quem ainda não conhece, essa é uma boa oportunidade para visita-lo.
O local foi inaugurado em 1882, como reservatório de água. As caixas d'água submersas, formadas por duas galerias, recebiam água direto do rio Cuiabá e por gravidade distribuía para as bicas espalhadas em diferentes pontos da cidade. Dessas bicas, levadas em charrete, no lombo de cavalos em baldes sobre a cabeça, os moradores abasteciam suas casas.O Museu é de estilo romano e hoje abriga exposições diversas. Tem galerias em forma de arco, feitas de pedras canga e cristal e argamassa de areia lavada com cal virgem porque na época ainda não existia cimento.O Museu, administrado pela Secretaria Municipal de Cultura, está aberto à visitação de terça a domingo, das 8 às 12hs e das 12 às 22hs.

22 de jul. de 2009

O Diploma da Discórdia!


Talvez o diploma de graduação, aquele pedaço de papel, serve somente para provar o que todo profissional graduado diz. Por isso não considero esse pedaço de papel assim tão expressivo, mas o que e quanto eu estudei, o tempo que levei para eu ter esse pedaço de papel, isso sim merece atenção e respeito.

O assunto que alvoroçou a comunidade jornalística nos últimos dias foi a decisão do STF em derrubar a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. Pois bem, a maioria dos colegas [formados] esbravejou, protestou, se revoltou, digam-se de passagem os mato-grossenses...praticamente se rebelaram contra o conterrâneo Gilmar Mendes...pessoal, deixem estar...o tempo, como diz minha avó, resolve tudo em seu tempo...

O fato é que sem o diploma, nem todos conseguirão exercer a profissão, uma vez que para isso os jornalistas por experiência - sem desmerecer ninguém, mas falando das estrelas de plantão das redações a fora – precisarão conhecer algumas técnicas que só aprendemos na academia...Ah! Eis a questão: a academia é que vem antes do diploma...daquele que não é mais exigido, lembram?
Certo dia recebi um e-mail intitulado “Não precisa de diploma para ser jornalista? Então faça o teste.” Parte do teste era mais ou menos o seguinte: “Sem pesquisar sobre os termos faça um editorial e um texto jornalístico com o tema ‘O STF e o diploma de jornalista’, pré-diagramado em Page Maker, corpo 11, em meia página de quatro colunas, com foto e legenda, de duas laudas, sem nariz de cera, com lead e sublead, uma suíte para um box, com um olho, título com bigode, não pode ser artigo, se trata de uma matéria jornalística. Alguém [sem formação] quer tentar???

Colegas [formados] percebem como a questão não é assim tão simples? Não é apenas alguém sem formação começar a escrever um texto ou pensar em uma pauta para TV que a função de jornalista estará bem exercida. Sem conhecimento de base, teórico, será difícil dar qualquer passo, do tamanho certo é claro, em uma redação.

Também fiquei revoltada com a decisão do STF, mas depois que recebi esse e-mail comecei a rir e me dei conta de que não será assim tão fácil alguém sem formação e que vai prostituir o trabalho ficar com meu posto. Agora pergunto aos jornalistas por experiência: se o diploma não é assim tão necessário, porque é que os melhores, mais bem pagos e mais concorridos concursos públicos do país com vagas para jornalistas exigem a graduação, a formação acadêmica, inclusive com comprovação pelo diploma registrado no Ministério da Educação? Como, por exemplo, o concurso da Fundação Hospitalar de Minas Gerais, com quatro vagas para jornalistas e salário de R$ 4.391. Sem contar que as provas exigem conhecimento em dimensões teóricas e práticas da notícia e da reportagem; redação e edição do texto jornalístico; conceitos e funções da comunicação pública e da comunicação política; ética jornalística; teorias da notícia e do jornalismo; critérios de noticiabilidade, newsmaking, gatekeeping, agenda setting...conceitos...teorias...critérios...conceitos...teorias...teorias...Alguém se arrisca a competir comigo ou com qualquer outro Jornalista por Formação???

Tauana Schmidt. Jornalista graduada pela Faculdade Cenecista de Sinop – Facenop.

15 de jul. de 2009

Os Ombros Suportam o Mundo


* Carlos Drummond de Andrade


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.

Tempo de absoluta depuração.

Tempo em que não se diz mais: meu amor.

Porque o amor resultou inútil.

E os olhos não choram.

E as mãos tecem apenas o rude trabalho.

E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

Ficaste sozinho, a luz apagou-se,

mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.

És todo certeza, já não sabes sofrer.

E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?

Teu ombros suportam o mundo

e ele não pesa mais que a mão de uma criança.


As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios

provam apenas que a vida prossegue

e nem todos se libertaram ainda.

Alguns, achando bárbaro o espetáculo,

prefeririam (os delicados) morrer.

Chegou um tempo em que não adianta morrer.

Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.

A vida apenas, sem mistificação.



Lambança!


Curso: Introdução ao Cinema Documentário

A partir do dia 20/07 estará aberta as inscrições para o curso de férias "Introdução ao Cinema Documentário" (Módulo I).
Este módulo é pré-requesito para o módulo II - Realização de um documentário (aulas práticas) que se iniciará em agosto.
O curso é promovido pela Escola de Artes da UFMT e será ministrado pela cineasta Bárbara Fontes.

Este mês foi lançado o documentário "Sayonara", produzido pelos alunos que participaram do curso no ano passado.

Informações Adicionais:

Período do Curso: 28/07 (terça-feira), 30/07 (Quinta), 04/08 (terça), 06/08 (quinta), 11/08 (terça) e 13/08 (quinta)
Horário: 13:30 às 18:00
Investimento: R$ 200,00

Conteudo:
* Historia do Documentario
* Da idéia ao Roteiro
* Exibições de documentarios e analise fílmica

Informações:
3615.8354
99574622 (Bárbara

4 de jul. de 2009

ABRAJET CONTRA A EXTINÇÃO DO DIPLOMA DE JORNALISMO

O Conselho Nacional da Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo(Abrajet), reunido no Hotel Bourbon, em São Paulo, manifestou-secontrário à decisão do Supremo Tribunal Federal extinguindo aexigência de apresentação do Diploma de Jornalismo para a emissão doRegistro Profissional de Jornalista pelo Ministério do Trabalho.

Ao mesmo tempo, o Conselho manifesta total apoio aos membros doCongresso Nacional que estão se mobilizando no sentido de corrigiresta decisão que prejudica a uma categoria que tem histórica e ativaparticipação nos destinos do País e sempre defendeu o direito deexpressão como símbolo legítimo da democracia.

São Paulo, 4 de julho de 2009.

Conselho Nacional da ABRAJET