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19 de mar. de 2008
MÍDIA NOSSA DE CADA DIA
Apesar de o Brasil ser um dos maiores países do mundo, em dimensões territoriais, o complexo midiático comercial está concentrado nas mãos de pouquíssimos. Não mais do que oito famílias milionárias - por meio de seus conglomerados empresariais - ditam o modus vivendi de um país inteiro. Assim, apenas uma parcela ínfima da sociedade reúne condições – econômicas e de formação educacional – de se livrar da ditadura midiática imposta pelos grupos Globo, Sílvio Santos, Abril, Folha, Record, RBS, Estado, Bandeirantes.
Essa concentração dos meios de difusão ideológica tem a seu favor a profunda exclusão econômica da maioria do povo brasileiro. Os programas assistencialistas de bolsas miseráveis do governo é a prova inconteste dessa humilhação econômica imposta a tantos. Por sua vez, esse contingente colossal de seres humanos marginalizados do eixo central da economia tem no complexo da mídia comercial seu único espaço para informação e entretenimento.
Do conjunto dessas empresas que funcionam como mais um poder instituído, a TV - pela sua capacidade de massificação - é a que mais se beneficia desse cliente, em geral, sem nenhuma educação formal; quando a tem, tal educação é ainda mais miserável do que sua pobreza econômica. Logo, esse "cidadão", obviamente, é um ser bastante anestesiado diante do que vê, por não possuir instrumentos suficientes para estabelecer qualquer diálogo crítico com ao que assiste.
Das TVs, a Rede Globo, desde que foi criada, em plena ditadura, ainda continua ditando - por meio de sua programação – padrão de “qualidade”, modas, normas, costumes etc. Isso sem falar na ingerência política da vida contemporânea do País. A Globo foi determinante na eleição de todos os presidentes civis pós-64, inclusive nas duas eleições de Lula/PT, embora tal partido faça jogo de cena para dizer o contrário.
Diante desse panorama, a falta de democracia na mídia é algo absolutamente previsível. Esse tem sido um dos grandes problemas para nosso povo. Portanto, pensar a democracia e a democratização dos meios de difusão ideológica torna-se premente. Para isso, a formação de fóruns que promovam tais discussões é de responsabilidade da sociedade civil organizada.
Nesse sentido, Mato Grosso está dando um salto. Começa a surgir entre nós a formação do Fórum Estadual pela Democratização da Comunicação. A iniciativa é do Conselho Regional de Psicologia (CRP). Esta entidade, preocupada, principalmente, com a classificação etária dos programas e a qualidade do conteúdo dos mesmos, passou a convidar outras entidades e instituições visando à ampliação do debate que já estava estabelecido no interior daquele conselho profissional.
Foi nesse bojo que pude representar - a convite - a diretoria da Seção Sindical dos Docentes da UFMT (ADUFMAT), já na segunda reunião do grupo. Também participaram da mesma reunião, além do CRP, representantes do Sindicato dos Jornalistas (Sindjor) e um docente vinculado ao Instituto Varzeagrandense de Educação e Faculdades Integradas (IVE), por conta do curso de Comunicação que há naquela instituição de ensino superior.
O próximo passo do grupo ocorrerá às 9h, do dia 26, na Sede da ADUFMAT (Oca), campus da UFMT. Será o momento da formalização do Fórum Estadual. Por isso, é importante que todos os cidadãos estejam presentes e dispostos a congregar o Fórum, principalmente aqueles que representam alguma entidade preocupada com a atuação da mídia brasileira. Afinal, esse será um dos melhores espaços para questionamentos sobre a atuação (na verdade, um intenso bombardeio diário) imposta pelos meios de comunicação que, a meu ver, são, na essência, meios de difusão ideológica do status quo.
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