O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), participou na última sexta-feira (14.03), da audiência pública que discutiu a revisão tarifaria de energia elétrica em Mato Grosso.
Apesar da redução de 8,63% na tarifa de energia elétrica, que entrará em vigor no próximo dia 08 de abril, técnicos da UFMT contestaram os dados apresentados pela Rede Cemat e da Aneel, que levaram o governo Federal a fixar o percentual de redução para o Estado.
De acordo com o professor do departamento de energia elétrica da UFMT, Dorival Gonçalves, existe uma assimetria de informações entre a Aneel e Rede Cemat, isso prejudica a revisão tarifária que leva em consideração os ganhos de produtividade e a diminuição dos custos da concessionária de energia.
Os movimentos sociais que participaram da audiência pública criticaram a falta de transparência nas informações e a metodologia de cálculo dos custos da energia.
Em apoio às reivindicações dos movimentos sociais, que solicitaram mais transparência na composição da tarifa de energia elétrica e na revisão tarifaria, o procurador chefe da Procuradoria da República no Estado Mato Grosso, Gustavo Nogami, disse que cabe ao MPF a defesa do regime democrático e por isso vai propor a realização de uma nova audiência pública de revisão tarifária, com a intenção de ampliar a participação popular no processo de revisão da tarifa.
Além dos representantes do governo Estadual e Federal, Rede Cemat, participaram da audiência pública representantes do Movimento Sem Terra (MST), Diretório Central de Estudantes da UFMT (DCE), Centro Acadêmico de Engenharia Elétrica da UFMT, o departamento de Matemática da UFMT, Sindicato dos Trabalhadores da Indústria, União Várzea-grandense de Moradores de Bairros (UNIVAB), Federação Mato-grossense de Moradores de Bairros (FEMAB), Centro Acadêmico de Direito da UFMT, Ministério Público Federal e Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR).
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