Das 18 teses apresentadas durante o III Congresso Estadual de Jornalistas de Mato Grosso, 15 foram aprovadas, duas foram retiradas pelos autores e uma, de autoria do Sindjor-MT, foi suspensa.
Diante da importância das discussões realizadas durante o Congresso e do compromisso do Sindjor em democratizar todas as discussões à categoria, disponibilizamos o caderno de teses na íntegra. Clique aqui para visualizar.
Os encaminhamentos do Congresso foram enviados à Fenaj por meio da Carta de Cuiabá. Confira conteúdo do documento abaixo:
Carta de Cuiabá
Nós, jornalistas profissionais do estado de Mato Grosso, reunidos no III Congresso Estadual de Jornalistas de Mato Grosso, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), entre os dias 8 e 10 de abril de 2011, na Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas do Estado, no município de Cuiabá, discutimos questões de interesse da categoria.
Com o tema “A notícia, o comunicador e os desafios na sociedade contemporânea” o congresso contemplou discussões pertinentes a todas as áreas da comunicação. Porém, tiveram destaque os debates em torno da democratização da comunicação, da qualificação profissional, da criação de Conselhos Estadual e Nacional de Comunicação e de Jornalismo e da qualidade da informação. Desta forma, a partir destas discussões, nós, congressistas do III Congresso Estadual dos Jornalistas do Estado de Mato Grosso, aprovamos as seguintes teses:
1ª) Levar adiante as propostas aprovadas na I Confecom;
2ª) A Fenaj deve dar todo o subsídio necessário aos sindicatos em uma grande campanha para politizar os jornalistas e exigir o cumprimento dos direitos básicos do trabalhador;
3ª) Diálogo com a opinião pública e com os demais trabalhadores por meio de emissão de notas, jornal semestral, blog e diálogo com demais movimentos sociais;
4ª) Capacitação para jornalistas. A ideia é de que cada sindicato, depois de fazer o levantamento das necessidades e demandas de aperfeiçoamento junto à categoria, trabalhe, em parceria com a Fenaj, para garantir a realização dos cursos, com criação de GTs e estudos de formação política;
5ª) É preciso investir em qualificação profissional para cobrir temas complexos;
6ª) As disciplinas teóricas devem ser fortalecidas no currículo acadêmico das faculdades de jornalismo;
7ª) Cartilha Nacional contra a Censura e pela Informação de Qualidade;
8ª) O futuro é agora: A complexificação do pensamento como procedimento a ser adotado pelo jornalismo impresso perante o jornalismo on-line;
9ª) Profissional de comunicação deve se afastar da mídia como trabalhador quando passar a exercer cargo político;
10ª) É necessária a criação dos Conselhos de Jornalismo para exigir o exercício ético e de boa qualidade da profissão;
11ª) Em defesa do diploma específico para exercer o jornalismo e pela regulamentação da profissão;
12ª) Apoio a jornalistas e grupos de comunidades quilombolas e indígenas;
13ª) O Negro e a Mídia - Que o Sindjor e a Fenaj sejam os responsáveis pela implementação das seguintes propostas: promover o aumento do ingresso do estudante negro ao ensino de Comunicação; fazer parceria com o Projeto Conexões de Saberes (UFMT) na promoção de atividades de interação com as comunidades de periferia; promoção de palestras sobre a questão racial para os alunos de Comunicação Social; elaboração de uma campanha nacional pela Defesa da Diversidade na imprensa;
14ª) É necessário fazer pesquisa para conhecer a categoria e fortalecer a luta;
15ª) FENAJ precisa fazer urgentemente campanha nacional por piso único e dar apoio aos sindicatos para organizar a categoria em todo o Brasil.
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