Em coletiva o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sindessmat) o médico José Ricardo de Mello esclareceu que a greve foi suspensa por iniciativa do Sindicato dos Profissionais de Enfermagem (Sinpen) e pelo Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos dos Serviços de Saúde de MT (Sessamt).
“Entramos com uma medida cautelar ontem pedindo a ilegalidade da greve e antes mesmo de sair a decisão, fomos comunicados que a greve fora suspensa pelos sindicatos dos profissionais de saúde envolvidos”, afirmou José Ricardo.
A greve foi suspensa a partir das 18h de ontem pelo Sinpen e Sessamt e ficou marcado uma audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho com previsão para sexta-feira (5) às 11h.
O Sindessmat ofereceu como proposta o percentual de 7% para o piso salarial dos profissionais de saúde, além do aumento de 18% sobre cesta básica e o percentual de 14% sobre o piso para calculo de insalubridade, ocorre que o Sinpen reivindica o reajuste de 29% .
Para o presidente do SINDESSMAT , o valor pedido é um parâmetro irreal se considerando os percentuais da categoria de outras regiões do país que estão oferecendo entre 6 e 7%. “Como vamos oferecer um aumento que pode ocasionar no fechamento de hospitais de menor porte localizados no interior do Estado, como por exemplo da região de Matupá. Não tem condições”, pondera José Ricardo.
O valor pedido de 29% está tão fora da realidade atual que o próprio reajuste concedido pelo INPC foi de 6,79%.
Mello ainda ressaltou que existem instituições que trabalham com salários acima do piso da categoria, contudo não se pode esquecer que uma convenção coletiva deve analisar a realidade global do setor e as diferenças regionais.
A greve durou menos de 12 horas.
FONTE: Assessoria de Imprensa do Sindessmat
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