quarta-feira, 30 de setembro de 2009

LEITOR BONZINHO VAI PRO CÉU; OS MALVADOS VÃO À CONFERÊNCIA!!! (*)

**AUREMÁCIO CARVALHO

Nessa quinta feira (01/10/09), será realizada uma audiência pública à partir das 14hs, no auditório “Deputado Milton Figueiredo”, na Assembléia Legislativa, para debater as conferências nacional (Confecom) e estadual de comunicação.Além de membros da sociedade civil, do empresariado e do poder público, o evento conta com a participação da jornalista Carolina Ribeiro, membro do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, uma das entidades que compõem a Comissão Organizadora Nacional da Confecom.

O objetivo da audiência, solicitada pelo Deputado Estadual Alexandre César (PT-MT) a pedido da Comissão Estadual Pró-Conferência do Mato Grosso e aprovada em plenário do dia 23/09 pelo poder legislativo do estado, é informar a todos sobre o que é a I Conferência Nacional de Comunicação, quais os procedimentos para sua realização e de que forma a sociedade pode participar.

Dizem que as pessoas que não gostam de política têm por castigo serem governadas por quem gosta...Da mesma forma, quem não gosta de comunicação e não tem interesse em saber como ela funciona, para atuar nela a seu favor, também viverá preso em uma jaula invisível, como uma mosca dentro de um vidro.

Os psicólogos vêm estudando este assunto há longa data e concluíram que a mídia pode modelar a mente das pessoas, de tal forma que a maioria delas faça exatamente aquilo que os donos de rádios, jornais e TV desejam. Não é fácil para uma pessoa comum, que não seja jornalista ou comunicador profissional, dedicar-se a assuntos desta natureza, mas, por outro lado, se nada fizerem, tudo permanecerá como está ou ainda vai piorar.

Há um provérbio que diz: "Jornalismo é algo tão sério que não pode ficar apenas nas mãos de jornalistas." Será, prezado(a) leitor(a), que você recebe a informação "plural e diversa" necessária à formação de uma "opinião pública independente" no "mercado livre de idéias", fundamento da democracia? Será que você sente seus diferentes pontos de vista "refletidos” na mídia que você lê, ouve ou vê? Da mesma forma, haverá uma "opinião pública" ou coexistem muitas e variadas "opiniões publicas", "fotografadas" estatisticamente por meio de intervenções (pesquisas) pautadas por interesses e questões alheios a ela ou a elas?

Essas (e muitas outras) questões, que em geral não são discutidas pelos colunistas da grande mídia, além de fundamentais escondem os pressupostos básicos sempre implícitos na definição do papel da "imprensa" nas democracias liberais. Em tempos de 1ª Conferência Nacional de Comunicação, os pressupostos implícitos sobre o papel que a grande mídia desempenha nas democracias liberais e sua uniformidade ideológica precisam ser debatidos. Afinal, todos queremos o aprimoramento democrático. Ou não?

A ética jornalística recomenda que todos os lados sejam ouvidos (e ouvidos a sério), não apenas para cumprir tabela; e que o direito de resposta, segundo normas civilizadas de tamanho, oportunidade e linguagem, seja amplamente concedido. Não é o que vem acontecendo. Ou você pensa que um cidadão, com a cara exposta na mídia, após ter ou ser suspeito de ter cometido um ato ilicito ou um crime, tem direito a ser ouvido?

São temas como esses que vamos discutir, tanto da Audiência Pública, quanto na Conferência Estadual. E, se você é pessoa que busca estar informada e não manipulada ou usada pela mídia, seu lugar é na Audiência e na Conferência Estadual. Venha, sua participação é fundamental.

Já disse alguém, “o maior analfabeto é o analfabeto político”.

(*) Auremácio Carvalho é membro da Comissão Organizadora da Conferência.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

CONFERÊNCIA DE COMUNICAÇÃO É ASSUNTO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA

Pela primeira, povo brasileiro cobra controle social na mídia e amplo debate sobre as comunicações que queremos

Nessa quinta feira será realizada uma audiência pública à partir das 14h, no auditório “Deputado Milton Figueiredo”, na Assembléia Legislativa, para debater as conferências nacional (Confecom) e estadual de comunicação.

Além de membros da sociedade civil, do empresariado e do poder público, o evento conta com a participação da jornalista Carolina Ribeiro, membro do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social, uma das entidades que compõem a Comissão Organizadora Nacional da Confecom.

O objetivo da audiência, solicitada pelo Deputado Estadual Alexandre César (PT-MT) a pedido da Comissão Estadual Pró-Conferência do Mato Grosso e aprovada em plenário do dia 23/09 pelo poder legislativo do estado, é informar a todos sobre o que é a I Conferência Nacional de Comunicação, quais os procedimentos para sua realização e de que forma a sociedade pode participar.

A Conferência Nacional de Comunicação está marcada para dezembro (1 a 3), mas aqui no Mato Grosso a conferência estadual será no final de outubro (29, 30 e 31), em que serão eleitos os delegados para a Nacional, e de onde tiraremos diretrizes sobre os assuntos a serem debatidos na Confecom.

A Audiência Pública sobre a Confecom está aberta a TODOS que estejam interessados.

Mais informações: 9223-2494/9922-9445 ou proconferenciamt@gmail.com.

PROJETO DE LEI “FICHA LIMPA” APRESENTADO NO CONGRESSO


Em cerimônia realizada hoje (29.09) pela manhã em Brasília, o MCCE (Movimento de Combate À Corrupção Eleitoral) entregou mais de 1,3 milhão de assinaturas de eleitores de todo o país, defendendo projeto de lei que veda legenda a candidatos processados.

Houve coleta em mais de 5.000 municípios, e Mato Grosso colaborou, cerca de 4% do eleitorado apoiou a proposta.

Deputados e Senadores de diversos partidos receberam as mais de 40 entidades de todo o país, que lideraram a coleta de assinaturas ao projeto de lei de iniciativa popular. Ao receber a proposta, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB), lembrou que a democracia direta permite esse tipo de iniciativa, enquanto que o Secretário Geral da CNBB (Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil), D. Dimas Lara, lembrou o décimo aniversário da aprovação da lei 9.840, a única norma em vigor que teve origem em iniciativa popular.

Aproveitando esta data, o Senado Federal realizou uma sessão comemorativa aos 10 anos de vigência da “lei da compra de voto” (Lei 9.840/99), a pedido do senador Antonio Carlos Valadares (PSB/SE).

O plenário do Senado foi ocupado por militantes de todo o país, e da sessão participaram os senadores Serys Slhessarenko (PT/MT), Romeu Tuma (DEM/SP) e Marina Silva (Sem partido/AC).

De Mato Grosso compareceram a vice-presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Silvia Cavalcante, além do Coordenador do MCCE, Antonio Cavalcante, o Ceará, e o advogado do Movimento, Vilson Nery.

Para transportar os formulários com as assinaturas foram usadas duas camionetas, e crianças representando todos os estados fizeram uma entrega simbólica dos documentos. Uma vez que o regimento do Congresso é confuso quanto à tramitação desse tipo de lei, é possível que haja acordo de lideranças para uma aprovação rápida do projeto.

Isso significa que já em 2010 o processo eleitoral fique mais hígido, já que candidaturas serão restritas a quem não responda a processos. http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=95802&codAplicativo=2

VAGA EM SORRISO PARA JORNALISTA

A Faculdade de Sorriso (FAIS) está contratando jornalista para a Assessoria de Imprensa.

Horário de trabalho: manhã e noite.

Salário: a combinar.

Falar com Francielle: (66) 3545-7600.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ASSISTA: MÍDIA E CRIANÇA


SINDJOR-MT CONVOCA PARA ASSEMBLÉIA GERAL

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) está convocando Assembléia Geral para o próximo dia 28, às 19h em primeira convocação e 19h30, segunda, com qualquer quórum, na sede do Sindicato.

PAUTAS:
1) Votação para delegados - ENJAC
2) Mudança no estatuto: redução de três para dois anos de gestão, a partir da próxima
3) Recomposição da diretoria

A DIRETORIA

TEMPO DOIDO

Audiência debaterá a I Conferência Estadual de Comunicação de MT

Da Assessoria

A audiência pública que irá debater a I Conferência Estadual de Comunicação
(Confecom) de Mato Grosso está confirmada para o dia 1º de outubro a partir das 14h no auditório Milton Figueiredo, Assembleia Legislativa. O requerimento do evento, de autoria do deputado Alexandre Cesar (PT), foi aprovado por unanimidade, em Plenário, na sessão vespertina desta terça-feira (22). O parlamentar atendeu a solicitação da Comissão Estadual Pró-conferência de Comunicação, composta por diversos movimentos sociais para cobrar dos governos o debate público sobre o assunto e a melhor regulação do setor.

A I Confecom de Mato Grosso foi marcada pelo governo estadual para acontecer nos dias 29, 30 e 31 de outubro. Já são 18 os estados que vão cumprir a etapa preliminar da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada pelo Governo Federal para acontecer de 1 a 3 de dezembro em Brasília (DF). Nas etapas estaduais serão definidos os delegados que irão representar suas unidades federativas na etapa nacional.

“Será importante fazer um debate anterior a I Confecom de Mato Grosso para esclarecer a sociedade a respeito da importância da comunicação no cotidiano, não apenas para os profissionais da área, mas para todos quanto a consomem. Existem diversas questões de direitos e cidadania em torno da comunicação que sempre foram tomadas com parcialidade. Há a disputa entre redes de TV, perca de espaço dos jornais impressos para a mídia digital e mais recentemente o fim da exigência do diploma para a profissão de jornalista. Enfim, é preciso reunir a sociedade para discutir meios de acessar uma comunicação mais transparente e democrática”, declarou o deputado Alexandre Cesar.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso e integrante da Comissão Estadual Pró-conferência de Comunicação, Keka Werneck, todos os estados que realizarão a I Confecom estão promovendo audiências públicas para preparar o campo de debate. “Assim a população tem a oportunidade de conhecer os pontos da pauta da Conferência e as ideias são amadurecidas”, expressou. Keka também acredita que a etapa regional da I Confecom servirá para regionalizar o debate. “Abordaremos assuntos como o tratamento da mídia local ao movimento negro, os programas religiosos, entre outros. Também será muito importante que a população saiba que a concessão de rádios e TVs é pública, de domínio público concedido a terceiros, portanto, os empresários concessionários tem a obrigação de prestar contas à sociedade. Há a proposta de ter ouvidoria e ombudsman nessas concessionárias a fim de haver críticas a própria empresa de comunicação por parte da sociedade. É o que chamamos de controle social da mídia”, ponderou.

Além do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), integram a Comissão Estadual Pró-conferência de Comunicação: o Conselho Regional de Psicologia (CRP), o Grupo de Consciência Negra (Grucon), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o Sindicato dos Professores do Estado de Mato Grosso (Sintep-MT), o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb-MT), a Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (Enecos), o Diretório Central dos Estudantes da UFMT, campus Cuiabá (DCE-UFMT-Cuiabá), a Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso (CUT-MT), a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária em Mato Grosso (Abraço-MT) e outros movimentos pró-direitos humanos e LGBT, movimentos culturais e comunitários.

Quarta entrevista da série "Jornalistas de MT: o que pensam?"


'Não me preocupo mais com isso (beleza)...Tenho uma carreira sólida construída', avalia Deisy Boroviec
Por Keka Werneck
Foto: Ademir Jr.

A jornalista gaúcha, de Cruz Alta, Deisy Boroviec, 36 anos,
poderia ser descrita como se descreve uma modelo. Magra, loira, olhos
azuis...Porém, ela diz não se identificar muito com esse mundo da estética.
Brincou de desfilar, quando era adolescente. Agora avalia já ter uma carreira
sólida no jornalismo em Cuiabá. Porém, casada, mãe do bebê Pedro, afirma que por
ele trocaria de profissão. Mantidas as respostas dadas por ela em caixa
alta.


Nome: DEISY BOROVIEC

Idade: 36 anos

Nasceu onde: CRUZ ALTA (RS)

Formação: Jornalismo, pela UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO (SP)

É jornalista há quanto tempo?
Desde 1996.

Por que escolheu jornalismo?
EU SEMPRE QUIS SER ARQUITETA. NÃO PASSEI NO VESTIBULAR DA USP EM 2001. EM 2002, EM FUNÇÃO DE UM ACIDENTE GRAVE, PERDI O PRAZO DE INSCRIÇÃO PARA O VESTIBULAR DE ARQUITETURA NA USP. EU MORAVA EM CAMPINAS, SÃO PAULO, E, NA MINHA ESCOLA, O ANGLO, EU PROCUREI ALGUMA FACULDADE POR PERTO. SÓ TINHA A UNAERP (UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO), E NÃO TINHA ARQUITETURA. DAS PROFISSÕES OFERECIDAS, O JORNALISMO PARECIA SER INTERESSANTE, POIS SEMPRE GOSTEI DE CONTAR HISTÓRIAS. PRESTEI O VESTIBULAR SÓ PARA NÃO FICAR PARADA ATÉ O PRÓXIMO ANO. PASSEI, PARA MINHA SURPRESA. RESOLVI CURSAR A FACULDADE DE JORNALISMO, SEM TER NOÇÃO EXATA O QUE SERIA NO FUTURO.

Já pensou em ser modelo?
(RISOS) PARTICIPEI DE DESFILE DE MODA QUANDO ERA ADOLESCENTE. ISSO É MUITO COMUM PARA QUEM MORA NO INTERIOR. MAS NÃO ME SENTI À VONTADE, NEM ELEGANTE, NEM MODELO. DESFILAR FOI DIVERTIDO, MAS NÃO TEM NADA A VER COM MEU ESTILO DE VIDA.

Mulheres loiras têm mais sorte no trabalho? Você acha que a estética européia, dominante, ajuda?
SORTE?! (RISOS) TEM MAIS PREOCUPAÇÃO. ACREDITO QUE SER LOIRA E BONITA, POSSO DIZER ISSO SEM MODÉSTIA, SEMPRE GEROU DESCONFIANÇA. POR ONDE PASSEI, SEMPRE TIVE QUE PROVAR QUE SOU HONESTA E QUE SOU COMPETENTE. MULHERES BONITAS E INTELIGENTES ASSUSTAM COLEGAS E PRINCIPALMENTE CHEFES, POR INCRÍVEL QUE PAREÇA. HOJE, DEPOIS DE DEZ ANOS DE TRABALHO EM MATO GROSSO, NÃO ME PREOCUPO MAIS COM ISSO. TENHO UMA CARREIRA SÓLIDA CONSTRUÍDA.

Você vem se transformando em jornalista-videomaker, é isso mesmo?
SIM. GOSTO DE TECNOLOGIA. GOSTO DA ÁREA AUDIO-VISUAL E A PROCUÇÃO NESTA ÁREA É MUITO CARA. ENTÃO RESOLVI FAZER CURSOS DE SOFTWARES DE EDIÇÃO, PÓS-EDIÇÃO, AUTORAÇÃO E CAPTAÇÃO DE IMAGENS. FOI UM TRABALHO LENTO QUE COMEÇOU EM 2006, HOJE SOU UMA VIDEOMAKER COMPLETA: TENHO MINHA ILHA DE EDIÇÃO PORTÁTIL, POSSO EDITAR EM QUALQUER LUGAR, E UMA CÂMERA DV.

Você acha que nós registramos nossas histórias como deveríamos?
ACHO QUE O JORNALISTA ÉTICO SEMPRE TENTA FAZER O MELHOR, MAS TAMBÉM VAI DEPENDER DO RESPALDO FINANCEIRO, TECNOLÓGICO E DA IMPARCIALIDADE DO VEÍCULO NO QUAL SE TRABALHA. O TEMPO PARA FAZER A MATÉRIA TAMBÉM É FUNDAMENTAL, QUANTO MAIS TEMPO O TEMA PODE SER MELHOR EXPLORADO.

Jornalismo é um campo amplo?
SEM DÚVIDA. QUANDO SAÍ DA FACULDADE EU ME COBRAVA CONHECIMENTOS QUE HOJE PERCEBO QUE SERIA IMPOSSÍVEL PARA UM ÚNICO SER HUMANO. DENTRO DA MEDICINA EXISTE UMA SÉRIE DE ESPECIALIDADES, CADA MÉDICO DENTRO DO SEU CONHECIMENTO. IMAGINE PARA O JORNALISTA QUE NA PRIMEIRA MATÉRIA DO DIA FALA SOBRE DIREITO, NA SEGUNDA SOBRE SAÚDE, E NA TERCEIRA SOBRE TECNOLOGIA. É IMPOSSÍVEL DOMINAR TODOS OS ASSUNTOS. POR ISSO É IMPORTANTE NÃO TER VERGONHA DE DIZER QUE IGNORA O ASSUNTO E PERGUNTAR QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO A MESMA COISA. ESSA ATITUDE AJUDA A REGISTRAR A MATÉRIA COMO DEVERÍAMOS, COM INFORMAÇÕES CORRETAS, E AINDA É UMA OPORTUNIDADE DE APRENDIZADO A CADA MATÉRIA.

Você acha que o trabalho independente pode dar mais independência ao jornalista?
A INDEPENDÊNCIA É UMA ETERNA BUSCA E PARECE MUITAS VEZES UMA UTOPIA. MAS NÃO PODEMOS PERDER A ESPERANÇA, SE ISSO REALMENTE FIZER A DIFERENÇA PARA SERMOS MAIS FELIZES.

Você defende a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo?
SIM. A FORMAÇÃO ACADÊMICA É ESSENCIAL PARA QUALQUER PROFISSÃO. JORNALISMO NÃO É DIFERETE. SOMOS RESPONSÁVEIS PELA VIDA DAS PESSOAS QUE ESTÃO NAS NOSSAS MATÉRIAS.

Você acha que as instituições, como o STF, sabem decidir conforme os anseios do povo?
NÃO. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL É O GUARDIÃO DA CONSTITUIÇAO FEDERAL. O STF É FORMADO POR PESSOAS DE NOTÓRIO CONHECIMENTO JURÍDICO. A MASSA NÃO TEM INFORMAÇÃO ALGUMA, SEQUER CONHECE O TEXTO DA CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA, E CONSEQUENTEMENTE PENSA DIFERENTE DA CORTE SUPREMA. A DISTÂNCIA É MUITO GRANDE ENTRE O POVO E AS PESSOAS QUE TÊM ACESSO ÀS UNIVERSIDADES. ESSA DISTÂNCIA PODE DIMINUIR A PARTIR DO MOMENTO EM QUE O POVO TIVER REALMENTE ACESSO À EDUCAÇÃO E À SAÚDE.

Você pensa em fazer Direito? (muitos jornalistas pensam, como muitos advogados querem exercer o jornalismo)
NÃO. PARTICIPEI DE CURSOS BÁSICOS NAS ÁREAS DE DIREITO PENAL, CÍVEL, CONSTITUCIONAL, ADMINISTRATIVO E ESTOU SATISFEITA. CADA PROFISSIONAL COM SEUS ESTUDOS ESPECÍFICOS. PENSO SIM EM FAZER UM MESTRADO NA ÁREA DE COMUNICAÇÃO CORPORATIVA.

Liberdade de expressão: o que é é?
ACREDITO QUE TEM UM SENTIDO MUITO AMPLO. É TER UMA LEI DO CONSUMIDOR QUE RESPALDE NEGOCIAÇÕES COM O COMÉRCIO. É CONHECER A CONSTITUIÇÃO E FAZER VALER SEUS DIREITOS. É SABER RESPEITAR PARA SER RESPEITADO. É SABER FALAR E SABER SE CALAR NA HORA CERTA. É PODER CONTESTAR LIVREMENTE SOBRE AS IMPROBIDADES COMETIDAS COM O NOSSO DINHEIRO. É CONTESTAR A DECISÃO DA CORTE SUPREMA SOBRE A NÃO OBRIGATORIEDADE DO DIPLOMA, COMO FIZEMOS EM ABRIL DESTE ANO. ENFIM, PRECISAMOS APRENDER A USÁ-LA MAIS NO NOSSO DIA-A-DIA. LIBERDADE DE EXPRESSÃO NÃO PODE SE RESTRINGIR A SAIR POR AÍ ESCREVENDO MATÉRIAS SEM DIPLOMA!

Já cometeu algum erro no jornalismo difícil de reparar?
GRAÇAS À DEUS NÃO. TENHO MUITA PREOCUPAÇÃO AO FAZER UMA MATÉRIA, POIS NÃO QUERO SER RESPONSÁVEL POR COISAS RUINS.

Ser mãe te faz mais feliz que ser jornalista?
SER MÃE? A VIDA ESTÁ EM PRIMEIRO LUGAR SEMPRE. SEJA DO FILHO, DA MÃE, DO IRMÃO... A PROFISSÃO SERVE PARA NOS PROPORCIONAR ESTABILIDADE FINANCEIRA E CONSEQUENTEMENTE: CASA, COMIDA E ROUPA LAVADA! ESCOLHI SER MÃE E TROCARIA DE PROFISSÃO PELO MEU FILHO.

Você gostaria que seu filho vivesse em que tipo de mundo?
NUM MUNDO DE IGUALDADE DE OPORTUNIDADES. NÃO ACREDITO EM IGUALDADE SOCIAL. ACREDITO EM HONESTIDADE, SOLIDARIEDADE, PACIÊNCIA E RESPEITO. CONVIVER NUM MUNDO MELHOR SERIA TER RECIPROCIDADE, DOS ADJETIVOS ACIMA, ENTRE OS SERES HUMANOS.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Governo de MT convoca 1ª conferência estadual de comunicação

Está confirmada, para os dias 29, 30 e 31 de outubro, a I Conferência Estadual de Comunicação de Mato Grosso. O Governo do Estado publicou ontem (16.09) em Diário Oficial edital de convocação, assinado pelo governador Blairo Maggi.
A intenção é por em pauta nesta conferência as enormes distorções percebidas pela sociedade nos meios de comunicação, desde a programação das televisões, que nem sempre são de interesse do povo brasileiro, até os contratos de concessão, boa parte deles irregulares e em favor de políticos.
A Comissão Estadual Pró-conferência de Comunicação, composta por diversos movimentos sociais para cobrar dos governos o debate público sobre o assunto e a melhor regulação do setor, comemorou a notícia.
O entendimento dos movimentos sociais é que comunicação não é uma área de interesse apenas de profissionais da área, mas sim de toda da sociedade. Por isso mesmo integram essa luta, além do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Conselho Regional de Psicologia (CRP), o Grupo de Consciência Negra (Grucon), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o Sindicato dos Professores do Estado de Mato Grosso (Sintep-MT), o Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb-MT), a Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação (Enecos), o Diretório Central dos Estudantes da UFMT, campus Cuiabá (DCE-UFMT-Cuiabá), a Central Única dos Trabalhadores em Mato Grosso (CUT-MT), a Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária em Mato Grosso (Abraço-MT) e outros movimentos pró-direitos humanos e LGBT, movimentos culturais e comunitários.
Na etapa estadual, Mato Grosso poderá tirar 21 delegados, entre representantes dos movimentos sociais, empresários e governo. A proporção é de 40% (povo), 40% (empresas) e 20% (governo).
Com Mato Grosso, agora já são 17 estados que vão cumprir a etapa preliminar da I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), convocada pelo Governo Federal para os dias de 1 a 3 de dezembro, em Brasília deste ano.
Essa luta pela correção de distorções nas comunicações emergiu, fortemente, junto com outras bandeiras no pós-ditadura, década de 80. Com a abertura do país, ficou clara a necessidade de construir, junto com a democracia , uma imprensa que ouça o clamor de toda a sociedade e não somente de uma parte dela, detentora dos meios de produção e do capital.
Houve um vácuo político em torno dessa bandeira, mas com a chegada da internet, na década de 90, essa pauta voltou a sensibilizar coletivos em todo o Brasil.
Em janeiro deste ano, o presidente Lula anunciou publicamente, no Fórum Social Mundial, no Pará, que convocaria a I Conferência Nacional de Comunicação. Os movimentos sociais já cobravam isso dele insistentemente há pelo menos dois anos. A Conferência Nacional foi convocada oficialmente dia 16 de abril.
Em março de 2007, pela segunda vez, formou-se em Mato Grosso um grupo para discutir o assunto. Esse grupo se consolidou como a Comissão Estadual Pró-Conferência de Comunicação. Já havia surgido outro grupo no início da década de 90, dentro dessa mesma proposta.
A Comissão tentou por diversas vezes dialogar com o governo, para não só pedir a conferência estadual, mas também para conversar sobre a necessidade de reformas no modelo de comunicação em Mato Grosso. Agora, com a publicação do edital, espera que essa audiência seja possível, inclusive para debater a composição da Comissão Organizadora Estadual.
A pedido da Comissão Pró-Conferência, o deputado estadual Alexandre César (PT-MT) indicou ao governador que convocasse a conferência e agora irá chamar o povo para uma audiência pública, prevista para o dia 1 de outubro, às 14 horas, no auditório da Assembléia Legislativa. Podendo haver mudança de data.
No dia 17 de outubro, vem de Brasília José Sóter, coordenador da Abraço Nacional, para um seminário pré-conferência. A Comissão já realizou dois outro seminários, com os jornalistas também de Brasília Jonas Valente e Carol Ribeiro, ambos do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.
Para Carol Ribeiro, as comunicações no Brasil são “uma terra arrasada”. Ela diz isso para se referir aos problemas graves identificados no setor, que embargam o desenvolvimento cultural e social do país.
O tema da Conferência Estadual segue o mesmo da nacional. “Comunicação: meios para construção de direitos e de cidadania na era digital”.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Regimento antidemocrático reduz possibilidade de avanços na Confecom


Pedro Pomar*

A convocação, pelo governo federal, da 1ª Conferência Nacional de Comunicação Social (Confecom) materializou um projeto histórico dos movimentos sociais, grupos e entidades engajados na luta pela democratização da comunicação social no Brasil. É um acontecimento de extraordinária relevância política, social e cultural, visto que nosso país exibe um dos sistemas de mídia mais concentrados do mundo, voltado majoritariamente para fins mercantis e com escassa participação pública.
Historicamente, o sistema de mídia brasileiro tem sido um dos pilares da dominação de classe, graças aos privilégios recebidos do Estado. A realização da 1ª Confecom abriria, desse modo, a possibilidade de apontar mudanças substanciais no panorama atual.
Porém, o teor do regimento que a Comissão Organizadora Nacional acaba de aprovar vai na contramão das expectativas geradas, na medida em que normas fundamentais da 1ª Confecom, que fixam o número de delegados por segmentos (poder público, sociedade civil e empresariado) e o quórum para aprovação de resoluções, ferem a democracia e não se coadunam, sequer, com a tradição das conferências nacionais de outros setores.
O governo dobrou-se à chantagem do empresariado, que impôs a adoção dessas normas como condição para participar da 1ª Confecom. Os empresários dos setores de mídia e de telecomunicações (inadequadamente designados como “sociedade civil empresarial”) terão direito a eleger nada menos do que 40% dos delegados, uma aberração total, inédita na história das conferências. Estarão, assim, super-representados, uma vez que essa proporção nem de longe corresponde à real participação numérica do empresariado na sociedade, que é muito inferior a 40%. Não bastasse o fato de que empresas poderosas como Globo, Abril, Folha, SBT, Record, RBS, e os monopólios midiáticos regionais e locais praticantes do “coronelismo eletrônico”, poderão bombardear a população com suas próprias versões dos embates travados na conferência.
O poder público ficará com 20% dos delegados. Os movimentos sociais, grupos e entidades envolvidos na luta pela democratização dos meios de comunicação terão direito apenas aos restantes 40% dos delegados, a mesma proporção reservada aos empresários! Dessa forma, os setores populares, principais interessados na realização da 1ª Confecom, são acantonados, comprimidos numa delegação em que estará claramente subrepresentada.
“Temas sensíveis”
Agravante desse quadro é que foi definido um quórum para aprovação de resoluções em “temas sensíveis”, que será de 60%. Esse dispositivo tende a dificultar enormemente a aprovação de qualquer medida mais avançada, que diga respeito ao controle público ou controle social da mídia, ao cumprimento da Constituição Federal no tocante à proibição de monopólios, ao combate à propriedade cruzada dos meios de comunicação e várias outras. Todas poderão ser objeto de veto dos empresários, bastando, para isso, que tenham apoio parcial da bancada do poder público.
É deplorável que entidades participantes da Comissão Nacional Pró-Conferência (fórum extra-oficial que reúne o movimento social), e com assento na Comissão Organizadora, como CUT, Fenaj e várias outras, tenham concordado com tais normas, na forma de um “acordo” que consistiu, na realidade, em uma capitulação diante da pressão de governo e empresários.
Na verdade, das entidades com assento na Comissão Organizadora, somente o coletivo Intervozes e a Federação Interestadual dos Trabalhadores de Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert) rejeitaram essas normas draconianas. Mas é importante lembrar que um expressivo número de entidades do movimento popular, excluídas da Comissão Organizadora exatamente pelo formato restritivo que o governo deu a essa comissão, manifestou-se contra tais restrições, e da mesma maneira pronunciou-se, incisivamente, a maior parte das comissões estaduais pró-conferência.
Achatamento
Outro golpe foram os critérios adotados para a distribuição dos delegados por Estados, isto é, os critérios de proporcionalidade que determinarão o tamanho de cada delegação. Partindo-se do princípio razoável de que se deve estabelecer um mínimo de delegados nos Estados menos populosos, chegou-se, porém, a distorções inaceitáveis: de um lado, fixou-se em 24 delegados esse mínimo por Estado (um número visivelmente exagerado); de outro lado, obteve-se a compensação achatando a delegação de um único Estado, São Paulo, muito além do que seria uma redução aceitável.
O dispositivo adotado reproduz a proporção das bancadas dos Estados vigente hoje na Câmara Federal. Desse modo, São Paulo, que por sua população de quase 40 milhões de habitantes teria direito a 21,65% dos delegados, poderá eleger somente 13,65% deles — perderá, assim, um terço de seus delegados. Na prática, São Paulo terá direito a eleger cerca de 180 delegados (do total de 1.500), dos quais somente 70 dos movimentos sociais!
O achatamento da bancada paulista de deputados federais foi implantado pela Ditadura Militar exatamente com a finalidade de reduzir a participação popular organizada. A reprodução desse mecanismo no processo de construção da 1ª Confecom é uma nova derrota da democracia e do movimento social em geral.
Derrotas e desafios
A delegação empresarial paulista, evidentemente, será reduzida na mesma medida. No entanto, quem tem militância efetiva é o setor popular e não os empresários, que não precisarão descartar ninguém, apenas terão facilitado seu trabalho, pois sua representação será mais enxuta. Por outro lado, como o empresariado tem direito a uma cota nacional de 40% dos delegados, abre-se caminho para delegações empresariais maiores nos Estados menos populosos (e eventualmente menos mobilizados), a serem preenchidas por representantes dos monopólios midiáticos regionais e locais.
Em resumo, os movimentos sociais vêm colecionando derrotas no processo, apesar das proclamações entusiasmadas em sentido contrário de setores (como a direção da Fenaj e a ABCCom, entidade que representa os canais de TV comunitários) que equivocadamente enxergam na 1ª Confecom um espaço de negociação com o empresariado, e não estão dispostos a entrar em confronto com o capital.
Os setores combativos do movimento social, comprometidos com alterações que não sejam apenas cosméticas, estão, assim, diante de um duplo desafio: por um lado, maior organização e unificação na luta por avanços dentro da conferência; por outro lado, aproveitar ao máximo as energias despertadas nos processos organizativos de base e nas etapas locais e estaduais da 1ª Confecom, de modo a que o saldo político-pedagógico seja da maior qualidade.

* Pedro Estevam da Rocha Pomar é jornalista, editor da Revista Adusp e doutor em ciências da comunicação. Artigo publicado originalmente no jornal Página 13 edição eletrônica (número zero, 15/9/2009).

Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso adere à campanha Ficha Limpa

O Sindicato dos Jornalistas aceitou o convite feito pela Assessoria de Comunicação da Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso e aderiu à Campanha Ficha Limpa.

A Campanha Ficha Limpa é promovida pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) com o intuito de coletar mais de um milhão e trezentas mil assinaturas em todo o país, para o projeto de lei de iniciativa popular sobre a Vida Pregressa dos Candidatos.

O objetivo da campanha é alterar a Lei Complementar nº 64 e melhorar o perfil dos candidatos e candidatas a cargos eletivos do país, tornando mais rígidos os critérios de inelegibilidade. O projeto de lei de iniciativa popular precisa ser votado e aprovado no Congresso Nacional para se tornar lei e passar a valer em todas as eleições brasileiras. Para isso, é preciso que 1% do eleitorado brasileiro assine o Projeto.

Como participar
Para participar da Campanha Ficha Limpa, basta preencher e assinar o formulário de assinatura, registrando nele os dados de seu título eleitoral. Os formulários podem ser enviados diretamente para o comitê nacional do MCCE, na sede do Sindicato dos Jornalistas ou nas unidades do Ministério Público Federal em Cuiabá, Cáceres e Sinop (ver endereços abaixo).
A coleta de assinaturas deve ser realizada unicamente por meio do modelo de formulário próprio e impresso - não há possibilidade de aderir à campanha virtualmente - , pois assim será possível comprovar que as assinaturas se referem a este projeto de lei.

Todos também podem colaborar levando o formulário para casa, para a faculdade, para o grupo de amigos para coletar mais assinaturas para que o projeto de lei possa ser analisado pelo Congresso Nacional.

Os formulários estão disponíveis no site www.prmt.mpf.gov.br e no blog do sindicato http://sindicatodosjornalistasmt.blogspot.com .

Por que assinar
O Projeto de Lei de iniciativa popular sobre a vida pregressa dos candidatos pretende melhorar o perfil dos candidatos, já que visa a aumentar as situações que impeçam o registro de uma candidatura, incluindo:
a) Pessoas condenadas em primeira ou única instância ou com denúncia recebida por um tribunal – no caso de políticos com foro privilegiado – em virtude de crimes graves como: racismo, homicídio, estupro, tráfico de drogas e desvio de verbas públicas;
b) Parlamentares que renunciaram ao cargo para evitar abertura de processo por quebra de decoro ou por desrespeito à Constituição;
c) Pessoas condenadas em representações por compra de votos ou uso da máquina administrativa.
O projeto também visa estender o período que impede a candidatura, que passaria a ser de oito anos e tornar mais rápidos os processos judiciais sobre abuso de poder nas eleições, fazendo com que as decisões sejam executadas imediatamente, mesmo que ainda passíveis de recurso.

Entenda a Campanha
A Campanha Ficha Limpa surgiu de uma necessidade expressa na própria Constituição Federal, que determina a inclusão de novos critérios de inelegibilidades, considerando a vida pregressa dos candidatos. Assim, quando aprovado, o Projeto de Lei de iniciativa popular vai alterar a Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, já existente, a chamada Lei das Inelegibilidades.
Assinatura necessárias

Segundo dados do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, já foram arrecadadas mais de um milhão de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre a Vida Pregressa dos Candidatos. No entanto, para que seja enviado ao Congresso Nacional, são necessárias 1,3 milhões assinaturas.


Endereços:
Comitê Nacional do MCCE
SAS, quadra 5, Lote 2, Bloco N, 1º andar. CEP 70.438-900. Brasília – DF

Sindicado dos Jornalistas
Rua Antônio Maria, 382, 3º andar, sala 304, Centro. Cuiabá.

Unidade do Ministério Público Federal em Cuiabá
Rua Estevão de Mendonça, 830, Bairro Quilombo, esquina com a Avenida Getúlio Vargas
Fone (65) 3612.5000 - Fax (65) 3612.5005

Unidade do Ministério Público Federal em Cáceres
Rua São Pedro, 336 – Bairro Cavalhada
Fone: (65) 3222.3204

Unidade do Ministério Público Federal em Sinop
Avenida das Figueiras, 1852, Centro
Sinop - MT
Fone: (66) 3531.2087

Protesto contra o fim do diploma, na praça Ipiranga, nesta quinta, às 17h30

Colegas:O Sindicato dos Jornalistas convida a todos para mais um protesto contra o fim do diploma.Será nesta quinta-feira (17.09), na praça Ipiranga.Uma faixa será estendida no semáforo, sendo alternada para a Generoso Ponce e para a Prainha, sempre que o sinal fechar de um dos lados.Um carro de som ser instalado na esquina da praça, onde estará aberta a palavra para todos os colegas e para os nossos convidados - lideranças sindicais, comunitárias, estudantis e políticas que comparecerão para prestigiar nossa luta.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

15º NPC vai discutir mídia como 'partido da burguesia'


Informações sobre as inscrições para o 15º Curso Anual NPC


O 15º Curso Anual do NPC será realizado de 11 a 15 de novembro (de quarta a domingo), no Palácio Capanema (prédio da Funarte), no Centro do Rio, mesmo local onde ocorreu o 12º Curso, em 2006. Estamos fornecendo aqui as informações iniciais. Após a inscrição cada um receberá todas as demais informações necessárias.


A novidade é que este ano o curso terá início na quarta-feira, às 13h30. Como sempre, será bem puxado. Na quarta, será das 13h30 às 21h. Quinta e sexta serão dias bem cheios. No sábado serão oferecidas oficinas optativas. Cada participante poderá escolher duas oficinas, que acontecerão das 9h30 às 11h30, e das 11h30 às 13h30.

A tarde e a noite de sábado serão livres. Domingo, às 9h, haverá a projeção do filme Linha de passe, no cine Odeon, Centro da cidade. Logo após acontecerá um debate com João Pedro Stédile, do MST; Walter Moreira Salles, diretor do filme; e o MC Leonardo.



Mais informações: http://www.piratininga.org.br/

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Terceira entrevista da série 'Jornalistas de Mato Grosso - O que pensam?'


'Pautas existentes no interior são muitas, o que falta é uma imprensa séria', afirma Giselle Oliveira


Como será a imprensa no interior de Mato Grosso? A gente supõe. Giselle
Barbosa de Oliveira e outros poucos jornalistas diplomados vivem essa rotina
interiorana nos rincões do Estado. A maioria dos que exercem o jornalismo no
interior não têm formação acadêmica. Giselle é paulista e desde o início deste
ano trocou a loucura da urbanidade pela proximidade com o verde amazônico. Ela
mora em Alta Floresta. É assessora da Câmara Municipal e repórter de um jornal
local.



Nome completo: Giselle Barbosa de Oliveira
Idade: 26 anos
Local de nascimento: São José dos Campos – SP

Há quanto tempo vive em Mato Grosso? Qual cidade? Por que veio para cá?

Vivo em Alta Floresta desde o início de 2009. Cansei da vida agitada e da violência que já chegou ao interior do Estado de São Paulo.


Você tem formação acadêmica? Títulos?

Fiz jornalismo na Universidade de Mogi das Cruzes - SP. Tenho especialização Lato Sensus em Política Social e Gestão Institucional pela Universidade de Taubaté – SP.


Há quanto tempo é jornalista e como buscou essa profissão?
Desde 2005, sempre atuando como Assessora de Imprensa, e a partir do início desse ano trabalho como repórter do Jornal Mato Grosso do Norte e Assessora de Imprensa da Câmara Municipal de Alta Floresta. A opção do jornalismo como profissão se deu por diversos fatores principalmente o gosto pela leitura e a paixão por escrever.


Estado civil?

Solteira.


Filhos?

Não.


Porque sair de uma cidade como São Paulo para exercer o jornalismo no interior do país?

Primeiramente pela questão de oportunidades. Em São Paulo o mercado esta saturado de profissionais, e no interior do país existe uma carência que pode ser suprida por bons profissionais, que estão fora do mercado nas grandes metrópoles brasileiras.


Quais as pautas mais importantes a serem feitas no Norte de Mato Grosso?

Pautas existentes no interior são muitas, o que falta é uma imprensa séria, ética, que se preocupe em levar informação de qualidade e com responsabilidade a população. E que pare de priorizar a política como único subsídio de informação.


O jornalismo no interior é diferente do jornalismo das capitais?

Sim, aqui qualquer acontecimento fútil e sem nenhuma importância merece destaque como se fosse de interesse da população.


Você trabalha muito? Faz horas extras? Acha que ganha bem?

Trabalho demais, e sem receber horas extras....... Infelizmente no interior os salários ainda não são os almejados pelos profissionais.


Já cometeu algum erro que tenha que pedir desculpas públicas? Pedir desculpas é papel de jornalista?

Como em qualquer profissão existem erros. O formador de opinião não deve errar jamais, mais errar é humano. Recentemente cometi um pequeno erro, que rapidamente foi corrigido. Mas isso não justifica. O papel do jornalista não é pedir desculpas, é informar a população de forma clara, objetiva e ética.


A mídia no Brasil dita regras sociais?

A imprensa é feita por gente. Cada um tem seus preconceitos, suas idiossincrasias. Isso influi na cobertura.


Qual o papel do jornalista de modo geral? E da imprensa?

O papel do jornalista é levar o maior número de informações possíveis à sociedade, com clareza, objetividade, ética, responsabilidade e técnica. Quanto maior o acesso do público com a informação, mais ele pode se posicionar frente à realidade. No meu ponto de vista a imprensa é formada pelos profissionais.


A imprensa é livre ou atrelada, e, se é atrelada, a quem?

A imprensa deveria ser livre, mas percebo que no interior ela é atrelada demais aos grupos políticos. Pegue qualquer jornal do interior que você verá...


Daqui a 10 anos, que jornalista você quer ser?

Daqui a 10 anos quero estar lecionando. Nesse período pretendo fazer meu mestrado e doutorado.


Entre os filósofos, poetas, cantores e artistas plásticos, quais os seus preferidos?

Filósofos – René Descartes, Voltaire, Nietzsche, Kant, Auguste Comte, Karl Marx.

Poetas – Cecília Meireles, Ferreira Gullar, Vinícius de Morais, Carlos Drummond.

Cantores – Djavan, Ana Carolina, Chico Buarque, Seu Jorge, Barão Vermelho, Legião Urbana, U2, Creed, Coldplay, Red Hot Chilli Peppers, Laura Pausini, Bee Gees....entre outros.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MÉDICOS PLANEJAM CAMPANHA DE OUT DOOR

O Sindicato dos Médicos está planejando uma campanha de out-doors para denunciar à população de Cuiabá as reais condições em que se encontra o Pronto Socorro de nossa Capital. Aqueles que quiserem conversar mais sobre esta campanha, devem entrar em contato com o Dr. Alberto Bicudo Salomão, que é da Comissão de Imprensa formada pelo Sindicato. Celular para contato: 9224-6517. E-mail do Dr. Bicudo: salmig@terra.com.br - http://twitter.com/alberto_bicudo.









sexta-feira, 4 de setembro de 2009

BOICOTE AO SHOPPING GOIABEIRAS

Fonte: PáginadoE (www.paginadoenock.com.br)

Na sessão desta quinta-feira, o vereador e jornalista Toninho de Souza, foi quem puxou a corrente, na tribuna da Câmara Municipal: vamos fazer um boicote ao Shopping Goiabeiras enquanto não for completamente esclarecido e punido o bárbaro assassinato de que foi vítima o trabalhador Reginaldo Queiroz, crime que teria acontecido nas dependências daquele estabelecimento comercial. Depois do Toninho, Everton Pop, Sérgio Cintra e o vereador Levi Andrade também se manifestaram em favor do boicote. Uma reação justa contra um crime que tudo indica que foi hediondo. De acordo com Toninho de Souza, a morte de Reginaldo foi provocada por um preconceito atroz, manifestado pelos seguranças contra uma pessoa que ousou adentrar às instalações do shopping pobremente trajada.