
Políticos-apresentadores não comparecem a debate e MPE promete notificá-los
A promotoria eleitoral vai notificar os deputados-apresentadores Sérgio Ricardo (PR), Maksuês Leite (PP) e Walter Rabello (PP), para que mudem de postura em seus programas de TVPor Liana Menezes
Os deputados e apresentadores de programas de TV, Sérgio Ricardo (PR), Walter Rabello (PP) e Maksuês Leite (PP), que haviam se comprometido em participar do debate Mídia e Política – Usos e Abusos, ontem à noite na Assembléia Legislativa, refluíram de sua decisão e deixaram não só a platéia de nada menos que 300 pessoas, sentindo-se desrespeitada, como também a mesa composta por debatedores de alto nível.
O debate fluiu inteligentemente mesmo sem a presença dos três parlamentares e culminou com a decisão da promotoria eleitoral de expedir já na próxima semana uma notificação recomendatória aos parlamentares para que mudem a ‘postura’ diante das câmeras de seus programas de TV e se enquadrem dentro dos limites que a legislação eleitoral determina em relação à propaganda política extemporânea.
De acordo com o promotor eleitoral Marco Machado, autor da propositura, “caso os políticos-apresentadores não se enquadrem, respeitando as recomendações da promotoria eleitoral, o MPE entrará com ações judiciais contra todos eles, que terão 30 dias para se enquadrarem.
O também deputado-apresentador, Roberto França (sem partido), também foi convidado para participar do debate, mas foi o único dos três que conseguiu sair pela tangente antes de assinar o termo de compromisso, alegando já ter assumido compromissos de agenda anteriormente.
Na verdade, a legislação eleitoral vigente acaba sendo a grande pedra no caminho de quem quer combater os abusos de pré-candidatos a cargos eletivos especialmente em ano eleitoral. De acordo ainda com marcos machado há 11 anos as regras eleitorais são as mesmas, ou seja, engessam algumas decisões que já poderiam ser tomadas. “Ela não é clara quanto à atuação dos pré-candidatos antes que sejam oficializadas as convenções, partidárias. Neste caso até dia 9 de junho. Somente depois é que a justiça eleitoral tem respaldo legal para coibir os abusos”, explicou o promotor.
Polêmica
O cientista político e professor da UFMT, Manoel Motta defendeu a legitimidade dos da liberdade de expressão. No entendimento do professor Mota, os comunicadores não podem ser tolhidos em sua forma de expressão, porque isso fere a democracia e é arbitrário. Segundo argumentou “a atuação dos comunicadores é legítima e os limites deveriam estar na legislação”.
No outro lado da corda, o também professor da UFMT Roberto Boaventura, não aliviou nem um pouco para os parlamentares rebatendo Motta: A verdade é que eles “usam, abusam e tripudiam”.
Apelativos
Combativa, a representante da OAB-MT (Ordem dos Advogados do Brasil), Luciana Serafim não se conforma em ver como os apresentadores ‘abusam’ da credulidade do povo. “Esses programas em absoluto, podem ser chamados de jornalísticos. São construídos em cima da miséria do povo”. Ao responder uma das perguntas da platéia, a advogada refletiu: “como pode o cidadão que está vivendo num estado de miséria não achar que aquele ‘apresentador’ não é ‘o cara’. Lógico! Ele chorou em frente às câmeras, se condoeu com a dor do outro, deu o remédio, levou pro hospital, deu a fralda que faltava, construiu casa, deu cesta básica para famílias que estão na mesma Situação. Como esse apresentador não é ‘o cara’!
“Só quem esta ajudinha”, completou a advogada, “tem custado caro ao povo”. No entendimento dela o cidadão não está preparado para fazer esse tipo de análise crítica, separando as situações inclusive na hora de votar. “Ele quer saber se a cesta básica vai chegar em sua casa. As formas de assistencialismo são uma clara compra de votos”, acrescentou apontando ainda como uma corrida desleal para com os pré-candidatos que não podem fazer uso da mídia diária.
Também respondendo às perguntas da platéia sobre a celeridade que o MPE deveria ter em relação às denúncias formalizadas, a promotora Lindinalva Côrrea lembrou que os promotores eleitorais estão trabalhando há menos de um mês e que certamente todas as que já foram encaminhadas tanto pela OAB quanto pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) ou outro segmento, serão rigorosamente analisadas. “Vamos analisar cada caso e verificar se há fins eleitoreiros e se eles fazem propostas de campanha”, referindo-se aos deputados âncoras.
Estratégia
Todos os eventos que acontecem naquela casa de leis são transmitidos pela TV Assembléia. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, o debate também deveria ter sido transmitido. O que não aconteceu.
Fonte: Mídia News
O debate fluiu inteligentemente mesmo sem a presença dos três parlamentares e culminou com a decisão da promotoria eleitoral de expedir já na próxima semana uma notificação recomendatória aos parlamentares para que mudem a ‘postura’ diante das câmeras de seus programas de TV e se enquadrem dentro dos limites que a legislação eleitoral determina em relação à propaganda política extemporânea.
De acordo com o promotor eleitoral Marco Machado, autor da propositura, “caso os políticos-apresentadores não se enquadrem, respeitando as recomendações da promotoria eleitoral, o MPE entrará com ações judiciais contra todos eles, que terão 30 dias para se enquadrarem.
O também deputado-apresentador, Roberto França (sem partido), também foi convidado para participar do debate, mas foi o único dos três que conseguiu sair pela tangente antes de assinar o termo de compromisso, alegando já ter assumido compromissos de agenda anteriormente.
Na verdade, a legislação eleitoral vigente acaba sendo a grande pedra no caminho de quem quer combater os abusos de pré-candidatos a cargos eletivos especialmente em ano eleitoral. De acordo ainda com marcos machado há 11 anos as regras eleitorais são as mesmas, ou seja, engessam algumas decisões que já poderiam ser tomadas. “Ela não é clara quanto à atuação dos pré-candidatos antes que sejam oficializadas as convenções, partidárias. Neste caso até dia 9 de junho. Somente depois é que a justiça eleitoral tem respaldo legal para coibir os abusos”, explicou o promotor.
Polêmica
O cientista político e professor da UFMT, Manoel Motta defendeu a legitimidade dos da liberdade de expressão. No entendimento do professor Mota, os comunicadores não podem ser tolhidos em sua forma de expressão, porque isso fere a democracia e é arbitrário. Segundo argumentou “a atuação dos comunicadores é legítima e os limites deveriam estar na legislação”.
No outro lado da corda, o também professor da UFMT Roberto Boaventura, não aliviou nem um pouco para os parlamentares rebatendo Motta: A verdade é que eles “usam, abusam e tripudiam”.
Apelativos
Combativa, a representante da OAB-MT (Ordem dos Advogados do Brasil), Luciana Serafim não se conforma em ver como os apresentadores ‘abusam’ da credulidade do povo. “Esses programas em absoluto, podem ser chamados de jornalísticos. São construídos em cima da miséria do povo”. Ao responder uma das perguntas da platéia, a advogada refletiu: “como pode o cidadão que está vivendo num estado de miséria não achar que aquele ‘apresentador’ não é ‘o cara’. Lógico! Ele chorou em frente às câmeras, se condoeu com a dor do outro, deu o remédio, levou pro hospital, deu a fralda que faltava, construiu casa, deu cesta básica para famílias que estão na mesma Situação. Como esse apresentador não é ‘o cara’!
“Só quem esta ajudinha”, completou a advogada, “tem custado caro ao povo”. No entendimento dela o cidadão não está preparado para fazer esse tipo de análise crítica, separando as situações inclusive na hora de votar. “Ele quer saber se a cesta básica vai chegar em sua casa. As formas de assistencialismo são uma clara compra de votos”, acrescentou apontando ainda como uma corrida desleal para com os pré-candidatos que não podem fazer uso da mídia diária.
Também respondendo às perguntas da platéia sobre a celeridade que o MPE deveria ter em relação às denúncias formalizadas, a promotora Lindinalva Côrrea lembrou que os promotores eleitorais estão trabalhando há menos de um mês e que certamente todas as que já foram encaminhadas tanto pela OAB quanto pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) ou outro segmento, serão rigorosamente analisadas. “Vamos analisar cada caso e verificar se há fins eleitoreiros e se eles fazem propostas de campanha”, referindo-se aos deputados âncoras.
Estratégia
Todos os eventos que acontecem naquela casa de leis são transmitidos pela TV Assembléia. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, o debate também deveria ter sido transmitido. O que não aconteceu.
Fonte: Mídia News
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